Siniya Pokha - A sobrevivência dos costumes

Yusseff Abrahim
1
Yusseff Abrahim · Manaus, AM
22/1/2007 · 287 · 14
 

Quando uma pessoa da etnia Tukano fala siniya pocka para algu√©m, ele certamente j√° est√° passando para as suas m√£os uma cuia ou caneca com √°gua e farinha de mandioca misturados. ‚ÄúBeba chib√©‚ÄĚ √© a tradu√ß√£o para um gesto comum de hospitalidade e generosidade aos visitantes, e sendo o anfitri√£o especialmente Tukano, √© recomend√°vel beber para mostrar simpatia e boa vontade em sua visita. Mas se o gesto for oferecido com as palavras ren xibe, que significa o mesmo em l√≠ngua geral, Nheengatu, o visitante pode desobrigar-se de beber, pois sua eventual recusa n√£o carrega o risco de ofender membros das etnias que falam este idioma.

Beber chib√© a qualquer hora do dia √© um habito comum em S√£o Gabriel da Cachoeira, no interior do Amazonas. Basta andar na rua para perceber algu√©m na frente de casa, em franca atividade com uma colher e uma caneca de alum√≠nio nas m√£os. √Č uma cidade fascinante pelos detalhes da cultura ind√≠gena que permanecem mesmo com o estabelecimento de um modo de vida urbano. N√£o poderia ser diferente, j√° que 80 por cento dos moradores √© ind√≠gena ou descendente. No munic√≠pio, a propor√ß√£o sobe para 98% entre etnias dos quatro troncos ling√ľ√≠sticos que predominam na regi√£o da Cabe√ßa do Cachorro, no alto rio Negro: Nheengatu, Tukano Oriental, Aruak e Yanomami.

Muitas caracter√≠sticas fazem deste munic√≠pio o mais ind√≠gena do Brasil, e j√° que estamos falando de l√≠ngua, S√£o Gabriel da Cachoeira √© o √ļnico munic√≠pio brasileiro a ter tr√™s l√≠nguas al√©m do portugu√™s como co-idiomas oficiais aprovados por lei: Nheengatu, Tukano e Baniwa (esta √ļltima pertencente ao tronco ling√ľ√≠stico Aruak). Caminhando pela cidade √© comum ouvir pessoas conversando na rua, a maioria em Tukano e Nheengatu, isso ocorre principalmente no √Ęmbito familiar ou entre amigos da mesma etnia. ‚ÄúA gente est√° conversando aqui em Piratapuia (tronco ling√ľ√≠stico Tukano Oriental)‚ÄĚ, respondeu o professor Genival Gon√ßalves, 35, durante almo√ßo com outros dois amigos. ‚Äú√Č importante falar para manter nossas ra√≠zes, n√£o deixar nossa cultura se perder‚ÄĚ, comentou. Mas o idioma que predomina nas manifesta√ß√Ķes coletivas √© o Tukano, usado no mesmo n√≠vel do portugu√™s e bem mais compreendido. O Festribal, festival da cidade que celebra a cultura ind√≠gena da regi√£o, √© uma √≥tima oportunidade para a constata√ß√£o da for√ßa do idioma tamb√©m usado nas assembl√©ias de associa√ß√Ķes comunit√°rias ou movimentos sociais locais. ‚ÄúTodo mundo sabe Tukano‚ÄĚ, conta o professor.

Assim como comunicar, a alimenta√ß√£o como necessidade cotidiana gera manifesta√ß√Ķes culin√°rias tradicionais, embora mais presentes no meio familiar ou comunit√°rio. No com√©rcio predomina o sistema self-service e as conhecidas refei√ß√Ķes pr√°ticas, sendo poucos os restaurantes que mant√©m alguns pratos ind√≠genas no card√°pio tornando escassas as oportunidades de degusta√ß√£o por parte de visitantes. Mas muito al√©m do chib√© de todo dia, algumas fam√≠lias fazem quest√£o de preservar h√°bitos culin√°rios tamb√©m como um ato social que simboliza amizade. ‚ÄúGostamos de reunir a fam√≠lia e amigos aos domingos, fazemos uma quiampira bem tradicional (isso significa: com muita pimenta) e nos reunimos para comer sentados ao ch√£o e conversar em nossa l√≠ngua‚ÄĚ, conta o descendente da etnia Desana, D√©lio Alves, 23. Refor√ßando o aspecto fraterno, a refei√ß√£o ainda √© acompanhada de uma bebida, servida em uma cuia que √© passada de m√£o em m√£o, em geral o chib√©, caxiri ou vinho de alguma fruta (vinho aqui significa suco. Sofre curta fermenta√ß√£o, mas n√£o-alco√≥lica).

Os bairros perif√©ricos de S√£o Gabriel da Cachoeira crescem como resultado de um movimento populacional do interior para a sede do munic√≠pio, que geopoliticamente representa uma ilha cercada de reservas ind√≠genas, logo, a chegada destas popula√ß√Ķes trazendo costumes mais arraigados √† cultura ind√≠gena provoca situa√ß√Ķes peculiares, como a constru√ß√£o de casas populares pelo poder p√ļblico sem a divis√£o por c√īmodos. ‚ÄúO ind√≠gena n√£o tem individualismo, n√£o precisa de quartos‚ÄĚ, explica D√©lio, considerando a casa como espa√ßo coletivo de comunh√£o entre parentes e amigos.

Choques culturais - Religiosidade

O encontro das culturas na regi√£o do alto rio Negro √© em princ√≠pio conflitiva. Embora a igreja cat√≥lica colonial tenha chegado de modo pragm√°tico, considerando ‚Äúobra do dem√īnio‚ÄĚ tudo que era ind√≠gena, hoje, motivada pelo descontentamento de fi√©is e o avan√ßo de outras doutrinas, t√™m tornado sua atua√ß√£o mais male√°vel em uma tentativa de caminho inverso chamada incultura√ß√£o. ‚Äú√Č um termo teol√≥gico sob o qual a f√© em Cristo √© exposta a partir dos costumes destes povos‚ÄĚ, afirmou o bispo da cidade, Dom Walter Azevedo.

A constru√ß√£o de novas igrejas nos bairros perif√©ricos materializa esta disposi√ß√£o em seu formato que lembram ocas, mas o discurso n√£o demora a revelar sua curta flexibilidade. ‚ÄúO importante √© que se creia em um Deus √ļnico independente de seu nome, mas com o cuidado de tirar uma id√©ia imperfeita. N√£o podemos admitir um Deus com esposa, filhos e antropom√≥rfico‚ÄĚ, explica o bispo, negando considerar isso uma imposi√ß√£o ao basear-se na experi√™ncia com √≠ndios Yanomami. ‚ÄúMantemos todos aqueles esp√≠ritos da sua cren√ßa, mas os colocamos como intermedi√°rios de nosso Deus supremo e √ļnico‚ÄĚ, conclui com naturalidade, mesmo jogando toda uma mitologia para um segundo escal√£o espiritual.

Mas esta nova estrat√©gia encontra duas raz√Ķes para existir. Para o psic√≥logo M√°rcio Albuquerque, a postura violenta de doutrina√ß√£o entrou em choque com os movimentos organizados de resgate cultural. ‚ÄúSe n√£o fizessem isso, daqui a pouco n√£o ter√≠amos nem mais um √≠ndio cat√≥lico aqui‚ÄĚ, afirma, apontando ainda o avan√ßo das igrejas evang√©licas principalmente nos bairros perif√©ricos.

Choques culturais ‚Äď Ex√©rcito

Uma das maiores atra√ß√Ķes do Pelot√£o Especial de Fronteira ‚Äď PEF, baseado em S√£o Gabriel da Cachoeira, √© o destacamento de soldados ind√≠genas armados com zarabatanas, arma silenciosa na forma de um tubo comprido de madeira que, ao ser soprado em sua extremidade lan√ßa dardos envenenedos com curare. Mas o que parece uma harm√īnica integra√ß√£o entre culturas a servi√ßo da p√°tria, teve alguns detalhes revelados por um soldado de origem ind√≠gena que preferiu preservar sua identidade √† reportagem do Overmundo. ‚ÄúN√£o √© t√£o f√°cil para n√≥s aqui, viemos para o ex√©rcito por ser uma alternativa de ganhar um dinheiro, mas a gente era muito humilhado e os comandantes s√£o todos de fora, tudo estrangeiro, n√£o tem √≠ndio comandando‚ÄĚ, explica, reproduzindo o termo estrangeiro como um modo dos locais de se referirem √† brasileiros oriundos do Sul e Sudeste.

O levante pela revigora√ß√£o dos valores da cultura ind√≠gena tamb√©m teve reflexos neste espa√ßo, gerando um epis√≥dio vitorioso para os √≠ndios, mas com a repercuss√£o abafada fora do quartel. ‚ÄúPor muito tempo fomos chamados de Maku (mac√ļ) por tenentes e superiores que sabiam que estavam nos humilhando chamando assim, mas eles faziam isso assim mesmo‚ÄĚ, conta o soldado, at√© que, cansados de serem ofendidos, soldados ind√≠genas desencadearam um movimento dentro do quartel que quase descambou para a briga. ‚ÄúNingu√©m queria brigar, mas n√£o respeitavam a gente, no final, conversamos e conseguimos acabar com esse neg√≥cio de chamarem a gente de Maku. Estamos aqui pra defender o pa√≠s, ningu√©m tem que humilhar ningu√©m‚ÄĚ, enfatiza o militar.

Apesar de designar um tronco ling√ľ√≠stico, o termo Maku representa entre os povos ind√≠genas um estigma terr√≠vel. Segundo o antrop√≥logo Ant√īnio Maria de Sousa, um termo recomendado apenas para quem quiser arrumar uma confus√£o muito grande na cidade. ‚ÄúChamar algu√©m de Maku significa associ√°-lo √† esc√≥ria das sociedades ind√≠genas, √≠ndios sem poder ou autonomia que historicamente foram escravizados at√© por outras etnias‚ÄĚ, conta. Ouve-se popularmente que Maku que √© Maku, somente possui identidade quando tem dono, quem determina o que ele √© e o que faz. Logo, a baixa auto-estima arraigada ao termo gera brigas com conseq√ľ√™ncias s√©rias cada vez que algu√©m resolve ofender o outro em S√£o Gabriel da Cachoeira, no seu mais alto grau.

Choque cultural ‚Äď Sa√ļde

O conhecimento m√≠tico ind√≠gena explica tudo o que existe no mundo e condiciona a rela√ß√£o do homem com o mesmo. Nas quest√Ķes de sa√ļde, n√£o s√≥ a aplica√ß√£o do conhecimento tradicional na cura de doen√ßas por meio de folhas, cascas de √°rvores ou flores no preparo de misturas √© amplamente utilizado, rituais de reza e benzimento por meio de paj√©s, que variam conforme a etnia, tamb√©m s√£o freq√ľentes. ‚ÄúQuando a administra√ß√£o dos hospitais percebeu a for√ßa dos paj√©s nas comunidades e os trouxe para atuar dentro dos ambulat√≥rios, o atendimento melhorou e os ind√≠genas passaram a respeitar e seguir o tratamento indicado pelos m√©dicos‚ÄĚ, conta o psic√≥logo M√°rcio Albuquerque, especializado em Sa√ļde Hospitalar e que trabalha no hospital de baixa e m√©dia complexidade em Yauaret√™.

Normalmente os comunit√°rios ainda procuram muito mais os paj√©s do que a medicina, principalmente nas comunidades, estes personagens centralizam n√£o apenas o poder de cura, mas o posto de homens mais s√°bios. ‚ÄúTudo gira em torno do paj√©, √© com ele que crian√ßas e adultos v√£o se orientar, pedem conselhos e buscam prote√ß√£o espiritual antes mesmo do aparecimento de doen√ßas‚ÄĚ, conta o psic√≥logo, que quando chegou para trabalhar na regi√£o testemunhou cenas de maus-tratos de enfermeiros e m√©dicos com os ind√≠genas, por conta da falta deste entendimento. Hoje, M√°rcio trabalha visando a uni√£o harm√īnica das culturas como complementares. ‚ÄúA nossa cultura chegou subjugando um conhecimento que somente agora, percebendo seu valor inclusive para n√≥s, estamos concluindo que o melhor √© associar o tradicional ao ocidental‚ÄĚ, explica, apontando como o √ļnico problema a chegada de alguns profissionais do Sudeste e Sul do pa√≠s com uma vis√£o colonizadora. ‚ÄúCom o tempo fazemos o profissional perceber que se trata de indiv√≠duos com uma cultura diferente, e n√£o pessoas em est√°gio inferior de evolu√ß√£o‚ÄĚ, conclui, repetindo o conceito elaborado na Constitui√ß√£o de 1988, que representou o mais significativo ganho pol√≠tico para os ind√≠genas. Quando sair das p√°ginas para o senso comum do brasileiro, o que primeiros habitantes do Brasil esperam √© a implementa√ß√£o de um processo de integra√ß√£o menos doloroso em S√£o Gabriel da Cachoeira e todo o alto Rio Negro.

compartilhe

comentŠrios feed

+ comentar
Clara Bóia
 

Que √≥timo artigo, Yussef! √Č bom saber que ainda exista alguma resist√™ncia da cultura ind√≠gena - apesar de tantas for√ßas ao contr√°rio. Principalmente por manterem suas l√≠nguas, pois depois que a l√≠ngua morre, n√£o resta muita coisa. Aqui em SC existe um caso que tomou um rumo bastante diferente. Deixo aqui a sugest√£o de voc√™ dar uma lida no texto Xokleng, o nome que te deram, da Aline Assump√ß√£o, que comenta sobre a situa√ß√£o ind√≠gena aqui no estado.
Também sugiro que você deixe mais claro no texto em que estado fica a cidade referida (acredito que seja no Amazonas).
Um abraço.

Clara B√≥ia · Blumenau, SC 18/1/2007 22:29
1 pessoa achou ķtil · sua opini„o: subir
Yusseff Abrahim
 

Caramba! Acho que esta foi a leitura mais r√°pida que uma mat√©ria minha p√īde ter (ainda estava editando quando vi teu coment√°rio).
Seja bem vinda e obrigado pela dica, vou l√° checar este caso em SC. J√° era interessado na quest√£o ind√≠gena, depois desta ida √† S√£o Gabriel da Cachoeira, estou mais ainda. Mas sem ilus√Ķes, n√©? O que torna a resist√™ncia maior nesta regi√£o √© a dist√Ęncia dos grandes centros.. talvez a√≠ o motivo da realidade ind√≠gena catarinense (mas vou ler para opinar melhor).
Ah, sim. Já fiz a retificação sugerida!
Valeu!

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 18/1/2007 22:45
sua opini„o: subir
Tetê Oliveira
 

Parabéns pelo excelente texto, Yussef. Bem completo e abrangente ao traçar um retrato de São Gabriel da Cachoeira.
J√° conhecia um pouco da hist√≥ria da cidade, inclusive pretendia visit√°-la durante uma viagem √† Amaz√īnia, mas infelizmente n√£o pude.
S√£o Gabriel tamb√©m √© refer√™ncia, em √©pocas de elei√ß√£o, pelo grande n√ļmero de eleitores e pol√≠ticos ind√≠genas. E, pelo que sei, atrai o investimento de ONGs e outras entidades, p√ļblicas e privadas, inclusive internacionais, para a realiza√ß√£o de projetos sociais, culturais etc.
Quanto ao texto, observei uns probleminhas de acentuação, por exemplo no uso de crase em "à brasileiros" e "à serviço da pátria". Se puder, dê uma olhadinha, ok?
Mais uma coisa, fiquei curiosa sobre a culinária. O que é quiampira?
Abraço.

Tet√™ Oliveira · Nova Igua√ßu, RJ 19/1/2007 00:08
1 pessoa achou ķtil · sua opini„o: subir
Yusseff Abrahim
 

√Č preciso tem muito tempo para ir de barco, ou uma boa reserva financeira para ir de avi√£o (a passagem de Manaus-SGC √© mais cara do que Manaus-S√£o Paulo).
O mais legal destes candidatos está no horários eleitoral da tevê, eles apresentam todas as suas propostas em tukano. O máximo!
Tem muitas entidades l√° mesmo, o destaque entre as mais atuantes na cidade s√£o realmente o Instituto Socioambiental-ISA e a Federa√ß√£o das Organiza√ß√Ķes Ind√≠genas do Rio Negro - FOIRN.
Ah sim, obrigado por colaborar na edição, mas ainda vou fazer os links (que são muitos), daí você vai ter tudo disponível e certinho... até as crases. Heheh.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 19/1/2007 13:32
2 pessoas acharam ķtil · sua opini„o: subir
F√°bio Fernandes
 

Yusseff, muito bom teu texto. O batalhão indígena das zarabatanas é algo só comparável aos Lanceiros Negros que lutaram nos Farrapos. (E, infelizmente, com o mesmo preconceito.) A questão do estrangeiro também é algo que deveríamos aprender a ver: para os índios, nós somos os invasores. (E somos mesmo, porque a maioria de nós descende de europeus ou orientais - minha família, por exemplo, veio da Espanha e de Portugal, embora no século XIX tenha havido uma saborosa miscigenação com índios e negros).

F√°bio Fernandes · S√£o Paulo, SP 21/1/2007 13:37
1 pessoa achou ķtil · sua opini„o: subir
Yusseff Abrahim
 

Concordo plenamente, F√°bio! Ali√°s, quando usei o termo "atra√ß√£o" foi inspirado no ganho em termos de imagem que o ex√©rcito faz disso para a opini√£o p√ļblica. Excelente rela√ß√£o com os Maragatos.
E tamb√©m admiro muito o uso do termo "estrangeiros", mas admito que, quando estava na Casa de Forno fui hostilizado por uma ind√≠gena que n√£o queria ser fotografada (com todo o direito). Era durante uma das apresenta√ß√Ķes do Festribal e ela apontava com raiva para o gin√°sio dizendo: "Voc√™ tem que fotografar aquilo l√°!".
Bem, resolvi mostrar que estava apagando a imagem dela, quando me aproximei e ela perguntou: "Voce não é estrangeiro? Vai pra lá então!"
Daí começou toda uma discussão, disse que não era estrangeiro por que era de Manaus, e minha avó era filha de peruanos...além do mais tinha ido pra lá para encontrar aquele tipo de manifestação, e não o espetáculo fake do Festribal.
Foi muito blá blá blá até sensibilizá-la, claro, mas sempre mostrando meu olhar de respeito diante da riqueza cultural deles. Foi muito bom, depois ela mesmo pediu para que eu tirasse uma foto dela e mostrasse depois.
Percebi que não se tratava ali de um tabu religioso, mas uma desconfiança do uso que faria da imagem quando a divulgasse.
Quanto a mim, ainda sou descendente de sírios... faça idéia da mistura.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 21/1/2007 19:51
sua opini„o: subir
Yusseff Abrahim
 

Ah, t√°! Depois que disse que era do Amazonas, ela me "aceitou" e deixei de ser estrangeiro .

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 21/1/2007 19:55
sua opini„o: subir
Felipe Obrer
 

Taí uma colaboração rica! Texto e fotos muito bons. E nunca vou achar que comentar só elogiando é dispensável, já que uma das vantagens deste ambiente é que podemos ser mais cordiais do que somos muitas vezes na vida cotidiana.
Abraço.

Felipe Obrer · Florian√≥polis, SC 22/1/2007 21:38
sua opini„o: subir
Thiago Paulino
 

Yusseff,
Parab√©ns pela contribui√ß√£o.. √© lendo algo assim que podemos entender melhor nosso pa√≠s. Muito bem escrito, rico em informa√ß√Ķes e demonstra que voc√™ √© um cara bastante inteirado com a tem√°tica dos povos que aqui primeiro vieram e pra mim carregam uma sabedoria ancestral que ainda n√£o damos valor algum...
Acho que no texto na parte do Festribal tu podias citar o seu caráter fake (colocado por tu mesmo em um dos comentários). Também achei interessante a história de como a índia a princípio te ameaçou e depois de uma conversa ela compreendeu a sua sensibilidade e real intenção. Acho q seria legal citar este acontecimento também no texto (mas isso aí... já é questão de estilo, pois nem todos gostam de dar um tom mais "pessoal" ao texto). De qualquer forma, assim com está, a reportagem tá muito boa demonstrando também a questão dos choques culturais sobre enfoques diferentes. Valeu cara!
Abraço.

Thiago Paulino · Aracaju, SE 23/1/2007 01:13
sua opini„o: subir
Yusseff Abrahim
 

Po, felipe! Muito obrigado! Fico feliz em saber que você "simplesmente" gostou. Qualquer pessoa que se dedica a publicar o que faz se sente gratificado com o feedback, favorável então... melhor ainda.
Ent√£o Thiago, esse talvez tenha sido o texto mais gratificante de todas as minhas colabora√ß√Ķes para o Over, pelo crescimento intelectual que essas experi√™ncias me proporcionaram; por ter tido a oportunidade de tocar em assuntos que n√£o foram sequer discutidos pela m√≠dia tradicional (ah, n√£o digo isso com surpresa), al√©m de colaborar com o m√°ximo de imagens que o site permite e mostrar esta realidade para voc√™ e todos que moram longe de n√≥s.
Se voc√™ acessar o link do FESTRIBAL, voc√™ vai ter acesso √† primeira parte do texto que descreve minhas impress√Ķes ao ter assistido o festival pela primeira vez, por isso n√£o citei nada aqui.
Voc√™ n√£o tem id√©ia da quantidade de coisas que deixei de fora... s√£o mais graves, como os freq√ľentes suic√≠dios em s√©rie de adolescentes ind√≠genas em idade escolar. Tive o desprazer de presenciar um desses jovens enforcado na √°rvore... uma imagem que me perturbou ao ponto de n√£o saber o que escrever mais sobre a viagem e o Festribal com todas as rela√ß√Ķes de for√ßa e contradi√ß√Ķes que o envolvem.
Mas no momento certo, ou seja, com uma compreens√£o mais ampla das motiva√ß√Ķes (ou desmotiva√ß√£o pela vida) por parte destes jovens, vamos ver se √© poss√≠vel produzir algo no perfil do Overmundo.
Quanto ao toque pessoal... é que eu prefiro expor mais os fatos e os depoimentos colhidos para evitar o risco do descrédito do que escrevo. Podem me acusar por excesso de paixão (sou jornalista e tenho estes "pudores" em prol de um resguardo moral - uma espécie de conflito interno). Mas, claro que meu posicionamento sobre o assunto fica evidente principalmente quando comento, por exemplo, o discurso integrador do bispo em relação à mitologia.
No mais, muitíssimo obrigado por comentar e sinta-se sempre bem vindo!

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 23/1/2007 14:20
sua opini„o: subir
Thiago Paulino
 

P√ī cara que realidade triste e chocante... realmente fazer textos assim pertuba com qualquer um de n√≥s (sou jornalista tamb√©m) que tenha um olhar mais cr√≠tico ou sens√≠vel a realidade. E √© bom ver algu√©m da nossa profioss√£o com esta lucidez... Se realmente vir a a produzir algum material sobre a hist√≥ria dos jovens estarei atento para ler. Ah vou checar o link tamb√©m, valeu..
Abraço.

Thiago Paulino · Aracaju, SE 24/1/2007 17:20
sua opini„o: subir
Gabriel Ara√ļjo
 

Ol√° Yusseff! Me interessei pelas fotos da sua mat√©ria. Fa√ßo parte da equipe de desenvolvimento de uma vers√£o de linux educacional que ser√° lan√ßada pelo governo do Estado do Par√°. Ela ser√° distribu√≠do sem fins-lucrativos para as escolas da regi√£o e tamb√©m para os professores. Como a licen√ßa do conte√ļdo desta mat√©ria √© sobre Creative Commons, talvez irei usar uma das fotos desta para a capa de um dos nossos cd's, ok?

Se a sua foto realmente for escolhida, o seu nome irá sair nos créditos do cd, ok?

Gabriel Ara√ļjo · Benevides, PA 25/2/2008 15:47
sua opini„o: subir
Yusseff Abrahim
 

Só tem uma condição Gabriel... me dar uma cópia do CD
; )
Estou orgulhoso de fazer parte disso. se vc precisar da foto com melhor resolução, é só dizer.
Abraço!

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 25/2/2008 20:23
sua opini„o: subir
Gabriel Ara√ļjo
 

Olá Yusseff! A sua foto ficou ótima e foi escolhida. Já fizemos um modelo da capa. Se você puder me enviar a foto com melhor resolução, agradeço muito! Envie para um dos seguintes endereços:
projetoset@ufpa.br ou desousa@ufpa.br, ok?
Não se esqueça de nos enviar o seu endereço também para o envio do cd, ok?

Gabriel Ara√ļjo · Benevides, PA 26/2/2008 19:12
sua opini„o: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. FaÁa primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

imagens clique para ampliar

Igrejas no formato de ocas são construídas nos bairros periféricos da cidade zoom
Igrejas no formato de ocas são construídas nos bairros periféricos da cidade
Imagem na diocese sugere união do cristianismo com a cultura indígena zoom
Imagem na diocese sugere união do cristianismo com a cultura indígena
A apimentad√≠ssima quiampira, acompanhada de beij√ļ e chib√© para refrescar zoom
A apimentad√≠ssima quiampira, acompanhada de beij√ļ e chib√© para refrescar
O caxiri é uma bebida de fermentação alcóolica comum nos dias de festa zoom
O caxiri é uma bebida de fermentação alcóolica comum nos dias de festa
Preparando beij√ļ na Casa de Forno, local de uso coletivo em comunidades e tribos zoom
Preparando beij√ļ na Casa de Forno, local de uso coletivo em comunidades e tribos
Panela de uso coletivo para vinho de pupunha. √Č fermentado, mas n√£o alco√≥lico zoom
Panela de uso coletivo para vinho de pupunha. √Č fermentado, mas n√£o alco√≥lico

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

VocÍ conhece a Revista Overmundo? Baixe jŠ no seu iPad ou em formato PDF -- ť grŠtis!

+conheÁa agora

overmixter

feed

No Overmixter vocÍ encontra samples, vocais e remixes em licenÁas livres. Confira os mais votados, ou envie seu průprio remix!

+conheÁa o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados