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Tá doendo?

VOCÊ ESTÁ PRESTES A ENTRAR EM UMA REPORTAGEM COM MATERIAL IMPRÓPRIO PARA MENORES DE 18 ANOS. OS ASSUNTOS TRATADOS AQUI, REFERENTES AOS MÚLTIPLOS ASPECTOS DO MUNDO SADOMASOQUISTA, TAMBÉM PODEM FERIR A SUSCETIBILIDADE DOS MAIS DESAVISADOS.


I

Sexta à noite, boate Kubalada, Centro de Fortaleza. Ela senta de pernas cruzadas, impecável. Sorve coca-cola por um canudo. Não reconheço. À sua direita, Tiago ajoelha aos seus pés, lambe sua bota preta. Pende uma barriga branca, sobra do cós da saia, brilhosa, 10 centímetros, no máximo. Látex preto sobre a face, qual carrasco. Levanta-se. Baba do calor do látex, tem olhar calmo. Passa a mão em seu joelho. — "Tá doendo?", ela pergunta. — "Não, minha dona", e se alinha, em pé, ao lado. Um rastro arrastado de corrente tilintando. Carlos Henrique vem, passos curtos. Veste uma empregada doméstica alta, esguia, erótica. Máscara branca mostrando outro rosto. Ela mesma desenhou o figurino. Cotovelos e tornozelos algemados. Uma coleira no pescoço, qual cachorro.
Tiago, em pé, abre as pernas e segura com as duas mãos a teia de correntes pendurada em uma das paredes da boate Kubalada. É uma das primeiras cenas da noite. Ele, sub-tiago {RF}, é escravo de Amanda, Rainha Frágil. Prepara-se para uma cena de spanking. Ela bate com um cane em suas nádegas. Primeiro sobre a saia. O cane é uma vara de bambu ou rattan, que geralmente tem entre 30 e 60 centímetros de comprimento, conhecido, particularmente, pelas marcas, que se revelam de fato na manhã seguinte. Sobe a saia, arria a sunga, e lapeia direto a pele. Coisa rápida. Rainha Frágil está preocupada com a produção da festa, por isso fará algumas poucas cenas na noite.

Ela puxa Henrique pela coleira. ideiafix {RF} segue, algemado, como se seu corpo de 1,8 metros engatinhasse de pé. Ela o prende numa gaiola adequada ao tamanho, à vista do público da festa. Rainha Frágil tem controle sobre tudo. Conheceu, há mais de 10 anos, a sigla que mudou o velho entra-e-sai.

BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), sigla que agrega uma infinidade de fetiches eróticos, rotulados tradicionalmente como transtornos sexuais. Sua face mais conhecida é o sadomasoquismo, com seus papéis de dominação e submissão. Mas suas possibilidades são incalculáveis e seus praticantes escapam aos estereótipos.

O BDSM confunde fantasia e realidade. Pode ser uma prática bastante delimitada no tempo e espaço, restrita às cenas, como se chamam as relações sexuais sadomasoquistas, que são interpretadas e vividas ao mesmo tempo, sem uma clara diferenciação entre realidade e fantasia; ou mesmo um modelo de vida para seus adeptos, estando presente no cotidiano de alguns.

Quase todos os praticantes de BDSM em Fortaleza se esgueiram em seus dia-a-dias, escondendo a prática pelo preconceito da sociedade. "Como é que você acha que vão encarar, por exemplo, um médico assumidamente sádico?", pergunta Rainha Frágil, praticante e ativista do BDSM em Fortaleza.


II

Segunda-feira. Uma mulher de meia idade entra no sex shop, dirigi-se à prateleira de filmes pornôs e, em meio à monotonia de loiras peitudas arreganhadas, pega o DVD Puck - o duende perverso. Um filme, sem sinopse, baseado na obra do clássico poeta e dramaturgo inglês William Shakespeare. Constata que a perversão de Puck não é o que procura.

— "Você tem algum filme de sadomasoquismo?", pergunta à balconista.

— "Ah, não. Nunca tem coisa boa desse tema. Eu também tenho muito interesse nele", responde Amanda, baixa, pele branca com cabelos pretos, também dona da loja.

No primeiro pedido de produtos que fez para abrir a loja, há 10 anos, caprichou nos artigos sadomasoquistas. Arreios, chicotes, cintas, plugs. Estava conhecendo e tinha muita curiosidade nos instrumentos. Havia apenas um sex shop na cidade. Ela aproveitou que estava fechando sua pousada e mudou de ramo, abriu sua loja, mesmo tendo medo de entrar em uma. "Eu era como qualquer senhora da minha idade, tinha medo, vergonha. Eu tinha vergonha do que ia encontrar lá dentro".

Hoje, ela, 44 anos, faz uma leitura dos hábitos sexuais dos fortalezenses por trás de seu balcão. "As pessoas que entram aqui são as pessoas mais mamão com açúcar. Meninas de 20 e poucos anos, até 40, que vêm comprar coisas para o namorado. Esse é o primeiro cliente, o mais freqüente. Depois são casais que vêm juntos. Quem compra mais é mulher. Quando vêm três mulheres, não compram. Daí, voltam sozinhas. No casal, geralmente, é ela que escolhe. Levam brinquedinho, já estão levando pênis também. Tem hora que junta aqui um monte de homem, eles estão tudo à vontade, mas se entrar uma mulher... Eu já vi várias vezes essa cena, não foi uma vez, não. Ela entra, chega aqui: 'Sabe aquele pênis, ali'. Compra na boa e eles ficam tudo sem jeito, se não saírem", conta.
As mercadorias de sadomasoquismo ficaram empacadas por muito tempo, até ela perceber também que, quase sempre, o máximo que sai é algum chicote da Tiazinha, nada de mais ousado – agressivo, pode-se dizer. Antes, chegavam a ligar para ela perguntando se era necessário tirar a roupa pra entrar. "Isso já é um fetiche!", emenda Carlos Henrique, sobre a pergunta. Conversamos na sex shop, dois dias depois da festa, nos intervalos de ausência de clientes. Ela continua: "Eu lembro que uma coisa que aparecia muito aqui era menina branca dizendo: 'Ó, meu namorado quer que eu penetre ele', achando que o namorado era gay. Hoje, não, vem o casal, compra um pênis, ou vem ela sozinha: 'Ai, ele me pediu, eu vou comprar, porque ele quer que eu penetre ele'. O homem não muda, talvez mude com a parceira, entre quatro paredes. Eles só compram produtos que retardem a ejaculação, que ajudem a ereção e esse, que ajuda a aumentar o pênis. O homem ainda tá achando que o negócio é penetrar".

Ela fala com propriedade. Em São Paulo, no final dos anos 1970, transou em profusão, carregando a bandeira da geração de quebra de tabus. "A gente transava de boa. Eu digo que transei com metade da lista telefônica de São Paulo. Eu digo isso, porque eu conheço a menina que transou com a outra metade. Mas eu fui ter o primeiro orgasmo com 32 anos, porque a gente não tinha educação sexual. A gente transava, mas não sabia o que tava fazendo. Hoje, as meninas sabem o que tão fazendo, eu percebo aqui. Eu só sabia abrir as pernas e eles também só sabiam fazer isso. Nunca gostei muito de penetração, que é uma coisa complicada pra dizer a um companheiro. Eu fazia uma viagem de como eu estivesse sendo submetia, daí eu tirava prazer, mas, se fosse a penetração pela penetração, não ia me dar isso. Muitas coisas que eu imponho a ele (referindo-se à Henrique, próximo), na verdade, são coisas que talvez eu gostaria que fizessem comigo, mas que eu não tenho coragem. Na hora, minha fantasia sexual era de que eu tava me submetendo ao homem. Eu imaginava que era isso. Alguns, de vez em quando, topavam algumas brincadeirinhas que eu inventava, mas não tinha nome pra isso, eu achava esquisito. O que eu não sabia é que exista o BDSM saudável".


III

"Explore o mundo da dominação e submissão, prazer e dor na masmorra urbana, onde as correntes libertam e as máscaras expõem", lê-se no topo do convite para a festa Profania, acontecida no dia 7 de março, em Fortaleza. A proposta: "organizada por um grupo de praticantes fetichistas de Fortaleza, a Profania é uma festa onde fetiches são expostos sem preconceitos, em um ambiente de alegria, fantasia e consensualidade, propício para performances eróticas, em que os participantes trocam experiências entre si, realizam e interagem suas fantasias uns com os outros, e provocam olhares alheios".

SadoMazela é o host da noite, algo como um recepcionista performático. É responsável por receber as pessoas, descontrair e regular o dress-code: quem vir vestindo algum fetiche, recebe um vale verde, indicando ingresso mais barato; todos de preto, vale amarelo; e comuns, em cores, jeans e afins, vermelho.

Muitos chegam tensos, encurtam o quanto podem o diálogo com o host, que tenta, extravagante, erotizar a noite com piadas como a do seu querido Benjamin, um pênis preto de borracha, base de seu chicote. "Vou dizer, o cara que tiraram essa fôrma aí é um animal", diz sincero. "Quando eu vi isso aqui na loja, eu pensei: 'Não! Vou ter que usar isso aqui como apetrecho performático'. Minha mãe ficou chocada. — 'Olha, aí mãe'. — 'Sai com as tuas imundices daqui, seu tarado, ateu.' Mas ela dá mó valo. Brinca com a minha cara, mas acha legal minhas manifestações artísticas desviantes", fala como um personagem fanfarrão cínico.

A Kubalada é uma boate dedicada normalmente ao público de swing, casais que buscam trocar os parceiros. Naquela sexta, muitos chegaram sem entender claramente o porquê de um homem naqueles trajes ali. Uns dois estrangeiros chegaram apressados. Levaram a ficha vermelha.

"Talvez essa festa sirva até pra popularizar, porque tem muita gente enrustida que parece que tem que dá uma de macaco de imitação pra se motivar. 'Não, eu vi fulano fazer, então posso'. Aí é bom às vezes o negócio acontecer, cara, que muita gente que tá contida vem à tona mesmo, gosta, assume a prática", fala.

Lá dentro, Rainha Frágil anda sobre saltos finos, próprios para apoiar as pontas nas costas de sub-alex {RF}, nick de Tiago no universo SM, usados na Internet e, presencialmente, como mais uma composição do próprio personagem de si. Os colchetes representam a submissão à Rainha Frágil. Ele se ajoelha para lamber sua bota, enquanto sente, junto a tudo mais, as lembranças do acidente de moto. O joelho direito de Tiago é trincado de cicatrizes, por isso a preocupação da Dona com a saúde de seu escravo. Ele não pode se demorar ajoelhado pelas seqüelas do acidente. Mas adora lamber botas e pés dela, mesmo que eles tenham marcas de graves queimaduras de um acidente de carro que Amanda sofreu, quase morre.

Tiago veio a Fortaleza somente para a festa, produzida por sua Dona. A Profania é uma das primeiras do gênero na cidade. Os dois possuem uma relação de alguns meses, que começou, como muitas, em uma sala de bate-papo na Internet. Ele impressionou a Rainha Frágil pela sua abordagem. Normalmente os submissos chegam para teclar com ela afoitos: "Posso beijar teu pé!?". Algo parelho a um homem chegar, cara de pau: "Vamos transar!". Eles conversaram sobre política, música, novela, cotidiano. Aqui e ali, uma deixa. "É uma paquera igualzinha até o momento de fazer o sexo, de ir pra cama", compara Rainha.

Tiago não entendia porque brincadeiras com algum tipo de punição o atraiam tanto. “Porém aos 14 fui notando isso com mais intensidade compreendendo que gostava, mas sem entender ainda o porquê... brincava com amigos imitando escrava Isaura... parece cômico, mas foi meu início, me sentia bem em estar no ‘tronco’ apanhando e só depois de muito tempo com acesso a internet entendi o que realmente sentia conhecendo a filosofia BDSM”, escreveu por e-mail dias depois da festa.

Demorou 31 anos para descobrir. Hoje, com 36, diz: "Eu sempre fui muito bem resolvido como submisso", fala com sotaque potiguar. Mora em Natal, onde trabalha como odontólogo, e vive 24 horas por dia a relação sadomasoquista com Rainha Frágil. “Minha Dona tem formas de se manter presente mesmo a distância, posso usar uma calcinha durante meu trabalho, posso usar uma gargantilha no tornozelo simplesmente... executo tarefas que ela tem como verificar mesmo a distância, exemplo ir a um determinado ponto turístico e fazer uma pose um tanto inusitada... e fotografar, posso ser monitorado via msg de texto bem como por telefone e internet ela dita os horários que posso entrar e com quem posso me relacionar na net existem mil maneiras”.


IV

ideiafix {RF} está preso, feminizado. Tempos atrás, ele começou a mandar alguns contos sobre feminização. Carlos Henrique sempre gostou. Amanda, não muito. Mas ela leu um que lhe excitou, e fez com que a prática de forçar o escravo a se vestir como mulher fizesse ela morder leve os dentes quando me contou isso. Pra ele feminização é a fantasia favorita. "Não me pergunte o porquê. Também não consigo encontrar uma explicação", escreveu por e-mail. Outra das suas fantasias mais antigas é o cárcere. "Quando criança, adorava ser pego quando brincava de pega-pega".
Ele conheceu Rainha frágil há uns 10 anos, na internet. "Eu era muito galinha naquele tempo, pegava uma dona, aí ela dizia: 'Agora, você é só meu!'. Eu respondia: 'Sim, senhora'. Depois ela saia, eu saia também, trocava o nick e voltava. 'Ajoelhe-se enquanto você digita!'. 'Sim, senhora', e eu sentado. 'Tire a roupa!'. Esperava um pouquinho... 'Sim, senhora'", confessa o fingimento virtual hoje, com 28 anos.

Conversaram, e, quando ele descobriu que ela também morava em Fortaleza, ficou ainda mais interessado. Mas, ela sumiu. "Eu pensava direto nela. E não conseguia entender por quê ela não me respondia. Sei lá, comecei a achar que tinha escrito algo que não devia – nos chats há muitas Dominadores que ditam o que o escravo deve ou não deve dizer – ou então que estava me testando. Escrevi vários e vários e-mails por um tempo e então desisti.", relembra.
Amanda acordou atordoada, dois dias depois. Demorou para entender. Seu filho lhe contou que tinha sofrido um acidente, o carro pegou fogo e ela queimou 23% do corpo. Passou muito tempo internada, sem imaginar as mensagens enviadas por Tiago, até seu filho lhe dizer: "Mãe, chegou lá um e-mail que tem um cara deitado, amarrado".

Ele enviava fotos que encontrava pela Internet e subscrevia: "Se eu for seu escravo você pode fazer isso comigo". "Desde criança, seis, sete anos, eu já tinha fantasias com SM, eu imaginava uma menina me usando como cadeira. Uma cena que eu vivo lembrando que era de um desenho que se passava em Beverly Hills, futurista, e tinha um motorista que era apaixonado por uma menina, e a menina era aristocrata, altamente patricinha, arrogante, e ela tinha planos malévolos para acabar com a mocinha. O motorista ajudava, e sempre que algum plano dava errado, ela descontava a raiva dela nele. Teve uma vez, uma cena que eu achei linda, até hoje fica na cabeça. É uma cena que ela abre a porta do carro e tem uma poça d'água e ele se joga e ela passa por cima dele. Eu achava lindo. Eu dormia pensando, transformava as cenas", fala, lábios carnudos, pés quase imóveis e dedos longos inquietos.

Henrique percebia, mas não entendia, nem se angustiava, até assistir, entre os 13 e os 14 anos, um reportagem na TV sobre sadomasoquismo. "Comecei a ler dicionário, enciclopédia, e geralmente era uma coisa negativa, 'distúrbio desviante' não sei o que. Eu pegava os pontos positivos". Aos 18 anos, com a Internet, topou com o BDSM.

Amanda se recuperou, voltou pra casa e eles voltaram a conversar, mas ela tratando ele como um moleque, sempre esperando a hora em que ele ia desistir. Namoram há 10 anos.


V

Um dia depois da festa, Amanda estava tensa, praticamente sem dormir, obrigada a trabalhar logo cedo no sex shop. Calhou de Luciano, jornalista paulista, 42 anos, estar livre no dia. edgeh {RF}, seu nick, é escravo da Rainha Frágil. Além disso possui uma escrava, é um switcher, ou seja, ora masoquista, ora sádico. É como se Luciano vivesse três papéis. Três, porque ele também possui um casamento que poderia se chamar de "baunilha". "Minha mulher sabe que gosto e que pratico. E optou por ignorar o assunto – basta que eu não deixe mostras de nada, e tudo bem. Ou seja, é uma liberdade consentida. E como ela não suporta nem a idéia de sexo não-convencional, ficamos assim: faço as minhas coisas e evito que ela fique sabendo, embora ela tenha conhecimento disso", explica por e-mail.

Amanda aproveitou a disponibilidade. "Eu tava com raiva, porque eu achei um monte de defeito na festa, não dormi, tive que trabalhar. Mandei ele fazer tudo no extremo. Ele gosta de retenção, ele é obrigado a reter a urina, ele gosta de ficar com a bexiga cheia, cheia, cheia, até o limite, e só alivia quando eu permito. E eu tava com essa tensão toda, então 'eu quero que você vá ao extremo, vai beber toda água que você puder'. Ele é todo da consensualidade. E nas regras do jogo eu não posso ir pra uma sessão com raiva, porque eu posso tá misturando sentimentos que são perigosos. Eu pensei que ele ia vir com um sermão. Aí passou um tempo e chegou a mensagem de celular: 'sim, senhora'.", contou.

edgeh deu notícias de suas tarefas também por mensagens, depois de Rainha Frágil perguntar como estava: "Me agüentando", "Quase morto", escreveu em mensagens de celular. Ele teve que reter por muito tempo a bexiga, além de ter de dormir com um plug de metal no ânus. "Fiz o que disse que faria para deixá-la satisfeita. E ela sabe que eu fiz mesmo – até porque meus próprios níveis de masoquismo não permitiriam que deixasse de fazer...".

Relação de Rainha Frágil com edgeh tem contornos mais sádicos, de imposição de sofrimento físico, diferente do perfil de submissão, mais psicológico, com ideiafix {RF} ou da com sub-tiago, mais de adoração e reverência de um escravo a uma Rainha. Os três são propriedades dela, não podem ter relações com outras dominadoras ou dominadores sem a permissão da Dona. "Eu não amo o amor dele. O que eu amo não é ele, é o amor que ele pode me dar", diz, referindo-se à Henrique, ao seu lado. "Eu acho que ela tá certa! (risos) Afinal de conta eu sou 'feito' de várias coisas. O amor que sinto por ela é uma delas e é isso que a tem fisgado por todos esses anos", concorda Henrique.

Perguntei a Alex se ele conseguia explicar esse prazer. "É difícil colocar em palavras o que você sente no corpo, mas é uma sensação que liberta sua alma, você fica muito mais leve, você se sente bem, eu me sinto muito feliz. Se eu pudesse definir eu diria perfeito". Perfeito? "Perfeito", diz novamente, sem dúvida. "Existe a fantasia porque a sociedade não está preparada, mas eu sei o que eu quero, sei o que eu sinto e me realizo muito".


* Essa reportagem foi publicada originalmente no jornal O Povo, de Fortaleza. Todos os nomes utilizados no texto são fictícios.

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