Teló, BBB e a "patrulha do bom gosto"

G. Kapustjanskiy / CC-BY-SA 3.0. Fonte: Wikimedia Commons
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Marcelo Cabral · Maceió, AL
23/1/2012 · 42 · 17
 

“Tenho enorme receio quanto a essa patrulha do ‘bom gosto’ envolvendo música”. Com estas palavras, em seu twitter, o talentoso músico e produtor paulistano Daniel Ganjaman, do núcleo de produção musical INSTITUTO, disse exatamente o que eu estava pensando naquele momento. Nem sei sobre o que exatamente Ganjaman estava falando, mas mandei retweet na hora, dado a alvoroço sobre a “polêmica” manchete de capa da revista Época, que vendia Michel Teló como queridinho da classe média brasileira, o que parece ter ofendido a parcela que se considera mais “pensante” deste mesmo segmento.

Cara, você não gosta da música do Michel Teló? Grande coisa, também não gosto, então, desliga o rádio, muda a estação ou coloca aquele mp3 do Chico Buarque pra tocar no teu som! Não gosta de BBB? Então, Caramba! Muda de canal, e não enche!

Ao bem da verdade, como muita gente que não acompanha este gênero de música, eu também soube de Michel Teló quando vi o garoto estampado na capa da Época, enquanto procurava minha edição mensal da revista Vertigo. Só fui escutar, de verdade, a tal música, muito depois de escutar as indignadas reclamações sobre a canção do rapaz. Coisas incríveis como “isto devia ser proibido”, ou “onde este país vai parar?” e um sem número de posturas deste tipo. A meu ver: Elitistas e preconceituosas, por mais eu que defenda o direito das pessoas manifestarem suas opiniões democraticamente e tal. Afinal, estou fazendo isto agora.

Quanto à música em si, pensei que encontraria uma verdadeira ode ofensiva contra a moral, os bons costumes, e a civilização ocidental como um todo... já estava quase gostando do sujeito. Imagine minha decepção ao encontrar uma dessas canções facinhas e inofensivas, projetadas pra dar certo e colar como chiclete na cabeça e nos quadris do belo povo brasileiro. Super pop. Sucesso total. Qual a surpresa nisso?

Fico pensando que muita gente desta suposta “elite intelectual” poderia colocar suas brilhantes cacholas para pensar coisas mais importantes, em construir soluções para problemas mais relevantes, se é que Teló é problema, eu não acho. Só o setor cultural mesmo, por exemplo, tem várias questões práticas para serem pensadas hoje no país e regionalmente. Muitas das pessoas da “patrulha do bom gosto” reclamam de pagar 20 ou 30 reais para assistir espetáculos de artistas e autores locais, que eles consideram “de qualidade”, em suas cidades, mas estão preocupadas com o que o pessoal escuta no rádio ou assiste na TV.

O mal televisivo do século

Sobre o Big Brother Brasil, mal começou a edição deste ano, já começa a chover emails na minha caixa de entrada. De “intelectuais” indignados com a pobreza de conteúdo, da baixaria, da banalização disso e daquilo, blá, blá, blá.

Pessoal. O BBB esta em sua DÉCIMA SEGUNDA EDIÇÃO (12ª) no Brasil. De novo a pergunta: Qual é a surpresa?

É um formato que vingou totalmente na televisão mundial do reality show. A idéia de colocar alguns humanos como ratos de laboratório em um daqueles pequenos labirintos de vidro funcionou. Os outros formatos televisivos passavam por certo desgaste, etc e tal. Alguém surgiu com este formato. Deu certo. Pimba! Enquanto o povo gostar, o pessoal da TV ganha sua grana, os anunciantes vendem seus produtos, quem gosta de assistir tem sua diversão, e todo mundo fica feliz. Fim da história. A mesma coisa com o Michel Teló, o menino tem uma super produção, esquemão profissional, deve estar empregando um monte de gente, de roadie a técnico de som, ao ambulante que vende um rango de rua na saída do show dele. Enfim, deixem o menino ganhar seu dinheiro em paz!

Resumindo então. Meu recado pra “patrulha do bom gosto” é viva e deixe viver meu caro. Escute e assista o que quiser, o controle remoto é sua maior arma, mas não seja o ditador do gosto dos outros. Ou como dizia o poeta, “cada um no seu quadrado”. Se quiser chorar as pitangas do mau gosto nacional, faça isso entre os seus, durante o chá das 17:00h, mas não fica entupindo as redes sociais e indefesas caixas de emails da gente humilde e trabalhadora como eu, de “menas leitxura”, que, certamente, não precisa de sua ação vigilante para nos defender dos males da cultura de massa contemporânea.

O caso Veríssimo

Este, pra mim, foi o cúmulo do patrulhamento. Vejam só. Os patrulheiros chegaram ao ponto de criar textos e perfis fake de personalidades para dar credibilidade a sua propaganda anti-mau-gosto e anti-BBB. O Luís Fernando Veríssimo, conta, via Blog do Noblat, sobre o tal texto atribuído a ele, que não é de sua autoria, mas assinado como sendo dele e que circula na rede, criticando o BBB. No blog, ele diz que as pessoas não se conformam quando ele esclarece que não escreveu aquilo. Muito engraçado. Vale à pena conferir aqui.

Quando digitei o nome do escritor Veríssimo e do popular programa televisivo na busca do Google, o resultado mostrou o texto falso atribuído a Veríssimo, que desce a marreta no BBB, postado e re-postado com orgulho paladino em diversos sites, na sua maioria, religiosos. Parece que finalmente, “intelectuais” e religiosos encontraram uma luta em comum para partilhar. Que Deus tenha piedade de nós.

(publicado originalmente, em versão mais desbocada e sem cortes, no Blog Da Vida e do Mundo).

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Hermano Vianna
 

oi Marcelo: minha contribuição sobre outro aspecto do "caso Teló" neste link - grande abraço!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 22/1/2012 18:38
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Marcelo Cabral
 

Olá Hermano. Muito bom. Vou compartilhar com os amigos. Esta prosa rende. Aqui em Alagoas a banda Borachos Enamorados protagonizou um desses casos que você cita, com a versão "vou sim, posso sim". Ah! Gostei muito do texto sobre o Grant Morrison também. Abração meu caro!

Marcelo Cabral · Maceió, AL 23/1/2012 12:15
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Viktor Chagas
 

Oi, Gente,

Muito bom os dois comentários/posts. :)
Marcelo, o que mais me impressiona nessa "patrulha do bom gosto" de que você fala é que as pessoas que reclamam da música-chiclete do Teló descrevem o hit como uma depreciação da música brasileira para exportação. Queria muito ouvir um americano reclamar nesse tom: acabem com o Justin Bieber, a Britney e a Lady Gaga, antes que pensem que esta é a boa música americana! Será que há? :)

Hermano, ótimo o texto da tua coluna, que só li agora. Muito curioso saber que a Dança do Quadrado e o Ai se eu te pego têm uma origem comum...

Viktor Chagas · Rio de Janeiro, RJ 23/1/2012 22:40
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Rafael Queres
 

Razão Cínica Rules! :P

Sinto muito, não estou em plenas condições para criticar, mas superficialmente preciso desabafar: para mim os intelectuais estão numa de avacalhar. Nessas horas, sinto muita falta do "mal gosto" dos marginais do cinema, esses que faziam o ready-made há eras (o que hoje tem o nome glamourizado de 'remix'). Ok, continuando o desabafo, para encerrar por aqui, lembro daquele personagem do Sganzerla, quando fala o aspirante a candidato político em entrevista. O repórter pergunta:

"Mas deputado [era só um secretário], o que o senhor pensa da pobreza?"

"Que pobreza, rapaz?! Um país sem pobreza é um país sem folclore. E se não tem folclore, o que é que nós vamos mostrar pros turistas?"

(Bandido da Luz Vermelha)

Rafael Queres · Rio de Janeiro, RJ 23/1/2012 23:09
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Associação Histórico Cultural Mucury
 

Muito bom Marcelo,

Vamos publica-lo em nosso blog também, no www.mucurycultural.org.

Grande abraço.

Associação Histórico Cultural Mucury · Teófilo Otoni, MG 24/1/2012 08:57
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Abílio Neto
 

Meus caros, a patrulha do bom gosto existirá sempre. Existiu contra o chamado samba quadrado, o samba-canção, o bolero e até o baião de Luiz Gonzaga, que era folclórico, porém chegou aos grandes centros urbanos e imperou por uma década: de 1947 a 1957.

Eu não ouço o Michel Teló até porque sou surdo do ouvido esquerdo e no ouvido bom, o som dele não é bem recebido. E olhem que ele não recusa nem "tô ficando atoladinha"!

Que o Michel Teló faça muito sucesso! Que ele enriqueça seus produtores musicais e empresários de shows, só não me peçam para aceitar o que afirmou a revista Época em manchete de capa: “Com o sucesso ‘Ai se eu te pego’ o cantor paranaense Michel Teló traduz os valores da cultura popular para os brasileiros de todas as classes".

Isso aí não pode. Eu tenho o meu direito de ser preconceituso! Sim, porque agora a questão é colocada desta forma: se eu não aceito que essa música tenha algo a ver com cultura popular, só posso ser do contra por puro preconceito.

Um axé para todos!

Abílio Neto · Abreu e Lima, PE 24/1/2012 10:57
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alcanu
 

Sou ignorante pra caralho !
Viva a Curtura !
Um beijo !

alcanu · São Paulo, SP 24/1/2012 11:47
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Zezito de Oliveira
 

Marcelo,

Concordo com você quanto a critica aos criticos do Michel Telô, mas com relação ao BBB, considero que, do jeito que as coisas vão, não me admira de um reality show "resgatando" a luta dos gladiadores romanos.

Deixo um texto critico sobre BBB e melhor do que o supostamente atribuído ao Verissimo.

Aqui

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 25/1/2012 11:02
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Juliaura
 

Estuprou e nem matou, arrá!
Sinal que a pesquisa qualitativa acertou.
Até no Overmundo tem gente inteligente falando da cultura sem midia da Rede dos Bobos.
Vai aumentar o índice de audiência da Vênus Estruprada.
Tela de Miró, também gosto di bolão.
Prefiro queijo a roer sabão.

Amei aprender mais sobre a visão de mercado do Chimbinha. Isso é pertinácia, \"manu\".

Juliaura · Porto Alegre, RS 25/1/2012 18:01
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Juliaura
 

a grafia certa da palavra é ES-TU-PRA-DA!

Juliaura · Porto Alegre, RS 25/1/2012 18:31
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Vinicius Peixe
 

Sinto muito, mas terei que discordar talvez ate por completo!
O autor parece trabalhar numa filosofia onde tomamos tudo numa racionalidade excessiva. O homem é mais intuitivo que parece! E nos temos que tomar consciência disso! Pois se não seguiremos os mesmos erros que nossa ciência erudita vem produzindo. Temos que ter um olhar mais "cruel" e mais subjetivo sobre o homem!
Mais Nietzsche e menos Platão!

Vinicius Peixe · Belo Horizonte, MG 26/1/2012 01:35
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Dhiogo
 

Em pleno século XXI nos deparamos com um programa onde vale tudo em nome do destaque, do acesso e do ibope que deve ser sempre crescente.
O BBB é uma das produções televisivas de maior sucesso da história da televisão brasileira, no entanto é um espaço onde culturalmente nada nos oferece além de baixaria, guerra de egos e a exposição banal do corpo.
O programa se idealiza dentro de um contexto que se estrutura uma linguagem totalmente fora dos padrões que a nossa sociedade idealizou ao longo dos séculos.
Os telespectadores se deparam com uma banalidade da vida em comunidade, onde ocorre o uso exacerbado do erotismo, a banalidade da relação entre indivíduos, algo que parte da particularidade, em direção ao público de forma alienante.
É triste pensar na nossa realidade televisiva, que baixamente perde o seu caráter em nome da mídia.
O BBB é um dos programas que envergonha a classe de profissionais que trabalham para promover o desenvolvimento de uma programação televisiva, mais democrática e aberta para os mais diferentes tipos de classes de telespectadores.
Não sou telespectador deste programa que ridiculamente faz parte do grupo seleto de programas que compõe a programação da alienante rede globo, mas nos intervalos de um programa para o outro passo rapidamente pelo canal, além de encontrar um montante de lixo virtual e impresso que é obrigatoriamente jogado ao público de forma abusiva; voltando ao contexto do mesmo digo que o programa é algo inóspito, totalmente desclassificado para ser apresentado ao público brasileiro.
O programa nada nos oferece de cultura, cidadania, ética ou entretenimento, entretanto o mesmo é recheado de intolerância um verdadeiro “lixo” que de forma negativa representa o cotidiano social vivido por um grupo de verdadeiros “canibais irracionais” do mundo capitalista.
Boninho o diretor do programa trabalha claramente com uma linguagem anticultural; o mesmo durante vários anos promove uma seletiva para resgatar entre os cidadãos, os piores “elementos”, aqueles considerados a parte podre da sociedade; pessoas que fazem “tudo” em nome do dinheiro; uma verdadeira jaula habitada por seres “alienados” que são direcionados por Boninho (um profissional que ao se deparar com uma cena de molestamento afirma: “... deixa para ver onde vai chegar...”).
De forma simples venho registrar a minha indignação e evidenciar o que já foi apontado por inúmeros meios de comunicação. A marca BBB nunca foi vista com bons olhos e hoje a realidade da mesma é ainda mais conflitante.
Como ser humano e profissional da área do saber, declaro que ser um BBB (grande irmão brasileiro) é um adjetivo de poucos. Pois a grandeza está presente na arte de fazer a diferença e de trazer novas abordagens.
Um grande irmão é aquele que leva a diferença por onde passa; transformando e renova o meio a sua volta; se tornando um exemplo a seguir.
Nascer no Brasil é um sonho de muitos e uma realização de poucos. Mas onde estão os que desafiam o peito a própria morte em nome da nação?
Construir o conceito de grande é algo invariável, pois cada um de nós desenvolve papeis diferenciados. No entanto somos todos brasileiros.
Um verdadeiro irmão brasileiro tem a compreensão de ouvir a voz dos bestializados; lutando pelo bem do outro, praticando uma atitude revolucionará em nome da nossa América.
Grandiosidade é o conceito de amor entre irmãos que vivenciam a plenitude da união de uma grande nação que prega “ordem e progresso”.
Um grande irmão, busca a ordem e progresso de seu povo se tornando um verdadeiro herói nacional.
Afinal, está longe do BBB, ser um dos programas que de forma ricamente falando contribuí positivamente para o desenvolvimento intelectual da sociedade brasileira; assim deixo claro para todos os brasileiros que este famoso programa que há doze anos faz parte da programação da “alienante” rede globo nunca nos apresentou aquilo que o nome do mesmo anuncia: um grande irmão brasileiro.

Dhiogo · Uruana, GO 26/1/2012 15:00
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Andre  Intruso
 

É meus caros...

Telós e BBB a parte , a grande verdade é que a vaca foi pro brejo a muito tempo. E essa condição bbb-teloresca que varre o Brasil bem antes da filosofia do tchan ja é algo inserido na cultura(sic) da nação. Porém, o que seria do verde se nao existisse o amarelo??
Continuo na minha varanda ventilada ouvindo o que acho bom e consigo achar até graça quando vejo a felicidade milionaira do moço que repete sorrindo: Ai se eu te pego..ai ai se eu te pego...

Andre Intruso · Jaboatão dos Guararapes, PE 30/1/2012 17:08
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Marcelo Cabral
 

Pois é Viktor, também fiquei surpreso com esta origem em comum dos dois hits. O teu questionamento sobre os americanos se ofenderem com Britney e companhia também é muito pertinente. O X da questão, na verdade. Obrigado a todos pelos comentários, e viva o livre pensamento, a liberdade de expressão e opinião, e o debate democrático. A quem interessar possa, não assisti nenhum episódio do BBB 12, não tenho Rede Globo em casa, não por opção, gosto de ver Bob Esponja de manhã e A Grande Família de vez em quando, é que meu plano de TV não contempla a Globo. E como não assisto Globo nem escuto FM que toca Teló, o que me espanta é justamente ficar ouvindo falar disso o tempo todo pelos patrulheiros de plantão. Ou seja, o pessoal que é tão "do contra" com estes produtos dão mais audiência que as divulgações oficiais do próprio programa ou do cantor em questão. É o famoso "falem mal, mas falem de mim". Abraços!

Marcelo Cabral · Maceió, AL 1/2/2012 10:10
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Cezar Ubaldo
 

Todo período histórico define os seus hits,os seus ídolos que irão vingar de verdade.O mercado musical ou televisivo consumista leva a Telôs,a BBB's que por sua vez divertem aos montes de fãs pelo país afora.
Sobre o texto dito de Veríssimo rebati logo pois sabia que não era o escritor gaúcho.
Ah,na década de sessenta os patrulheiros também apareciam dizendo sobre a Jovem Guarda e outros movimentos que não fossem tropicália ou MPB.É assim,natural no ser humano.

Cezar Ubaldo · Feira de Santana, BA 1/2/2012 11:12
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Marcelo Cabral
 

Bem colocado Ubaldo. Abraço.

Marcelo Cabral · Maceió, AL 2/2/2012 17:35
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Zezito de Oliveira
 

MIchel Telô e a greve em Portugal. IMPERDIVEL!!

AQUI.

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 12/2/2012 12:32
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