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Antigo projetor do Colégio São José, em Machado /mg ANOS 60
TEM CINEMA NO GINÁSIO !
O Ginásio São José mantinha um regime de internato, semi-internato e externato. Todos os garotos tinham uma rígida e digna educação. Muitos eram filhos de pessoas importantes como banqueiros e políticos do Rio de Janeiro. Vários alunos vinham de outras regiões. Para oferecer uma boa distração, a diretoria, encabeçada pelo irmão Albano Constâncio, providenciou a reforma do salão nobre para a inauguração do Cine São José. Uma cabina foi construída para a instalação de um projetor sonoro de 16mm que passou a ser operado pelos próprios irmãos.
Segundo o Prof. José Maria do Amaral Rezende (ex-interno), os alunos de regime externo tinham que pagar a entrada (contribuição) para ver os filmes. Já os alunos internos tinham os preços das entradas incluídos na matrícula. Ao contrário do Cine Limeira, os filmes eram livres e vinham sem cortes, contudo, tinham que ser liberados pelos irmãos. Clássicos como, Quo Vadis, Suplício de uma Saudade, Átila, o Huno; Tico-Tico no Fubá e as comédias de Jerry Lewis vinham da Rede de Colégios La Salle.
Um detalhe acrescentar: os alunos da Escola Profissional não podiam participar nos campeonatos de futebol dos internos. Seus campeonatos eram realizados separadamente. Embora causasse um certo desconforto, isso era uma norma do Ginásio”. Entre os alunos, um se tornaria conhecido em todo Brasil, através da música “Tá Todo Mundo Louco”. Seu nome era Sílvio Brito, natural de Varginha, que aos 10 anos, já tinha se apresentado no Cine Limeira. Por algum tempo, o Cine São José ficou inoperante. Mas, em meados da década de sessenta, voltou a exibir filmes para os alunos.
fonte : Revista do Cinema Machadense ( de minha autoria). Como não consegui colocar a revista inteira nem no word e tampouco no pdf, vou colocar os artigos aos poucos.
tags: Machado MG cultura-e-sociedade revista fanzine cinema cultura folclore teatro publicacao artes visuais informativo setima arte
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