TEM RAPOSA GRINGA NA SERRA DO SOL

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Érica Rodrigues · São Paulo, SP
2/9/2008 · 181 · 43
 

Incrível notar como a boa-fé devotada ao “Bom Selvagem” e aos nossos matos tropicais serve à perpetuação de uma mentalidade colonial e escravocrata, travestida de bom-mocismo. Claro, ruralistas devem ser punidos, porque quem sai por aí matando 21 índios deve pagar por isso; é ponto pacífico. Mas, se o chamado primeiro mundo está assistindo com tamanha atenção ao desenrolar do conflito na reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima, deveríamos estar de olhos igualmente abertos para os reais interesses dessas ONGs fajutas criadas por estrangeiros em nome da solidariedade.

Por que será que a maior parte da mídia está mostrando o episódio como uma mera luta pelas terras, restrita a rizicultores versus índios? Só mesmo sendo muito ingênuo para acreditar nessa balela, coadunada com outra grande balela, extremamente explorada pela mídia, chamada sustentabilidade, e que, na maioria dos casos, não passa de um negócio superlucrativo pintado de verde (para as empresas jornalísticas, inclusive. Toda grande empresa de mídia tem um projetinho verde na manga).

Já passou da hora de dissiparmos essa bruma romântica pseudo-antropológica em torno do índio. Essa imagem, usurpada por ONGs gringas, só arrasta nossa dependência em todos os sentidos. Francamente, esse discurso com sotaque forte e branco em nada redimiria a culpa de vossos/nossos ancestrais pela carnificina do passado. Depois de terem matado quase todos eles, de terem promovido altos genocídios, guerras locais e mundiais, agora querem nos ensinar respeito às minorias.

A História e a Geografia nos apontam com extrema clareza que países europeus e sua falta de recursos naturais e de espaço só podem estar muito mais interessados no potencial das já comprovadas riquezas minerais da Raposa Serra do Sol - mais abundantes do que árvores, bichos e índios do local, diga-se de passagem. Até porque, primeiromundistas sempre se colocaram no direito de se meter em questões alheias. No passado, com a intenção escancarada de explorar e enriquecer, agora a pretexto de ajuda humanitária a estes selvagens e pobres além-mar, que somos nós, nessa América “Latrina”, tal e qual aqueles árabes brutos e desalmados precisam da despretensiosa intercessão norte-americana, para cuidar do próprio petróleo, não é?

Mas gringos gostam também de árvore, bicho, índio, futebol, samba, caipirinha, mulata. Então, senhores, mantenhamos a diplomacia, porque eles têm direito a isso, claro. Somos fruto da heterogenia (da qual tenho imenso orgulho) e o intercâmbio cultural, o diálogo, a liberdade de ir e vir são sempre, sempre positivos. (Pena que, no momento, ainda que tenhamos comprovada relação interpessoal com cidadãos de lá, não podemos querer atravessar o Atlântico para morar, estudar lá, sequer passar, porque todos somos muambeiros e prostitutas e precisamos ser salvos).

É ilegítimo o direito desses rizicultores pleitearem terra para plantar? Aliás, quem são essas pessoas? Roraimenses ou gente da aristocracia sulista desbravando novas terras? Por que famílias de não-índios que vivem no local há três gerações terão de ser expulsos? Por que cada índio da Raposa Serra do Sol precisa de uma área equivalente a 80 quarteirões?

São questões que agora a justiça brasileira julga e cujo resultado esperamos procedente, assim como gostaríamos de ver esclarecido o caso do empresário sueco, presidente da ONG Cool Earth, que conseguiu comprar – legalmente! – 169 mil hectares da floresta amazônica. Esse sujeito, que atende pelo nome de Johan Eliasch, disse numa palestra para gringos que a Amazônia poderia ser comprada pela bagatela de 50 milhões de dólares, conforme mostrado no programa Fantástico, da TV Globo, de 01/06/2008, e depois suitado em outros meios. Curiosamente, este mesmo Johan Eliasch foi capa da Isto É Dinheiro, em 19/09/2006, numa matéria muitíssimo generosa à sua pessoa, com clichês do nível “a região vem sendo devastada por queimadas, pela derrubada indiscriminada de árvores e pela poluição de seus rios. Mas o milionário sueco Johan Eliasch, de 44 anos, quer mudar essa situação para melhor. Eliasch está à frente de uma verdadeira cruzada para salvar a Amazônia”.

Somente 35 ONGs estrangeiras têm autorização para atuar na Amazônia. No entanto, centenas delas (algumas fontes citam milhares) atuam ilegalmente na região, onde vivem cerca de 400 mil índios. Será que no nosso Nordeste seco tem tanta ONG per capita assim? Claro que não. A resposta é fácil de deduzir pelos dados do Exército Brasileiro, que calculou, em 1986, mais de 15 mil toneladas de ouro puro potencialmente extraíveis da Raposa Serra do Sol, que na época valeriam 200 bilhões de dólares e equivaleriam a 32% das reservas medidas do planeta. Dados do INCRA publicados pelo jornal Folha de S. Paulo em 07/07/2008, apontam que estrangeiros detêm 5,5 milhões de hectares em todo o Brasil. Este total é equivalente a 55% da Amazônia.

O senhor Eliasch, que pede dinheiro a boas almas caridosas pela internet para salvar a Amazônia, tem cidadania britânica e também é assessor do primeiro-ministro da Inglaterra, Gordon Brown, para assuntos ambientais. Por que ele não está preocupado com os 10,5 % das emissões de poluentes do Reino Unido? A União Européia é o terceiro maior emissor de gás carbônico do mundo. O Brasil responde por 3% das emissões globais. Os EUA contribuem com cerca de 40%.

Portanto, esse discursinho verde-solidário não cola.

Não bastassem esses desmandos, o governo federal acabou de decretar a criação do Fundo Amazônia – aberto a estrangeiros - para financiar atividades sustentáveis. Claro, a União, coitada, não arrecada o suficiente para bancar a demanda de nossas próprias necessidades. Somos contraditoriamente uma nação pobre, precisamos de ajuda, o que significa dizer que não podemos tomar conta do nosso próprio nariz. Trocando em miúdos, vamos continuar com o rabo preso. Porque uma contribuiçãozinha aqui e outra ali, ajuda, né, dotô? O brasileiro, simpático, hospitaleiro, metido a esperto, baba-ovo em tudo que é estrangeiro – come até batata frita entubada importada –, se lambuza na generosidade imediata. (Inclusive empresas jornalísticas querem tirar uma casquinha com seus projetinhos verdes). Tal e qual os índios deslumbrados por espelhinhos trazidos pelos brancos, há mais de quinhentos anos. O resultado, só o tempo dirá.

A culpa é deles, então?... Ó Tupã, rogai por nós! A culpa é nossa, porque somos dependentes da comiseração alheia. A culpa é da nossa falta de educação e primarismo, do nosso provincianismo deslumbrado, porque estamos fazendo jus ao adjetivo pré-concebido que define o brasileiro e sua ancestralidade indígena: indolente.

Somos muitos em muito espaço, pacíficos, subservientes e desorientados, e, nessa fácil equação, noves fora: a gente tá aí, facinho, facinho. Mercado fácil. Presa fácil. Bons selvagens virando comida de velhas raposas. Enfim, passarão outros quinhentos anos e o Brasil ainda será o Éden Tropical. Apenas para alguns Eliaschs, evidentemente.

Vamos seguindo sob a tutela do bom-mocismo, dos valorosos investimentos gringos, em todos os setores, de maneira tão automática que nem percebemos mais. Há um complô para tomar a Amazônia? Claro que não (preciso esclarecer que tenho pavor de comunistas. Eles comem criancinha). A agressividade dos gringos tem um porquê, convenhamos, plausível. Eles jogam profissionalmente, são as leis de mercado, esse é o mundo adulto, neném! Temos de dar o braço a torcer, ou os dois braços e as duas pernas a torcer, não sejamos tão sentimentais e não guardemos rancores porque teremos de sentar no próprio rabo. Eles sabem ver além do horizonte.

Então tá. Deixa quieto, que é mais fácil. Como diria Macunaíma, ai que pregui...

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LAILTON ARAÚJO
 


CARA ÉRICA RODRIGUES...


O texto é uma crítica social? É jornalístico? É ecologicamente correto ou indianista? Até Macunaíma entrou na história... Sei lá! Acho que é uma denúncia contra o descaso (incompetência total) governamental na questão amazônica: “reserva Raposa Serra do Sol” no Estado de Roraima.

Pelo que entendi como leitor (não tenho simpatia por grileiro) é que você discorda da forma como as terras indígenas (direito histórico do povo indígena – verdadeiro dono do Brasil) foram distribuídas. Qual o problema? Você não acha que este povo tem sabedoria para administrar essas riquezas? Será que essas ONGs não estão lá, por total omissão dos vários governos de um país chamado Brasil ou Brazil? Qual o problema do Brasil (ou Brazil) perder parte do seu vasto e abandonado território? Quem quer ter algo, cuida! Educa! Administra e zela pela posse...

Cansei de ser nacionalista! Abomino a xenofobia... Acho que este país está na atual situação, por ambição e olhos grandes! Que vantagem teve o povo brasileiro por possuir a Amazônia? Já destruímos o “Rio Tietê”. Estamos levando o “Rio São Francisco” para o túmulo. Queimamos quase todo o cerrado para o plantio de soja e criação de gado. E daí? A região amazônica será o próximo destino do “exterminador do futuro – o Brasil”. O petróleo está na lista! A população brasileira usufruiu a riqueza gerada pelo ouro negro? Os monopólios são os mesmos... Poucos ficaram ricos extraindo o ouro do famoso garimpo: “Serra Pelada”. Lembra? Acho que você nem tinha nascido...

A Amazônia ou qualquer bem ambiental pertence ao planeta Terra! Se os “europeus” queimaram suas florestas; se os “americanos” dizimaram sua fauna e flora; ou mesmo se os chineses acabaram com suas reservas ecológicas, não justifica o sentido de posse e mau uso do solo pelo governo brasileiro. As conseqüências para todo o planeta serão letais. O arroz nunca fez parte da flora amazônica. Quem planta arroz está contra o meio ambiente... Está no sentido asiático. O que existe debaixo da floresta amazônica deve permanecer onde está! O ar que respiramos é a verdadeira riqueza da vida! O verde deve ser lembrado... Inclusive na própria bandeira nacional de um país chamado Brasil (ou Brazil), que um dia teve um deslumbrante “Mata Atlântica”. É por aí!

Deixemos os povos da floresta no comando do seu destino! Seja o tal destino tutelado por ONGs, governo brasileiro, “raposas gringas” ou qualquer um, que respeite o meio ambiente e um ser humano chamado “indígena”.

Gostei da provocação...

Parabéns!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 31/8/2008 18:22
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Érica Rodrigues
 

Oi, Lailton. No começo, senti vc meio perdido no texto. Agora, relendo, vejo que talvez seja por que fique a questão: Afinal, eu estou do lado de quem? Mas é preciso ter lado? O que vale é o debate. Não há bandido e mocinho, apesar de que, talvez pela minha falta de habilidade didática, vc acabou apontando a possibilidade de uma leitura (1) nacionalista e (2) xenofóbica. Então, eu aproveito para esclarecer: 1. Bem, eu não tenho vocação nenhuma para Policarpo Quaresma. De fato, nunca me empolguei com o lobo-guará, vejo pouca graça na vitória-régia e nenhuma graça em plantação de arroz. 2. Tenho mesmo orgulho de falar português e gosto, esteticamente, de ser eu própria a concretude dessa mistura com traços indígenas, de pretos e de europeus e afetivamente dos muitos outros gringos que passaram pela minha vida.
Ah, a epifania, se ela é necessária: esse desabafo é contra a engenhosa charlatanice verde e seus lucrativos desdobramentos porque estou cansada dessa hipocrisia. Porque existe alguém aí tirando proveito dessa situação. E, portanto, existe alguém fazendo papel de trouxa. O índio, nesse caso, é só um joguete.

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 1/9/2008 00:00
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LAILTON ARAÚJO
 


ÉRICA...


O debate é importante... Meu lado é aquele que preserva o meio ambiente.

Os humanos evoluíram? Uns dizem que viemos do mar! Outros falam que continuamos primatas predadores... Acho que somos a "destruição caminhando" e eretos.

O que está aqui não é o jogo da escrita - eu sou um aprendiz de português e africano - mas, o papel social do governo brasileiro, que ao meu ver, sempre foi irresponsável no trato da terra e do seu povo... Existiam terras com moradores nativos! Colonos de outros estados entraram nessas terras e tomaram posse. Agora, o mesmo governo (irresponsável) tenta solucionar um conflito, que pode caminhar para proporções incalculáveis. Quem ganhará com isso? Os “nativos” estavam lá há milhares de anos...

Sou um ecologista sim! Gosto de mato, rios, bichos, mar e luar! Também gosto do progresso! Desde que não agrida a natureza! O computador é uma invenção importante! A energia elétrica é necessária... Os projetos para a geração de energia elétrica devem ser estudados e discutidos com a comunidade. Uma usina nuclear é algo sério! Uma usina hidrelétrica pode matar um rio... Desmatamento é crime contra a humanidade! A natureza vai cobrar! Os meus filhos e o seus pagarão por tal afronta!

É muita prosa... Tem chão... Serão metros e metros de frases e letras! Deixo o tema para outras pessoas opinarem!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 1/9/2008 14:03
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Ale Fisch
 

Não sei como tem gente que ainda acredita em papai noel e coelhinho da páscoa. Essa história de "pulmão do mundo", de biodiversidade ... há alguma coisa muito, muito maior por trás desse interesse humanitário da Uniao Européia e dos Estados Unidos pelos índios. "Comprar" os índios agora é investir em ouro e diamante no futuro.

Ale Fisch · Presidente Prudente, SP 1/9/2008 14:32
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victorvapf
 

Ate que enfim um texto objetivo que mostra o problema ate para quem nao quer ver! Parabens votado

victorvapf · Belo Horizonte, MG 2/9/2008 08:36
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alcanu
 

Sangue novo no Overmundo, com muito gosto li teu texto lúcido e dinâmico, escrito com uma clareza invejável, bons ventos a tragam, com aquela sensação de ventos novos...
Será que ainda dá pra salvar alguma coisa ?
Um beijo, querida !

alcanu · São Paulo, SP 2/9/2008 10:49
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Sérgio Franck
 

Pois é, Érica. Se o governo não intervir urgentemente naquela região, a falta de firmeza de pulso poderá abrir um precedente sombrio para nossas riquezas minerais. Anteriormente vieram os piratas biológicos, agora temos os piratas dos diamantes. Enquanto proliferam-se as falsas ongs, o exército cruza os seus braços. Eles planejam a demarcação contínua da reserva, o que culminará com a retirada dos arrozeiros. E quanto as ongs, quem fiscalizará essas gringas?

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 2/9/2008 11:06
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Érica Rodrigues
 

Olá, pessoas. Agradeço a leitura, os comentários e as boas-vindas. Obrigada.

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 2/9/2008 12:04
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Higor Assis
 

Gostei do texto Érika. Você em alguns momentos deixa o papo para todos, depois entra no meio deixando uma pequena pitada.

Existe muita coisa errada, muita mesmo. Porém nem tudo esta perdido.

Higor Assis · São Paulo, SP 2/9/2008 14:58
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Adroaldo Bauer
 

Bom texto Érika.
Boa polêmica.
O futuro da Amazônia, a depender da atual correlação de forças no plaenta, está descrito no processo colonial europeu da África subsaariana.
Mais sutil ou menos impiedoso, a dilapidação e a miséria, estão a caminho.
Lá foi a cruz antes da espada.
Aqui, o verdismo de pouca ráiz e muito lustro e quitutes outros da mudernidade, a bio-diversidade, que é o nome do que se chamava de fauna e flora.
Na Amazônia, inda disputarão o butim os interesses lesa-humanidade dos famigerados exteminadores de nações, os cabelos longos facas compridas caras-pálidas, que logo-logo estarão aqui...
defendendo...
índios sul-americanos.
A 4ª Frota ressurecta ao largo para um apoio moral à tropa.
Pior é que já encontraão cocacoleiros e mac'sarco-douradenses em profusão para aceitar os espelhinhos em troca.
Okê Arô! Oxóssi!

Saravá!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 3/9/2008 01:17
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGOS E AMIGAS...


O Brasil parece caminhar no sentido inverso ao que ocorre no planeta. O Presidente "Lula" vende a idéia dos biocombustíveis (dizem que são ecologicamente corretos), mas aplaude o petróleo! Será que o Presidente “Lula” não bebeu etanol? Como é que a um vendedor mostra tal contradição? As empresas brasileiras - que investiram na “farra verde” - vão mostrar a “cara”!

O petróleo é nosso? Festeja “Lula lá”. Sabe-se que escritor “Monteiro Lobato” - conforme consta nos livros de história - foi preso por defender a idéia do monopólio. Ele estava certo ou errado? Será que a maior empresa do Brasil - a Petrobrás - permitirá a criação de uma nova estatal? Quais são os maiores acionistas desta empresa? O petróleo polui... É um fato real! A Petrobrás já foi multada por poluir o meio ambiente! Quem não lembra da tragédia na Vila Socó - Cubatão - SP? Eram dutos da Petrobrás! O Brasil esquece de suas tragédias com facilidade! O meio ambiente é apenas um detalhe nos planos de empresas e pessoas, que buscam apenas cifrões! Esqueci de algo: a Petrobrás patrocina o site Overmundo. Não vão tirar o meu comentário do ar!

Enquanto os países asiáticos - China e Índia - tentam fugir da imagem de poluidores, por fazerem o uso de combustíveis fósseis, o Brasil brasileiro (ufanista como sempre) faz a propaganda de um produto ainda em fase de estudo... E talvez: fora de uso nos próximos 10 anos. Haja fôlego e corda para a busca... Os poços de petróleo situam-se em profundidades médias de 7.000 (sete mil metros). Onde estão os jornalistas de plantão? É precisa contestar tal empreitada! O país precisará de investimentos na ordem de 500 bilhões de dólares! Esse dinheiro sairá de qual bolso? Talvez saia daquele bolo (que um dia será dividido - idéia do Sr. Delfim Neto) grandioso! Até hoje eu não comi o meu pedaço!

E a Amazônia segue sua sina... Verde e amarela ou com a cara de gringo? Poderá ser com a cara da responsabilidade... O Brasil brasileiro é jovem! Vale dizer que a ecologia é uma ciência sem nação. É democrática e não possui dirigentes de centro, esquerda ou direita! O voto na vida é um direito de qualquer habitante do planeta Terra. Os resultados das políticas desenvolvimentistas - que não colocam o meio ambiente como prioridade - serão fatais para qualquer morador do globo terrestre. As bactérias estão pulando de alegria... Elas esperam as novas evoluções! Viva o início de tudo!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 3/9/2008 11:32
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Compulsão Diária
 

Vou levar que sei!
Mas, não consigo ficar calada!
Laílton, até agora falou tudo e mais!!! Excelente argumentação!
Ecologia! Ok, Laílton..mas temo ser tarde. Afinal, a maioria dos quase 19 mil índios da reserva de Raposa- Serra do Sol está insatisfeita com suas atuais condições de vida. Mas, ao contrário do que as pessoas de outras regiões têm sido levadas a acreditar, eles não querem voltar a viver isolados em aldeias, como viveram seus ancestrais. Desejam, isto sim, que seus direitos de cidadãos brasileiros sejam reconhecidos e se traduzam num apoio mais efetivo do governo em áreas sensíveis como saúde, educação e apoio ao desenvolvimento agrícola.
A demarcação em área contínua, o retorno à vida tribal e ao isolamento traduzem, talvez, o sonho de alguns antropólogos, jornalista, escritores, músicos, blogueiros e etc..... Lindo! Mas, infelizmente já era, nada tem a ver com o que essa população indígena almeja de verdade!
Até concordo: é indispensável assegurar aos índios que vivem em aldeamentos o direito de preservar seus padrões culturais e seu isolamento. Mas exigir que todos eles, inclusive os que têm vivido toda sua existência numa realidade de integração, aceitem um isolamento compulsório, eesa também é uma violência inaceitável.
Prontofalei
abços
CD

Compulsão Diária · São Paulo, SP 3/9/2008 12:39
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Cintia Thome
 

Lailton...
Um trecho da matéria de 19 de Abril de 2007...
Caiapós: explorando a riqueza existente nos 3,3 milhões de hectares de sua reserva no sul do Pará (especialmente o mogno e o ouro), os caiapós viraram os índios mais ricos do Brasil. Movimentaram cerca de U$$15 milhões por ano, derrubando, em média, 20 árvores de mogno por dia e extraindo 6 mil litros anuais de óleo de castanha. Quem iniciou a expansão capitalista dos caiapós foi o controvertido cacique Tutu Pompo (morto em 1994). Para isso destituiu o lendário Raoni e enfrentou a oposição de outro caiapó, Paulinho Paiakan.

FOLHAONLINE

o NEGÓCIO É OURO:
Em 1981 a firma de Marmud Cameli retirou mais de 900 toras de cedro e mogno. Armedi Cameli, em 1985, identificou 500 árvores de aguano e cedro, mas foi impedido pelo IBDF de cortá-las, o que não aconteceu com Marmud Cameli, que abateu 530 mognos e cedros. Esta empresa, em 1987, derrubou 500 árvores de mogno, cedro e cerejeira, destruindo outras espécies de árvores sem valor comercial, mas importantes para a cultura Ashaninka. Deste modo, estas empresas e suas agregadas causaram enorme dano à terra Ashaninka, além de espantarem a caça. Com o auxílio da Procuradoria da República do Acre, os Ashaninka abriram um processo contra a empresa Cameli e suas filiais, paralisando suas atividades e cobrando indenizações pela retirada das madeiras de lei.


BRASIL...ERA UMA VEZ UMA BANDEIRA VERDE....

.

Cintia Thome · São Paulo, SP 3/9/2008 12:40
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Juliaura
 

Tô planejando voltar em dezembro, só.
Será que o passaporte ainda valerá?
Ainda vai ter onde pousar o avião?
Devo antecipar o retorno.
Fico por aqui, zoropeando na terra dos donos ou tento pular o muro da vergonha dos isteitis pelo México, acá del Rio Grande.
Se der Obama...
Que tragédia, Érika!
Texto que gera polêmica tem arte.

Juliaura · Porto Alegre, RS 3/9/2008 13:00
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Érica Rodrigues
 

Juliaura, o preconceito contra brasileiros cresce a cada dia na Europa. Citando um caso particular, a filhinha de minha ex-professora, que foi morar na Espanha para fazer pós-graduação, foi hostilizada pelas coleguinhas de escola. Empurrada escada abaixo e chamada de suja. Detalhe: todas com 5 anos de idade! Mas isso são outros 500...
Cintia: bons argumentos.
Compulsão Diária: falou e disse.

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 3/9/2008 13:17
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGOS E AMIGAS...


O preconceito contra brasileiros também ocorre no Brasil. É disfarçado... Tem a cara da roupa que se veste! Os jardins das grandes metrópoles que o digam!

No exterior o tal preconceito pode ser combatido. De que forma? Sei lá... Não sou o Ministro das Relações Exteriores! Ele está "governo" para resolver cada "caso isolado" ou "coletivo".

Os povos do planeta Terra continuarão usando o artifício de "nacionalidade", para "pisar" em outros povos. Nós também estamos pisando... Inclusive quando afirmamos ou induzimos, que as "ONGs" que prestam serviços de solidariedade (abandonados pelo governo brasileiro) na Amazônia, agem por má fé! Não deixa de ser um preconceito com outros povos! Os estrangeiros não vieram ao Brasil ou foram para outros países, apenas como gafanhotos. Cada povo tem uma história! De cultura e educação transmitida a outras nações! O Brasil é um caso de estudo... Visite a Rua 25 de Março - São Paulo / SP! É uma “Torre de Babel” em forma de corredor do mundo... É democracia humana!

Leia esta letra...

Fruto do Suor (Raíces de América)

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 3/9/2008 13:43
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Ale Fisch
 

Lailton, tem alguns brasileiros que são caso de estudo mesmo... Leia Eduardo Galeano.

Ale Fisch · Presidente Prudente, SP 3/9/2008 14:07
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Érica Rodrigues
 

Somos um país jovem, mas já crescemos o suficente para agir e demonstrar o que queremos e o que não queremos ser. Ale, na veia.

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 3/9/2008 14:30
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joe_brazuca
 

é de doer tudo isso....no corpo e na alma...
quando leio ( tudo de todos, muito certos e brilhantes por sinal, cada qual a seu modo e mote...) tenho medo de "enfartar"...sinto minha pressão sanguinea subir perigosamente...
Ja estou com 53 batendo à porta...saudaveis, mas...o seguro morreu de velho...rs
Fui ativista...idelista...fui as ruas..."projetos rondons", coisa e tal...partidos verdes....brancos...azuis e vermelhos...
Meu pai, advogado dos "brabos", esta aos 83...e diz ouvir as mesmas rezas e ladainhas ha mais de 70...muito parecidos ou quase iguais...
Conformista, me tornei ?...acho que AINDA não...só mais racional, digamos...
Vamos a luta, então, por seu posto!
Que ponham então as Forças Armadas a cercar nossos territorios verdes e todas as reservas e sua ongs...e parem com hipocrisias contundentes de "patrimonios do planeta"...
Ando meio prático...as paixões ja me "abandonaram"...devem ser as "calos_idades"...rs
Ufanismos e xenofobias a parte, pulmões verdes e reservas do planeta, essa porra toda é nossa ou não é nossa, cacete ???Tenta mexer com o Grand Canion, pra ver o que te acontece...Ou com o modo de vida dos Aborígenes, ou coisa que o valha...
Tô mais pra lei de Talião ( olho por olho, dente por dente )
Estão maltratando brazucas la fora ?...Pimba neles por aqui...e fim de papo !...
E parem de deixar proliferar "franchaizingim" do Maquedonald, porra !...
Blade Runner, moçada...Blade Runner...a lá Mao-tse-tung....
abraço
Joe
(Todos os meus overmanos que acima opinarão, estáo pra la´de parabens...é tudo isso por ai mesmo...e muito mais até...grande e proficuo debate...beleza de texto moça Érica...)

joe_brazuca · São Paulo, SP 3/9/2008 15:26
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joe_brazuca
 

em "opinarão", leiam opinaram...

joe_brazuca · São Paulo, SP 3/9/2008 17:29
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joe_brazuca
 

Adroaldo...nessa to contigo e num abro...
é por ai...quem viver e vier, verá !...
abs
Joe

joe_brazuca · São Paulo, SP 3/9/2008 17:44
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joe_brazuca
 


Epa ! hei ! Insã !...deusa dos ventos, sopre-nos de toda luxúria afora...

Saravá !...meu pai Oxalá, venha-me...

joe_brazuca · São Paulo, SP 3/9/2008 17:48
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Yusseff Abrahim
 

Desculpem a demora por me manifestar. Confesso que fiquei muito comedido em me pronunciar já pelo texto original, mas MAIS AINDA depois por alguns comentários que lia..., mas vamos ao debate!

É incrível, Érica.
Não tenho tido oportunidade de viajar para Roraima, a apenas 10 horas de carro daqui de Manaus e percebo que a falta deste contato direto com os atores deste conflito me faz tão paulista quanto você, no que diz respeito ao sentimento de “ser refém” das informações mais do que superficiais em 5 anos que acompanho a cobertura sobre a reserva indígena Raposa Serra-do-Sol.

Desculpe Laílton, mas preciso dizer... como amazonense e brasileiro, estou horrorizado com seu ponto de vista, que resumo por meio das suas seguintes frases:

Horrorizado totalmente:
- “A Amazônia ou qualquer bem ambiental pertence ao planeta Terra!”
- “Que vantagem teve o povo brasileiro por possuir a Amazônia? Já destruímos o “Rio Tietê”.

Fruto de desconhecimento:
- “O arroz nunca fez parte da flora amazônica. Quem planta arroz está contra o meio ambiente. Está no sentido asiático.”
- “O que existe debaixo da floresta amazônica deve permanecer onde está! O ar que respiramos é a verdadeira riqueza da vida!”

Vou colocar um texto aqui que foi publicado pelo jornalista Gérson Severo, publicado originalmente no blog de fatos e idéias www.textobr.com. Ele esteve lá, não ouviu falar, é conhecido meu e um grande jornalista que publicou este excelente esclarecimento sobre atores e pontos de vista que a mídia não divulga. Espero colaborar:

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 4/9/2008 13:49
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Yusseff Abrahim
 

Raposa-Serra do Sol, muita ideologia e pouca preocupação com o índio
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008

Gerson Severo Dantas*


O Brasil não aprende mesmo a tratar da questão indígena, deixa rolar discussões infrutíferas, carregada de ódios estrangeiros, ideologias e concepções ultrapassadas. O mais recente exemplo desse laissez-faire é a demarcação em terras contínuas da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Eu conheço bem o conflito existente ali porque fui ao local, não escrevi por ouvir falar ou por fonte secundária, estive lá e ouvi todos os lados da questão, não fiquei sentado na minha cadeira ouvindo relatos de gente com interesses na questão. Há uma clara divisão entre os próprios indígenas e entre os indígenas e a sociedade envolvente. Parte dos índios, ligados ao Conselho Indigenista de Roraima (CIR), da igreja Católica, luta pela demarcação em terras contínuas. Agora existe uma parte significativa, estimada à época em que estive lá em 30% do total de 18 mil e poucos, que são contra. Preferem a demarcação em ilhas. Esses índios são, majoritariamente, evangélicos. Eis um dos focos do conflito.

Além das questões religiosas, há um conflito econômico. Os que defendem a demarcação contínua querem os índios fora de qualquer atividade econômica e sem qualquer contato com o resto da sociedade. Querem um modelo semelhante ao dos índios Ianomâmis, que hoje, pobres, miseráveis e doentes, só se relacionam com pessoas autorizadas, a saber: gente da Fundação Nacional do Índio, ongueiros e missionários religiosos de matizes suspeitas. Será esse o melhor modelo? Claro que não.

O Estado brasileiro há muito deveria tomar como exemplo para as demarcações o que acontece na Terra Indígena Waimiri-Atroari. Ali, com o Programa Waimiri-Atroari (PWA), os indígenas estão livres de ONGS e religiões, o povo se desenvolve, mantém um relacionamento adequado com o resto da sociedade, avança no fortalecimento de sua cultura, aproveita-se financeiramente de suas riquezas, são saudáveis – o que poucas nações indígenas podem ter orgulho de dizer que são – se educam na língua original. Agora isso foi possível porque estavam fora das discussões as religiões e as ONGS. Com elas dentro, só temos conflitos, seja na Raposa-Serra do Sol, seja na terra dos Cinta-Larga, seja no Alto Rio Negro, onde sem a autorização de uma certa ONG não se faz nada, sequer se consegue entrevistar uma índio. Isso eu sei e vivi em São Gabriel da Cachoeira, não falo por ouvir falar.

Uma demarcação nos moldes da TI Waimiri-Atroari resolveria grande parte dos conflitos da Raposa-Serra do Sol. Os índios teriam sua terra garantida e quem quisesse usar dos recursos nela contidos pagariam por isso, como hoje fazem Manaus-Energia e Mineradora Taboca aos Waimiri-Atroari. É tão simples, basta que essa história de colocar índios em “aquários” isolados fique para trás, fique nos discursos ideológicos.

Os índios precisam de nós e nós precisamos dos índios. Chega desse conflito estéril. Que o Estado brasileiro assuma sua função, tire de tempo ongs, religiões e grupamentos econômicos.

ps: A dona de casa e o trabalhador manauara têm razões para preferir a demarcação em ilhas da Raposa-Serra do Sol, pois sem o arroz vindo de Roraima, exatamente das fazendas que estão no caminho da demarcação contínua, o preço do produto certamente vai subir e não será pouco. Comparem o preço do arroz da marca São João, importado do Sul, e os roraimenses (Faccio, Acostumado e outros) para ter uma idéia do estrago econômico no bolso dos locais.


* Filósofo, jornalista, mestre em Sociedade e Cultura na Amazônia pela Ufam.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 4/9/2008 13:50
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Yusseff Abrahim
 

Laírton,
Entendo que o Meio Ambiente é um direito de "natureza difusa" como a lei institucionaliza, e se a falta de gestão correta dos recursos naturais podem por em risto o equilibrio ecológico do planeta isso relativiza sim a nossa soberania. Mas nossa luta enquanto brasileiros é exatamente essa: Política! Não temos que dar de mão beijada nada que é noso. É brasileiro! E isso não é nacionalismo, é princípio!

Agora, favor: sem preservacionismo! O uso correto dos recursos naturais também se faz plantando arroz (quando for o caso)! Ou mantendo a floresta de pé (quando for o caso)! Ou para explorar madeira com manejo florestal (quando for o caso)! Ou para extrair ouro, tirar petróleo e dar condições de vida para a população que vive aqui e tem que pagar caro por tudo, inclusive pelo arroz que é importado de outros estados, já que não se produz nada aqui no Amazonas. O que vc acha de pagar R$ 6,90 por 1/4 de melancia? Essa é a realidade que vc não conhece do custo de vida de Manaus em nível de cesta básica que espero que você passe a ponderar na hora de dizer que tudo tem que ficar de pé.

Ninguém aqui, dos 1,6 milhões de habitantes de Manaus está podendo viver atualmente do ar que respiramos e do ainda obscuro mercado de sequestro de carbono.

Brasileiros, queridos... acordem. 90% das ONG que estão aqui são picaretas SIM! Mas ninguém fala das igrejas que estão arrebanhando indígenas também. E os índios podem e devem decidir eles, e somente eles, o nível de aproximação ou não com a nossa sociedade a partir do território demarcado, mas sempre como Brasileiros, não como território autônomo.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 4/9/2008 14:09
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LAILTON ARAÚJO
 


CARO YUSSEFF


Continuo defendendo o meio ambiente...


Seguem alguns tópicos em ordem cronológica:

* RODOVIA TRANSAMAZÔNICA

" Rodovia Transamazônica (BR-230), projetada pelo general Emílio Garrastazu Médici (Presidente de 1969 a 1974) sendo uma das chamadas "obras faraônicas" devida as suas proporções gigantescas, realizadas pelo regime militar, é a terceira maior rodovia do Brasil, com 2,300 km de comprimento, cortando os estados brasileiros de Pará e Amazonas, nasce na cidade de Cabedelo na Paraiba. É classificada como rodovia transversal. Em grande parte, a rodovia não é pavimentada."

* ZONA FRANCA DE MANAUS

"A Zona Franca de Manaus (ZFM) é um modelo de desenvolvimento econômico implantado pelo governo brasileiro objetivando viabilizar uma base econômica na Amazônia Ocidental, promover a melhor integração produtiva e social dessa região ao país, garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras. A mais bem-sucedida estratégia de desenvolvimento regional, o modelo leva à região de sua abrangência (estados da Amazônia Ocidental: Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima e as cidades de Macapá e Santana, no Amapá) desenvolvimento econômico aliado à proteção ambiental, proporcionando melhor qualidade de vida às suas populações."

* SECA NA AMAZÔNIA

"A Amazônia vive hoje a pior estiagem dos últimos 50 anos. Fotos estampadas na mídia mostram cenários desoladores na região que detém mais de 20% da água doce da Terra. São igarapés secos, barcos encalhados em bancos de areia de rios, mortandade de peixes, populações isoladas sem ter como se locomover e sem ter o que comer. São mais de 250 mil pessoas atingidas nos estados do Amazonas e do Pará."

* A AMAZÔNIA E SEUS PROBLEMAS

"A explosão demográfica das áreas urbanas fruto de uma escalada de crescimento industrial no pólo da Zona Franca de Manaus, permitindo que a população tenha acesso a produtos eletrônicos com tecnologia de ponta, ao mesmo tempo grandes áreas da floresta está sendo devastada para o cultivo de pastagens e expansão do agro negócio."


E POR AÍ CAMINHA O GRANDE MILAGRE BRASILEIRO...


Os povos indígenas (e o extermínio de nações inteiras) são as conseqüências da ocupação sem planejamento. Existem favelas em Manaus?

O governo brasileiro e outros anteriores, nunca colocaram na mesma mesa - índios, seringueiros, militares, músicos, ecologistas, posseiros, jornalistas, biólogos, donas de casa, padres, pastores, ou qualquer representante da sociedade - para um debate sobre os caminhos amazônicos. Tudo o que foi feito até hoje parece com uma "tremenda cagada" - desculpe o termo!

Veja as besteiras ditas pelo nosso Presidente Lula Lá - que eu votei - e conheci pessoalmente:

"Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar. Só fuma quem é viciado", disse o presidente."

Dá pra acreditar no que ocorre na "Reserva Raposa Serra do Sol", onde políticos brasileiros brincam de raposas... E não têm respeito com o meio ambiente... Ou mesmo respeito humano! Salve-se quem puder... E o Brasil aparece nas manchetes dos principais jornais do mundo como "O EXTERMINADOR DA AMAZÔNIA".

Eu continuo defendendo o progresso com planejamento e responsabilidade... Conheço o "CORONEL BRASILEIRO...” Existem muitos no Sertão do Nordeste! Hoje moram nas praias, nos jardins paulistanos, nos condomínios fechados... Até em Manaus - AM. Muitos estão travestidos de pecuaristas, empresários, industriais, etc.

A natureza não precisa de progresso! A evolução das espécies já é um progresso da vida! Eu não dependo do Brasil... Dependo do ar que respiro... E o presidente Lula polui este ar, com seu charuto de Havana – Cuba. Eu sou socialista! Não gosto de cigarro! Tenho raiva de quem queima floresta! O planeta Terra é minha casa! Sou um ser vivo... Como também é uma formiga, uma borboleta, um peixe, uma árvore, uma serpente, uma onça e tantos outros espécimes da natureza. O ouro é bonito! Reluz para os olhos de quem não sabe que o bem maior é a vida! O ouro “pra mim” é lixo... Reciclado da mãe Terra!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 4/9/2008 14:35
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LAILTON ARAÚJO
 


CARO YUSSEFF


Mais tópicos para análises e sem soluções até hoje:

* REFORMA AGRÁRIA DE VERDADE
* DESFAVELIZAÇÃO
* REFORMA FISCAL
* AUTONOMIA REGIONAL
* VIOLÊNCIA URBANA E RURAL
* PROSTITUIÇÃO INFANTIL
* DISTRIBUIÇÃO DE RENDA
* SANEAMENTO BÁSICO
* MORADIA
* EDUCAÇÃO DE VERDADE
* PRESERVAÇÃO DA CULTURA DE CADA POVO
* RESPEITO HUMANO]
* TRÁFICO DE DROGAS

São muitos... Já existem em todo o Brasil! Tomara que não levem para a Amazônia! Seré que a cidade Manaus é um paraíso?

Sobre o arroz... É uma pena! Faz parte do "progresso" do homem branco! Não?

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 4/9/2008 14:55
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LAILTON ARAÚJO
 

CORREÇÃO...

"São muitos problemas... Já existem em todo o Brasil! Tomara que não levem para a Amazônia! Será que Manaus - AM é um paraíso? E o ciclo da borracha? E a anexação do Acre? Guerras por fronteiras... Eu nasci no Brasil! Mas, não sou cego!"

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 4/9/2008 14:59
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Yusseff Abrahim
 

Beleza, Laílton.
Sempre bom exercitar argumentação. Ambos nos fazemos pensar.

Um pólo industrial como a Zona Franca de Manaus (ZFM, o segundo maior do país, claro que vai gerar a favelização. O capitalismo precisa do "exército de reserva"... mas a ZFM é importante para a alternativa econômica, senão a gente bota essa floresta abaixo pra viver, sim (não é minha opinião, mas é a saída econômica).

Indenpendente de tudo o que você falou e relacionou, volto a insistir, a luta é nossa enquanto nação, e é política e em nível de pressão ao nosso governo também. Mas o brasileiro não luta por que não tem conhecimento, pela mídia e sua cobertura ridícula em conteúdo e a cultura do comodismo! Na hora de investir em uma passagem o brasileiro cansado vai para o litoral, para o carnaval baiano (que é muito legal), mas nunca para conhecer o país que vive, conhecer de verdade.

Manaus não é um paraíso, mas me dá uma qualidade de vida que dificilmente outra cidade me daria, graça ao que temos do que chamam "desenvolvimento" aqui. Nosso pólo industrial, investimentos em pesquisa de empresas petrolíferas as quais trabalhei, conheço a contradições, mas é uma atividade necessária para o país por que a matriz energética mundial ainda é o PETRÓLEO e a mudança disso será coordenada em um nível muuuuuito ditante.

Quem acha que porque moramos no Amazonas temos que ser diferentes, por favor! Neste calor, meu ar condicionado vai ficar ligado sim, é impossível andar de bicicleta nesse calor - Vou de carro (com o ar ligado). Quero comer sushi sem precisar ir ao Japão ou à Liberdade, meu tv de plasma igual assim como é o desejo do caboclo ribeirinho... que se quiser tela de plasma é um direito dele. Se não, satisfaz o desejo a sua maneira como uma casa que visitei no interior, com duas tvs idênticas, uma em cima da outra, cada uma em um canal e cerca de seis pessoas entre família e os vizinhos assistindo na sala. "É tão bonito duas coisas passando", dizia a mãe. E não podemos julgar, é a forma deles se relacionarem com o único meio de lazer fora a cachaça

Somos cidadãos brasileiros como qualquer um e nossas cidades daqui do Norte, contruidas sob esse calor e praticamente isoladas no meio da floresta é o que fazem este território ser brasileiro. Queremos todas as contrapartidas e vantagens por isso. É nosso direito.

Política é pressão popular e mobilização. E isso é outra luta! O que é brasileiro deve ser brasileiro!

O HOMEM TAMBÉM É PARTE DO MEIO AMBIENTE.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 4/9/2008 15:53
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Yusseff Abrahim
 

Melhorando:
Melhoria na qualidade de vida é uma questão de política pública, é luta movida à organização e pressão popular. Mas o que é brasileiro, deve continuar sendo brasileiro.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 4/9/2008 15:55
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LAILTON ARAÚJO
 

CARO YUSSEFF


Vamos pensar... (rsrs)


A VIAGEM... SEM CIGARRO, PILEQUE OU PORRADA!

( Lailton Araújo )


Na longa viagem ao encontro das novas descobertas, conseguimos fotografar novas galáxias, e o Universo, tornou-se pequeno... Ficou chato, comprido, alto, largo!

Colocamos uma sonda na barriga e outra no planeta Marte - somos os novos marcianos - vermelhos, brancos, negros, amarelos, sem cor ou raça: metal barato, cachaça, cigarro!

Tomamos posse sem violência, sem cara feia, com os pés de aço ou de lata, e a aparência - na forma de robô. Lunáticos: nunca mais seremos! Bebemos etanol; cheiramos fumaça!

E a Lua e Marte são velhas histórias ultrapassadas... Viva o Homo sapiens!

Derrubamos algumas torres. Levantamos outras. Talvez as que erguemos sejam mais altas que a bíblica “Torre de Babel”, ou mesmo: de papel... Estamos na batalha diária!

Não somos terráqueos malucos... Aprendemos as lições de casa. Nos novos edifícios existem as vozes do diálogo e da tolerância... É samba, rap, reggae, rock!

Nossas asas metálicas continuam evoluindo. Algumas quebraram! Caímos... Quem não cai? Pássaros também caem no primeiro vôo... É a lei da gravidade, Newton, Isaac...

A asa e o vôo são relações já dominadas... Viva o Homo sapiens!

Bebemos todos os vinhos possíveis. Brindamos em homenagem às novas conquistas profissionais, à saúde, à paz e à harmonia... Da literatura, do cinema, da música, da política!

Superamos várias tragédias humanas. Furacões, Terremotos, Tsunamis e Titanics, agora são roteiros do moderno cinema comercial. É trash, é atual, é over, é animal!

O podium ficou pequeno para tantos atletas e suas vitórias. Homens e mulheres conquistaram novos recordes... Alguns, com anabolizantes! Outros com Anas, aborígenes, antes e depois...

Os limites - físico e emocional - já não entram em conflito com a ética... Viva o Homo sapiens!

As fotografias coloridas e digitais mostram os continentes globalizados. Será que não existem conflitos religiosos, comerciais ou políticos? É viagem... Sem cigarro, pileque ou porrada!

Será que caminhamos para uma nova era? Calma internauta! É um sonho! Continuamos na velha e complicada rotina terrestre... Correndo, comprando, comendo, cagando!

Chegaremos em 2008, mais velhos, mais confiantes e talvez - mais tolerantes e humanizados... Viva o Homo sapiens!

E os viajantes da nave “Terra” seguem sua jornada... Até o novo Big Bang ou nova Big Band, ao som de Ray Charles, Cauby, Ângela Maria e Sinatra!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 4/9/2008 16:42
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Érica Rodrigues
 

Meus deuses! Volto da rua e tem quilos de palavras me esperando! Isso é muito bom! Escrevi isto numa porrada só, cansada dessa cobertura parca e vergonhosamente unilaterial. Não imaginei que fosse provocar este debate, nem que ele fosse render e crescer, porque é difícil ir contra o senso comum e principalmente contra o maniqueísmo. Deveríamos aprender um pouco com os orientais e parar com essa mania de raciocinar como se assistíssemos novela, como se tudo se resumisse na luta do bem contra o mal. Porque nós muito mais complexos que isso, somos plurais.

Yussef! Este texto de Gerson Severo Dantas é muito lúcido. Importante demais te ouvir e ouvir outras vozes daí. (Embora eu, mesmo na minha paulistanisse daqui, me sinta também no direito de opinar, como qualquer cidadão :o))

Ai Lairton... que viagem é essa, sem cigarro e sem pileque? Tem graça? Charutos cubanos são ótimos, amo Romeu y Julieta... (só essa porrada aí eu dispenso).

Muito bom! Adorei!

Ah, um salve para Adroaldo e joe_brazuca: EPA HEY, IANSÃ! (Como é que vc acertou?)

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 4/9/2008 18:16
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joe_brazuca
 

EPA HEY, IANSÃ!...6º sentido...rsrs
bj, jornalista !
Joe

joe_brazuca · São Paulo, SP 4/9/2008 19:08
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Yusseff Abrahim
 

Érica, tua paulistice é muito bem-vinda.
Parabéns pelo texto.
Essa é a comunicação que precisa existir. Sim, abaixo o maniqueísmo. Pé-no-chão sempre.


Yusseff Abrahim · Manaus, AM 4/9/2008 21:25
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LAILTON ARAÚJO
 


AMIGOS OVERMANOS E OVERMANAS...


O debate é sempre importante...

Quem tem razão no conflito das "Raposas"?

Leiam os links do UOL:

* Reportagem

* Infográfico

Eu continuo defendendo o meio ambiente!

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 5/9/2008 16:05
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LAILTON ARAÚJO
 


MAIS DETALHES DA OCUPAÇÃO HUMANA NA AMAZÔNIA...

* Zona Franca - Manaus - AM

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 5/9/2008 17:15
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LAILTON ARAÚJO
 


DESCULPEM A INSISTÊNCIA...


Eu não me conformo com este Brasil hipócrita! Isso é desenvolvimento...

" Deserto de água

"A natureza que encanta o médico surfista da Ponta Negra parece distante para quem mora nas zonas leste e norte de Manaus. Resultado da ocupação desordenada durante 40 anos, a área abriga 43% da população da cidade. Nas ruas de asfalto quebradiço e esburacado, não há canteiros nem arborização. Também não há parques verdes significativos e os igarapés que cortam os bairros foram transformados em esgotos a céu aberto. De ultraleve, vê-se uma imensa mancha cinza no meio da floresta cada vez mais ameaçada. Mas o pior desse deserto - pelo menos para a população - não é a falta de árvores, mas de água. Acredite. Em meio à maior bacia hidrográfica do mundo, onde está concentrada 20% de toda a água doce do mundo, 300 mil pessoas não têm qualquer tipo de abastecimento de água tratada. Outras 500 mil têm, mas de forma precária. Os dados do esgoto são ainda piores. Somente 6% da população é abastecida pela rede de coleta de esgoto.

No bairro Nova Vitória, "nascido" há pouco mais de seis anos, poços artesianos foram perfurados, mas o problema ainda está longe de ser resolvido. A água chega às casas por meio de ligações clandestinas que vazam o tempo todo. Energia elétrica só se for "gato". Dia desses, um morador morreu eletrocutado ao tentar puxar um "bico" de luz para seu barraco. No Monte Sião, crianças empurram carrinhos de rolimã com dezenas de garrafas e baldes de água tirada sob suspeita de contaminação. São cenas típicas do semi-árido nordestino em plena Floresta Amazônica. "O pior é que todo ano tem político que diz que vai acabar com a falta d'água em Manaus. É uma das principais bandeiras de campanha durante as eleições. Não dá para se conformar com essa situação. É um absurdo que nós não tenhamos água em plena Floresta Amazônica", diz, indignado, Luiz Odilo, presidente do Fórum Permanente da Cidadania."


Leiam mais no link...

* Zona Franca - Manaus - AM

Caro YUSSEFF

Sobre a argumentação...

"Essa é a comunicação que precisa existir. Sim, abaixo o maniqueísmo. Pé-no-chão sempre."

Você acredita que o progresso (tão comentado) na Amazônia (sem responsabilidade e planejamento) trará melhorias para os povos da floresta?

Abraços.

Lailton Araújo


LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 5/9/2008 17:26
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Érica Rodrigues
 

Lailton, Lailton. Eu não tenho muito tempo agora, mas vou comentar logo pq acho que vc está carente de resposta e de alguém que lhe dê razão :o) Não se preocupe Lailton. I'm here!

Se vc está acompanhando a cobertura do UOL, notou que a repórter pegou carona com o índio, de Mitsubishi cabine dupla. Notou também que Paulo César Quartiero foi denunciado juntamente com índios tuxauas pelos mesmos crimes. E que Quartieiro disse: "Eu não tenho problema nenhum com os índios. Eles são meus eleitores, me elegeram prefeito e trabalham para mim". Ou seja, meu querido, como acreditar que estes índios sejam 100% autóctones, que vivam da caça e da colheita? Que eles precisem de tanto espaço para preservar seu modo de vida? Que modo de vida é esse? (A questão sobre a violência bruta não se justifica em nenhum caso, esta não é a questão, como deixei claro logo no início de meu texto).

Num artigo do correspondente do jornal The Guardian no Rio de Janeiro: "Ativistas receberam a criação da Raposa Serra do Sol como um ato histórico para proteger os povos indígenas do país de contato com o mundo exterior". Que gracinha! Então ativistas querem salvaguardar o índio do contato com o mundo exterior? Como onça no zoológico ou passarinho na gaiola? Assim fica mais fácil para fotografar. (Aliás, em grandes celebrações como o Quarup, a imprensa é muito bem vinda. Os índios cobram altos cachês para serem fotografados e filmados). O que sobrou de suas culturas deve ser preservado. A questão é que, em nome dessa preservação, eles próprios têm se colocado e têm sido usados como moeda, de uma maneira ultrajante. Os índios já passaram pelo processo de aculturação há muito. E os ativistas coitados, querem sustentar esse mito, ressuscitar o passarinho que fora da gaiola já morreu.

Quanto a esse texto que vc colocou sobre as condições da periferia de Manaus... não entendi muito bem o pq dele (se bem que o assunto se desdobra de maneiras múltiplas mesmo), mas, que bom que vc também está interessado na condição de vida dos entes URBANOS que vivem nas proximidades da floresta tanto quanto da própria floresta em si. E que vc considere o que nosso amigo manausense Yusseff disse: O HOMEM TAMBÉM É PARTE DO MEIO AMBIENTE” e, assim passe a reconsiderar sua própria frase: “Qual o problema do Brasil (ou Brazil) perder parte do seu vasto e abandonado território?”

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 5/9/2008 18:55
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Érica Rodrigues
 

corrigindo: onde escrevi o absurdo "manausense" leia-se manauense. deve haver outros erros ainda... olha o que a pressa faz... abs.

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 5/9/2008 19:25
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LAILTON ARAÚJO
 


ÉRICA


Você escreveu...

"Lailton, Lailton. Eu não tenho muito tempo agora, mas vou comentar logo pq acho que vc está carente de resposta e de alguém que lhe dê razão :o) Não se preocupe Lailton. I'm here!"

Eu respondo...

Não estou carente! Eu não quero resposta! Não sou o dono da razão! Estou mostrando fatos e outras fontes jornalísticas... É assim que deve agir a verdadeira imprensa!

Você escreveu um texto jornalístico opinativo... Deixou lacunas abertas! Qualquer cidadão brasileiro (ou estrangeiro) pode contestar! Essa é a regra do Overmundo! Ou não?

O tema que você escreveu é sério... As argumentações acima deixaram questionamentos! Estou seguindo o roteiro! Isso é democracia! Você não acha?

Abraços.

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 6/9/2008 02:18
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LAILTON ARAÚJO
 


LEIAM ISSO...

* Blog da Amazônia

Abraços.


Lailton Araújo


LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 6/9/2008 09:49
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Érica Rodrigues
 

Lailton, a internet é democrática e anárquica e blogar é estar à deriva, sujeito a tempestades de idéias, choques elétricos, ventos de mudança e raios de conservadorismo. Estamos aí. Eu teria o maior prazer em ficar aqui, com vc, é que eu tenho pressa do novo. Eu tenho angústia em ler: “A natureza não precisa de progresso! A evolução das espécies já é um progresso da vida! Eu não dependo do Brasil... Dependo do ar que respiro... E o presidente Lula polui este ar, com seu charuto de Havana – Cuba. Eu sou socialista! Não gosto de cigarro! Tenho raiva de quem queima floresta! Sou um ser vivo... Como também é uma formiga (...).” Quanto aos seus últimos questionamentos, eu vou explicar para vc. Este texto tem informações jornalísticas e é sim opinativo. Ele é compromissado com aquilo em que acredito. Procurei este espaço para poder expressar um ponto de vista. Profissionalmente, escrevo sobre arte e cultura popular. Mas este texto, nessa arena, é de uma cidadã cansada. Cansada de tanta asneira militante. É bom exercitarmos a discussão. Eu agradeço a todos que se manifestaram aqui e a vc especialmente, que cá está há quase uma semana. Apenas não quero ser do contra por ser ranzinzamente do contra, porque isso é ser a favor de um discurso velho e maniqueísta que não me interessa, para mim é estéril. Eu já coloquei isso, aqui, inúmeras vezes. Vc encontrou outras fontes e está lendo, ótimo. Se vc trouxer um texto que fale sobre índios isolados na Raposa, eu agradeceria mais ainda. E que ONGs estejam de fato mudando a condição de vida das pessoas. Não paliativamente. Todos devem ter direito de escolha, de decidir o próprio rumo de suas vidas e não depender de rendas mínimas e cestas básicas. Sugiro que leve adiante a discussão. Mas em vez de agora dizer da importância das cestas básicas para quem nada tem (o que até é de direito seu, se assim quiser, fique à vontade), colando textos sobre renda mínima, talvez seja mais produtivo vc pegar o que escreveu e que reproduzi aqui em cima, juntar com todos os dados que vc trouxe, organizar num texto seu e levar para votação, para mais gente opinar. Vamos nessa. Vamos arejar. Abraços!

Érica Rodrigues · São Paulo, SP 6/9/2008 13:00
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Yusseff Abrahim
 

Hora de virar a página. Meus comentários já deixam claro minha opinião sobre o assunto.

Yusseff Abrahim · Manaus, AM 6/9/2008 22:06
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