Segundo a descrição da comunidade do Orkut “Tiopês - A Revolução“, essa nova linguagem da internet, com seu jeito “engraçado e incorreto”, conquistou muitos adeptos. Sinto informar que quem está incorreta é a comunidade.
O Tiopês até ficou popular, mas nada tem de engraçado. É só mais uma forma mongol e trabalhosa de se comunicar. Como se já não bastassem as abreviações exageradas e o miguxês insuportável me confundindo, ainda preciso me esforçar para entender uma cambada de gente que “esrevec assëm” e acha cool.
Engraçado é imaginar os 3,250 membros dessa comunidade demorando meia hora para escrever cada frase. Porque, convenhamos, é dificílimo escrever errado. Imagina o trabalho que deve dar alternar caixa alta e baixa, substituir “s” por “x” em todas as palavras e, no caso do tiopês, inverter a ordem das letras e colocar acentos aonde eles não devem estar. É frescura demais para mim.
A graça dos erros de português está na espontaneidade. Na capacidade do cara escrever faço com “ss”, jeito com “g”, formular frases incoerentes e acreditar, de verdade, que aquele é o jeito certo de escrever. Ainda assim, em 90% dos casos, é mais fácil entender uma pessoa que realmente ignora o padrão correto da língua, do que esse bando de pseudos escrevendo “errädoán”.
Esses dialétros cibernéticos são muito prejudiciais para a língua portuguesa porque os jovens, de um modo geral, acabam ficando muito mais tempo na internet do que lendo livros, revistas e jornais. Então, ao escreverem de forma incorreta diariamente, durante horas, eles acabam se acostumando com isso e achando muito mais natural escrever errado do que certo.
Espero que quando o miguxês e o tiopês saírem de moda, a tendência seja escrever português. Porque, se continuar desse jeito, daqui a pouquissimo tempo precisarei dividir meu tempo entre faculdade, namoro, academia, a coluna no Faz Sentido e aulas de alfabetização virtual. E esse seria um desperdício imenso de tempo, dinheiro e inteligência.
As pessoas perdem tempo tentando escrever errado e não tem tempo para aprender a escrever corretamente. A gramática é um livro de poucos...
Paulo Esdras · Brumado, BA 13/11/2007 12:14
Concordo com você Paulo!
Minha amiga eu sei que é dever da gente orientar e explicar as pessoas o correto, mas se elas acham que isso é "moda" o que poderemos fazer? NADA!
Abração.
Putz, você falou o que eu penso, mas nunca disse
é triste penssar no futuro, gente escrevndo errado, menos adeptos a literatura, e menos inteligencia.
A propósito, ''pouquissimo'' tem acento.
Fica pouquíssimo.
Esses pseudointelectuais...
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