Todas as histórias do mundo

Ratão Diniz / Imagens do Povo / IMA
A imagem-história feita por Ratão Diniz, fotógrafo que viajou com o projeto.
1
Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ
13/8/2007 · 156 · 8
 

Tudo começa com uma idéia: permitir que qualquer morador de uma cidade com menos de 20 mil habitantes produza um filme. As páginas viram, o enredo continua. Logo, 40 pessoas já foram selecionadas. Estão fazendo cinema. Menos de um ano depois, essas mesmas 40 pessoas recebem de volta, agora em suas pequenas cidades, um caminhão/tela que exibe o fruto dos seus trabalhos. Os locais nos dias de exibição têm contorno de festa, é o dia de ver projetado aquele universo de todo o sempre – quem olha já sabe que os filmes foram produzidos na região. E quem tiver curiosidade de perguntar logo vai descobrir que aqueles caminhões estão em uma caravana de mais 3 meses, percorrendo 25 mil quilômetros de país.

O projeto é o Revelando os Brasis, que o Overmundo acompanhou por 21 cidades, sempre relatando sob forma e estilo dos mais variados como foi a exibição local. Quem vem acompanhando a série de textos (por aqui) pôde conhecer dezenas de histórias e personagens de algumas cidades que muitos de nós não sabiam da existência. Aliás, o que não faltaram foram histórias: Helena Aragão, Vitor Lopes, Thiago Camelo, Rinaldo Teixeira, Delfin, Carolina Morena Vilar, Thiago Paulino, Andre Stangl, Roberta Lira, Carol Andreis, Marcelo Cabral, Rodrigo Teixeira, Marcos Paulo, Henrique Araújo e Natacha Maranhão foram os colaboradores do Overmudo que narraram com os seus pontos de vista o dia das exibições. É muita gente falando de muita coisa, é muito filme sendo rodado, é muita idéia que já rodou no ar. Aqui, porém, parece justo chamar mais gente para conversar, alguém que viajou pelo país e pôde enxergar de forma coletiva aquilo que foi narrado por um viés individual. O que essa pessoa pode agora revelar sobre o projeto? Afinal, como diz o começo do texto, tudo começa com uma idéia. Eis a dona da idéia.

***

Beatriz Lindenberg, 39 anos, é uma das criadoras do Instituto Marlin Azul, responsável pelo projeto junto ao Ministério da Cultura e à Petrobras. Ela esteve com a caravana do Revelando os Brasis em cidades do interior do Espírito Santo, Alagoas, Sergipe, Ceará e Piauí. Ou seja, foi para São Roque do Canaã, Piaçabuçu, Carnaubeira da Penha e por aí vai. Nomes poucos familiares para muitos, inclusive para ela, que confessa nunca ter ouvido falar – antes da empreitada - da grande maioria dos lugares que visitou. Como era de se esperar, Beatriz carrega consigo a certeza de que um novo país se fez diante dos seus olhos, que, depois de toda essa viagem, o Brasil não é mais o Brasil de antes. Mas também é de fazer pensar o fato de Beatriz não ter feito uma viagem qualquer. Mesmo levando um tempo de turista japonês, aquele que faz viagem de uma cidade por dia e é criticado por ver muito e não conhecer de fato nada, ela não precisa ter vergonha e pode se orgulhar das histórias que têm para contar. Porque diferente do estereótipo do nipônico que chega com uma máquina fotográfica no peito e vê menos do que enxerga, Beatriz pôs os pés nas cidades que visitou por apenas 24 horas carregando um cinema num caminhão - e isso faz toda a diferença na hora de enxergar aquilo que se vê. E como reflexo de quem enxergou muito, como um cineasta amador que esperou a vida toda para contar sua fábula, ou um jornalista animado para escrever sobre uma pequena cidade em que nunca imaginou estar, ela, depois do “oi”, engrena a falar, entremeada no máximo por incentivos de um “e aí?” ou um “mas por quê?”:

A gente mantém comunicação com esse grupo, que agora é de 80 pessoas. A gente tem muita informação, muito retorno deles. Tínhamos já muita informação do grupo, o que as pessoas já tinham feito, o que eles vão fazer, quem está organizando agora cineclube, quem usou os filmes em sala de aula. Agora a gente está coletando isso de modo mais formal.

O Brilhantino tinha a imagem de velho do saco na cidade. Era uma coisa meio mendigo, meio ermitão. A partir da exposição no filme outras pessoas passaram a se interessar pelo Brilhantino, falar com outro interesse. Porque Muqui já teve cinema, agora não tem mais. E a cidade no dia da exibição ficou linda. O motivo daquilo tudo foi o Brilhantino.

Estamos terminando um DVD com os filmes do Ano I.

No início do projeto, muita gente criticava. Alguns diziam “Isso aí vai virar videocassetada, uma pessoa não vai aprender a filmar em menos de duas semanas”, “'O projeto não vai ter continuidade”, “É uma política barata”.


E com menos de 20 minutos de conversa um tanto de assuntos já havia se aberto: a) como anda o contato com o grupo de 80 pessoas (referentes às 40 do Revelando os Brasis do Ano I e às outras 40 do Ano II). b) o que cada pessoa desse grupo está fazendo atualmente. c) quais são as histórias de bastidores das exibições e dos personagens retratados nos filmes. d) como será o futuro do projeto. e) como foi o início do projeto. f) como lidar com as críticas realizadas à iniciativa.

***

O grupo de 80 pessoas vai bem, obrigado. Já há por parte do Instituto Marlin Azul a tentativa de dar liga a essas pessoas, organizar o que um está fazendo com o que o outro está fazendo, enfim, juntar lé com cré. Para ajudar na tarefa, está sendo organizada uma grande lista com as atividades que os cineastas do Ano I vêm exercendo atualmente (questão “a”). O mote, claro, é descobrir se um dos objetivos do projeto deu luz e se de fato os “revelandos” foram apresentados a contento a tecnologias audiovisuais e conseguiram seguir adiante, usando as próprias pernas (questão “b”). Uma olhada nesta lista (ainda parcial) impressiona. Mesmo faltando na pesquisa alguns nomes entre os 40 do Ano I, é possível contar ao menos 19 participantes tocando projetos relacionados ao audiovisual, sendo alguns já bem adiantados. Um dos casos é de Ériton Berçaco, diretor de Brilhantino (Espírito Santo/Muqui), que recebeu propostas para roteirizar e dirigir dois documentários. Ivy Goulart, diretor de Edilamar (Urussanga/Santa Catarina), também segue com empreitadas cinematográficas, tendo realizado inclusive um documentário de 20 minutos chamado Na rota do Comboio Cultural. Há também aqueles que não se prenderam apenas à opção de dirigir ou escrever filmes, e foram adiante na missão audiovisual: Lidiane Lima, autora de Corguinho e seus Ets (Corguinho/Mato Grosso do Sul), resolveu abrir uma produtora em sua cidade, a Tomada Filmes, onde trabalha com vídeos comerciais e também com fotos. E como eles há a Luciana de Resende Barros, o Gilmar Wendel, o Manoel Dourado Marques, o Luiz Antonio Cavalheiro; todos trabalhando no meio e aproveitando o conhecimento adquirido com o Revelando os Brasis.

Começo

Dando uma rebobinada no tempo, qual cinema num flashback, estamos no Rio de Janeiro, é 2004. Todos os escolhidos do Ano I desembarcam de avião (transporte em que a grande maioria deles nunca tinha entrado) para fazer um curso de oito dias e aprender o básico da realização de um filme. Dois andares num hotel no Centro da Cidade são reservados para hospedagem e para servir também como local de aula. Os cursos seguem manhã e tarde adentro. À noite é hora de passeio cultural, hora de acompanhar uma exibição dupla raríssima no Cinema Odeon de Entreatos e Peões - com direito a palestra dos respectivos diretores João Moreira Salles e Eduardo Coutinho – (a lembrar: nenhuma das cidades premiadas pelo projeto tem cinema), de conhecer os museus, símbolos, ruas e praias cariocas. Juntar essa turma foi o passo inicial de um projeto que previa, no começo, as aulas, a produção e a entrega dos filmes. Ninguém ainda imaginava cruzar o país em duas caravanas, uma subindo, outra descendo, tendo como ponto de partida o Espírito Santo. A idéia ocorreu depois que os filmes começaram a chegar prontos ou ainda em material bruto ao Instituto Marlin Azul: aquilo que se via na tela tinha de ser exibido por direito adquirido aos habitantes daquelas pequenas cidades. Afinal, todo aquele universo, toda mão-de-obra (do martelo à atuação) tinham sido cedidos para os filmes. Reavaliando o processo, Beatriz confessa e, de certa forma, acaba de responder também a questão “e”:

- O começo do projeto era o de formar pessoas de cidades pequenas, permitir que essas pessoas pudessem contar suas histórias e ter acesso à tecnologia audiovisual. Além disso, tínhamos uma idéia de 'revelar talentos', que logo foi deixada em segundo plano. Só depois vi que não, que era algo maior, que tinha também a ver com afirmação, orgulho, autoconfiança. Por tudo isso, por esses novos fatores que apareceram no decorrer das etapas, achamos que a exibição nas cidades serviu para fechar um ciclo.

Bastidores

Mas é difícil se furtar a perguntar logo de cara sobre a questão “c”: com tantos quilômetros rodados de Brasil e tantas exibições assistidas, o que não devem faltar são histórias interesssantes para contar. Não faltam. E são várias. Duas chamam atenção, principalmente por serem “causos” de naturezas distintas. O primeiro reza pela graça e singeleza da cena em si, fácil e divertida de imaginar. Aconteceu em Muqui, durante a captação de imagem do filme de Ériton Berçaco, Brilhantino. Brilhantino é um senhor que mora em uma caverna na cidade (vale ler aqui para saber mais). Velhinho e já muito corcunda, ele não se via num espelho há muito tempo. À época das filmagens, a equipe toda estava em um hotel de Muqui, inclusive Brilhantino. Pois é que o senhor entra no quarto do diretor e de sua equipe bem no momento em que eles estão revendo as imagens do dia. Brilhantino olha aquelas imagens e chega a duas constatações - 1º Como ele está envelhecido; 2º Como ele está se movendo rápido, agitado. Precisa se acalmar. Um pequeno (mas fundamental) detalhe: a equipe estava assistindo às imagens em fast forward (avançando-as).

Mais imagética ainda é a próxima história. E justamente por ser mais imagética é que ela traz em si a força da presença de quem esteve diante dela. Beatriz esteve e conta com aquele “só entende quem estava lá” o que viu. Era a exibição de O último tocador (São Roque do Canaã/Espírito Santo), de Valbert Júnior Vago. O filme narra a história de Jepim Penitente, descendente de italianos e único tocador de concertina na cidade. Durante a exibição do documentário, obviamente muito musical, um garoto se levanta à frente da tela, se destaca entre sombra e imagem do projetor, e começa a reger a platéia presente. Rege durante algum tempo, em cima das imagens e das notas que saem do filme. Cena para se guardar, difícil de imaginar o sentimento. Mas que justifica uma constatação de Beatriz:

- Uma coisa que me chamou atenção e que eu não racionalizei, eu senti, foi o fato de que os vídeos quando exibidos na cidade de origem ganham um sentido novo. Havia alguns vídeos que eu não tinha uma atração em si, mas depois da exibição nas cidades eu pude ver como eles têm potência.

Futuro


Agora, em agosto, acabou. Pôs-se fim ao périplo de exibições pelo Brasil. Todas as expectativas de produção foram alcançadas e, de certo modo, superadas. Mas ainda há planos para serem feitos com os filmes do Ano I (questão “d”), como se eles fossem obras abertas, sempre livres a mais uma releitura ou novo uso. Primeiro passo: finalizar o DVD (quase pronto) sobre o projeto. Será uma caixa com seis discos. A idéia é passá-los em pontos de cultura, cineclubes e lugares sem fins lucrativos que tenham a ver com os preceitos do Revelando os Brasis. Os DVDs contarão com cenas dos cursos, bastidores de filmagens, depoimentos dos participantes e, também, parte das exibições nas cidades, uma vez que todo trajeto da caravana foi registrado num making of. Beatriz anima-se com a possibilidade de poder mostrar no DVD aquilo que conseguiu observar na prática:

- Antes do curso tínhamos a curiosidade de saber o que aconteceria colocando em uma sala de aula gente de experiências tão diferentes entre si, experiências tanto de vida como também no audiovisual. Agora, isso poderá ser visto no DVD.

Outras datas para o produto “Revelando” também já estão semiconfirmadas. A caravana para o Ano II, marcada para o final de 2007, foi adiada para o primeiro semestre do ano que vem. O objetivo maior agora é respirar um pouco e avaliar a pesquisa feita em todas as cidades pelas quais o caminhão passou, a fim de descobrir como melhorar o projeto. Já o começo das oficinas para o Ano III, a serem realizadas novamente no Rio de Janeiro, está marcado ainda para 2007. Negocia-se agora a exibição dos programas veiculados no Canal Futura (O Futura exibiu entrevistas com os realizadores e os filmes do Revelando os Brasis do Ano I e II) em TVs universitárias e públicas. Por enquanto, as obras podem ser assistidas em 138 ônibus paulistanos com a tecnologia BUSTV.

- As pessoas têm gostado muito de ver os filmes dentro do ônibus. Eles são legendados, porque às vezes não dá para escutar direito. O pessoal gosta bastante dos filmes nordestinos, talvez pela quantidade de pessoas da região morando em São Paulo e pegando ônibus.

Críticas

Lidar com incentivo fiscal não deve ser fácil no Brasil (questão "f"). Ainda mais no mercado audiovisual, em que um diretor reclama por não ter tido seu projeto contemplado pelo governo dizendo-se o cineasta mais visto desde a retomada.

- Na época, senti que parecia que nós estávamos tirando uma fatia de um orçamento que não era nosso - diz Beatriz.

Esse sentimento tomou ainda mais forma quando ela começou a escutar por aqui e ali gente criticando a intenção de entregar na mão de pessoas que nunca tinham ido ao cinema – cujas únicas coisas que precisaram responder foram: “qual é seu nome”/"conte sua história" - a possibilidade de se produzir um filme. O que era para ser, na palavra de muitos, “uma videocassetada”, acabou dando certo, mesmo com mais escolhas polêmicas.

- Sei que o projeto é controverso. A intenção era abrir mesmo para qualquer pessoa, desestruturar qualquer idéia de cinema como uma coisa de referência formal, erudita. Fizemos opções importantes. Uma delas muita gente ainda faz ressalvas. Decidimos não estabelecer uma quantia exata para cada filme. Para isso, demos aulas de orçamento para os "revelandos", o próprio diretor cuidou do valor que precisava. Analisamos com cuidado os pedidos, é claro. Fomos muito sensíveis e criteriosos. Tivemos que ser.

Havia, no entanto, um teto para cada filme: R$10 mil. Não é coincidência que esse valor seja o mesmo que Jorge Furtado usou no filme Saneamento básico, onde habitantes de uma cidade de menos de 20 mil pessoas usam a verba disponível à produção de um filme para construir um sistema de esgoto. O cineasta gaúcho foi assumidamente influenciado pelo projeto, a ponto de ter ido a Cordeiro entrevistar o diretor do filme local Luiz Antonio Cavalheiro para o Fantástico. Em um dos questionamentos que não foram ao ar, Jorge pergunta a Luiz Antonio se cidades sem condição de saneamento têm necessidade de pensar em arte. Questão que também foi posta na mesa a Beatriz:

- Infelizmente, a resposta de Luiz Antonio não passou na TV. Mas ele foi perfeito e eu concordo plenamente com o que ele disse. As políticas deveriam dar conta de todas as situações. Quem foi que disse que arte é menos importante que saneamento? São duas coisas diferentes, e a população precisa tanto de uma quanto de outra.

***

As fotos que ilustram este texto foram feitas por Ratão Diniz. Ele é um dos dois fotógrafos da oscip carioca Observatório de favelas que viajaram para registrar a caravana. Uma boa parte das fotos pode ser vista no blog da viagem. Em conversa com Ratão por telefone, ele me contou como foi a experiência de ter acompanhado os caminhões e, entre tantas histórias de descobertas, acabou relatando como conseguiu fotografar, em Água Fria (Bahia), uma senhora de mais de 100 anos que havia participado do documentário local. Segue, nas palavras do rapaz de 23 anos, a revelação:

Queria fotografar a Dona Mocinha. Todo mundo disse que ela não ia querer, que está bem velhinha. Rodando a cidade, encontrei uma mulher que eu já tinha fotografado mais cedo em uma igreja. Do lado dela, tinha uma outra mulher em uma casa com varanda. Fui tentar fotografar esta outra mulher. Ela não quis e disse, “fotografa a 'véia', a 'véia' está aqui dentro". Eu entrei e dei de cara com a Dona Mocinha no sofá. Uma expressão muito forte. Fui lá, pedi para fotografá-la, ela não quis. Eu expliquei o projeto, ela não quis. A filha insistiu. Ela perguntou:

- O que é foto?
A filha:
- É retrato.
- Retrato eu já tenho ali, não preciso não.
- Queria ser o autor de uma fotografia da senhora – eu disse.

Ela não quis, tomei café. Ela falou:

- Eu não tenho dinheiro para pagar.
- Poxa, não cobro, não preciso de dinheiro. Não é minha proposta cobrar. A senhora é um personagem do filme.

Nessa hora, lembrei que eu estava com a minha câmera digital e comecei a mostrar as imagens das fotos que já tinha tirado para ela. Ela se encantou com as crianças, com a igreja, com os santos que eu fotografei. Tentei de novo:

- E aí, posso tirar uma foto da senhora?

Ela deixou, se arrumou e eu bati. Por mais que não seja uma foto fantástica, é uma grande foto.

No final, Ratão completa:

- E tem história por trás dela.



compartilhe

comentários feed

+ comentar
Marcos Paulo
 

Quantas novidades. Nem parece que se trata de um balanço sobre o Revelando.

Mas Thiago, meu nobre, como faço pra adquirir o DVD quando ficar pronto? É lógico que eu também quero. rsrs!

Um abraço.

Marcos Paulo · Rio de Janeiro, RJ 10/8/2007 09:44
sua opinião: subir
Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A
 

Maravilha, Thiago! Começo pelo fim: essa história do Ratão quase me leva às lágrimas. Tudo bem, sei que sou um cara bem piegas, mas não teve jeito.

No mais, meus votos para que o projeto realmente permaneça e que os realizadores consigam seguir em frente. Aqui no Ceará, por exemplo, a Sidnéia conseguiu aprovar um projeto num edital do governo do estado. Vai realizar, portanto, o seu segundo documentário. Tudo isso graças ao Revelando os Brasis.

Abraços!

Henrique Araújo - Grupo TR.E.M.A · Fortaleza, CE 10/8/2007 11:23
sua opinião: subir
Ilhandarilha
 

O projeto "Revelando" é admirável. Fico orgulhosa por ser um projeto do pessoal daqui, do Marlin Azul. O seu texto retrata muito bem o projeto e, mais que um balanço das andanças do Revelando os Brasis, é um documento incrível da importância do projeto.
O final, com o depoimento do Ratão Diniz, fechou com chave de ouro o seu texto. Aliás, parabéns para o Ratão também, cujas fotos tenho acompanhado aqui.
Valeu, Thiago!

Ilhandarilha · Vitória, ES 10/8/2007 18:08
sua opinião: subir
Helena Aragão
 

Tem toda a razão de ficar orgulhosa, Ilha. Acho simbólico que o Revelando seja nascido e criado no Espírito Santo, que em geral é visto como patinho feio do Sudeste e aos poucos vai se mostrando para mim como (outra) revelação.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 11:48
sua opinião: subir
Egeu Laus
 

Beleza Thiago!
E por favor, tire-me uma dúvida:
a cidade de Cordeiro citada fica onde?
Abraço!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 16:15
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Thiago Camelo
 

Olá pessoal! Obrigado pelo retorno de comentários!
Respondendo as perguntas:

Marcos - realmente não sei como fazer para adquirir um DVD agora e também não tenho certeza onde eles poderão ser adquiridos, acho que nem o pessoal do Revelando sabe ao certo. Assim que tiver alguma informação volto aqui e posto em um comentário.

Egeu - Cordeiro fica no Rio de Janeiro, nosso estado. Um enorme vacilo meu não ter posto de onde é a cidade. Muito obrigado por chamar atenção, do contrário não perceberia nunca a omissão. Aliás, segue aqui o texto que eu mesmo escrevi sobre a exibição do Revelando os Brasis em Cordeiro. Abração!

Thiago Camelo · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 16:20
sua opinião: subir
Luiz Antonio Cavalheiro
 

Oi, Thiago!
Mais uma vez, um belo trabalho sobre o Revelando os Brasis! Parabéns!
Realmente senti falta de coisas importantes que eu disse para a reportagem do Fantástico e uma delas é, sem dúvida, sobre a importância de produção audiovisual em cidades pequenas. No filme do Jorge Furtado, há esse dilema: gastar 10mil com um filme de ficção ou fazer o saneamento da cidade? O que me foi perguntado era se eu achava que cidades tão pobres e sem o mínimo de saneamento podiam produzir cinema, cultura... eu disse que não via nenhuma razão para não fazer, já que as grandes metrópoles brasileiras tem tanto ou mais problemas que os "rincões" ( assim nos chamam) e no entanto não deixam de produzir todo tipo de cultura. Pena que na edição cortaram isso!
Também não foi ao ar trechos de depoimentos da equipe do meu curta que sinalizava que, apesar de não sermos profissionais da área, estávamos longe de não entender pelo menos um pouco do riscado. Outra pena...

Valeu, Thiago!


Egeu: você conhece Cordeiro e a atriz protagonista do meu curta, Fernanda Carvalho. Ela deu oficinas de teatro para o Instituto Agenor Benz. Abraços!

Luiz Antonio Cavalheiro · Cordeiro, RJ 13/8/2007 22:15
sua opinião: subir
Ériton Berçaco
 

Só hj estou lendo este texto Thiago. Senti-me tocado relendo coisas que vivi. Desde o ano de 2004 até hoje, muita coisa mudou na minha vida. Grande parte delas tem relação direta com o Revelando os Brasis. Além da idéia de trabalhar com audiovisual (ainda que por prazer apenas), penso em levar a interação literatura/audiovisual para um possível doutorado.
Parabéns pelo texto e parabéns ao Ratão pela sensibilidade das fotos!

Ériton Berçaco · Muqui, ES 20/10/2007 20:46
sua opinião: subir

Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.

imagens clique para ampliar

Beatriz na produção do Revelando os Brasis. zoom
Beatriz na produção do Revelando os Brasis.
Indo para Croata, Ceará. zoom
Indo para Croata, Ceará.
Andando por Minas Gerais. zoom
Andando por Minas Gerais.
Garoto em Piaçabuçu. zoom
Garoto em Piaçabuçu.
Exibição em Gurinhém, na Paraíba. zoom
Exibição em Gurinhém, na Paraíba.
Um senhor e um burro no Nordeste. zoom
Um senhor e um burro no Nordeste.

filtro por estado

busca por tag

revista overmundo

Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!

+conheça agora

overmixter

feed

No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!

+conheça o overmixter

 

Creative Commons

alguns direitos reservados