Tropa de elite perde ou ganha pra pirataria?

Uma das cópias piratas do filme "Tropa de elite".
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jeorge segundo · João Pessoa, PB
13/10/2007 · 114 · 10
 

Enfim, vi o tão comentado Tropa de elite (se você não viu, eu recomendo). Um filme merecedor de toda repercussão que teve, essa, funcionando como uma espécie de "trailler" boca à boca resultando nesse sucesso, ainda que na versão pirata. Aliás, a polêmica inclusive, foi bem usada pelos camelôs: "Tropa de elite, compre antes que os policiais proibam" era mais ou menos o que gritavam para vender as cópias, e o pior (ou melhor), vende-las como água.

A tática em transformar histórias das periferias brasileiras, principalmente as do Rio de Janeiro, em “espetáculo”, vem dando certo na grande mídia faz alguns anos. Não é à toa que filmes e seriados foram sendo produzidos acerca do assunto, como "cidade dos homens", "Carandiru", "Antônia" entre outros. Mas, ao contrário do primeiro grande sucesso cinematográfico "Cidade de Deus", o "Tropa de elite" explodiu como algo fora do controle dos seus produtores, "vazando" pela internet, no momento certo, mas na hora errada. Ou seria no "momento errado", mas na "hora certa"?! vou tentar explicar:

Nem o mais profeta dos homens imaginaria esse resultado (ou, o mais profeta dos homens é brasileiro e o melhor marqueteiro do mundo). Praticamente zero de gastos em divulgação e o filme é um verdadeiro estouro (o momento certo). Em compensação, o fato das pessoas deixarem de ir ao cinema quando o "tão aguardado" estivesse nas telonas, traria um medo eminente. Seria um grande paradoxo um filme sucesso de público com fracasso de bilheteria (a hora errada).
Com certeza, o público esperado para assisti-lo era o da clásse média, o mesmo que se impressionou com as maldades do "Zé Pequeno" e cia ltda. lotando as salas de cinema como se tudo aquilo não existisse (mesmo eles assistindo ao filme nos shoppings centers colados a barracos de alguma favelinha dessas), mas, logo quando a pirataria é algo forte no nosso dia-a-dia (o tal "momento errado"), o longa está sendo visto pela massa, por pessoas que possivelmente estão mais proximas daquela "ficção"- para os que tem mais condições-, ou "realidade" - para elas -, tendo como consequência a popularidade da obra além de muitos debates e discussões sobre o que é relatado nela: A crise da polícia, do Estado e da sociedade frente ao narcotráfico e o crime organizado (a tal "hora certa").

A partir daí, algumas questões ficam na minha cabeça: A pirataria tem o seu lado bom em tornar mais acessível a arte e a cultura (que é um bem de consumo hoje) e, de alguma forma, levar um pouco de conscientização à muitas pessoas? Ou devemos apenas enxergar todos os seus males (sonegação fiscal, desvalorização de direitos autorais, a própria corrupção, também mostrada no filme, etc)?

Bem, é bonitinha a campanha que os artistas insistem em fazer na luta contra a pirataria, se tornando até justa em certo ponto.
No entanto, não dá mais pra remar contra a maré! A pirataria é um fato! comprar qualquer produto pirata já é um hábito social... Todos fazem ou os consomem de alguma maneira, todos tem suas necessidades e desejos consumistas. As pessoas são bombardeadas o tempo todo por propagandas, e vão atrás do que é anunciado seja lá qual for suas condições financeiras. É exatamente ai que os piratas vendem, alimentando organizações clandestinas poderosas que envolve de fiscais à juizes, de policiais à traficantes.
Sabemos o quanto é dificil conseguir algo justo nesse país. Mas colocar na cabeça de qualquer brasileiro que ele deve gastar um terço do seu sálario (se esse estiver empregado) na compra de um CD, ou levando sua família ao cinema, por exemplo, está realmente fora de cogitação!

A pirataria parece de alguma forma, democratizar a informação, como uma resposta da pobreza à elite, e já existem empresas que perceberam isso, se adaptando a um novo mercado com novas maneiras de sobreviver dentro deste.

Tropa de elite ainda não estreiou em todo Brasil. Não sabemos qual será seu retrospecto de bilheteria, mas em uma coisa ele é original e "incopiável": Na sua capacidade de abranger tantos temas importantes e oportunos ao mesmo tempo em todos os aspectos possíveis que uma obra possa ter!
Eu pretendo dar minha contribuição indo a uma sessão, mas vou ainda torcendo para que entretedimento de qualidade como esse, possa ser mais acessível, sem quaisquer manobras maliciosas.

Por Jeorge Segundo, estudante de jornalismo da UFPB.

João Pessoa, 10 de outubro de 2007

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diginois.com.br
 

pode cre Jeorge! otimo seu texto e tem tudo haver com o que escrevi aqui no overmundo. mesmo para quem nao gostou eh inegavel que o filme gerou debates intensos.
abs no amigo chico correa!

diginois.com.br · Rio de Janeiro, RJ 10/10/2007 15:32
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Satu
 

Jeorge, causa-me preocupação que este filme venha conquistando a simpatia de tantos. Penso de uma forma muito simplória: faltam políticas públicas para tudo neste país: falta uma política pública, clara e não partidária que dê combate à violência (desculpe a antítese). Tal combate se arma de tantas prerrogativas: educação (sobretudo), oportunidades, saúde, infraestrutura e por aí afora. Nada vejo de concreto neste sentido. A sociedade, sangrada, baleada, aviltada e todos mais adjetivos deverbais com os quais se vestem o horror e o descaso, reclama providências, que não vão além de paliativos. Então, as polícias sobem o morro, adentram favelas e atiram. Estratégia pouco engenhosa para fazer de conta que se combate algum mal. De novo e sempre, a ação policial oferecida à ovação pública, enquanto se mascaram as faces da realidade. Antes o fosse assim na Câmara ou no Senado, mas o endereço da bala sempre foi o pobre (Foucault que o diga). Não vejo com bons olhos um filme laudatório cuja salva de palmas se enderece a um instrumento de repressão. Já são muitos os que temos e que nos obstruem veladamente; não precisamos de algum outro que seja mais explícito. Um abraço e, por favor, desconsidere meus pareceres caso não os julgue pertinentes.

Satu · Marília, SP 11/10/2007 02:22
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jeorge segundo
 

Olá Satu, fico muito grato por você ter lido meu texto e comentado a respeito. A idéia é essa mesmo!

Concordo muito com você quando diz "faltam políticas públicas para tudo neste país: falta uma política pública, clara e não partidária que dê combate à violência (desculpe a antítese). Tal combate se arma de tantas prerrogativas: educação (sobretudo), oportunidades, saúde, infraestrutura e por aí afora." Todos nós sabemos dessas necessidades, mas não concordo quando você diz: "Não vejo com bons olhos um filme laudatório cuja salva de palmas se enderece a um instrumento de repressão" Acho que o filme retratou bem o quanto a
"repressão" do Estado é falha e não vai na real raiz dos problemas sociais. Aliás, não só o Estado foi bem criticado, mas a sociedade, principalmente a clásse média, também foi, mostrando o quanto as vezes nos achamos tão distantes de um problema no qual fazemos parte!
O meu texto não abordou muito a questão dos policiais, traficantes etc. me foquei mesmo sobre pirataria!
ah! Também gostaria de deixar algo bem claro aqui que não estou fazendo nenhuma "apologia" à pirataria, não! Estou só tentando mostrar o outro lado da moeda, o público!

Volto a agradecer seu comentário aqui. Vamos alimentar os debates mesmo, afinal, quanto mais opiniões diferentes, mais rica será a discussão!

Um abraço!

jeorge segundo · João Pessoa, PB 12/10/2007 16:34
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Zezito de Oliveira
 

Jeorge,

Mesmo que a análise que você faz do filme não é de conteudo, acho que vale a pena ler o texto abaixo:

*A CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA! *(Ivan Pinheiro)

*"Homem de preto.*

*Qual é sua missão?*

*É invadir favela*

*E deixar corpo no chão"*

(refrão do BOPE)


Não dá cair no papo furado de que "Tropa de Elite" é "arte pura" ou "obra aberta". Um filme sobre questões sociais não podia ser neutro. Trata-se de uma obra de arte objetivamente ideológica, de caráter fascista, que serve à criminalização e ao extermínio da pobreza. É possível até que os diretores subjetivamente não quisessem este resultado, mas apenas ganhar dinheiro, prestígio e, quem sabe, um Oscar. Vão jurar o resto da vida que não são de direita. Aliás, você conhece alguém no Brasil, ainda mais na área cultural, que se diga de direita?

Como acredito mais em conspirações do que no acaso, não descarto a hipótese de o filme ter sido encomendado por setores conservadores. Estou curioso para saber quais foram os mecenas desta caríssima produção, que certamente foi financiada por incentivos fiscais.

O filme tem objetivos diferentes, para públicos diferentes. Para os proletários das comunidades carentes, o objetivo é botar mais medo ainda na "caveira" (o BOPE, os "homens de preto"). O vazamento escancarado das cópias piratas talvez seja, além de uma estratégia de marketing, parte de uma campanha ideológica. A pirataria é a única maneira de o filme ser visto
pelos que não podem pagar os caros ingressos dos cinemas. Aliás, que cinemas? Não existe mais um cinema nos subúrbios, a não ser em *shopping*, que não é lugar de pobre freqüentar, até porque se sente excluído e discriminado.

No filme, os "caveiras" são invencíveis e imortais. O único que morre é porque "deu mole". Cometeu o erro de ir ao morro à paisana, para levar óculos para um menino pobre, em nome de um colega de tropa que estava identificado na área como policial. Resumo: foi fazer uma boa ação e acabou assassinado pelos bandidos.

Para as classes médias e altas, o objetivo do filme é conquistar mais simpatia para o BOPE, na luta dos "de cima", que moram embaixo, contra os "de baixo", que moram encima.

Os "homens de preto" são glamourizados, como abnegados e incorruptíveis. Apesar de bem intencionados e preocupados socialmente, são obrigados a torturar e assassinar a sangue frio, em "nosso nome". Para servir à "nossa sociedade", sacrificam a família, a saúde e os estudos. Nós lhes devemos tudo isso!

Portanto, precisam ser impunes. Você já viu algum "caveira" ser
processado e julgado por tortura ou assassinato? "Caveira" não tem nome, a não ser no filme. A "Caveira" é uma instituição, impessoal, quase secreta.

Há várias cenas para justificar a tortura como "um mal necessário". Em ambas, o resultado é positivo para os torturadores, ou seja, os torturados não resistem e "cagüetam" os procurados, que são pegos e mortos, com requintes de crueldade. Fica outra mensagem: sem aquelas torturas, o
resultado era impossível.

Tudo é feito para nos sentirmos numa verdadeira guerra, do bem contra o mal. É impossível não nos remetermos ao Iraque ou à Palestina: na guerra, quase tudo é permitido. À certa altura, afirma o narrador, orgulhoso *: "nem no exército de Israel há soldados iguais aos do BOPE".*

Para quem mora no Rio, é ridículo levar a sério as cenas em que os *"rangers" *sobem os morros, saindo do nada, se esgueirando pelas encostas e ruelas, sem que sejam percebidos pelos olheiros e fogueteiros das gangues do varejo de drogas! Esta manipulação cumpre o papel de torná-los ainda mais invencíveis
e, ao mesmo tempo, de esconder o estigmatizado "Caveirão", dentro do qual, na vida real, eles sobem o morro, blindados. O "Caveirão", a maior marca do BOPE, não aparece no filme: os heróis não podem parecer covardes!

O filme procura desqualificar a polêmica ideológica com a esquerda, que responsabiliza as injustiças sociais como causa principal da violência e marginalidade. Para ridicularizar a defesa dos direitos humanos e escamotear a denúncia do capitalismo, os antagonistas da truculência policial são estudantes da PUC, "despojados de boutique", que se dão a alguns luxos, por não terem ainda chegado à maioridade burguesa.

Os protestos contra a violência retratados no filme são performances no estilo "viva rico", em que a burguesia e a pequena-burguesia vão para a orla pedir paz, como se fosse possível acabar com a violência com velas e roupas
brancas, ou seja, como se tratasse de um problema moral ou cultural e não
social.

A burguesia passa incólume pelo filme, a não ser pela caricatura de seus filhos que, na Faculdade, fumam um baseado e discutem Foucault.

Ilzver de Matos Oliveira
Bolsista do Programa Internacional de Bolsas de Pós-graduação da Fundação
Ford - International Fellowships Program
Mestrando em Direito Público
Universidade Federal da Bahia

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 13/10/2007 10:53
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Roberto Paixão
 

Concordo com o Zezito.
Fui ver o filme no cinema e senti quanto algumas cenas no filme podem ser nocivas, pela forma que transparece a questão da tortura e o heroísmo em cima da figura dos soldados da BOPE.
Em algumas cenas de tortura pude ouvir as exclamações coniventes de pessoas sentadas próximo a mim, ("Isso mesmo","Tem que ser duro"), ou quando se joga uma parcela de culpa no sustento do tráfico às pessoas que compram maconha ("Isso mesmo","é verdade!!!").
Eu como morador de favela , tenho total segurança em afirmar que nesta história não existem heróis.

Mas em relação ao texto do Jeorge, será mesmo que a pirataria pode levar uma inclusao cultural às pessoas desfavorecidas?Eu realmente não vejo nada de muito atrativo nos camelôs piratas, apenas mais do mesmo.

Roberto Paixão · Rio de Janeiro, RJ 13/10/2007 12:04
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dudavalle
 

Os cineastas deviam se perguntar porque tinhamos mais de 4000 cinemas pelo país e hoje temos menos de 2000 ?

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 14/10/2007 03:38
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jeorge segundo
 

Olá Zezito e Roberto
Primeiramente, fico muito grato pelos comentários.
Como vocês tem a mesma opinião, responderei a ambos aqui!

O texto do Zezito traz ótimas visões e reflexões, e como seria inevitável manter-se em apenas um tema nesse debate, vamos abranger a discussão:

Acho que concordamos em alguns pontos:

1 - Certamente o filme teve incentivos fiscais e dinheiro público envolvidos na produção (motivo ainda maior para o filme ser mais acessível ao povo);

2 - Realmente, o fato de sua popularidade ter sido através da pirataria traz algumas desconfianças: "Nem o mais profeta dos homens imaginaria esse resultado (ou, o mais profeta dos homens é brasileiro e o melhor marqueteiro do mundo)." ;

3 - O público alvo é a burquesia, a classe média: "A tática em transformar histórias das periferias brasileiras, principalmente as do Rio de Janeiro, em “espetáculo”, vem dando certo na grande mídia faz alguns anos."..."Com certeza, o público esperado para assisti-lo era o da clásse média, o mesmo que se impressionou com as maldades do "Zé Pequeno" e cia ltda. lotando as salas de cinema como se tudo aquilo não existisse..."

Agora, no texto que o Zezito trouxe para a discussão, há visões bem interessantes como: "O filme tem objetivos diferentes, para públicos diferentes. Para os proletários das comunidades carentes, o objetivo é botar mais medo ainda na "caveira" (o BOPE)"..."Para as classes médias e altas, o objetivo do filme é conquistar mais simpatia para o BOPE, na luta dos "de cima", que moram embaixo, contra os "de baixo", que moram em cima."..."No filme, os "caveiras" são invencíveis e imortais. O único que morre é porque "deu mole". Cometeu o erro de ir ao morro à paisana, para levar óculos para um menino pobre..."

Isso aumenta mais a desconfiança sobre a maneira que o filme foi popularizado e os interesses envolvidos nisso. A ideologia camuflada de direita realmente pode passar despercebida aos olhos do público, um grande "mérito" da produção, mas um método um tanto nazi-facista perigo, mexendo com a opinião pública e o senso comum.

Essa questão me fez lembrar a cena em que o policial cala todos na sala de aula com a frase: "vocês sabem quantas crianças morrem para playboy enrolar um baseadinho?" Frase essa um tanto quanto patética, já que o mesmo, "tão" preocupado com a sociedade, aparece bebendo cerveja com seus colegas da faculdade, sendo o álcool a droga mais usada entre os jovens e a maior causadora de mortes direta e inderetamente. Aliás, por que a maconha não é legalizada mesmo!? Mais uma vez o assunto "drogas" não teve seu devido aprofundamento. Mas esse é um outro galho nessa árvore de assuntos.

Respondendo diretamente ao Roberto, eu não acho que a pirataria seja a melhor maneira para a inclusão social: "As pessoas são bombardeadas o tempo todo por propagandas, e vão atrás do que é anunciado seja lá qual for suas condições financeiras. É exatamente ai que os piratas vendem, alimentando organizações clandestinas poderosas que envolve de fiscais à juizes, de policiais à traficantes." eu quiz mostrar o outro lado da moeda. Acho que a pirataria aparece como um "grito" dos excluídos aos que tem condições na sociedade, gerando esse mal. Por tanto, a melhor maneira de combate-la, definitivamente, não é nas tentativas frutradas de repressão e sim em novas políticas sociais que vão da educação à uma melhor distribuição de renda (solução de tantos problemas, inclusive).

Fico muito feliz e grato que tantas pessoas tenham visto meu primeiro texto escrito aqui e colocado suas opiniões certamente enriquecedoras ao debate!

abraços e obrigado!

jeorge segundo · João Pessoa, PB 14/10/2007 16:52
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Bruna Célia
 

Gostei muito de seu texto, Jeorge.
Não assisti Tropa de Elite, mesmo tendo a oportunidade de ver o pirata (meu cunhado comprou um). Decidi com meu namorado que veremos no cinema (o tal prazer de assistir diante de uma telona).
Seu texto é bem pertinente ao que estudei em Teorias da Comunicação.... É a tão famosa e discutida "indústria cultural". Devemos ser apocalípticos ou mais democráticos?
A democratização é o fim da arte ou a possibilidade de levar arte a que não tem acesso?

Estratégia de marketing ou não, a divulgação de Tropa de Elite merece aplausos...

Parabéns pela reflexão!

Bruna Célia · Goiânia, GO 15/10/2007 18:04
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Edmundo Nascimento
 

Vlw Jeorge !.. parabéns pelo texto.. Bom vê-lo escrevendo no Overmundo..

Edmundo Nascimento · João Pessoa, PB 16/10/2007 17:58
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Flávio Herculano
 

Como muitos, também fiz minha leitura do filme sensação.

Tá na fila de votação.
http://www.overmundo.com.br/overblog/tropa-de-elite-um-choque-de-ousadia

Balo texto Jorge.

Flávio Herculano · Palmas, TO 7/11/2007 19:09
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