Vista de fora, uma comunidade parece um micro-universo,onde todos se conhecem e comungam dos mesmos gostos. Já aqueles que vivem seu dia-a-dia se deparam com um universo cheio de cores, sabores, costumes e credos diferentes. Alguns nascidos na comunidade, outros não, assim como eu, que aprendi a gostar e respeitar suas diferenças. Não conhecendo muito bem sua geografia, me deparei algumas vezes perdido sem saber por onde ir e nem como chegar ao meu destino. Assim como me disse a moradora Edna, que não sabia como chegar na casa do meu irmão, que mora próximo à praça. E de outro morador que, sem me conhecer, logo se identificou dizendo que morava nas Três Bicas. Ele estava apenas procurando casa para comprar e não tinha o hábito de vir na Beira. Por isso estava perdido, lembrando que eu moro em beco sem saída.
Com a grande quantidade de ruas, becos e vielas, existe uma diferença sócio-econômica e cultural dentro da comunidade. Criando sub-bairros, com guetos diferentes, por vezes criando uma falta de convivência por parte dos moradores das diferentes localidades como barrinho, horta, beira e praça. Em seus grupos específicos encontramos o gosto peculiar pelo funk, forró, pagode, música religiosa e o que pode causar espanto, roqueiros que curtem um som pesado, se vestem de preto e vivem em um mundo só deles. Como podemos ver numa comunidade não existe somente um grupo, mas um grande universo a ser descoberto.
Que bacana, Cláudio,
Escreva mais!!!
Bjs,
Carla
Muito bom texto. Parabéns....
Viva as diferenças!
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