Uma Feira, outra Análise e a Inércia

por Tito Oliveira
Tito Oliveira - Série Nuances - Análise e Inércia - pas. seco sobre papel.
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taloverde · São Paulo, SP
27/3/2008 · 150 · 42
 

Como se não obstante fosse, para os olhos estrangeiros, o ineditismo experimental das esculturas, instalações, pinturas e performances de Hélio Oiticica que, sobretudo criou o Paragolé - obra denominada como anti arte por excelência pelo próprio autor -, uma espécie de capa (ou bandeira, tenda, estandarte) que só mostra plenamente seus tons, cores, formas, grafismo e os materiais com que é executado a partir dos movimentos de alguém que o vista. Devido a isso, a obra é considerada como uma escultura móvel. Não contente com demasiada façanha, concebe também o penetrável Tropicália, que não apenas inspirou o nome, mas também contribuiu para consolidar a estética do movimento tropicalista na música brasileira, das décadas de 60 e 70. Não deixarei de citar outros expoentes dessa plausível geração, pois províamos também de Ivan Serpa, Lygia Pape, Aluísio Carvão, Dercio Vieira e Ligia Clark. Essa ultima também foi, junto com Amilcar de Castro e o próprio Hélio Oiticica, manifestante do grupo neoconcreto nos anos 50, que surgiu por consequência de uma certa gramínea nociva no Movimento Concreto dos oriundos paulistas. Além disso, Ligia Clark concebeu a série Composições, nas quais investigou o papel da linha e do plano como elementos plásticos. Eliminou a moldura, tornando-a parte da obra, ao pintá-la e desenvolveu também a pintura de extração construtivista, restrita ao uso do preto e branco. Ainda assim denominava-se uma anti artista. Precisarei me conter um pouco para não discorrer, em todo texto, sobre o hilário Nelson Leirner e suas coleções em miniaturas, ou o surrealismo belo e inóspido das pinturas de Siron Franco e tantos outros. Provando ainda mais que o Brasil se estabeleceu como um grande centro de arte contemporânea, desde os bons tempos de subversão.

Agora, para a nova geração, creio pouco que os que apreciam ou são estimulados, de alguma forma, a acompanhar e conhecer melhor a projeção de suas referências artísticas atuais, não conheçam as fotografias improvisadas e irreverentes de Cao Guimarães, o usufruto de objetos contidianos de Marepe, que para a apreensão dos que escrevem sobre o mesmo, apresenta ao mundo uma arte à margem dos clichês que permeiam a política social e cultural do Brasil. Ou até mesmo o valor incontestável de Vik Muniz, relacionado nesse novo estado da produção de arte brasileira, como um dos fotógrafos vivos atuantes mais importantes do mercado internacional.

Em verdade, caras testemunhas de uma análise cansada e desenxabida, vivemos, nós, artistas brasileiros, uma ascensão na arte contemporânea nacional. Somos, nativos da boa terra ensolarada, como uns compulsivos em nossas produções visuais, efêmeras ou não. Isso, como o futebol, é digno de orgulho para todos os inseridos ou apenas estimadores do universo extraordinário das artes plásticas. Nos encontramos, para os eternos exploradores e também contempladores da arte barata, naturais do velho mundo, como a menina de ouro fortalecedora de um colossal mercado que se impõe, atualmente, como um dos mais fortes na terra de Pablo Picasso, Juan Miró, Salvador Dali, Gaudi e Goya.

Dizem por aí, que os artistas brasileiros estão a superar ou, ao menos, tentam alcançar os chineses, que por sua vez reinam ou reinaram por longas datas com seus supostos van-guardismos estéticos e suas instalações gigantescas, para a alegria dos cofres de quem os represetam. A exemplo de Cai Guo-Quiang, Cao Fei e Liu Wei. Eu sei, eu sei… Mas, por favor, eu peço: parem de me pressionar dessa forma. Falarei do outro lado sim. Estou apenas nos primeiros tópicos que descrevem uma análise em um texto.

Está bem, vamos então falar da parte que importa: enuncio neste momento que não sou regido apenas por deslumbres diante da atual fase na produção dos trabalhos de artistas brasileiros. Sabemos, sobretudo os estimadores desses artistas e suas ações, sobre o lado que chamamos de paradoxo nessa ascensão toda. Temos referências das opiniões de Ferreira Gullar, somos capazes de refletir sobre a filosofia de Theodor Adorno e Gaston Bachelard em análise sobre as artes e os artistas, deliberadamente somos cúmplices de jovens artistas, imaturos e descontentes com a expansão e o enaltecimento de novos segmentos como performances, vídeo arte ou arte efêmera qualquer. Mas, o que está explicitamente claro é que ninguém suporta mais arte pobre. E já que como parâmetro ressaltei o futebol, sabemos que neste quesito, sobretudo em um país apaixonado e que transborda talentos com a redondinha nos pés, seus admiradores não ficam satisfeitos quando os jogadores não exibem magia, beleza e qualidade técnica entre as quatro linhas de um quadrado com gramado verde. Esses supostos jogadores talentosos, não precisam ter um alicerce com política ou a realidade social de um povo, devem apenas praticar um bom futebol. Para os artistas o mesmo, como já faz supostamente Marepe e outros. Entretanto, não percebemos que o que imaginamos ser uma falta de grandes artistas é, de fato, a falta de uma observação mais lúcida sobre essa complexidade dissimulada. Que desvia nossas retinas para problemas mais simples, como trabalhos que consideramos ruins ou inexpressivos. O que quero dizer é que, como o futebol, que possui em seu universo uma série de obstáculos para percorrer sua trajectória desprovido de rasuras em sua imagem, as artes plásticas também possuem os seus. É simples assim.

Os amantes de grandes clubes do Brasil, por mais ingênuos que sejam, percebem claramente os ídolos emergirem com seus nomes e um número qualquer estampados na camisa de um time do coração do povo, mas também percebem, imediatamente, serem negociados para um clube da Europa. Abandonando sua equipe no meio de uma grande competição. Além disso, não veêm lucros para uma nova contratação à altura de seu ex craque - pois os dirigentes dos clubes fazem questão de cuidar disso pessoalmente dividindo o valor da venda de um jogador com a (in)parceria in(e)vestidora -, contribuindo ainda mais com o declínio das competições nacionais.

Os apreciadores das artes plásticas e artistas, sofrem com isso de duas formas: para o espectador desse universo, fica a sensação, em primeira instância, de um vácuo em seu aprendizado e hedonismo, pois esse sofre com o inescrúpulo do circuito de arte nacional e se ver desprovido de um meio para expor suas opiniões em despeito do que registra, devido a aculturação da nação brasileira. Este ultimo, causado pela falta de planejamento na educação do cidadão comum e, como se não bastasse, também pela falta de responsabilidade e compromisso dos artístas. Dentre a classe artística emergente, embrionária e eremita - para não falar dos injustiçados -, são muitos os talentosos e promissores, que sofrem com mais intensidade por consequencia de suas inércias.

Um artista emergente que procede de uma instituição acadêmica precisou, antes de tudo, pagar caro para estudar. Logo em seguida precisará se submeter a dois caminhos, coesos ou distintos. Para ser visto, ser representado por uma determinada galeria e, por ultimo, ser projetado no mercado. O primeiro passo consiste em desenvolver uma pesquisa ou dissertação, iminentes à academia e deve ser devidamente acompanhado por uma orientação de renome no meio artístico/acadêmico e conceitual. O segundo é ser nome vínculado, de maneira relevante ou não, com as instituições públicas. Para os artistas emergentes autodidatas, resta o segundo passo designado para os acadêmicos. No entanto, um trajeto consideravelmente mais espinhoso. Para os embrionários, o caminho é romper seus medos para alçar suas certezas, que assumirá seu corpo de trabalho e concepão. Isto feito, se por vez ansiar um reconhecimento crítico e público, deve seguir os dois ou um dos caminhos designados para os perfis dos profissionais já citados. E, por fim, o eremita, esse com papel de maior importância. Pois se trata de um artista seguro, que independente de seu reconhecimento através da crítica, sabe o que é, o que quer e o que propõe. Consciencioso de seu universo, evoca, através de sua noção aguda, a possibilidade de seu arrojo ou rendição nesse mercado. Este é um inspirador ou um perfil de lider para um grupo manifestante. Deverá apenas, não diferente dos aqui já citados, seguir dois caminhos, entretanto, os mais difíceis: romper seu egoismo e vaidade.

Quantos são os artistas que, enquanto cúmplices desse meu recitar, não se encontraram em um desses perfis aqui expostos? Estou certo de que são muitos. Portanto, possuem motivos suficientes para conceberem manifestos e romperem com a inércia. Os artistas precisam fortalecer sua classe através da união dos mesmos. O artista será eternamente solitário dentro de seu elemento imaginário ou percepção, disso não temos dúvidas. Mas não acredito no pensamento rudimentar de que não possa unir-se à outros e louvar seu univeso. Isso é como uma crença ortodoxa e estúpida. A vaidade do artista deve sucumbir para o enaltecimento da coragem e da força conjunta. A linguagem globalizada interferiu até mesmo em nossas sensações, diante disso, já não somos mais tão sós como costumávamos pensar que éramos. Isso é deveras romântico para o mundo moderno. Um criador do novo mundo, concebe não apenas obras de arte, mas também um produto de mercado. A era industrial já é imperante nas artes plásticas há algum tempo. Isso é evidente. Não temos escolhas. Está na hora de obtermos segurança e proclamarmos para nós mesmos que, se tratando de artes, não é uma questão de ser melhor ou pior, uma perante a outra, e sim de diferença. Os trabalhos que denominam ou denominamos inferiores, não são arte e não são construidos por artistas. É fácil se desprender dessa preocupação, somos capazes de despreza-los, pois temos um problema mais importante para resolvermos: a projeção do bom artista.

É preciso perceber que, embora saibamos da evolução na produção artística contemporânea brasileira e sua ascensão no mercado internacional, isso precisa trazer benefícios maiores para os artistas e deve ser, também, motivo para fortalecer a cena de arte nacional. O que não acontece. Necessitamos da mesma força que hoje possuem os críticos e curadores, que vendem suas publicações mais do que nossas obras, além de vender apenas os artistas que os favorecem, estabelecendo o segmento da vez a ser explorado. Devemos bagunçar as linhas dos olhares desses que vos falo, nos impondo através de pensamentos representados por nossos trabalhos. Estes não precisam desprovir de seu alicerce com a arte, eliminando seu compromisso com a estética, mas deve vir com mais força e evidência. Precisamos ferver um caldeirão de manifestos. Mais do que nunca, devemos nos mobilizar, romper as barreiras que nos separam, conceber um marco na produção de arte nacional e extinguir os caminhos que projetam o artista, que não sejam através de seus trabalhos.

Não somos e nunca fomos carentes de boa arte e sim de valentia. A não arte ou não artistas, agora deficientemente denominados, deixarão de existir na medida em que os manifestos ressurgirem com demasiada contundência. Que deverá, por obrigação, expandir a “força” dos circuitos de artes plásticas de São Paulo e Rio de Janeiro, para as demais regiões do país através de uma nova referência.

O futebol brasilero não se encontra em sua melhor fase, quanto às artes plásticas, não a arte, mas a cena de arte do Brasil também não se encontra em sua melhor fase. Isso já faz muito tempo. Nossos craques precisam vir com um aval de aprovação das competições europeias para defender nossa seleção, grandes artistas brasileiros estão nos representando muito bem na cena internacional, mas não são todos, e muitos são os que estão e não são.

Vi recetemente uma entrevista com o artista paulistano Nuno Ramos e notei como ele falava da dimensão das obras concebidas pelos artistas de hoje, através do apoio de instituições publicas. Isso já é um grande avanço, podermos contar com essa possibilidade. Precisamos agora que surjam mais centro-avantes oportunistas e nos façam felizes com seus gols, levando nossa seleção mais uma vez ao topo. E para as instituições, precisamos de cabeças não elitistas, não separatistas, não preconceituosas e, sobretudo, não precisamos de cabeças parciais com seus apadrinhamentos. Mas de mentes que saibam organizar, honestamente, a projeção artística e internacional que aqui consiste, através da consciência sobre a importancia dos artistas também se beneficiarem de maneira justa. Uma idéia é que, isso já seria possível se academias de artes e autoridades por trás de grandes instituições, publicas ou particulares, prestassem a devida importância para a construção de laboratórios que possibilitassem aos artistas, o desenvolvimento de seus projetos e pesquisas com a estrutura necessária. A avaliação desses, poderia vir através de editais.

Pensem bem, todos sairiam ganhando. Teriamos mais estrutura, mais artistas preparados e sem a necessidade de reler Duchamp, logo, teriamos um vanguardismo sem desespero, mais atividades, manifestos de grupos em ambientes não convencionais, intervenções mais sofisticadas e permanentes nas ruas, mais críticos publicando seus textos, mais e boas noticias para os cadernos culturais da midia impressa, mais galerias vendendo trabalhos de artistas, instituições publicas e academias de artes com mais prestigio, e o apreciador, feliz com seu aprendizado e deleite estético.

Assim sendo, penso que as feiras de artes mais importantes seriam realizadas aqui mesmo, no Brasil. Os Europeus pagariam pelo que somos e fizéssemos, não pelo que eles acham que valemos. E nossa economia ficaria muito feliz por isso.


Tito Oliveira - Artista Plástico












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maha
 

Acredito que no futebol não aja uma deslealdade tamanha! Preparam-se craques, investem-se neles, o que não acontece nas artes plásticas, que até a consagração , o artista além de não deter suporte algum, necessita , mesmo com todo talento, de caminhar sem apoio durante quase todo tempo. Numa profissão , onde "quanto mais velho melhor", imagina-se quantos anos não serão necessários?

Uma profissão sofisticada?! Sim. Limitar ou “elitizar” quem vai poder produzir arte não é nada bom … A velocidade da arte contemporânea , que além de talento , é exigida a cada dia, mais estrutura para concretizar as ideias, traz uma seleção automática de quem vai permanecer no mercado. Levam-se a muitos, frustrações e mais a exclusão de potências da arte, levando a loucura os artista lúcidos do seu talento…

Esta elitização dos seus criadores - diferente do que sempre existiu, a elite de colecionadores e apreciadores - traz ao mercado artístico mais "artistas", que por possuir possibilidades financeiras realiza uma faculdade nível A , superlota as filas nas galerias e o buxichos nas mostras. Por status ou por hobbie - ressalvas para que detém condições e talento - este “ Sistema de Cotas prioritárias" para quem fez determinada faculdade, traz um passe livre atroz...

Porque, obviamente tratando -se de Brasil, uma grande parte de bons artistas , uma grande parte da BOA ARTE , com certeza não terá condições para competir. Pois, o critério de avaliação não é o talento. Os espaços , muitas vezes injustamente já estarão preenchidos! Nunca vi, a necessidade real de uma situação póstuma efetivar uma consagração de um profissional. Mas, vamos respeitar um processo tão antigo e fatalístico. Que seja assim ! Mas, se assim for, que abram, (parte pelo menos) das portas para artistas talentosos, não só para as suas conveniências ou as do mercado. Invistam no artista, sendo facilitadores para a boa produção e suporte, permitindo assim que novas idéias surjam pela capacidade estrutural de serem experimentadas, e que a classe artística e a arte se fortaleça

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 00:15
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maha
 

fortaleçam.

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 00:18
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taloverde
 

Pois bem, estou deverás linsonjeado com sua compreensão por meu pensamneto! Mas, só para esclarecer: como parâmetro para minha análise fiz uma alusão ao universo do futebol para negligênciar as autridades que direcionam a cena artística visual no Brasil. Para isso, tratei de elucidar o caratér industrial dos anos atuais no futebol para remeter o mesmo sentido nas artes plásticas. É fato que os artistas póstumos sempre equacionaram grande reajustes em seu valor de mercado como artista. Mas, isso pode ser conquistado em vida devido a industrialização desse atual universo. Já não se fazem craques como antigamente, o Brasil é maior exportador de jogadores do planeta, mas não de grandes jogadores, agora pretende estabelecer isso na exportação da arte contemporânea sem prevalecer com grandes artistas. Está conseguindo, mas de uma forma incoerente. A arte sempre foi regida por um nucleo social restrito de pequenos burgueses e uma elite intelectual descabida. Logo, como o futebol possui uma regência em massa, rende-se mais moedas e os dirigentes não podem ser desonestos com os jogadores diante dos olhos do mundo, diariamente. Devido a essas questões, os jogadores tornam-se rapidamente bem sucedidos. Meu pensamento proclama denuncia através de mais evidência dos proprios artistas, a não subserviencia. Manifestos artísticos mais abragentes e, se possível for, mais explicativos para a apreensão do povo. Penso que através disso matariamos dois coelhos com apenas uma cajadada: nos colocariamos com mais força no mercado rompendo o carreirismo manipulado, cosntruiriamos também, uma nação popular mais culta e participativa, para um futuro que exigirá muito desse conhecimento. Sei que pode paracer utopia, mas para quem pensou que mudaria o mundo tomando LSD, isso é bem mais próximo da realidade (risos)!

taloverde · São Paulo, SP 25/3/2008 02:05
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maha
 

Sempre achei o mercado artístico desleal , mas nunca vi um universo para ser tão desonesto e injusto com os seus criadores como o universo das artes plásticas. Na tentativa de surpreender-me com um novo experimento seguia em busca das mostras de arte paulistana - esta considerada referência internacional. E diferente da surpresa , a decepção! Realmente pouco diferente das organizações dos grandes clubes de futebol, onde tudo depende apenas do negociador... Literalmente um produto. Produto?! Todos nós sabemos que a arte não poderia fugir disso. Porém, isso não quer dizer que precisamos banalizar por que tem-se "DETERMINADOS" selos e apadrinhamentos ... um limite a isso talvez já fosse o bastante.

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 08:20
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maha
 

Entendi perfeitamente a sua alusão aos dirigentes da arte e do futebol. E o que digo, não contradiz o seu argumento. Gostaria apenas de discorrer algo sobre o meu entendimento em relação ao universo e acrescer-me de olhares cada vez mais analíticos. Por isso postei o texto acima. A diferença social dos apreciadores é nítida , uma seletiva e a outra abrangente. Cultura popular e Cultura burguesa.
Agora lhes falo da estrutura dos "produtos" , uma análise que permite considerar, esse tratamento implícito com uma consequência mais estúpida, com os artistas e com a arte. O mesmo tratamento (os dos dirigentes de futebol) em um universo de formato um pouco diferente rende outras consequências. Pois o impacto, nas artes plásticas, devido a essas disparidades causam maiores danos a classe e a sociedade. Sendo assim , obviamente, muito mais estúpido!

Apesar de não possuirmos craques como antigamente, ainda não exigimos que eles saiam de determinados meios sociais ou que preencham muitas determinações, que não estejam permeadas pelo seu talento. Além disso, nunca foi fator determinante ser burguês para criar e produzir arte. E olha que a limitação de materiais era outra. O valor que se gastava também.

Em toda a história tivemos artistas emergindo da burguesia como de outras classes, em muitos momentos também. Hoje, com esta situação, acredito ficar cada vez mais difícil essa mescla. Talvez, tornem-se similares ao golfe e ao tênis, que de forma menos hipócrita, explicita isso. Acredito nos encontrarmos em um a situação delicada. Como já não bastasse tanto preconceito e limitações!!! Mas. nem com treino, ou com uma faculdade de renome provida de todos os recursos. será provável ter sucesso na produção da boa arte e de artistas de talento. Artista tem que emergir de uma sensibilidade e criação peculiar. Acompanhado, é claro, de muitas pesquisas e orientações para solidificar as suas idéias e criações. Pois, “ O dom faz o artista” todos nós sabemos que é utopia. Esse quesito sozinho nunca foi o bastante para nenhuma profissão!

A forma como se trata o “produto” nas artes plásticas torna-se a questão. Vemos incoerência no futebol, porém a classe se fortalece diante do investimento inegável exigido pelo público. Neste mundo capitalista , que fazer arte por hobbie ou porque gosta , não dá! Desonesto, acredito que nem explicitamente com altos faturamentos dos cofres do futebol, eles se poupariam a serem. Mas nada comparado aos dirigentes das artes plásticas. Tratando-se desta vantagem, os jogadores não precisam se preocupar tanto, com o quesito união em prol da boa causa. A consagração chega cedo e o dinheiro também. Vocês, artistas sim. E entendo perfeitamente seu argumento.

Essa união, da qual vos falas, tem que ser provida de recurso para concretização do conceito contemporâneo de criação ilimitada. Investimento. Laboratório. E vocês artistas, acredito que, não tem cacife financeiro para manter estes. Só se for uma junção dos artistas apenas burgueses. E não é disso que estamos falando. Criações que se tornam cada vez mais caras de produzir. O mercado exige e não investe! Mesmo tratando-se de grupos de estudos, não tem como fugir da necessidade de investimentos. Discussão e pesquisa é essencial, mas não dispensa o que já sabemos. Cursos mais acessíveis, ou gratuitos de qualidade conceitual e acima de tudo de respaudo, com testes de aptidões ou apresentação de projeto como inscrição. Mas, nada disso adianta. Outro impasse! Se nunca sabemos um parecer sobre os quesitos de desaprovação. Desisto de achar soluções paupáveis em uma organização tão solidificada na corrupção. E com este formato corrupto, nem é interessante para os dirigentes e para os “jabás“ , falar os critérios reais para a desaprovação. É uma pena! Ou talvez, qual é o segmento das artes que será a bola da vez. São tantos os quesitos dos bastidores, que a análise para desvendar as possibilidades torna-se uma ambição necessária. Imagina , onde chegamos. Se presumirmos então, que artista só sabem criar , há há ha, aí que acabou tudo! E lá vai o tempo…é verdade…com tantas coisas , ser póstumo não vai ser difícil! Ou talvez SER maluco também valorize mais sua arte, por isso vale a pena, deixar tantos artistas loucos! O tempo vai se perdendo, em como entrar neste mercado cruel. Perdem-se tanto tempo, analisando este “sistema complexo”, preocupados obviamente com o “carreirismo“ - fator este essencial para o atual mercado - que, fazer boa arte torna-se fator secundário. O importante é subir ao topo!!! E para finalizar e nos enchermos de “luz” e “expectativas”, tratando de um universo tão desonesto, as chances de analisar, analisar e blá, blá, blá… e depararmos com uma incógnita finalizada na possibilidade de corrupção interna, será muito, mas, muito provável. E lá se vai … outra análise e o cenário se repete, o portifólio submerso de um bom artista… os projetos realmente bons permanecem na fila de espera...

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 10:02
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maha
 

e saguões de “grandes”galerias.

E lá se vai … outra análise e o cenário se repete, o portifólio submerso de um bom artista e os bons projetos permanecendo na fila de espera, “quase” sempre, (sendo generosa com o “quase“) injustamente engolidos pelos “outros” , que "roubam" o espetáculo nos salões e saguões de “grandes”galerias.

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 10:05
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maha
 

Eu digo: eles se poupariam de ser...

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 10:09
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taloverde
 

Já fui mais indignado e até mesmo tão pessimista quanto o que vejo em suas palavras. É compreensivo. Minha análise, como todas as demais manifestações artísticas denunciativas deveriam fazer, seja cinema, música, dança etc, exprime uma inquietude, mas também sugere. Precisamos não apenas reclamar e sim também intervir. Devemos supor mais soluções verdadeiras, diferente dos que fazem os políticos partidaristas. Acredito muito que grande parte do que os artistas sofrem é causado por eles mesmos. Reclamam, reclamam e quando um desses membros indagadores consegue sua individual projeção, acaba por esquecer de seu real papel e passa a colaborar com a cúpula da qual antes o incomodova. O primeiro passo para uma possível reação a essa entropia que falamos é, acima de tudo, romper com essa medíocre postura. Para, após disso, pensar em sua classe e sobre papel ou dever da mesma.

taloverde · São Paulo, SP 25/3/2008 13:14
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taloverde
 

Para a referência nas artes plásticas paulistana, essa ainda continua forte, sobretudo nas expressões embrionárias e eremitas. E estes são referências mundiais sim. Não podemos deixar de reconhcer a relevância de artistas já projetados, apadrinhados ou não, com seus trabalhos concisos. A grande insegurança é que também são muitos os ruins, que não estão em seu devido lugar e que, por sua vez, contribuem para a estagnação dos talentos emergentes. Sobrevivendo apenas através de um carreirismo manipulado e nenhuma relevância em seus trabalhos. Esse, além do anteriormente citado, é um dos grandes problemas. Mas, podemos mudar essa realidade. Os tempos são outros, temos tecnologia e hoje já vendemos arte como produto. Portanto, precisamos unir forças entre nossa classe e nos impor em nosso lugar devido.

taloverde · São Paulo, SP 25/3/2008 13:31
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Xiclet
 

meu caro Tito os "juízes"(críticos, curadores, galeristas, etc..)deste "futebol arte" nunca fizeram ou vão fazer Gol, ou seja , eles podem mudar o placar ( apadrinhar os mais fracos, pq só os fracos precisam de padrinhos, já pensou por este lado?), eles podem até roubar nossa arte, mas nunca vão saber o que é fazer um GOL como os seus, lá do timizim de Lagarto ou de Linhare, e isso, e só isso é o que realmente importa.
EU QUERO VER GOL!
Lagarto (10) x Curto-circuito (0)

Xiclet · Linhares, ES 25/3/2008 14:24
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maha
 

Sí, sí, sí...risos! Perseverança é sempre bom!

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 14:46
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maha
 

Perseverança e continuar trabalhando é o que importa sim...
lucidez quanto a sua arte e consistência você tem de sobra! Boa sorte e espero que o cenário te favoreça sempre pois do seu talento e esforço , eu já sei... Abraços, e bom fórum!

maha · São Paulo, SP 25/3/2008 14:50
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dudavalle
 

Antes do gol vem o drible, essência de uma jogada, ele é capaz de criar espaços e normalmente gerar os tais dos gols.
"não precisa ser de placa eu quero ver gol" - O Rappa

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 25/3/2008 15:01
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taloverde
 

Para a Xiclet:

Em primeira instância fico feliz por vir aqui, através do meu pensamento, exprimir sua opinião. Quanto ao outro lado do pensamento, em despeito aos fracos serem os únicos necessitados de apadriamentos, não seria de, fato, essa a questão. Pois possuimos artistas talentosos e fortes que também são apadrinhados. Devemos abolir o apadrinhamento em qualquer cérater, entende? É isso que proponho. Quanto aos melhores gols, esses, como já disse, não precisa ser mais bonito ou mais trabalhoso do que o outro, nas artes plásticas, esse deve apenas vir ou ser sempre diferente, independente de sua origem ou procedência...

Grande abraço e (10) também para Linhares (risos)!

taloverde · São Paulo, SP 25/3/2008 15:49
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taloverde
 

Para a(o) Dudavalle:

Estou de acordo, muito embora eu ache o grupo Rappa musicalmente, um tanto repetitivo para o meu estimar, penso que essa frase se encaixa bem nesta analogia crítica.

Grande abraço

taloverde · São Paulo, SP 25/3/2008 15:54
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Marcos Müller
 

Já sou seu fã.
Abs

Marcos Müller · São Paulo, SP 26/3/2008 21:24
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Bruno Resende Ramos
 

Muito bom. Parabéns! Votei.

Bruno Resende Ramos · Viçosa, MG 26/3/2008 22:15
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Adelcir
 

Seu texto é didático e propositivo. Apoio a arte, no Brasil, em qualquer lugar. Meu interesse por esta necessidade humana é como um simples apreciador, e também por perceber a necessidade disto para as almas todas. Bom texto! Parabéns!

Adelcir · São Paulo, SP 27/3/2008 00:47
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GEJO- O MALDITO
 

olá .
e eu pensando que o mundo dos artistas plasticos eram diferente do mundo dos grafiteiros ( BRASILEIROS)
kkkkkkkkkkkkkkkkkkk
não sei qual dos dois mundos estão pior .
bom este ano faço minha primeira idividual na Italia , vou ver na pele como é o mundo dos artistas europeus e quem sabe dos artistas do graffiti de lá , afinal lá eles consideram todo mundo que mexe com arte ,um artista palstico, seja com diploma , com padrinho, com Q . I . ( Quem Indica).
bom , na real ?? boa sorte para quem depende de apoio de empresas ou de prefeitura ou do maluf , para fazerem seus projetos de arte . mas assim artista que é artista não desiste nunca . boa sorte.

GEJO O MALDITO


www.flickr.com/gejo

"""VOTEM NAS PUTAS JÁ QUE OS FILHOS NÃO FAZEM NADA "
( ARTHUR LARA)

GEJO- O MALDITO · São Paulo, SP 27/3/2008 07:47
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taloverde
 

Caro Gejo, certamente, sempre fui frequentador assíduo das casas de supostas Marias Madalenas do Brasil, enquanto os povos votavam em seu filhos partidaristas! Para o Brasil e as artes, devemos nos contentar com o cárater da eterna colonização inexorável. E, como citei no texto acima, igual aos jogadores de futebol que precisam jogar em um clube europeu para ser conovocado e jogar por nossa seleção, nos tempos atuais, o artista não apadrinhado por sua vez, precisa projetar-se no exterior para ser creditado por uma galeria e não carecer de camuflar sua real profissão através de um emprego fixo com salário mínimo, tornando-se assim, um cidadão distinto. No Brasil é assim meu caro: como pagarás o aluguel?! E nada mais. Assim sendo, não é apenas uma questão de necessitar dos apoio de instituições publicas para conceber uma estética, mas desenvolver estruturas para construir um produto palpável em rentabilidade mercantilista, entende?

Qunatas vezes você não deve ter sido indagado:

- O que você faz?

- Sou grafiteiro, digo, artista plástico.

- Mas, o que você faz de fato?

- Mas Sra (Sr), acabei de responder a sua pergunta!

- Não, você não entendeu o que eu quis de fato saber. Perguntei o que você faz para comer, beber, vestir e viver como uma pessoa normalmente vive, entende?!

Grande abraço e boa sorte na Itália!

taloverde · São Paulo, SP 27/3/2008 12:16
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Andre Pessego
 

Li o texto e li a argumentação dos "palestrantes", todos entendidos, artistas e até talvez comerciantes na sua diversidade, atuando o mercado de arte. E achei interessante a referência feita ao FUTEBOL.
E aí tem uma diferença enorme:
a) somente (a). Fora do futebol tudo o mais no Brasil, para nós (e dirigentes) tudo o mais é uma concepção EUROPÉIA. Mais recentemente, nos últimos 60 anos NIPO-EUROPEIA. O futebol não está ali, chegou da inglaterra abancou na porta do boteco.
caixa de fósforo na mão e teleco=teco. O Futebol não precisa de referência INGLESA. AS outras artes são senis. de velhice. Ainda hoje se fala em PICASSO. Tudo bem? Não. Se ainda falassemos em WATT, estariamos no Bonde.
- No Teatro onde atuo mais de perto. Uma esculhambação. O Fantasma da Opera, ano passado, arrecadou sozinha, mais que toda a produção teatral brasileira juntada.
- No Teatro se celebra autores brasileiros, contados nos dedos, e de cabeça baixa, que "autor de 100 peças, 90 peças". Primeiro que é mentira. Segundo se fosse verdade os caras já morreram, e os que estão vivos? Eu dizia que é mentira. Mentira, Granbell só inventou o telefone. O Watt só o conceito de potência elétrica.
E assim por diante. Uma peça de teatro é um invento.
Voltando à planície. O pessoal de artes plásticas em geral, precisa acabar com este complexo de inferioridade -
se insurgir contra esta nipo-europeização de tudo.
Fazer como o futebol - Pelé foi bom, ótimo. Foi.
Ronaldinho é bom nem mais tão bom. etc. etc.
Viva a avacalhação do futebol
um abraço,
o texto é maravilhoso, aprendi enormemente com os comentários
mas, vamos tomar outro rumo.
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 27/3/2008 18:18
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dudavalle
 

Queremos um futebol de resultados ou um futebol arte ? Ainda tem aqueles que defendem um futebol força.
Um coisa eh certa futebol displicente como na última Copa não dah.
"não existe gol feio, feio eh não fazer gol"

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 27/3/2008 23:14
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dudavalle
 

"soh existem três coisas que param no ar: beija-flor, helicoptero e Dadah Maravilha" a frase aih de cima sobre gols eh dele.
Jah o Parreira ficou conhecido pela frase: " o gol é um detalhe"
Faltou na última Copa esse "detalhe" contra a França. Mas o Fenomeno fez dos seus e eh O MAIOR ARTILHEIRO DAS COPAS.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 27/3/2008 23:22
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GEJO- O MALDITO
 

valeu tito

falando em feiras dia 24 tem SP ARTE .
pode me dizer o que vc acha deste evento?

valew

GEJO- O MALDITO · São Paulo, SP 28/3/2008 01:10
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Spírito Santo
 

ParaNgolé, Tito! ParaNgolé!

Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2008 06:11
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dudavalle
 

Apenas a título de registro, eu achei isso aqui :
http://www.artfacts.net/index.php?pageType=ranking¶graph=4&living=1&order=0&switch=0&lang=1
um ranking de artistas !!!
Pouco importa (muito importa) mas o dominio estah longe de ser nipo-europeu e sim anglo-saxão com mais de 70 artistas entre os 100 primeiros.
Sul Americanos ? Ernesto Neto e Vik Muniz
Um mexicano Orozco.
Alguém da Africa ? Um sul africano o William Kentridge.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2008 11:58
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dudavalle
 

Tem o argentino Rirkrit Tiravanija, 3 japoneses, Yoko presente.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2008 12:03
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taloverde
 

André e Duda,

como já afirmei para a Maha antes, minha referência ao futebol foi uma provocação. E, se tratando desse, penso que em qualidade já fomos melhores em um passado próximo. Os argentinos são no futebol, atualmente, superiores tecnicamente e mais organizados do que nós brasileiros.

Não sei qual referência possui artisticamente de James WATT, pois esse nasceu em 1736, era um construtor de instrumentos científicos e destacou-se pelos melhoramentos que introduziu no motor a vapor, que se constituíram num passo fundamental para a Revolução Industrial. Mas, como não citar Picasso eternamente?! Esse foi um criador genialmente compulsivo que em tudo o que se dispor a experimentar, o fez de maneira relevante. Não dá não é André?! Sobretudo no que diz respeito a linguagem pictórica e moderna das décadas de 20 e 30, com a revolução do Cubismo.

taloverde · São Paulo, SP 28/3/2008 21:34
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taloverde
 

Duda,

gostaria de ver o Garrincha driblar e o Dadah Maravilha parar no ar no futebol de hoje. Esse esporte, hoje em dia, é conciso em condicionamento físico e abilidade objetiva (risos).

Até!

taloverde · São Paulo, SP 28/3/2008 21:38
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taloverde
 

Perdão André e Duda,

escrevi habilidade sem "H" e o que quis de dizer em relação a Picasso seria: se dipôs.

Grato

taloverde · São Paulo, SP 28/3/2008 21:43
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taloverde
 

Duda (risos),

em nenhum momento afirmei, em meu texto, que o domínio na cena de arte contemporânea era dos europeus, mas que as grandes feiras, bienais e demais eventos equacionados à importação dos trabalhos de artistas sulamericanos, sim. Mas, de qualquer forma, obrigado pelo link. Curioso.

Até!

taloverde · São Paulo, SP 28/3/2008 21:50
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taloverde
 

Gejo,

acho que a Feira Internacional de Artes de São Paulo, que por sua vez é o grande pólo nacional desse segmento, é pouco expressiva. Eles não conseguem se quer publicar uma revista sobre o circuito ou sobre a própria feira aqui, em um país que não possui uma revista de arte bem, sobretudo bem editada ou provida de uma boa direção de arte. Tinhamos a Bien'arte (que não era assim), mas era a única acabou de acabar. Além disso, as palestras e os acontecimentos que "não" acorrem durante a feira são esseciamente razos e reduntes.

Abs

taloverde · São Paulo, SP 28/3/2008 21:58
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taloverde
 

Opá Espirito Santo!

Bem lembrado e muito grato pelo mesmo. Certamente devo ter comido essa letra durante a digitação. Não é dificial perceber que se citei tal referência, certamente sei como escreve o nome da obra, não achas (he he)?! Mas... Com um nome desses você não percebeu apenas isso no texto, não é (RISOS)?!

Abs

Tito Oliveira

taloverde · São Paulo, SP 28/3/2008 22:03
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dudavalle
 

Os argentinos soh tiveram uma exceção chamada Diego Armando Maradona que ateh gol de mão na Copa fez. De resto 1978 foi uma vergonha para os argentinos e para história das Copas. Ainda falta muito para serem pentacampeões e quando o forem ...

Não sou saudosista adorei ver a estreia do Pato (Urubuzada atrás do gol) , adoro as pedaladadas de Robinho, as jogadas geniais de Ronaldinho Gaucho, a estrela do Fenomeno, Diego e seus lançamentos enfim ... são tantos os craques e virão mais com certeza.

O André falou em domínio nipo-europeu e aih a titulo de curiosidade resolvi citar o ranking, mas obviamente o mais interessante são os critérios utilizados pelo tal ranking.

Quanto a Bienal de São Paulo ... jah propus sirenes no entorno.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 29/3/2008 19:25
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taloverde
 

Tá bom Duda, tá bom... Tens razão (risos)... Você é uma figura!

PS: engraçado, sem sua imagem, com essa hibridez sexual em seu nome e escrevendo desse jeito, nunca sei se és menino ou menina (risos)...

Grande abraço

taloverde · São Paulo, SP 29/3/2008 23:29
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Rafael Costa
 

Taloverde,

Confesso que estou em dúvida sobre as suas idéias: não sei se o seu pensamento é excessivamente otimista ou se você é daquelas pessoas (corajosas) que preferem encontrar sinais de beleza no caos.

Ao contrário do que você afirma não me vêm à memória nenhum indício de que estejamos vivenciando uma ascensão na arte contemporânea nacional . Aliás, o movimento apontado como o precursor desse bom momento - O tropicalismo e sua arte marginal - talvez deveria ser lido como um indicativo de que, já na década de 60-70 a nossa arte ia mal das pernas. Ninguém mais se interessa pelos parangolés do Oiticica, nem pelas composições da Clark. Esse povo será esquecido assim que a geração de esquerdistas - ou, como diria o Bloom "a escola dos ressentidos" (esse bando que prefere a teoria à arte) - que infestou os nossos centros universitários morrer. Jajá ninguém mais vai lembrar.

Voltando: a arte brasileira(?) de hoje vai mal. Se temos um Vik Muniz, , paramos por aí. Nem de longe percebo esse 'grande' interesse europeu pela nossa arte. Os que ainda nos procuram, o fazem por um desejo de exotismo, um certo gosto pela estética inculta e bárbara, que ainda perdura em alguns da terra de Picasso, Dali, Miró. Nada de muito significativo.

Confesso que sinto medo quando um artista diz: "Os artistas precisam fortalecer sua classe através da união dos mesmos. ". Esse é o primeiro passo pra uma campanha de financiamento público. Em outras palavras: começa assim, e jajá querem que eu financie seu trabalho. Alguém já disse: quando escuto um artista falando de arte, já vou logo escondendo meu talão de cheques.

Bem, mas se a questão é conseguir um apoio econômico ou uma maior participação nos lucros, talvez seja o caso de justamente abrir as portas e se vender à globalização. Se querem vender que aceitem as regras dos clientes.

Nenhum europeu virá ao brasil para pagar pelo "pelo que somos e fizéssemos". Aliás, muitos já vêm para pagar "pelo que somos", que o digam as meninas do calçadão de copacabana.

O melhor jeito de fazer com que um europeu pague pela nossa arte é justamente mostrando que ela não é nossa -ou que é arte, antes de sê-la.

Rafael Costa · Belo Horizonte, MG 31/3/2008 13:46
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dudavalle
 

Outro dia encontrei com arte contemporanea ela me pediu para te perguntar se você jah foi a Inhotim ? Soh para ficar aih nas imediações.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 31/3/2008 14:32
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dudavalle
 

ARCO 08 dedicada a arte contemporanea brasileira
Tunga nas piramides do Louvre
Ernesto Neto no Parthenom
Cildo Meirelles recebendo prêmio na Espanha
Beatriz Milhazes cada vez mais reconhecida

"se temos um Vik Muniz paramos por aih" - tem certeza disso ?
eu fico por aqui com as minhas dúvidas.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 31/3/2008 14:40
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dudavalle
 

http://www.casadaros.net/rio/index.php - projeto arquitetônico do Paulo Mendes da Rocha a ser inaugurado no segundo semestre de 2008.
Percepção requer envolvimento jah dizia Muntadas.

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 31/3/2008 15:17
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taloverde
 

Bom Rafael,

para uma pessoa que se dispõe a falar sem conter baseamentos sobre o que discorre, só tenho a dizer que seu nível de desinformação gravissímo, além de sua inexorável ingenuidade diante de suas opiniões, já foram expostas pela eloquencia e pesquisa de DudaValle... Sugiro que tome isso como exemplo...

Nada mais a declarar

Tito Oliveira

taloverde · São Paulo, SP 31/3/2008 17:11
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taloverde
 

Ainda em tempo Rafael: suas dúvidas não estão ligadas a minhas idéias, mas a certeza que possui de suas incertezas em relação ao estado de coisas que registra em uma esfera...

Grande abraço

taloverde · São Paulo, SP 31/3/2008 21:32
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taloverde
 

Rafael, só uma dúvida: vc é EMO (risos)?

taloverde · São Paulo, SP 1/4/2008 00:15
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