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Uma história de amor na Munguba

Acervo Joca Oeiras
1966 :O casamento do jovem Augusto com a dona da Boite Estrela do Ponto 4
1
Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI
19/8/2007 · 419 · 55
 

A propósito da colaboração "Beco da quarentena" do nosso festejado overmano Filipe Mamede, é impossível deixar de lembrar de "Uma História de Amor na Munguba", texto que escrevi em 2004 na primeira vez que estive em Parnaíba. O seu Augusto, dono do bar a que se refere a história faleceu, após breve enfermidade, no final de 2006, aos 61 anos. Segundo relatos, um filho adotivo do Augusto continua levando o negócio, embora eu não acredite que isto dure. A propósito, a região de Parnaíba denominda "Quarenta", conta a lenda, tem esta denominação devido a uma puta excepcionalmente bonita e gostosa, cujo michê era 40 reis, valor considerado exorbitante pelos freqüentadores da Zona. Acredito, no entanto, que o nome se deva a constantes quarentenas que eram impostas pelas autoridades sanitárias após as enchente que assolavam a referida região onde, até hoje, o esgotamento corre a céu aberto Abaixo, reproduzo

Uma história de amor na Munguba

O poeta Elmar Carvalho, fico-lhe (e)ternamente grato por isto, foi quem primeiro me falou do “Bar do Augusto”. Situado na Munguba, antiga região do baixo meretrício em Parnaíba o Bar, pilotado por seu dono, é freqüentado por inúmeros intelectuais da Parnaíba. Quem o conhece sabe que sua principal atração são os mais de dois mil LPs. que, exclusiva e carinhosamente manuseados pelo Augusto, são colocados a serviço dos ouvidos nostálgicos de seus seletos freqüentadores. Nas paredes do Bar, fotos de freqüentadores e até um poema do próprio Elmar.

Conversei muito com o proprietário do bar, pessoa muito simpática e agradável. Ainda assim não me atreveria a escrever sobre o que ele significa para os seus freqüentadores entusiastas (isto o próprio Elmar já fez com grande propriedade). Mas, da conversa com o seu Augusto, descobri uma cativante história de amor vivida por ele antes que o “Bar do Augusto” se tornasse o que é. E esta é uma história que vale a pena ser contada:

Em 1966 o nosso herói Augusto Machado de Oliveira (o seu Augusto) era um jovem mancebo de 21 anos que trabalhava em um bar próximo ao Porto das Barcas. A Zona do baixo meretrício funcionava a todo vapor nas proximidades da Quarenta. Foi em um bar lá perto da zona que o Augusto conheceu a Dona Maria Vicência Alves, que, aos 43 anos, era a proprietária da “Boate Estrela do Ponto 4”, cabaré fartamente freqüentado pelas putas e seus potenciais fregueses. Foram vítimas de uma paixão fulminante que resultou, poucos meses depois, no seu casamento comemorado com festa e tudo o mais a que os noivos tinham direito. E o Seu Augusto passou a administrar, junto com a sua amada esposa, aquela Boate.

Na primeira noite em que fiquei sozinho no cabaré – me contou ele – teve briga e até facada e eu fiquei meio apavorado. Contei a ela a respeito do meu estado de espírito!
Não, se preocupe, meu bem – ela disse – você logo se acostuma!

O casal se desfez, no entanto, dezessete anos depois, quando a morte levou a Dona Vicencia. O nosso Augusto estava, aos 38 anos de idade, viúvo. E sabem o que aconteceu? Nunca mais se casou! O amor por aquela mulher 22 anos mais velha do que ele o fez manter a viuvez que ostenta até hoje. Uma linda história de amor difícil de acontecer nos dias que correm, vocês não acham?

Grandes enchentes ocorreram alagando toda a região da quarenta, o que acabou resultando no desaparecimento da Zona.

Hoje o seu Augusto, ainda viúvo, vive feliz tocando o seu Bar que se chama “Recanto da Saudade do ponto 4” ou, simplesmente, Bar do Augusto. De alguns fregueses ele sabe de cor as preferências musicais e estes nem precisam pedir para que o seu Augusto toque as músicas que lhes tocam o coração. Gosto de pensar que nome do bar mistura a saudade que o Seu Augusto ainda sente pela amada Vicencia com a saudade das músicas do passado que sedimenta a sua nostálgica freguesia!

beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Munguba: árvore também conhecida como mungubeira. O nome vem do tupi mô’guba ( Dicionário NovoAurélio)

Poema de Elmar Carvalho reproduzido em uma das paredes do “Bar do Augusto”

POSTAL 1 *
Elmar Carvalho

As águas podres
Da vala da quarenta
Tomam banho nas águas puras do Igaraçu
Nas imediações da Munguba
Onde bêbados pobres de dentes podres
Dizem coisas doces por entre
O bafo azedo do vômito e da cachaça
Um bolero, o tilintar dos copos, os ruídos
Da noite e os gemidos de camas e casais
Completam as cenas e o cenário

*Integra o poema “Três postais da Parnaíba”

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Rangel Castilho
 

Oi Joca, tem uma letra D atrapalhando a história no título! (hisDtória)

Rangel Castilho · Anastácio, MS 16/8/2007 14:12
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FILIPE MAMEDE
 

Joca meu amigo, fico feliz pela lembrança. O amor dos homens e daquelas que têm a profissão mais antiga do mundo está em voga, até mesmo, nas novelas globais, não é mesmo? Gostei da história, que de certo modo, pode ser considerada singela... Quanto à diagramação, uns "espaços" entre os parágrafos agilizariam a leitura. No mais, só espero a hora de votar. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 17/8/2007 10:36
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crispinga
 

Será que esse noivo magrinho deu conta de tamanha formosura opulenta?
BJK
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 18/8/2007 09:35
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Elizete Vasconcelos Arantes Filha
 

Amigo, é o tipo de texto que eu gosto de ler, só achei um pouco repetitivo a introdução, se desse para você resumir e colocar só as informações necessárias que levam ao texto principal. (E só uma sugestão). Mas, mesmo assim, terá meu voto.
Elizete

Elizete Vasconcelos Arantes Filha · Natal, RN 18/8/2007 10:10
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Elizete: li, reli e li de novo o texto introdutório e, sinceramente, não vi qualquer explicação reiterada. Será que você pode ser mais específica?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 18/8/2007 11:04
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baduh
 

Joca.
É mesmo o tipo de história que eu adoro. E está muito bem escrita!

Marquei para ser avisado quando entrar em votação!

Abração de seu overmano.

Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 18/8/2007 12:57
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BETHA
 

JOCA,
obrigada pelo convite, essas memórias são fascinantes.
abçs de Betha.

BETHA · Carnaíba, PE 18/8/2007 17:26
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Saramar
 

Joca, realmente, esta é uma história que, acompanhando a cultura do "Beco", traz gente, almas e uma história de amor emocionante para a paisagem que, no caso do que Felipe mostrou, está deserta, quando fora tão rica.
Adorei.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 18/8/2007 17:39
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Higor Assis
 

Um andarilho sentimental.

Joca, gostei muito desta história. A vida realmente nos remete à finais muitas vezes imcompreensíveis. Muito obrigado por trazer está delicia de texto.

Higor Assis · São Paulo, SP 18/8/2007 21:17
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jjLeandro
 

Desculpa não ter vindo antes, Joca.
Gosto dessas histórias, histórias de gente comum que se não é a pena (ou o teclado, mais próprio agora!) de um garimpeiros das letras (agh! desculpa, isso é brega) caíria no esquecimento. Mas, sem dúvida, ainda assim deixaria latente o espírito para embalar outras histórias. Afinal, o amor não precisa de nós poetas e cronistas para acontecer; nós é que o procuramos em todo lugar para podermos existir.
abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 19/8/2007 10:56
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crispinga
 

Acho que a noiva vai ter que carregar o noivo no colo, prá dentro do quarto! E depois amarrá-lo ao pé da cama como bom escravo sexual! rsrsrs
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 19/8/2007 11:32
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Remisson Aniceto
 

Boas lembranças, hein,Joca?
Bacana a tua homenagem.
Um abraço.

Remisson Aniceto · São Paulo, SP 19/8/2007 11:44
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baduh
 

Querido Joca!
Voltei para votar, com a máxima satisfação!
Baduh

baduh · Rio de Janeiro, RJ 19/8/2007 14:14
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LAILTON ARAÚJO
 

JOCA...

O andarilho e "contatô" de causos...

Belas histórias de "amô"...

São "Brasis" escondidos... Gente simples: amiga!

Dizer o quê! É só ler e aprender...

Nota 10...

Só não recebe nota 11, por não mencionar quais LP's (sou fã de discos antigos) estavam entre as relíquias!

Texto de mestre...

Parabéns Joca!

Abraços!

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 19/8/2007 14:46
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Ilhandarilha
 

Como já disse o Milton, qualquer maneira de amor vale amar. História legal, Joca.

Ilhandarilha · Vitória, ES 19/8/2007 15:01
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Lailton:
Para falar a verdade, morei um ano na Parnaíba e só freqüentei o Bar do Augusto, se tanto, meia dúzia de vezes (fui outras vezes, com amigos de fora, pela manhã só para apresentar o bar e o Augusto).
Na verdade o seu Augusto era um conservador inveterado, que impedia, numa cidade praieira, que os homens entrassem sem camisa em seu estabelecimento, não vendia bebida quente, só cerveja gelada e tinha, quando tinha, de tiragosto, espetinho de gado e camarão salgado muitas vezes ainda congelado.
Afora o pitoresco, o bar nunca fez a minha cabeça de não bebedor de cerveja (sou consumidor de uma cachaça piauiense chamada Mangueira, que consumo gelada). Quanto aos LPs, seguramente mais de dois mil, tinha salientemente Nelson Gonçalves, que eu adoro, Vicente Celestino, Gregório Barrios, Roberto Carlos, Orlando Silva etc mas ele não admitia, com toda a razão. que ninguém ficasse fuçando nas pilhas de discos.
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 19/8/2007 15:13
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LAILTON ARAÚJO
 

Boemia...

Aqui me tens de regresso... (Nélson Gonçalves)

Essa é uma música que canto nos bailes da "Melhor Idade...”

Tornei-me um ébrio... Celestino!

“Eita” saudade! Saudade das cantorias nordestinas: Orlando Silva, Ataulfo Alves, Noel Rosa, grande Gonzagão, e alguns “bregas” da época!

Foi a minha infância em Pernambuco! Bela infância!

Conheci muitas "vendas" (quitandas) que viravam bares... E bares que viravam "vendas"... Toquei muito com meu falecido pai, irmãos, tios... Tinha tira-gosto, Pitú (cachaça cheirosa), limão, laranja (cortadas em pequenas fatias) e carne de bode assada (cabrito)...

Tempo bom...

O bar de "Seu Augusto" me lembrou outros bares em Sertânia / PE...

História boa! Boa história... Com o tempo: viram estórias!

Abraços.

Lailton Araújo


LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 19/8/2007 15:45
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André Teixeira
 

Caro Joca,

belo texto! Remete a outras histórias de puteiros... vou ver se faço um amigo dividir suas histórias conosco. GRANDE abraço!!!

André Teixeira · Aracaju, SE 19/8/2007 18:20
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Noelio Mello
 

Amigo Joca.
Texto e história fascinantes.
Parabéns
Parceiro.
Noélio

Noelio Mello · Belém, PA 19/8/2007 19:02
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Spírito Santo
 

Edificante história, Joca.
Prazer, novamente, te ler.

Abs,

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 19/8/2007 19:43
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Andre Pessego
 

Joca, independentemente de ser de Parnaíba, do Piauí, belo
texto, bela exposição - este lado da História amiude vivida
em tantas se não todas as cidades mais ao longe do Brasil,
tão rica, tão humana, um abraço andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 19/8/2007 19:51
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Eeu que pensei que visitar puteiro em busca de inspiração era coisa de escritor paraense bêbado... Uma vez, porvoltade 1988/89 um amigo me levou a um desses lupanares no coração de Belém. Pediu cerveja e eu guaraná..as putas viram que dali não sairia nada e nem se atreveram a se aproximar, Foi um vexame... não me esqueço jamais! Bela história, JOCA !

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 19/8/2007 20:12
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Maniefurt
 

História poética, de pessoas mais poéticas ainda...pessoas simples, como simples é o chão onde vivem...mas por esta mesma simplicidade, tão rica de vivências e ensinamentos. Deu saudade do Piauí, terra de meus pais que o trabalho não me deixa visitar com a frequencia que queria...obrigada, por compartilhar esta bela história!

Maniefurt · Salvador, BA 19/8/2007 22:50
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Lioviola
 

MARAVILHA!!!

VALEU JOCA, AQUELE ABRAÇO.

Lioviola · Carnaíba, PE 20/8/2007 07:17
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FILIPE MAMEDE
 

Voltei como prometido querido Joca. Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 20/8/2007 07:20
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Agenor
 

Olá Joca,
História interessante... Amor e fidelidade assim são coisas raríssimas nos nossos dias.
Um abração pra vc.

Agenor · Aquidauana, MS 20/8/2007 08:15
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Dauphin de Itaguaí
 

Mungunba neles, Joca! Adorei a história e as ilações sobre o nome "quarenta". Abração!

Dauphin de Itaguaí · Itaguaí, RJ 20/8/2007 08:59
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Cintia Thome
 

Texto genial, contador de estórias ...Valeu o dia.
abç e votado.

Cintia Thome · São Paulo, SP 20/8/2007 09:45
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CCorrales
 

Caro Joca, voltando aos poucos após poucos e longos 15 dias...
Abraços

CCorrales · São Paulo, SP 20/8/2007 10:50
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Nivaldo Lemos
 

Joca,

desculpe-me pela demora, mas os fins de semana reservo para viajar a Saquarema e não abro computador, o que acaba transformando segundas-feiras modorrentas em agradáveis surpresas como essa trazida por seu texto. Conheci Parnaíba em 1978 quando revisitei o Piauí. E achei linda a praia e o delta. Tomei umas cervejas num barzinho cujo nome não lembro, que fica ao pé do farol, e onde encontrei uma amiga jornalista carioca com quem trabalhara e ali estava de férias. Um puta coincidência que esse seu texto agora me fez recordar.

A história de amor na Munguba não só reafirma seu talento jornalístico, como também revela outro talento, Seu Elmar, cujo poema Postal 1 é maravilhoso e mostra, com rara beleza, a paisagem do lugar impressa na alma de um homem simples e preservada numa parede de bar como um metalivro da própria vida. Uma beleza. Mais uma vez, parabéns, Joca.

Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 20/8/2007 11:28
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Renato Torres
 

olá joca,

histórias de amor devem ser assim, cheias de entregas e de uma pureza a toda prova - ainda que as circunstâncias sejam adversas. bela história, mano.

abraços,

r

Renato Torres · Belém, PA 20/8/2007 13:37
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Renata Cavalcante
 

Gostei muito.. Parabens!!

Renata Cavalcante · Fortaleza, CE 20/8/2007 14:23
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zepereiranoticias.blogspot.com
 

Gostei, Joca.

zepereiranoticias.blogspot.com · Belo Horizonte, MG 20/8/2007 15:16
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marcio rufino
 

Belíssima crônica!!!

marcio rufino · Belford Roxo, RJ 20/8/2007 16:49
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Lígia Saavedra
 

Oi, Joca
Que maravilha manter-se vivas as memórias da cidade e do nosso povo, não é amigo?
Aqui em Belém, a Prefeitura transformou um famoso puteiro que funcionou numa Zona de Meretrício do centro da cidade em Teatro e, a primeira peça apresentada teve como tema algumas das histórias vivenciadas pelas prostitutas que por lá passaram.
Muito interessante.
Bjs

Lígia Saavedra · Ananindeua, PA 20/8/2007 18:27
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Pepê Mattos
 

Poderíamos inaugurar uma seção com histórias de visitas (próprias ou de terceiros, voluntárias ou nem tanto) ás ZBM's - as tais Zonas de Baixo Meretrício. Garanto que daria material para um livro com o sugestivo título: Da ZBM à WWW. Abraços.

Pepê Mattos · Macapá, AP 20/8/2007 18:57
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Pepê Mattos
 

Poderíamos inaugurar uma seção com histórias de visitas (próprias ou de terceiros, voluntárias ou nem tanto) ás ZBM's - as tais Zonas de Baixo Meretrício. Garanto que daria material para um livro com o sugestivo título: Da ZBM à WWW. Abraços.

Pepê Mattos · Macapá, AP 20/8/2007 18:58
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Rynaldo Papoy
 

Boa, Joca, to numas de memórias também, veja no meu perfil. Abraço!

Rynaldo Papoy · Guarulhos, SP 20/8/2007 21:25
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carol de trancinhas
 

Joca, adorei...alias o texto é fantástico. BEijo

carol de trancinhas · Brasília, DF 20/8/2007 22:53
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Ériton Berçaco
 

Oeiras,
Doce história. Seu Augusto e Dona Maria Vicência parecem velhos conhecidos de todos nós.
Este poema do Elmar Carvalho - q eu não conhecia - é maravilhoso. Lembrou-me um pouco o Rubem Fonseca, q não é poeta, mas q nos traz um recorte "dente podre" parecido com o do Elmar.
Abraços

Ériton Berçaco · Muqui, ES 21/8/2007 02:07
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Rosa Magalhães
 

Adoro histórias assim, de amores que às vezes penso não mais existir. Adoro bares um tanto pitorescos também... dá vontade conhecer, né? Uma linda história! Belo texto, caro amigo Joca! Beijos.

Rosa Magalhães · Teresina, PI 21/8/2007 08:23
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Eduardo Júlio
 

Bela história Joca. Cheia de humanidade.

Eduardo Júlio · São Luís, MA 21/8/2007 09:31
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Josué
 

Joquinha,
Adoro essas histórias do baixo meretrício. Muito boa!!!
Um abraço grande, Jo

Josué · Recife, PE 21/8/2007 14:42
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Labes, Marcelo
 

Belo texto, Joca.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 21/8/2007 14:53
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Senhorita Miller
 

amor nem tem o que falar
é lindo
bem escrito então
parabéns sempre

Senhorita Miller · São Paulo, SP 21/8/2007 17:46
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brigitte
 

Êta história mais sensacional. Prova de amor assim hoje em dia é raridade.
Parabéns.Bela história.

brigitte · Goiânia, GO 21/8/2007 19:18
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Claudiocareca
 

doce singela. bela história meu amigo. O amor encanta em qualquer lugar que nasça.

Claudiocareca · Cuiabá, MT 21/8/2007 23:24
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Humberto Firmo
 

Foi num puteiro em Munguba
que seu Augusto descobriu que a vida é boa!
Adorável história.

Humberto Firmo · Brasília, DF 22/8/2007 14:19
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Egeu Laus
 

Um abraço Joca!

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 22/8/2007 21:05
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André Gonçalves
 

Joca e suas belas histórias do Piauí.
Se você não existisse, aqui não brilharia tanto o sol.
Abraço.

André Gonçalves · Teresina, PI 24/8/2007 13:11
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Bel Fonseca
 

Oi, Joca. História gostosa. Fiquei com um gostinho de quero mais. Abraços.

Bel Fonseca · Belo Horizonte, MG 24/8/2007 19:33
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Osvaldo
 

Beleza,Joca!!!
Abraços!

Osvaldo · Olinda, PE 24/8/2007 23:19
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos:

Convido vocês a testemunharem o esforço que fiz para praticar uma imersão nos já longínquos anos cinqüenta do século passado, em particular o ano de 1954, em que São Paulo comemorou 400 anos de existência. http://www.overmundo.com.br/overblog/parece-uma-coisa-a-toa

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 2/12/2007 20:46
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Marta Rodrigues
 

Muito boa a história, gostinho de quero mais... Sexo

Marta Rodrigues · São Paulo, SP 27/9/2008 02:39
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Marta Rodrigues
 

Bom! sexo
caseiras
videos de sexo

Marta Rodrigues · São Paulo, SP 10/10/2008 18:08
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