UMBANDA - 100 ANOS

Umbanda Fest
Logotipo Oficial do Projeto - Umbanda 100 Anos
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Ricardo Barreira · Bauru, SP
9/3/2008 · 206 · 22
 

HISTÓRICO
A Umbanda, uma religião genuinamente brasileira, foi fundada em 15/11/1908 no estado do Rio de Janeiro, e em 2008 estará completando 100 anos de fundação. Enraizada na cultura brasileira, evoluiu muito durante esses cem anos de existência. Os rituais que antes aconteciam apenas de forma escondida pela perseguição que sofriam, hoje contam com grandes instituições e colégios que a fortalecem, até mesmo com uma Faculdade de Teologia Umbandista reconhecida pelo MEC. Presente atualmente em 12 países a Umbanda possui milhares de adeptos em todo o mundo, principalmente no Brasil, onde surgiu, e em Bauru, cidade sede da UMBANDA FEST, não é diferente.

UMBANDA EM BAURU
Com cerca de 800 templos espalhados por toda a cidade, atingindo todas as classes socioeconômicas do município, estimamos um número aproximado de no mínimo vinte mil praticantes diretos da Umbanda. Naturalmente que esse número se potencializa se somado a este incluirmos as pessoas de outras crenças religiosas que procuram a Umbanda ocasionalmente.

PROBLEMA SOCIAL A SER COMBATIDO
Infelizmente o preconceito e a intolerância religiosa enfrentada por essas comunidades ainda é muito grande, o que faz que esses números tão expressivos não sejam observados facilmente nas ruas. A grande maioria destes Templos de Umbanda, cerca de 90%, não possuem identificação em suas fachadas, a grande maioria dos umbandistas, quando questionados sobre sua religião, não se identificam como tais, tudo isso pelo temor a animosidade da sociedade, que de uma forma geral critica aquilo que desconhece. Esses dois procedimentos, tanto da sociedade umbandista como da não-umbandista, causam um ciclo vicioso, gerando assim mais preconceito e mais temor ao preconceito, consequentemente causando a exclusão social de uma grande parcela da comunidade.

A INICIATIVA
A Umbanda Fest, organização voltada a promover melhorias para a Umbanda, vem trabalhando fortemente para o fim do estigma criado em torno da religião. Fóruns, palestras, cursos e eventos festivos são algumas das ações já realizadas pela organização. Os resultados positivos alcançados com estas ações já são sentidos na sociedade como um todo, e o marco dos 100 anos da Umbanda não poderia passar em branco. Foi com a certeza que ações como estas ajudarão a Umbanda conquistar o respeito e a visibilidade que lhe é de direito que foi criado o Projeto “UMBANDA 100 ANOS”.

Mais informações, acessar o site http://www.umbandafest.com.br

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Higor Assis
 

Poxa, que bacana hein Ricardo !!!

Vou olhar o site e ver se há algum evento programado pra SP, capital. Valeu pelo toque.

Higor Assis · São Paulo, SP 6/3/2008 17:43
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Saramar
 

O preconceito é filho da ignorância, na maioria dos casos. Por isso, acredto que eventos assim são essenciais principalmente para divulgar as origens desta religião e levar à sociedade o conhecimento sobre a umbanda.

Obrigada pela divulgação.

beijos

Saramar · Goiânia, GO 6/3/2008 20:59
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Andre Pessego
 

Uma das mais felizes inciativas. Valeu e valeu a postagem
desta materia.
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 6/3/2008 22:55
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Ricardo Barreira
 

Muito obrigado pelos comentários.
Grande Axé!
Ricardo Barreira

Ricardo Barreira · Bauru, SP 7/3/2008 16:52
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Celeia Machado
 

muito pertinente o texto. Eu sempre acho estranho que se fala e se valoriza muito o cadomblé, porém pouco se legitima a umbanda, que é uma criação brasileira.

Celeia Machado · Rio de Janeiro, RJ 7/3/2008 22:27
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Ricardo Barreira
 

Olá Celeia,
O que acontece na maioria das vezes, por falta de conhecimento, é a generalização. Quando se fala em Umbanda ou Candomblé, a sociedade interpreta tudo sendo uma coisa só. É importante frisar que são duas religiões totalmente distintas e com seus próprios fundamentos, que tem em comum o culto aos Orixás, mas a forma de cultuá-los também é bem diferente de uma para outra.
Um forte abraço,

Ricardo Barreira · Bauru, SP 8/3/2008 09:13
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Ricardo Barreira
 

SOBRE O LOGOTIPO
Nos relatos históricos da fundação da Umbanda, que você pode connhecer clicando AQUI, existe uma passagem muito forte e muito bonita sobre a rosa. Os traços verdes e amarelos simbolizam uma religião genuinamente brasileira, e os traços azuis, em forma humana, da maneira como estão desenhados, simbolizam a felicidade e a liberdade. Felicidade pelos cem anos de resistência e caridade, e liberdade por se tratar de uma religião livre de dogmas e preconceitos.
Abraços,

Ricardo Barreira · Bauru, SP 8/3/2008 09:23
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Celeia Machado
 

Oi Ricardo,
Foi exatamente isso que falei no meu post. Mas há uma tendência a se valorizar e estudar o cadomblé como a forma realmente legítima e verdadeira das crenças afro-brasileiras. o que me incomoda bastante. Por isto considero muito importante seu texto e o site. Falo isto, por que minha vó é de nação, minha mãe era espírita kardecista e tenho um irmã umbandista.
Cada qual tem filosofia, cultos e valores que se assemelham e se diferenciam. E, por sua vez, cada qual tem seu espaço e sua legitimidade.
vou recomendar seu texto para meu irmão, Sander.
um abraço

Celeia Machado · Rio de Janeiro, RJ 8/3/2008 11:40
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Ricardo Barreira
 

Sim Celeia,
Eu entendi perfeitamente seu post e concordo contigo.
Pelo que você falou da sua família, é a prova da grande diversidade existente no Brasil, a qual deve ser sempre respeitada para que possamos viver em harmonia. É no mínimo um contra-senso existir
preconceito religioso em um país com tanta diversidade cultural como o Brasil. Infelizmente a intolerância religiosa é hoje um dos maiores problemas sociais do mundo. Segundo os estudiosos da ONU, cerca de 75% dos conflitos armados em curso no mundo, tem um fundo religioso. Trabalhar para o fim disso e a paz religiosa é trabalhar para um mundo melhor, e isso é missão de todos nós. Abraços e até.

Ricardo Barreira · Bauru, SP 8/3/2008 13:04
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Sander Machado
 

Olá Ricardo,
muito interessante a iniciativa e no que eu poder contribuir pode contar comigo.
Como o texto ainda está na fila de Edição gostaria que pensasse na possibilidade de incluir o nome daquele que codificou a linha de Umbanda, Sua Santidade Zélio Fernandino de Moraes. Proporia também o pensar porque se chama UM-BANDA, a possibilidades de várias falanges terem a oportunidade de trabalharem juntas em UMA -BANDA SÓ.
A universidade de Umbanda em SP, que não conheço, foi desenvolvida pela 3 geração de UMBANDA e seu pensador foi uma ilustre pessoa que tive vários contatos por email chamado Rivas Neto, que tem uma linha diferente da tradicional e que se chama UMBANDA PROTO-SÍNTESE CÓSMICA.
A definição em Orubá para Orixás, são energias de luz, nesse caminho tenho um livro que se chama ORIXÁS- contos , lendas e algumas histórias, registrado na biblioteca Nacional, mas ainda não publicado. Acredito que toda entidade que pratica o bem na GIRA é um Orixá, independente que sua representação seja de CABOCLO, CIGANO, INDIANO, EXU, enfim.
Ricardo um grande saravá a todo povo de Nagô, meu e das falanges ancestrais que me acompanham oriundas de Oyó, que partiram para essa terra em busca de criar uma Tradição livre da dor, do sacrifício e em direção de seres que buscam OLORUM através da Idade das Flores.
Com Carinho,

Sander Machado · Porto Alegre, RS 8/3/2008 13:19
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Celeia Machado
 

OI Ricardo. voltei.

Celeia Machado · Rio de Janeiro, RJ 8/3/2008 21:50
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Andre Pessego
 

Ricardo,
A maior causa do atraso brasileiro - atraso em todos os sentidos - é a falta de afirmação por parte da nacionalidade de sua propria História. Aquela História mais intrinsecamente formadora da nacionalidade. Por ex.
Também neste ano completam os 100 anos do inicio da imigração japonesa. Ora, já distam quase 200 do inicio da chamada imigração europeia. Porque antes era ocupação, povoamento, etc. Cada grupo nacional - italianos, alemães, espanhóis, etc. fazem as comemorações de suas datas,
sem ingerência de governo, ou mensões discretas, isoladas.
A imigração japonesa vem extamente a 100 anos tendo comemorações impostas pelo Governo Brasileiro, claro com interesse do Governo Japonês. E a 100 anos isto se passa na mais absoluta UNANIMIDADE. Todos se sentem "obrigados" a dizer amém, vacas de presépio.
Da África, primeiro - no bojo das imigrações esteve presente a SUBSTITUIÇÃO DO NEGRO BRASILEIRO; depois houve A QUEIMA DE RUI; paralelamente a perseguição a tudo que fosse de origem negra. Para suas crenças a maior contribuição, por parte da Doutrina Militar Brasileira, foi a pata de cavalo.
Mas, como nem uma geurra destruiu fé alguma. As crenças naturais estão ai tatuada na concepção do povo brasileiro - velada, escondida, envergonhada - consciente, ou inconscientemente - mas estão ai.
Mas voltando o fio da miada, sob o disfarce de patrocinio privado, o Governo Brasileiro gastará fábulas enormes comemorando a imigração japonesa - o mais caro programa de imigração da face da terra; obrigando a todas as escolas - públicas e particulares - a comerar a tecer comentátaríos "FAVORÁVEIS" ELOGIOSOS. E estabelecer uma verdadeira proibição (e toda proibição é envergonhada), de tudo que se refere às manifestações religiosas ditas de origem africanas.
Por isto e muito mais valeu este postado. E uma sugestão.
Tem na AGENDA, aqui no Overmundo, espaço destinado a postagens de eventos assim. Então na medida que for se aproximando vai postando tipo cartaz, vai bolando coisas.
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 9/3/2008 12:14
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Malue
 

Olá Ricardo, gostei muito de seu texto, gostaria de contactar contigo, estou realizando uma pesquisa sobre a Religiosidade Afro-descendente na cidade de Gurupi. Realmente o preconceito é geral, mas, isso se dá pela falta de leitura sobre a temática. Parabéns - meu e-mail: maluemacedo@bol.com.br

Malue · Gurupi, TO 9/3/2008 14:41
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Robert Portoquá
 

Olá Ricardo!
Parabéns pela divulgação, acredito que nós brasileiros só temos a ganhar com o acesso a informação, principalmente a democratização da informação, como é o caso aqui.
Abçs.

Robert Portoquá · Adamantina, SP 9/3/2008 15:02
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Spírito Santo
 

Ricardo,

Grande chamada!
Afora todas as referências simbólicas a uma data determinada para a criação da religião denominada Umbanda, os dados históricos e culturais relacionadaos à questão (como, de certo modo, bem ressaltou o André Pêssego lá em cima) são essenciais para a afirmação de nossa tão desinformada nacionalidade.
Umbanda
é uma palavra do idioma Kimbundo, falado até hoje na maior parte da República Popular de Angola, região conhecida nos tempos iniciais do tráfico de escravos para o Brasil, como Reino (ou Império) do Kongo.
A maioria esmagadora dos milhões de negros que habitaram - e habitam o nosso país, são oriundos desta região e tributários desta herança cultural que, como não podia deixar de ser, se confunde hoje, em muitos aspectos com a própria cultura do Brasil que contém a maior população de negros fora da àfrica.
Para retirar da palavra - e da religião por ela denominada e a ela relacionada - todo estigma lançado pelo odioso Racismo à Brasileira, basta esclarecer que a tradução literal da palavra é Medicina, praticada por Kimbandas, literalmente, médicos.
Brasil, mostra a tua cara.
Abs

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 9/3/2008 15:33
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Sander Machado
 

Voltei e votei.
Abrs,

Sander Machado · Porto Alegre, RS 10/3/2008 08:58
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Luciana Hernandes
 

oi ricardo!
parabéns pela matéria. o assunto é oportuno, não apenas por ocasião do centenário, mas pelo interesse que desperta em muitos. o sander lembrou bem, a obra do rivas neto que trata com muita propriedade.
um abraço!

Luciana Hernandes · Cuiabá, MT 10/3/2008 09:32
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Ricardo Barreira
 

Caros e Caras,
Uma das maiores riquezas da Umbanda é a diversidade.
Como religião livre, sem dogmas e sem codificação, existem muitas vertentes dentro do movimento umbandista. É lindo notar que cada dirigente espiritual é o próprio "codificador" de seu templo. Por isso, se visitarmos 100 templos, muito provavelmente encontraremos 100 rituais parecidos, mas não idênticos. Encontraremos terreiros com bastante sincretismo católico, outros com bastante influência africana, outros bem voltados para a doutrina de Alan Kardec, e assim por diante. Importante notar que tudo é Umbanda, e não é porque outro é diferente que está errado. Claro, tudo dentro da prática da caridade e do bom senso. A Umbanda abre seu leque para receber a todos sem distinção alguma. A Umbanda abre seu leque para se adaptar as influências culturais de cada localidade. Por isso a Umbanda do Rio Grande do Sul, por exemplo, é tão diferente da do Maranhão.
Como religião genuinamente brasileira, não podia ser diferente. A Umbanda é tão rica culturalmente e tão diversa como o Brasil, como o povo brasileiro. Muito obrigado por todas as participações.

Ricardo Barreira · Bauru, SP 10/3/2008 10:52
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ana wagner
 

Gostei e votei!

ana wagner · Porto Alegre, RS 10/3/2008 11:18
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Murillo BOcardo
 

Ricardo, muito bacana o site.
Sou estudante de jornalismo aqui na Unesp de Bauru e estou realizando um documentário sobre os 100 anos do Umbanda.
Gostaria de saber se você teria disponibilidade para conceder uma entrevista rapidinha sobre o Umbanda Fest e a história do Umbanda.
Obrigado e, mais uma vez, parabéns pela iniciativa.

Murillo BOcardo · Ribeirão Preto, SP 14/6/2008 04:11
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Ricardo Barreira
 

Olá Murilo,
Entre em contato por e-mail por gentileza:
contato@umbandafest.com.br
Abraços,

Ricardo Barreira · Bauru, SP 14/6/2008 09:37
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Mecenas
 

Parabéns pelos trabalhos realizados. Estou a disposição para colaboração. Estou na Assessoria de Produção do Projeto AFRICANIDADE, objetivo promover a igualdade racial através das linguagens do Movimento Hip Hop Danças Tradicionais da Cultura Negra. Caso tenha alguma publicação especial remeta o link para aquisição livro, cd, etc. Grato pela atenção. MECENAS

Mecenas · São Mateus, ES 18/4/2010 17:35
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