Uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, a Unidos de Lucas definiu seu enredo para o carnaval de 2008.
“Piauí, Filho do Sol do Equador. Teresina, Terra do Sonho e do Amor”, de autoria do carnavalesco Renato Bandeira, vai mostrar o Piauí desde a Pré-História, retratando seus sítios arqueológicos, passando por sua história e sua formação como estado. A Auri-Rubra da Leopoldina, como também é conhecida a escola de samba do bairro de Parada de Lucas, no subúrbio do Rio, levará para avenida, ainda, a arte, a cultura e o folclore piauienses, bem como um retrato do atual momento sócio-econômico do o estado.
Sem contar com qualquer tipo de apoio do governo do Estado do Piauí ou do Município de Teresina, a diretoria da escola optou por este enredo, por acreditar que o tema possa levar a Unidos de Lucas ao primeiro lugar do Grupo B, e, assim, retornar ao Grupo A.
– Escolhemos esse enredo pois percebemos sua força. É claro que temos esperança de podermos contar com a ajuda, tanto dos governos, como da iniciativa privada do Piauí e Teresina, afinal temos um carnaval orçado em quase 500 mil reais e dispomos, por nossos próprios recursos e subvenção da Prefeitura do Rio de Janeiro, de pouco mais de 200 mil. Tomara que as autoridades, o empresariado e até mesmo a opnião pública piauienses se sensibilizem e nos ajudem a colocar nosso carnaval na avenida. Disse o presidente da Unidos de Lucas, Paulinho Soares.
No barracão da escola – local onde são confeccionados os carros alegóricos e as fantasias do desfile – os trabalhos já estão a pleno vapor. No momento estão sendo confeccionados os protótipos das fantasias das alas.
Os figurinos serão apresentados ao no próximo dia 19 na quadra de ensaios da Unidos de Lucas. E na internet, no site que já está sendo desenvolvido para esse fim, os mesmos figurinos estarão disponíveis para que possam se apreciados também pelo povo do Piauí.
– Aliás, todos os piauienses estão convidados a desfilarem conosco, disse o Presidente Paulinho Soares
A Unidos de Lucas é a quinta escola a desfilar na terça feira, dia 5 de fevereiro.
A seguir a íntegra da Sinopse do enredo da Unidos de Lucas.
O Piauí, “terra querida, filha do sol do equador”, segundo os versos de Antônio Francisco Da Costa e Silva para o hino do estado, e sua capital, Teresina, estão sob foco central de nosso desfile no carnaval de 2008.
Localizado no Nordeste do país, é o estado litorâneo com menor extensão de costa: apenas 66 km. Esse pequeno trecho, porém, é privilegiado. Na fronteira com o Maranhão, a oeste, fica o Delta do Rio Parnaíba, o único em mar aberto das Américas. Seu ecossistema lembra o da Amazônia, com inúmeras ilhas, lagoas, igarapés e praias de areia fina, tomadas por dunas e coqueiros. Mas a maior parte do território piauiense está sob a ação do clima semi-árido.
Teresina, às margens do Rio Parnaíba, é a única das capitais nordestinas que não está localizada à beira-mar. Sua escolha como capital se deve não só à forma como o Estado foi colonizado, mas principalmente a uma decisão geopolítica.
A cidade é uma síntese da cultura do povo piauiense e eixo turístico obrigatório da região.
Para realizarmos nossa homenagem ao estado do Piauí e sua capital, dividiremos nosso desfile em quatro partes, onde serão mostrados seus aspectos históricos, culturais e sócio-econômicos.
Quadro I
A Pré-História no Piauí
O Piauí abriga 1.215 sítios arqueológicos de importância mundial e que podem explicar a formação do homem americano. Na Serra da Capivara, foram encontrados vestígios da existência do homem há cerca de 50 mil anos. Tamanha riqueza atraiu a atenção de arqueólogos do mundo inteiro, além da imprensa nacional e internacional. Pela primeira vez havia evidências científicas de que o homem penetrou no continente americano muito antes de 12 mil anos atrás, como afirmavam os pesquisadores.
No local foi encontrada Luzia, o fóssil do ser humano mais antigo das américas. Luzia, negra por essência e excelência, é provavelmente o elo comum de toda a civilização americana.
Estudos realizados na década de 60 pelo peruano Eduardo Habich comprovam que negros africanos estiveram na América, como conquistadores entre 20.000 e 50.000 anos antes de nossa era, ou seja, antes de Cristo.
Encravado nesta região, encontramos também o Parque Nacional Sete Cidades, habitat de diversas e raras espécies da fauna e da flora, e abrigo de um dos mais belos conjuntos de formações geomorfológicas do Brasil, as Sete Cidades de Pedra. Em suas paredes, inscrições rupestres são temas de estudo e motivo para suscitar as mais diversas e intrigantes lendas sobre o local.
O pesquisador francês Jacques de Mahieu que esteve em Sete Cidades em 1974 atribui as inscrições e pinturas rupestres aos vikings, pela semelhança com os caracteres rúnicos.
O suíço Ludwig Schwennhagen considera os fenícios um dos primeiros povos a habitar Sete Cidades. Eles teriam atravessado o oceano em busca de novas rotas comerciais, devido à Guerra de Tróia e acabaram fazendo de Sete Cidades um grande palco para cerimônias religiosas.
Tribos Tupinambás e Tabajaras relataram ao padre jesuíta Antônio Vieira que os tupis chegaram ao norte do Brasil provenientes de um país que não existia mais. Schwennhagen considera este fato indicação de que a raça Tupi é remanescente do continente perdido de Atlântida
Outros arqueológos percebem também a passagem dos egípcios pelas terras do Piauí.
Na verdade, a passagem destes povos pelas terras que hoje são denominadas Piauí – e sua conseqüente miscigenação –, fazem de seu solo o berço da civilização americana.
Quadro II
A História chega ao Piauí
No início do Século XVII, mais precisamente em 1606, a “história oficial” promove suas primeiras incursões ao território piauiense, quando o Piauí funcionava como "ponte" entre as Capitanias de Pernambuco e Maranhão. Um bandeirante paulista, Domingos Jorge Velho, penetrou por estas terras, desbravando o território, cultivando a terra, construindo currais e criando gado, mas logo seguiu seu caminho, desbravando novas regiões. Foi ele quem deu a atual denominação de Parnaíba ao rio que antes era conhecido por uns como rio Grande dos Tapuias, por outros como rio Pará, ou ainda como rio Punaré. Novas notícias surgem apenas em 1656, quando um grupo de pessoas fez o trajeto inverso, ou seja, do Maranhão para Pernambuco, sob a chefia de André Vidal de Negreiros.
Inicialmente, as terras do Piauí receberam a denominação de Piagüí, nome dado pelos seus indígenas. Mais tarde, chamaram-nas Piagoí. Somente depois é que ficaram conhecidas por Piauí, que quer dizer rio (i) de piaus (uma espécie de peixe de água doce).
A colonização do Piauí deu-se do centro para o litoral. Fazendeiros do São Francisco, a procura de novas expansões para suas criações de gado, passaram a ocupar, a partir de 1674, com cartas de sesmarias concedidas pelo governo de Pernambuco, terras situadas às margens do rio Gurguéia. Um desses sesmeiros, Capitão Domingos Afonso Mafrense, também conhecido como Domingos Sertão, fundou trinta fazendas de gado, tornando-se o mais eminente colonizador da região. Por sua própria vontade, as fazendas foram legadas, após sua morte, aos padres da Companhia de Jesus. Hábeis gerentes, os jesuítas contribuíram de forma decisiva para o desenvolvimento da pecuária piauiense, que atingiu seu auge em meados do século XVIII. Nessa época, os rebanhos da região abasteciam todo o Nordeste, o Maranhão e províncias do Sul.
O Piauí esteve sob a bandeira de Pernambuco até 1701, quando em 3 de março daquele ano uma Carta Régia enviada ao Governador de Pernambuco anexava o Piauí ao Maranhão. A autonomia veio em 1761, por meio de uma Carta Régia, datada de 19 de junho. Por aquele instrumento, a Vila do Mocha ascendia à condição de cidade e oito povoados foram alçados a condição de Vila. Em 13 de novembro do mesmo ano, o Governador João Pereira Caldas impunha o nome de São José do Piauí à Capitania e mudava o nome da capital de Vila do Mocha para Oeiras.
A completa independência em relação ao Maranhão somente aconteceu em 26 de setembro de 1814, quando, por força de um Decreto Real, o Governo Militar do Piauí foi separado do Governo Militar do Maranhão e, em 10 de outubro, nova Carta Régia isentava o Piauí da jurisdição maranhense.
O Piauí aderiu a declaração de independência política de D. Pedro I, feita em 7 de setembro de 1822, e foi palco de memorável batalha contra o jugo português, em 1823, a Batalha do Jenipapo, em oposição às tropas de Fidié, que defendia a manutenção da Coroa Portuguesa.
Em1852, em homenagem à Imperatriz Teresa Cristina, é fundada a cidade de Teresina. Conhecida como "Cidade Verde" por causa das águas verdes do rio Parnaíba, que se encontram com as do rio do Pote.
Quadro III
A Arte e a Cultura do Piauí
O Piauí possui uma das mais ricas diversidades de dados de enfoque cultural e folclórico do Brasil. Lendas, ritmos e danças, parecem se misturar com singular maestria à arte de seu povo. O que seria do piauiense sem a Procissão do Fogaréu, em Oeiras, a lenda do Cabeça de Cuia, em Teresina, a arte santeira, a religiosidade de Santa Cruz dos Milagres, a deliciosa cajuína e até mesmo o tradicional mastro de Santo Antônio, de Campo Maior?
É a esta porção intangível da herança cultural do povo piauiense que vamos homenagear neste quadro.
Destacaremos os inúmeros folguedos, pagodes (ritmo de origem africana nascido no Piauí e que teria sido o precursor – ou pelo menos o inspirador – do samba de roda mais cadenciado), quadrilhas, bumba-meu-boi, reisado, marujada e pastoril.
Homenagearemos também as mãos deste povo artesão. Mãos que tecem tapetes e cestos. Que esculpem e retratam a fé, a esperança e o vigor de um povo lutador que não abre mão de sua cultura e sua arte.
Quadro IV
Piauí do Brasil
No fechamento de nosso desfile, revelaremos um pouco do cotidiano do Piauí moderno e de sua capital. O Piauí que apresenta sua própria tecnologia em biocombustíveis; O Piauí do desenvolvimento rural, o Piauí de riquezas minerais, do Turismo e a Teresina do sonho e do amor, refletidos em seus eventos – como o salão do humor, o festival de cinema e o encontro nacional de folguedos – que representam os maiores valores de sua gente.
Este é o Piauí. Filho do sol do equador.
Este é o Piauí da Unidos de Lucas.
E esta é a Unidos de Lucas. Desde já, só Piauí.
Renato, legal você ter avisado disso por aqui. Estamos em agosto, época em que o burburilho em torno dos temas de desfile e composição de samba-enredo começa a pipocar nas escolas. Além deste roteiro do enredo, ia adorar saber mais por você sobre a história da escola propriamente dita: tenho uma enorme curiosidade sobre as escolas de samba que estão fora do grupo especial, que em geral, como você conta, não têm ajuda financeira de empresários e que todo ano desfilam mesmo assim. Acho tão impressionante... Enfim, se você quiser e puder compartilhar mais coisas com a gente sobre isso, vai ser muito legal. Abraço!
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 13/8/2007 13:36
Helena, obrigado pela sugestão / comentário.
Hoje, no carnaval carioca, além das 12 escolas do Grupo Especial, 60 escolas de samba compõem os Grupos de Acesso, sendo 10 no Acesso A, 14 nos Grupos de Acesso B, C e D e 8 no Acesso E.
As diferenças entre as escolas do Grupo Especial é realmente gritante. Enquanto a atual campeã receberá algo entre 4 e 5 milhões de reais repassados pela Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro), provenientes de venda de ingressos, venda dos direitos transmissão, venda de CD’s e DVD’s e de espaço publicitário no Sambódromo, uma escola do Acesso A recebe algo em torno de 200 mil reais da AESCRJ (Associação das Escolas de Samba dos Grupos de Acesso do Estado do Rio de Janeiro), provenientes da subvenção da prefeitura do Rio de Janeiro, da venda de ingressos e de uma pequena contribuição do Governo do Estado do Rio (que nunca se tem certeza se vem realmente ou não). Uma escola do Grupo E recebe algo próximo de 25 mil reais.
Os números acima não são oficiais, mas não estão muito longe da realidade.
Nós da Unidos de Lucas, que desfilamos no Acesso B temos um carnaval orçado entre 350 e 520 mil reais. Nossa subvenção está em algo em torno de 120 mil.
Outros detalhes que fazem a diferença: na quadra do Salgueiro, da Mangueira ou da Vila Isabel qualquer pessoa paga uma entrada de 10 reais feliz da vida. Numa escola do Grupo de Acesso, o ingresso de quadra 1 real significará quadra vazia. A exceção fica por conta de grandes escolas que caíram no último ano Império Serrano e Estácio de Sá que podem cobrar uns 5 reais.
Neste momento, a rotina das escolas se divide em “corte de samba” (concurso para escolher o melhor samba preparado pelos componentes das alas de compositores baseado nas sinopses distribuída pelos carnavalescos), na quadra, e confecção de protótipos das fantasias nos ateliers de costura e confecção. Numa escola do Grupo Especial, os presidentes das chamadas alas comerciais pagam pela confecção do protótipo. Numa escola dos Grupos de Acesso, o presidente da agremiação já está se endividando para confecciona-los.
Numa escola do grupo especial, os componentes da alas de comunidade pagam uma contribuição anual de aproximadamente 50 reais e ganham suas fantasias para desfilar.
Numa escola de grupo de Acesso ninguém paga nada e todo mundo tem que sair catando componente para desfilar.
Numa escola do Grupo Especial, as alas comerciais já estão vendendo fantasias (várias já têm mais vagas), com preços que variam de 250 a 2 mil reais. As pouquíssimas alas comercias existentes cobram preços que giram em torno de 120 reais no Acesso A, 80 a 100 no B, 40 no C, 10 a 20 no D e E.
Por fim, as escolas do Grupo Especial têm agora a Cidade do Samba, um complexo espetacular com toda a estrutura para confecção de fantasias e alegorias, e com espaço para shows e eventos (vale a pena visitar!).
As escolas dos Grupos de Acesso disputam espaços nos armazéns abandonados da região do cais do porto. As dos Grupos C, D e E, que desfilam em Campinho, bairro no subúrbio do Rio de Janeiro, têm ainda mais dificuldade, porque a Zona Portuária é um pouco distante e, por isso, precisam arrumar espaços próximo ao local de desfile.
Nós da Unidos de Lucas, por exemplo estamos num galpão (abandonado) da Rede Ferroviária Federal, junto com outras oito ou dez escolas e que é “carinhosamente” chamado pelos “ocupantes” de Carandiru (vale a pena correr de lá!).
Bem... existe uma vantagem: desfilar nos grupos de Acesso é muito, mas muito mais divertido.
Além do mais, o dia-a-dia dessas escola é muito mais interessante. Tem aquela coisa de preservação da cultura do samba. Têm um clima mais saudosista e "romântico", já que sse faz caranval por amor. O gigantismo das escolas do Grupo Especial, de certa forma, sufocou esse tipo de coisa. E, além disso, os sambas são mais bonitos, já que são menos "comerciais".
E é isso.
Para conhecer um pouco mais sobre as escolas do Rio de Janeiro (história, enredos, profissionais e noticiário dos preparativos) , recomendo aos interessados, o site www.galeriadosamba.com.br
Abraço a todos.
MARAVILHAA!!
É tempo de apresentar as maravilhas do Piauí ao Brasil. Gostaria de informar aos carnavalescos da escola um dado importante com relação à primeira capital do Piauí- Oeiras, parte fundamental do Quadro II no tema: 71% da população de Oeiras é NEGRA, 93% é afro-descendente. A proporção da presença negra na sociedade em nossa região é muito maior do que nos outros Estados da Federação. ALguns dados interessantes - que considero relevantes - sobre a Primeira Capital, estão publicados no Blog IDEÁRIO OEIRENSE ( http://oeiras_brasil.blogs.sapo.pt/).
Sucesso!!
Josevita, obrigado pela informação. Será importante para o desenvolvimento do enredo em alas.
Em breve estarei publicando o roteiro do desfile (sinopse já está aí), que é exatamente o desenvolvimento em alas em alegorias com seus significados.
Qualquer outra informação que julgue importante me envie por favor.
Abs,
Renato Bandeira
Grande pedida, Renato. Um pouco do interior das escolas aqui no Overmundo.
Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 15/8/2007 16:08Caramba, Renato! Sua colaboração podia ser uma outra matéria! Achei tudo muito interessante. Por mais que a gente saiba que a coisa funciona assim, é sempre mais rico ouvir de um integrante de escola. Adorei também essa coisa das opiniões sobre o enredo nos comentários, vai virar o primeiro enredo de carnaval colaborativo via Overmundo. :) Mas falando sério, será ótimo se você continuar trazendo pra gente o passo a passo da criação dessa festa modesta, mas tão alegre, que é feita nos grupos de acesso.
Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 15/8/2007 19:00
Renato, sucesso para a Unidos de Lucas em seu enredo e carnaval. Há algum tempo trabalhei num portal em que produzíamos um Especial de Carnaval - com informações sobre a ordem e endereço dos desfiles, grupos e escolas, enredos e tudo mais que conseguíssemos - somente com as escolas dos grupos de acesso, A a E. Mas era difícil até contatá-las, pois muitas vezes, os sites (quando os há e são minoria) estavam desatualizados e na própria Associação da Escolas não encontrávamos muitas informações.
Eu sou "vizinha" da Leão de Iguaçu - uma escola pequena, pobre e que atualmente deve estar desfilando no grupo D (nem sei ao certo), mas já teve uma rápida passagem pelo Grupo Especial. Nunca freqüentei a sua quadra, apesar de gostar de carnaval, mas pretendo fazê-lo em breve. Já andei por lá há uns dias, mas não encontrei ninguém e acabei deixando pra depois... Em todo caso, já escrevi aqui sobre a Abesni - Associação dos Blocos e Escolas de Samba de Nova Iguaçu.
Abraço.
Beleza, Renato essa homenagem. E muito interessante que seja vc o carnavalesco. Um belo trabalho. sucesso no desfile. estarei com certeza acompanhando com atenção no carnaval-2008 a evolução do seu traablho na avenida. abcs
jjLeandro · Araguaína, TO 16/8/2007 12:51
Como um LUCAS, vem aqui prestigiar o texto....rsss
Parabéns!
salve o Piauí e a Unidos de Lucas!!
É sempre bom conhecer isso tudo!!!
muita informação!!
abraços,
Renato, a Beija Flor já fez um enredo falando da Serra da Capivara que fica nos sul do Piauí; a Tom Maior, de São Paulo, já homenageou o Frank Aguiar, que é piauiense também. Fico imaginando a garra e a coragem dessa escola, apesar de pequena, aposta nesse enredo para tentar subir de colocação...Muita força pra vcs !!!! Gostaria de fazer uma matéria para o jornal que trabalho aqui em Teresina. O que acha??
Eugênio Rego · Teresina, PI 16/8/2007 15:42
Nossa Renato, que lindo! Esse texto veio na data certa, pois a minha querida cidade, Teresina, faz 155 anos exatamente nessa data, 16 de agosto!! Toda sorte do mundo pra vcs!! Parabéns e muito obrigada por homenagiar o meu querido Piauí, muitas vezes esquecido pelo resto do mundo.
Um abração!!
Reanato, que coisa maravilhosa!
Obrigada por compartilhar a beleza dessa criação.
Eu sempre fui apaixonada por desfiles das escolas de samba di RJ. Considero os enredos verdadeiras aulas magnas, com os mais lindos instrumentos audiovisuais (risos).
E agora, saber tudo aqui pelo Overmundo, conhecer a criação do enredo por seu autor são privilégios únicos.
Sugiro que avise ao Joca, o Poeta Andarilho, piauiense de Oeiras que, certamente, ficará tão encantado quanto eu.
Obrigada.
beijos
Renato,
Você precisa convidar o Overmano Joca Oeiras para participar deste desfile, como passista, destaque, como ritmista...Acho que ele topa qualquer coisa. Seu codinome aqui é Anjo Andarilho ( Joca Oeiras, o anjo andarilho) e ele se diz disposto a mostrar que o Piauí é o lugar mais charmoso do Brasil!
Olhao Jooooca aí, gente!!!!!
Renato, olá
Amo o carnaval e penso que, como cultura popular, só tem acrescentar.
Com certeza o Brasil saberá muito mais do Piauí e isso encherá de orgulho seu povo.
Sucesso!
Bjs
Renato, muito bom, muito oportuno. Estou copiando, para reler e reler, um abraço andre
Andre Pessego · São Paulo, SP 16/8/2007 18:42
Como filha e neta de piauienses fiquei muito feliz com tamanha homenagem, que acho muito justa à um estado tão rico de cultura e seu povo maravilhoso. Só faço um adendo: o nome do rio que corta Teresina e se encontra com o Parnaíba(também conhecido como "Velho Monge") é Poti (e não do Pote) e é exatamente onde estas águas se encontram que fica a estátua do lendário Cabeça de Cuia(ou Crispim).
Um grande abraço e mais uma vez: belissima homenagem
Caros amigos,
Levei um susto ao entrar agora a pouco na interner e ver que meu texto alcançou a votação necessária.
É quase como ver abrir o envelope de um jurado e saber que em um quesito sob a minha responsabilidade, minha escola obteve um 10.
Agradeço de coração todos os votos.
Agora vou tentar responder um por um.
Abs
Oi, Tetê
Obrigado por seu comentário, Conheço bem sua terra. Quase fui o carnavalesco da Leão em 2004. Iríamos fazer um enredo interessante que só teria senido se feito lá. Infelizmente não chegamos a uma acordo.
Lembro-me muito bem do desfile do Leão em 1992, quando esteve no Grupo Especial e apresentou o enredo "O Leão na selva de ilusões de Janete Clair".
Estive algumas vezes, também, na quadra da "Flor de Iguaçu", na Cerâmica (viu como conheço sua terra), que desfila no Centro de Nova Iguaçu, no concurso da própria cidade. Espero que o atual prefeito esteja cumprindo o q prometeu durante sua campanha eleitoral de dar maior apoio (ou seja, maior verba para o carnaval iguçuano) para as ecolas que realizam o carnaval do município. Nova Iguaçu, aliás, é enredo da Império da Tijuca, que desfila no sábado dia 2 de fevereiro, pelo Grupo A, com o enredo "De Iguassu a Iguaçu, o Império da Tijuca é Baixada".
Grande abraço.
Valeu Egeu. Vou tentar trazer sempre as boas novas da Unidos de Lucas.
Abs
Muito obrigado, JJLeandro.
Grande abraço.
Valeu, Lucas. Sabia que vc não deixaria sua xará pra lá (rsrsrs).
Abs
Oi, Eugênio.
A Beija-Flor fez um enredo chamado a "Aurora do Povo Brasileiro" do caranavalesco Milton Cunha.
O samba, de autoria de Miro Barbosa, tinha a seguinte letra:
Ô ... Ô ... Ô ... Ô ...
"Mãe Negra" África
Diga quem sou ...
De onde vim ...
Pra onde vou ...
A nossa "Aurora" é assim
Começo ... Desconheço ... Que dirá o fim
Meu Beija-Flor querido
Encontra o fóssil até então perdido
É carnaval ... Que tal ...
Falarmos da evolução ... Que bom ... Que bom
Meu ancestral é um "barato"
Daí surgiu a confusão ...
Pinta a pedra em bacanal
Ai ... que coisa sensual
É o macaco excitando o pessoal
No Piauí nasceu
Mãe de mim e de vocês
(Na Serra da Capivara)
Mim quem fala é índio
A língua que falava os Jês
E hoje ...
Dos gigantescos animais
Somos vestígios naturais
Da transformação da vida
Que dia ... Ai, que emoção
Eu descobri enfim
O Brasil inteiro é meu irmão
O desfile da Tom Maior, realmente desconheço.
Vamos tentar fazer o melhor possível.
Quanto à matéria: por favor, faça. Do que precisa. Preça que a gente manda (rsrs).
Grande abraço.
Obrigado, Isabela
Pode ter certeza de que depois de tanto ler sobre o Piauí já me sinto um pouco piauiense. Portanto, parabéns pra nós, por estes 155 anos.
Abs
Oi, Lígia Saavedra.
Muito obrigado. E torça por nós.
Abs
A. Pessego.
Me passe sua impressão.
Obrigado e grande abraço.
Olá Saramar e Crispinga,
Deixei para respondê-las por último.
O Joca já tá sabendo. Ele vai até publicar nossa sinopse em seu site www.fnt.org.br
Quanto ao convite para o Joca desfilar...
Bem... Todos estão convidados a desfilar conosco. Podemos formar uma ala só da galera do Overmundo. Conto com todos lá. A começar por vocês duas.
E o Joca? Quero que ele venha de destaque em meu terceiro carro, chamado "Piauí – Seu Folclore, Suas Lendas. Arte e Cultura na Terra do Sol".
Abs
Renato
Renato,
Encantada com tua matéria! Muito bom participar desse postado, senti uma energia maravilhosa dos comentários dos colegas em teu postado. Parabéns pelo trabalho! Autêntico, lindo!!! Sambei, tenho lá uns passinhos de samba. Na minha casa todo mundo samba!!!! rsrsrs Mas, no sangue o que ferve mesmo é o frevo!
Um aBRAÇO, Marluce
Olá Renato.
Primeiro lhe parabenizar pelo excelente texto, além de muito bem escrito também muito esclarecedor para todos leitores.
O mundo e/ou o lado B do carnaval é muito interessante e principalmente o dia-a-dia das comunidades que respiram o cotidiano das escolas. Desde que me conheço por gente ouço samba enredo e vivo no meu das escolas de acesso.
Meus tios (vários) vivem dentro deste mundo, um é carnavalesco, outro é mestre de bateria e os outros desfilam todos os anos.
Estou preparando um texto, que logo colocarei por aqui uma conversa descontraida com meu próprio tio que fundou duas escolas de samba aqui em SP e hoje estão no grupo 2 e uma no grupo de acesso.
Este ano ele está concorrendo nos Gaviões da Fiel, ainda não fui ver, mas pretendo acompanha-lo. E hoje ele mantém um bloco carnavalesco e uma Escola que retomou.
Bom é isso, lhe convido para ver o poema que fiz em homenagem ao verdadeiro sambista e Partideiro.
Um abraço e sorte para a escola.
Era o que faltava por aqui. Escolas de Samba sob o foco quente do desfile futuro. O Joca Oeiras - se já não sabe - precisa saber que o seu Piauí agora existe também no mapa das Escolas de Samba do Rio.
Parabéns ao Joca e, principlamente a você, Renato.
Abs,
Renato, já passei o link do teu texto pro secretário de turismo do PI, de repente ajuda, né?
O piauiense é um povo que ama sua terra, hoje estamos todos aqui 'inflamados' com a historia do presidente da Philips que disse que se o Piaui deixar de existir ninguém nota...triste demais saber que tem gente que pensa assim...
MAs ainda bem que tem gente como você, como o pessoal da sua escola, que valoriza, que acha bonito, que divulga.
beijos, se precisar de qualquer ajuda por aqui, me dê um toque.
Renato,
como piauiense, não poderia deixar de lhe dizer o quanto fico feliz com a escolha. Não tenho dúvidas de que a Unidos de Lucas vai ascender ao Grupo A. A história do Piauí e de sua gente é rica e belíssima e, pelo visto, o enredo da escola vai estar à altura. Apenas duas coisas me chamaram a atenção, infelizmente pela ausência no enredo: a culinária (maria-isabel, carne-de-sol, panelada, arroz com pequi, doce e cambica de buriti, suco de bacuri, etc.), pelo exotismo, sabor, qualidade e originalidade, e a música e literatura (Assis Brasil, o próprio Da Costa e Silva, Torquato Neto, Paulo Diniz, além de inúmeros cordelistas de renome) não mereciam fazer parte dessa história? Ficam a dúvida e a "cobrança" deste filho da terra, com todo respeito e carinho. E parabéns pelo texto, muito bem escrito.
Um abraço.
Renato,
Que maravilha que o Piauí possa ser descortinado ao Brasil e ao mundo no carnaval carioca.
Isso é interessante para que pessoas desinformadas e preconceituosas possam ver que somos um estado rico em cultura e potencial turístico e não saiam por aí dando atestado de alienação.
Viva o Piauí!
Eu não sabia da novidade. Se não me engano esta será a segunda vez que o Piauí será homenageado pelos enredos das escolas de samba do Rio. Prá nós é muito interessante. O Piauí, de toda a história brasileira, foi e é o Estado mais injustiçado. A começar pelo desconhecimento de alguns, essencialmente dos habitantes do sul. Mas isso eu atribuo à burrice brsileira que ainda é substanciada por outros ignorantes que esquecem sequer de abrirem os livros de história e ver o brilhante papel do Piauí, na luta pela independência do Brasil. O Piauí, talvez seja o único Estado brasileiro, onde as marcas francesas, inglesas, espanholas, holandesas, estejam impegnadas apenas no descaso daqueles que já foram. Dos que partiram lutando por um Estado seu, por um País de todos.
Eu sei, vão enaltecer nossas belezas, que não são poucas, vão falar do homem americano, comprovado cientificamente, abrigdo pelo Piauí. Devem falar que o grande rebanho bovino das Minas foi exportado, quase todo ele, do Piauí, na época em que éraos conhecidos como o maior produtor de bovinos. Vão falar de Sete Cidades uma beleza esculpida por Deus e que a todos deixa de queixos pendurados, da Serra da Capivara outra beleza indescritível, só se vendo para crer, quão bela é e quão a natureza foi pródiga e gentil conosco.
Eu queria que fosse abordado, inclusive vou sugerir, já fazendo um tipo de estrofe à eles, nossos aliados neste instante, que é muita injustiça o que fazem, o que dizem do nosso Estado. A última daquele ignorante, desconhecedor da vida brasileira, falar que se fosse retirado o Piauí do mapa não sentiria-se falta. E o Pior fazendo uma comparação ao Brasil, como destaque ao seu prestígio junto à comunidade dos paises mais ricos do mundo. Devia ser o contrário, o Brasil sim, é dispensável no meio das grandes potência, não por não ter os dotes necessários para tanto, só pelo fato de que isto não leva a nada. Existem Países, em condições proporcionais, muito mais cômodas que a nossa, e que nem cogitam aliar-se a esse Império Romano, cujo Cézar é, atualmente entre todos os seres deste planeta, o mais burro e animalesco.
Viva o Piauí,então
Viva o Rio que das cabeças dos seus compositores, e talvez seja isso, a sensibilidade artística desses, que iremos ser homenageados por uma escola de samba.
É isso meu irmão
Um abraço bem bom
Naeno
Legal essa abertura de um trabalho individual para o coletivo. Seu tema é ótimo, além de mostrar uma riqueza de fantasias. Esse é o caminho.
Paulo José · Alto Paraíso de Goiás, GO 29/8/2007 10:06
Valeu, Paulo José!!
Dê uma olhada também no Roteiro do Desfile em:
http://www.overmundo.com.br/overblog/piaui-no-carnaval-roteiro-do-desfile-da-u-lucas
Abs
Renato
Renato, necessito urgente das fotos que foram tiradas na apresentação dos protótipos no Unidos de Lucas. Estou responsávei pela divulgação desse material junto a imprensa e mídia eletrônica. Por favor envie para rarapedra@bol.com.br
Grata
Sandra Leal
Renato,
Não deixe de convidar o Joca Oeiras (para comentar o post e para desfilar na escola de samba)
Abs
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