"Uns veem, outros enxergam"

Monique Florencio de Aguiar
O mausoléu em plena praça
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Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ
31/1/2009 · 164 · 17
 

Uma polêmica sobre a criação de símbolos culturais na cidade de Cardoso Moreira-RJ

Imaginem um túmulo no meio de uma praça pública onde as pessoas se encontram para festejar, beber, brincar, namorar, malhar... Em Cardoso Moreira, existia um mausoléu na praça principal da cidade, o que provocou comentários como: “Lugar de osso é no cemitério”. Mas e quando esses restos mortais são do patrono da cidade, o sentido desse fato se modifica?

O fato de que somos agentes da história e não só moldados por pressões sociais nunca se fez tão nítido para mim como durante minha estada no município de Cardoso Moreira, pertencente à região Norte do Estado do Rio de Janeiro, também conhecido como “Cidade Carinho”. Cardoso Moreira é uma cidade pequena, que tem por volta de 13 mil habitantes e vivenciou o plebiscito de sua emancipação político-administrativa em 1989. A pequena cidade teve seu primeiro prefeito em 1993. Assim, quando me refiro aos agentes da história tenho em mente esse processo de conquista da emancipação, a consciência de seus habitantes da criação de seu município, mas não excluo a faceta de quem está no topo da hierarquia local impulsionar o movimento de construção identitária. Desse modo, apreciei a seguinte frase numa placa colocada na praça Nilo Dias: “Gosto de ver um homem orgulhar-se de sua cidade, mas gosto também de vê-lo viver de tal maneira que sua cidade se orgulhe igualmente dele”.

O que significa ser Cardosense, morar em Cardoso Moreira? O que reconhecer e criar como representativo da cidade? Nessa busca por uma identidade cultural, pesquisas foram realizadas para construir sua história, se reinventar, registrar seus feitos, criar seus símbolos, resgatar sua memória. No bojo dessas negociações recentes foram reunidos conteúdos para os livros didáticos, o culto a certos heróis foi incentivado, foram criados uma bandeira e medalhas de honra.

Nesse processo dinâmico, um horizonte de escolhas para a valorização da história e memória local foi e é vislumbrado. O Comendador Cardozo Moreira, que dá o nome da cidade, esquecido na história por um longo tempo, é relembrado através de uma pesquisa extensa e esmiuçada levada a cabo pela professora e ex-secretária de assistência social Regina Stela Pinheiro Siqueira, esposa de Gilson Nunes Siqueira, que ocupou o posto de prefeito nos anos de 1997 a 2004 e nas últimas eleições saiu novamente vitorioso.

Através de um vultoso e difícil esforço de pesquisa, Regina Stela conseguiu fotos de José Cardozo Moreira, atestado de óbito, testamento, várias informações e objetos, com ajuda, entre outros, dos descendentes do comendador.
Segundo a pesquisa, num povoado antes chamado Cachoeira do Muriaé, o português Cardozo Moreira construiu a sede de sua fazenda e investiu no progresso da região. Entre os benefícios gerados pela ação de Cardozo está a criação de uma companhia de barcos a vapor e a posterior construção da Estrada de Ferro de Carangola. A estação local recebeu o nome do comendador e foi inaugurada por Dom Pedro II acompanhado pela princesa Izabel em 1878.

Certo dia, uma advogada, amiga de Regina Stela, foi visitar o jazigo de uma pessoa no cemitério do Caju, em Campos. Enquanto caminhava, viu um senhor idoso que, catando uns ossinhos, lamentava o abandono do túmulo de uma pessoa tão importante para a história local. Ela o ajudou a catar os ossinhos e foi visitar um outro jazigo. Ao retornar de sua visita, perguntou aos funcionários do cemitério sobre aquele senhor: afinal, quem seria essa figura importante a qual ele se referia? Os funcionários disseram que tal senhor não esteve no cemitério; portanto, ela não teria conversado com ninguém. Com o tempo, descobriram o túmulo do Comendador (falecido em 1889) e de sua esposa nesse cemitério. Não havia fotos do comendador e quando Regina conseguiu encontrar uma foto, sua amiga percebeu que era com este senhor que ela havia falado. A partir disso, Regina Stela, juntamente com o prefeito municipal da época, Gilson Nunes Siqueira, buscaram autorização para transladar os restos mortais do comendador para a praça principal da cidade, chamada Ibrahim Assed. O mausoléu, original do cemitério do Caju, foi restaurado e também transladado. Os trinetos do Comendador, residentes em outro município, autorizaram o translado dos restos mortais para a praça, o que ocorreu em 2004.

Na ocasião, a cerimônia contou com a presença de alguns descendentes do José Cardozo Moreira, que receberam as primeiras comendas de honra do município. A cerimônia, com missa campal, foi realizada propositalmente no dia em que a cidade comemorava os 16 anos de sua emancipação. Os restos mortais foram em cortejo ao jazigo perpétuo, sob escolta da Guarda de Honra e ao som de marcha fúnebre executada pela banda da Polícia Militar.

A polêmica

Esse ato, em 2004, causou uma polêmica na cidade. Muitas pessoas foram contra o túmulo na praça, onde são realizadas festas, as pessoas se reúnem para conversar, há alguns quiosques, um ginásio de futebol de salão, sendo um local de encontro para os indivíduos. Além disso, há na praça um parquinho para as crianças brincarem e uma academia de ginástica ao ar livre.

Assim, eu ouvi como argumento das pessoas que são contra: “Lugar de defunto é no cemitério”, “a praça é pra ser um local de alegria e não de tristeza”, “é uma coisa feia”, “não é limpo”. Por outro lado, houve comentário de um descendente de que o Cardozo adorava festas! Um comerciante me disse que analisa mais pelo viés do empreendedorismo, argumentando que não é algo que gera renda, como uma atração turística. O diretor da Casa de Cultura do local, Ailton Nunes Guimarães, observou que para ele é indiferente, como para outras pessoas que mencionam esquecer que o túmulo está na praça durante os 4 anos. O diretor acrescenta que acha importante a atitude, mas que o túmulo foi colocado lá e não foi feito “um trabalho de conscientização”.

Ao ouvir esses comentários lembro da introdução do livro de Michel Foulcault As Palavras e as Coisas, quando o autor elabora o texto de um jeito que proporcione um não entendimento ao leitor, que não se situa no texto, não capta seu conteúdo, como se as palavras estivessem fora do lugar, o que causa um mal-estar. Nesse sentido, a sensação de algo fora de lugar alcança algumas pessoas em Cardoso Moreira.

Um dos rapazes que disse achar feio e um absurdo o túmulo na praça me confessou não saber quem foi Cardozo Moreira ou o que ele realizou. Diferente de quem se afeiçoou ao Cardozo, por pesquisar ou reescrever sua história, atribuindo a esse túmulo uma carga afetiva, como uma cultura-objeto. Uma senhora afirmou que as pessoas esquecem do túmulo porque ele está no canto da praça, deveria estar no meio. Fico imaginando se em Niterói, minha cidade natal, os restos mortais do índio Araribóia, guerreiro que tem seu dia como feriado municipal, estivessem sob sua estátua. Isso traria a ela maior força simbólica ou seria misticamente tenebroso?

Enquanto estive em Cardoso Moreira, até outubro de 2008, havia um projeto de retirada dos restos mortais e do mausoléu da praça para o cemitério local. Conversei com o secretário de planejamento, Alexandre Cozendey, que argumentou que “uma coisa que era para ser uma homenagem virou motivo de piada”, lembrando que quando houve o cortejo tinha gente que foi atrás com uma toalha de banho para secar o simulado choro. O secretário acrescentou que “tem gente que brinca que vai tomar uma cervejinha com o Cardozo” ou “colocar flores para ele”. Um guarda municipal relatou que tem namorados que ficam “arrochados” na grade que cerca o mausoléu.

O fato era que, segundo o secretário de planejamento, o túmulo seria retirado e construído no lugar uma fonte luminosa e um busto em homenagem ao José Cardozo Moreira. Ao sair com essa informação do secretário percebia que os moradores não tinham conhecimento desse projeto. Do mesmo modo, um funcionário da prefeitura, que era contra o túmulo na praça, argumentou que na época ninguém foi escutado quanto aos restos mortais serem colocados na praça. Um outro funcionário me disse que estando lá os restos mortais não deviam tirá-los, apesar de experimentar a mesma sensação de algo fora de lugar e, assim, ser contra o túmulo na praça quando foi posto.

Em outubro, havia um processo tramitando contra a violação do túmulo e sempre que representantes da gestão vigente na prefeitura tentavam mexer no mausoléu aparecia alguém para impedir. É o caso de Marquinho, que se disse “amigo da cultura” e fazia questão de que se os restos mortais fossem levados para o cemitério com as mesmas honras de quando foi posto na praça. Portanto, as opiniões eram variadas.

Em dezembro, recebi a notícia de que os restos mortais tinham sido removidos da praça quase como último ato da gestão administrativa de 2004 a 2008. Com isso, alguns devem ter sentido uma perda e outros um alívio ou conforto por estar dentro do comportamento padronizado nacionalmente. No mesmo mês, quando uma grande enchente destruiu a cidade, no lugar do túmulo ficou um buraco na terra. Em boa parte a cidade está sendo reconstruída novamente e a gestão atual, a que inseriu os ossos do patrono na praça, está de novo à cena pública.

Com essa gestão, novas medidas de reconstrução física e simbólica deverão ser tomadas. Será que seria um referencial marcante para cidade a volta do mausoléu de seu patrono ou um novo tipo de homenagem seria mais adequado? Um túmulo ou restos mortais do patrono da cidade numa praça pública badalada pode ser concebido como um show de originalidade e acolhimento ou uma heresia mórbida? Quem mais se esforçou pela iniciativa desta homenagem apenas diz: “Uns veem, outros enxergam”.

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Hermano Vianna
 

Monique: que história interessante! Dá até para escrever um livro ou fazer um tese a partir dela: você já pensou nisso? Não é todo momento que podemos acompanhar um processo de "invenção de identidade" tão rico (inclusive por suas implicações "fantasmagóricas") com este que você dá notícia aqui. Abraços!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 27/1/2009 19:12
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Monique Florencio de Aguiar
 

Ah, Hermano, eu pensei nisso sim, mesmo porque fui ao município com o propósito de escrever minha dissertação de mestrado, mas minha linha de pesquisa é outra. Como puxei uma matéria sobre identidade fiquei encantada com os fatos relacionados, ou suas versões, e reprimindo a vontade de escrever sobre esse tema, que fermentava em minha mente. Espero poder escrever um livro com o que pesquisei no local, mas na linha de antropologia da política, por enquanto! Defendo a dissertação já em abril!!!
Um abraço para ti também,
Monique.

Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ 27/1/2009 22:51
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Hermano Vianna
 

oi Monique: então você já tem a tese de doutorado, para fazer logo depois do mestrado! rsrsrsrs - boa defesa!

Hermano Vianna · Rio de Janeiro, RJ 27/1/2009 23:06
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Mansur
 

Por esse artigo voce merece ganhar a medalha Cardozo Moreira, por serviços prestados à divulgação da história da cidade e de seu patrono, com homenagem em frente ao mausoléu recolocado em seu devido lugar: na praça! Mas sem marcha fúnebre...
Muito divertido!

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 01:16
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Rafael Mendes Júnior
 

Olá Monique!
Concordo com o Hermano, penso que você deve escutar um pouco mais seu campo e talvez tenhas um rico material para a tese.
Beijos

Rafael Mendes Júnior · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 08:35
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Monique Florencio de Aguiar
 

Oi queridos,
é, mais eu já tenho um outro assunto (um projeto) de tese... Quem quiser fazer a tese sobre esse tema lá eu posso até inserir no campo, com prazer!

Ao Mansur: eu gostei da opinião, é muito divertido, mas queria deixar claro que o objetivo não são as homenagens. Gostaria mesmo que opinassem sobre o assunto e de dividir a história.
beijos

Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 12:33
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Mansur
 

O cerne da questão é profundo. Muito profundo.
Vejo que há uma questão psicológica relacionada ao desconforto sobre a morte, óbvio.
Na minha humilde opinião, penso que optar por ter os restos mortais do patrono da cidade em sua praça principal, é a quebra do tabu, no sentido de aceitação da condição humana e na eliminação do desconforto gerado pelo inexorável futuro do homem. Talvez, a aceitação do mausolé sirva como símbolo da aceitação "total" da condição humana, no sentido psicológico. Quem sabe os cidadãos de Cardoso Moreira vivam melhor por isso?

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 12:58
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Helena Aragão
 

Também achei a história toda muito interessante e a repercussão entre os moradores curiosa. Me bateu uma dúvida: será que há outros túmulos em praças? Acho possível que sim, há tantos monumentos de homenagem por aí, fico achando que outras pessoas já tiveram a mesma idéia em outras cidades.
No caso de Cardoso Moreira (aliás, o nome da cidade ficou com S mesmo sendo o homenageado com Z, né) também achei curioso a homenagem não ficar no centro da praça. Parece que quiseram fazer uma coisa discreta, justamente pra não criar polêmica.

Helena Aragão · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 13:45
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Monique Florencio de Aguiar
 

Mansur, vc é filosófo? Amei o q

Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 19:29
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Monique Florencio de Aguiar
 

Desculpe, foi um probleminha técnico...
Como estava escrevendo, amei o que vc disse!!!
Como a Helena, eu gostaria de saber como as pessoas convivem com fatos semelhantes em outros lugares.
Quanto ao S e o Z, eu acho que procurando por assinaturas do Comendador, tempos depois do nome da cidade estar consolidado, é que foram constatar o "Z". A pesquisadora e 1ª dama é quem poderia esclarecer isso.

Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 19:37
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Mansur
 

No sentido de amante da sabedoria, sim. Sou filósofo. Mas gostaria mesmo é de ser sábio. Será que eu vivo até lá? Sou músico, esse é o meu ofício. Que bom que voce gostou!

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 22:07
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Monique Florencio de Aguiar
 

Eu sabia que eras músico, mas não conheço em profundidade. Se vc não é sábio, o importante é que vc não apenas vê, mas enxerga! rsrsrsrs bj

Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ 28/1/2009 23:44
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Rafael Mendes Júnior
 

Oi Monique, quanto à sua questão, se há outros túmulos em praça púbica, fiquei pensando que aqui no Rio há um caso semelhante. Bem ali, na central do Brasil, estão os restos mortais de Duque de Caxias, o patrono do Exército Brasileiro"; enquanto escrevia essa mensagem um outro colega acabou de me dizer que em Marechal Hermes, próximo à estação há outro túmulo com os restos mortais do referido Marechal. Bem, mas este eu não tenho certeza. De qualquer forma não estou certo de que em todos os lugares as pessoas tem a mesma relação para com os restos mortais de seus heróis. Há também o fato de que muitas pessoas talvez nem saibam que na central há os restos mortais do "pacificador".
Beijo

Rafael Mendes Júnior · Rio de Janeiro, RJ 29/1/2009 10:18
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Monique Florencio de Aguiar
 

Ah, muito legal! Então, não é tão incomum como os moradores de Cardoso acreditavam. Achavam que não tinha haver com a cultura brasileira e só existisse fora daqui. De minha parte quando cheguei lá, descobri o túmulo sozinha e fotografei como uma atração turística! Brigada, BJ.

Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ 29/1/2009 13:18
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sandra vi
 

Realmente interessante esse questionamento, história, memória, reconhecimento, identidade, cultura, todas palavras e questões sempre presentes em meu trabalho e por isso compartilho votos e elogios pra teu texto bella,
quantas vezes é impossível o tal do consenso... e até a estranheza entre concidadãos acaba sendo normal, né ...
por aqui fica sempre um questionamento sobre império e república, quem é descendente de alemães quem não é,
os corpos de D. Pedro II e D. Leopoldina, Princesa Isabel e Conde D'Eu estão bem ao lado da porta principal da Catedral e também são atração turística...
em Búzios um grupo quer promover um espaço de memória da história, natureza e arte da região, mas só porque gostam da brigitte bardot no meio da história, estão sendo massacrados, judieiro...
a parte da aparição no cemitério é de arrepiar de maravilhosa.... ui ... e se o comendador era assim festeiro devia estar adorando o freje da praça, rsrs

sandra vi · Petrópolis, RJ 31/1/2009 14:09
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Monique Florencio de Aguiar
 

Oi Sandra,
Pois é, o consenso é quase impossível sempre. Há disputas nos discursos, que muitas vezes, como é o caso em Cardoso, tem questões políticas de fundo. Para que retirar um túmulo que era uma homenagem? Grande parte dessa resposta está numa disputa política por poder, pq o político quer ser lembrado, deixar a sua marca e atrapalhar a carreira política do seu oponente. Ninguém questiona a importância do Cardozo, mas ‘quem’ deve ser lembrado por homenageá-lo. Uma obra fornece visibilidade política e a questão da memória da história se torna secundária para muitos. Importante notar como a identidade é ‘construída’ no contexto, mesmo com falas que prezam pela “autenticidade”. Obrigada pela opinião, elogio, e pela observação de iniciativas parecidas em Petrópolis.

Monique Florencio de Aguiar · Rio de Janeiro, RJ 31/1/2009 18:54
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Alexandre Cozendey
 

Gostaria apenas de esclarecer que a idéia de retirada do mausoléo da praça surgiu após eu conhecer um parente do Comendador Cardozo Moreira, e o mesmo colocar que quando houve a autorização do translado de Campos dos Goytacazes para Cardoso Moreira não foi comunicado que o mesmo seria instalado em uma praça, os parentes do então Comendador não comunicaram nada, mas não gostaram da idéia, pois acharam que o mesmo seria colocado na entrada do cemitério da cidade e não na praça como aconteceu. Devido a esta minha aproximação com o mesmo e do conhecimento deste descontentamento familiar, procurei o prefeito e o comuniquei ai o mesmo teve a iniciativa com o aval da família em retirar o mausoléo, levá-lo para o cemitério e construir um busto em homenagem ao mesmo, que ja encontra instalado na mesma praça em local mais visível e tambem onde há mais respeito, pois muitas vezes o mesmo serviu para bebados fazer suas necessidades (XIXI). Obrigado pelo espaço para esclarecimento, pela matéria sobre mina cidade e sucesso.

Alexandre Cozendey · Cardoso Moreira, RJ 24/6/2009 13:25
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