Uruguay, vizinhos ao sul

Marcelo Cabral
Verão na orla de Montevidéu. 20:30h da noite.
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Marcelo Cabral · Maceió, AL
30/3/2007 · 298 · 16
 

Localizado exatamente entre o Brasil e nossos principais rivais no futebol, está o país sede do Mercosul, a República Oriental do Uruguai.

Ou Uruguay, com “y”, em espanhol, a língua deles e da maior parte da América Latina. Um dos fatores entre tantos, da incrível distância cultural entre brasileiros e seus vizinhos de continente.

Nos dois meses em que estive neste pequeno e belo país, tentei conhecer um pouco a cultura do lugar, e também entender, mesmo que vagamente, como eles percebem a nossa cultura. Quais as impressões de um país vizinho sobre este gigante chamado Brasil?

Brasileiros compartilham muito com os uruguayos. A cultura do mate, ou chimarrão, que eles dividem com gaúchos do sul do Brasil e argentinos. O gosto pelo futebol (e até hoje eles cantam glórias de 1950 pra cima de nós). E claro, o churrasco, ou “parilla”, como eles chamam.

Em Montevidéu, o uruguayo descendente de vascos Guillermo Perez me explicou em portunhol a importância do “assado” no país. “Antes de nosotros construímos nostras casas, fazemos primeiro la parilla, después la casa” referindo-se ao que costumamos chamar de churrasqueira.

Apesar de contar com apenas 4% de negros na população total do Uruguay, a herança afro se faz presente. Uma das mais fortes expressões da cultura negra são os tambores de candombe. O ritmo típico é rápido e contagiante. Todo mundo batuca junto. “Ta ta ta / ta ta”. Aquilo fica martelando na cabeça.

E para nós brasileiros que nos achamos, além dos reis do ritmo, o país do carnaval, é bom lembrar que nossos vizinhos celebram o carnaval mais longo do mundo, são 40 dias de folia entre fevereiro e março.

...Folia?

Nem tanto, o carnaval lá é bem diferente, acontece em teatros chamados de “tablados”, onde se apresentam as murgas. São como musicais em um palco. Mistura artes cênicas, música coral, humor, acompanhado por violões e tambores. O conteúdo das murgas é todo baseado em sátira política e as roupas dos integrantes lembram pierrôs.

Em semelhança com o Brasil, as murgas, assim como as escolas de samba, mobilizam centenas de pessoas que colocam todo o sangue e suor naqueles grupos, esperando vencer a enorme competição que mexe com todo o país.

A capital, Montevidéu, é uma cidade cosmopolita e ainda assim tranqüila, com um milhão e meio de habitantes, nas margens do Rio da Prata (que mais parece um mar). A praia de Pocitos, na orla, é como uma Copacabana bem bacana, em vez de bossa nova, tango.

A foto de Carlos Gardel está em todo lugar, bar, mercearia, o homem parece santo. Uma estudante me disse que “os argentinos chamam Gardel de rioplatense, nunca de uruguayo”, acusando os vizinhos de roubarem seu famoso personagem.

Falando em música, o rock uruguayo teve um boom por lá desde a década de 90, com bandas como Buitres, La Trampa, Vinilo, entre outras. O vocalista do Vinilo, Coné, em uma rápida conversa depois de um show em Pocitos, me disse que nunca se apresentaram por aqui, “o Brasil não conhece nossos dois discos, mas queremos muito tocar lá e divulgar nosso trabalho”.

Brasileños, os yankees do sul

Viajando pelo belíssimo litoral do país, um dos lugares mais interessantes que conheci foi o Parque Nacional de Santa Teresa, onde está a Fortaleza de Santa Teresa, iniciada pelos portugueses em 1762 e finalizada pelos espanhóis.

Já bem próximo da fronteira com o Brasil, o parque tem 1.050 hectares de florestas a beira mar. Centenas de famílias e mochileiros acampam nas sombras das árvores durante o verão.

Conversei com as pessoas por ali, sobre o povo brasileiro e sua cultura. Percebi que transparecem um fascínio pela MPB, as novelas, o esporte, etc., mas também compartilham a opinião da corretora Andréia, de Montevidéu, que passa os feriados no parque com seu marido e filhos. Ela disse o seguinte: “Aqui a paz só é quebrada durante o carnaval, quando chegam os brasileiros. Fazem samba toda a madrugada, ninguém pode dormir. Entendo que é a cultura deles, mas este parque não é pra isso”.

Tentei explicar que o samba vai até mais tarde mesmo, quando juntam alguns “brasileños”. Principalmente, pelo amor de Deus, no carnaval!!!

Ela sorriu e não disse nada, e o silêncio foi a melhor resposta, quebrado pelo som da brisa nas árvores e o crepitar da fogueira que esquentava água pro mate.

Andréia tem razão! Os uruguayos vão ali pra ficar tranqüilos. Alguns brasileiros, principalmente em grupo, têm a mania de achar que nossa cultura nos legitima a fazer barulho, independente de qualquer contexto. Pior, acreditam dar um presente inestimável ao proporcionarem aquele sagrado samba, forró, axé, seja lá o que for para aqueles “gringos” (que só querem dormir tranqüilos).

Conversando com eles e outros vizinhos de continente, notei que, inadvertidamente, muitos brasileiros geram uma imagem lá fora bem parecida com o que nós mesmos costumamos atribuir aos norte-americanos aqui dentro. Também negativa e baseada em preconceito, existe essa noção generalizada de que os americanos se acham os melhores e não se importam em conhecer outros paises e culturas, fechados em uma redoma.

“Eles acham que a capital do Brasil é Buenos Aires”. Dizemos nós indignados.

Mas será que não fazemos a mesma coisa com nossos vizinhos latinos? Muitas vezes ouvi brasileiros confundirem Uruguai com Paraguai, e outros tantos dizem “tanto faz, é tudo a mesma coisa”.

Os brasileiros realmente são apaixonados e orgulhosos de sua cultura e suas paisagens. Exaltam as belezas e vantagens (?!) do país, acredito que no mais das vezes, sem má intenção. Mas vamos lá, vamos fazer o exercício sempre válido de nos colocar no lugar do outro.

Imagine um americano visitando o Brasil, discursando exagerada e continuamente, o quanto eles são bons, como são ricos, como sua cultura é o máximo. Sem demonstrar muito interesse pelo outro estrangeiro. “Exalando”, como se diz. Meio chato não?

Nunca tinha percebido essa imagem do brasileiro, até conhecer um pouco este vizinho ao sul e me deparar com meus próprios preconceitos acerca deles. Da América Latina em geral. Não fazia idéia sobre quase nada daquele país tão próximo. Reconheço minha ignorância.

O Brasil está muito distante da América Latina que não aparece nas produções da TV norte-americana, que dita o senso comum por aqui, ou seja, Shakira, e a morena do seriado “Desperate housewives”. Estamos distantes lingüística e geograficamente, as maiores concentrações populacionais do Brasil acontecem na costa do Oceano Atlântico, longe das fronteiras com países como Bolívia e Colômbia ao oeste.

Diferente do que ocorre no interior do país, como o Mato Grosso do Sul, por exemplo, que parece possuir laços tão estreitos com o Paraguai quanto com o resto do Brasil, como vemos neste texto. O compositor de Campo Grande, Geraldo Roca, disse em entrevista ao Overmundo que “O brasileiro do interior é muito mais parecido com um mexicano do que com um carioca ou um habitante de Salvador”.

Minha viagem pelo país vizinho terminou na cidade-fronteira do Chuí, como chama do nosso lado. No lado deles, Chuy. A avenida que corta a cidade em dois dois povos, duas línguas, parece um limite irreal, uma convenção absurda. Naquele lugar, depois dos dois meses do outro lado, compreendia “mucho” mais o falar dos uruguayos que o portunhol de fronteira indescritível daqueles distantes gaúchos do Rio Grande.

Aprendi muito sobre o Brasil visitando o Uruguay. Temos muitas heranças culturais em comum com nossos hermanos de toda a América Latina. Questões como a geografia e a língua, bem como os estereótipos e generalizações da indústria cultural não deveriam nos afastar tanto de escutar um rock do Uruguai, ver um filme chileno, ou conhecer a música típica da Venezuela.

Agora, vou ler um gibi do índio Patoruzú, o cacique da patagônia argentina, para praticar o espanhol. Aliás, como será que anda o ensino desta língua nas escolas do Brasil pós-Mercosul?

Para baixar: mp3 de candombe e murga.

Links de vídeos do rock uruguayo no Youtube:

Buitres "Después de la una" - Siglo XX Cambalache – Ao vivo
Vinilo Pilsen Rock 2006 – Ao vivo
Vinilo – Plutonia – Clipe
Vinilo - Ya no creo - Clipe
La Trampa - Maldicion
Trotsky Vengaran – Historias sin terminar – Clipe

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Guto Mello
 

Belo artigo gostei !!!

Guto Mello · Niterói, RJ 29/3/2007 23:41
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Roberto Maxwell
 

Excelente e inteligente olhar sobre o comportamento dos brasileiros fora do Brasil. Naturalmente, somos poucos os que temos a oportunidade de nos olhar de fora e, por isso, poucos os que temos oportunidade de nos criticar dessa forma.

Roberto Maxwell · Japão , WW 31/3/2007 11:56
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Felipe Obrer
 

Marcelo. Surpresa pra mim achar essa matéria tua sobre o Uruguay. Conto os porquês:

- Sou filho de pai e mãe uruguaios (tenho inclusive dupla nacionalidade, por filiação).
- Nasci na fronteira, do lado brasileiro (Santana do Livramento, RS), mas saí da maternidade e já fui direto pra Rivera (lado uruguaio). Morei lá até os dez anos de idade. Minha alfabetização aconteceu primeiro em español, só depois fui aprender português (lendo revistas em quadrinhos, no início).
- Comi muito asado, fui a algumas parrilladas, ouvi muito candombe na infância, na minha casa se tomava mate e se consumiam muito leite e derivados (a indústria de latcínios é uma das principais no Uruguay, que tem uma cultura pecuarista forte, há até quem diga que tem mais gado do que gente).

Faz uns três ou quatro anos (já crescido), fui visitar a tierrita, e descobri mais de perto o carnaval. Nem foi no berço do candombe, Montevidéu (ciudad vieja), mas em Salto (a terceira ou quarta cidade em importäncia no Uruguai). Lá, acabei preferindo passar meus dias de férias mais em companhia dos murgueros e tambores do que com a minha família. Foi muito legal, tenho até hoje o projeto de um dia voltar e fazer um documentário sobre o carnaval uruguaio. É mesmo uma realidade que os brasileiros conhecem pouco ou desconhecem por completo.

Bom... se eu continuar, tenho memórias de sobra.
Só queria dizer mesmo que foi muito bom ler teu texto, reencontrar de algum jeito as minhas raízes.

Abraço!

P.S.: vou conferir os links pra matar as saudades.

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 31/3/2007 12:37
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Marcelo V.
 

1) Uma amiga que estudou com um uruguaio na Itália me disse que ele, quando encontrava um brasileiro, só falava em duas coisas: Cisplatina e Maracanã-50. O engraçado é que justamente o fato mais importante é o menos conhecido por aqui, nossa própria História "jogou para escanteio" a história da independêndia do Uruguai (talvez por ser mais uma derrota?).

2) A imagem dos brasileiros no exterior é justamente esta, a de arrogantes autocentrados. Mas tive noção disto morando não num país latino-americano, mas nos EUA. E não era sem cabimento: os brasileiros (engraçado eu falar como se estivesse de fora _mas, de certa forma, eu estava) lá gostavam bastante de se isolar em grupinhos de brasileiros, só queriam falar em português e viviam se gabando de serem os mais populares ou os mais "espertos" (no sentido de descolarem pechinchas ou passar alguém para trás ou burlar alguma regra _em tese, esta era a "elite" do nosso país, a imensa maioria estava lá bancados pelos pais para fazer MBA). Aconteceu coisa semelhante no Orkut: após a popularização do site por aqui, as comunidades (antigamente produtivas, que realmente serviam como espaço de debate _hoje estão relegadas a meros "buttoms" virtuais) internacionais sentiram esta arrogância ao serem bombardeadas com o português, o que excluía todos os estrangeiros que queriam participar das discussões. Falta de educação ou de sensibilidade?

3) O Jô Soares tinha um personagem que morava exatamente na fronteira entre Brasil e Uruguai; sua casa era recortada ao meio, e quando ele precisava ir de um lado a outro, trocava de idioma e tinha que apresentar passaporte para um oficial.

Marcelo V. · São Paulo, SP 31/3/2007 14:42
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Luciano Sá
 

Passei a entender a beleza do Uruguai, depois que li o livro "Pequod", do escritor e compositor pelotense Vitor Ramil, cujo pai era uruguaio e o levava para passear de carro na capital uruguaia, Montevidéu. Quer dizer, ele e o personagem infantil do livro se confundem.

Luciano Sá · Fortaleza, CE 31/3/2007 16:19
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Edna Queiroz
 



Marcelo,
Todos os brasileiros deveriam ler a sua matéria. Infelizmente o nosso espelho está embaçado e não reflete quem somos e o que fazemos. As lentes nos olhos só permitem ver com mais nitidez os continentes distantes. Arrogância, há de sobra. Enquanto isto, perdemos muito pela falta de relacionamento com os nossos vizinhos.

Fantástica a sua opinião em "Alguns brasileiros, principalmente em grupo, têm a mania de achar que nossa cultura nos legitima a fazer barulho, independente de qualquer contexto...". Às vezes a falta de respeito chega às raias do absurdo. Certa vez , eu estava na longa fila para visitação da Estátua da Liberdade (EUA). Chegou um grupo de rapazes brasileiros (mais ou menos 9 adultos!!!), fazendo muito barulho, quebrando a harmonia do local. Fiquei com vergonha e fiquei em silêncio, não me identificando como brasileira. Eles se sentiam à vontade porque ninguém, assim supunham, não entenderia o idioma deles e, desta forma, "zoavam" todo o mundo. O que falavam, a maneira como se referiam a às pessoas, poderia dar sérios problemas se realmente a alguém entendesse a baixaria. Sorte deles. Em um dado momento, resolvi tirar uma foto de algo interessante, quando um deles, olhando a minha máquina falou: -"olha só a máquina dela, se ainda soubesse fotografar!". Imediantamente respondi: - "Pior é que sei, olhando séria para eles (comigo pegaram leve). Eles ficaram tão sem graça, que a partir dali pararam com as vulgaridades. Um deles falou para os demais, que ainda iriam se dar mal. Perguntei de onde eram e trocamos poucas palavras. Optei por ficar em silêncio, porque a algazarra continuou. Infelizmente estes não são fatos isolados.
Parabéns pelo artigo.

Edna Queiroz · Rio de Janeiro, RJ 1/4/2007 08:35
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Guilherme Mattoso
 

ótimo texto! é uma pena que sejamos tão distantes e mtas vezes deixamos de conhecer punta del este pra ir pra miami...

Guilherme Mattoso · Niterói, RJ 1/4/2007 09:54
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Felipe Obrer
 

Guilherme, Punta del Este é a parte do Uruguai que mais se assemelha (com as diferenças que existem) a Miamii. Se for pra conhecer um lugar diferente mesmo, vale visitar a chamada Costa de Oro, que fica no trajeto entre Montevidéu e Chuy, no departamento de Canelones.
Nada contra, mas Punta é uma parte do Uruguai que está cheia de cassinos, hotéis e empreendimentos turísticos em geral. O interior rural(chamado campaña, embora não tenha praia, oferece contato com a cultura dos gauchos, bem peculiar. Também vale conhecer, na capital, Montevidéu, a chamada Ciudad Vieja, onde se concentra a comunidade afro-descendente, e no carnaval acontecem as chamadas do candombe, citadas na matéria.
Abraço!

Felipe Obrer · Florianópolis, SC 1/4/2007 13:32
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João Miguel
 

Adorei saber de tudo isso! Muito, muito interessante. Do cone sul, o Uruguai é o país que mais me fascina. Buenos Aires parece ótima, mas Montevidéu tem algo a mais comigo. Só tenho a agradecer por me passar tantas informações interessantes sobre o país e as pessoas.

João Miguel · Fortaleza, CE 1/4/2007 17:01
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Titina
 

Concordo em tudo. Fui ao Chile e tive essa mesma sensação. Me olho e olho nossa nação com outros olhos agora. É incrível e repugnante a reação dos brasileiros com os países latinoamericanos. Isso é coisa de nação mal educada. Me surpreendi com uma sudamérica fervendo, com artistas incríveis, com músicos maravilhosos e com uma musicalidade especial. Acho que a gente devia mesmo levar nossos vizinhos mais a sério e deixar de olhar só pra o umbigo. Egocêntrismo gera ignorância.

Titina · Acari, RN 1/4/2007 17:50
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achr
 

Gostei muito do seu texto! Me faz lembrar minhas "vacaciones".
Concordo que alguns brasileiros não dão o devido valor a cultura latino americana e nem a brasileira, preferem o enlatado norte americano e europeu, menosprezando por ignorância a cultura popular. Habitantes de cidades e estados que fazem fronteira com estes países normalmente tem maior contato com essas culturas... e a um intercâmbio interessante. Um vai-e-vem de artistas. Já o que me encanta no Uruguai, além da cultura, paisagens e praias, são o seu povo, sua gente muito educada e prestativa.
abraço a todos

achr · Porto Alegre, RS 1/4/2007 19:37
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bucadantas
 

textos como esse nos aproximam. essa é a função que devemos assumir não só como latinoamericanos, mas mundiais...parabéns ao Marcos. façamos o mesmo!

bucadantas · Natal, RN 2/4/2007 13:29
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bucadantas
 

Ops..o autor é Marcelo..

bucadantas · Natal, RN 2/4/2007 13:32
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Marcelo Cabral
 

Obrigado pessoal.
Mais sobre a história dos vizinhos.
...y bueno, me encanta el Uruguai.
Abraços a todos.

Marcelo Cabral · Maceió, AL 4/4/2007 13:42
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Marcelo Cabral
 

Ah! Vocês precisam ver isso! Vídeo no Youtube que mostra uma visão futurista de Montevidéu. um passeio divertido por alguns dos principais pontos do cidade.

Marcelo Cabral · Maceió, AL 4/4/2007 19:18
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Marcelo Cabral
 

O link acima não está funcionando, clique aqui.

Marcelo Cabral · Maceió, AL 4/4/2007 19:22
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A parrilla é feita com lenha. “Carvon no”, eles dizem. zoom
A parrilla é feita com lenha. “Carvon no”, eles dizem.
As chamadas de candombe nas ruas da cidade. zoom
As chamadas de candombe nas ruas da cidade.
Ensaio de uma murga (sem indumentária), antes carnaval. zoom
Ensaio de uma murga (sem indumentária), antes carnaval.
Vinilo ao vivo na praia de Pocitos zoom
Vinilo ao vivo na praia de Pocitos
Forte de Santa Teresa, quase na divisa com o Brasil. zoom
Forte de Santa Teresa, quase na divisa com o Brasil.
À esquerda, Chuí. À direita, Chuy. zoom
À esquerda, Chuí. À direita, Chuy.

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