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Vá de retro capataz!

Divulgação
Begê do Cartaz do documentário Justiça
1
Juliaura · Porto Alegre, RS
28/3/2008 · 158 · 13
 

Maria Augusta Ramos, se vocês não tão lembradas, dá licença de contar. É uma senhora indignada com injustiça onde ela exista. Por isso documenta sessões nada especiais de justiça, pelo que já ganhou prêmios até internacionais: 'Grand Prix' no Festival Visions du Reel, Nyon, Suiça e o 'Grand Prize' no Festival Internacional de Documentário de Taiwan
( ...
- Ih! E agora que a oposição ganhou lá, divindades das moedas universais...
- Tá, tá, isso é outro assunto eu sei, nem é da cultura, é da política, mas política é cultura,
- mas não é do Brasil nem de brasilero fora daqui...
- mas é do Planeta...
- Chega de encher linguiça!
- Tá, tá... deixa assim, tá!
... )


Maria Augusta é autora de um documentário, que chamou extamente de Justiça . Trágico, dramático, sofrido. Um retrato da humilhação das pessoas pobres às barras de tribunais nossos, essa vetusta instituição, como diz minha avó.

Diz mais do trabalho de Maria Augusta a professora Glória Reis, que também prova o amargo remédio da coisa medonha essa por denunciar condições desumanas em cárceres da cidade dela e do país:

- ... uma das cenas mais tristes e revoltantes no documentário Justiça, de Maria Augusta Ramos, que recebeu inúmeros prêmios em festivais internacionais, desde 2004, quando foi lançado.
Alan... é asmático e pesa 38 quilos. É acusado de tráfico de drogas. Ao se sentar diante do juiz para ser interrogado, coloca as mãos para baixo.
"As mãos têm de estar em cima da mesa.", diz o juiz.

Inacreditável que eles tenham regras até para a posição das mãos e que o juiz se incomode com as mãos do menino magérrimo, mas não diz nada quando os réus interrogados, durante o documentário, relatam que foram espancados pela polícia no ato da prisão.

Num outro interrogatório, o réu está numa cadeira de rodas, as pernas são atrofiadas. Acusação: ter pulado o muro para cometer um crime qualquer. O juiz não dá a mínima atenção quando o réu diz "como é possível eu ter pulado o muro na minha condição?".

- Você já estava assim quando a polícia te prendeu?, pergunta o juiz. O pobre infeliz responde que sim e pede ao juiz que o transfira para um lugar compatível com a sua deficiência física.

É inacreditável, mas o juiz responde:
- Eu preciso que um médico dê um atestado, procure um médico. Eu não posso fazer nada.


Ah! Onde estais deusas minhas, onde estais que não acodem?

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dudavalle
 

Esse documentário não é bom é excelente, na verdade um aprofundamento de Noticias de uma guerra particular de João Moreira Salles.
http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=944

Agora tem um novo dela em cartaz:
http://www.revistacinetica.com.br/juizo.htm

dudavalle · Rio de Janeiro, RJ 25/3/2008 14:39
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Juliaura
 

Gratíssima, Dudavalle.
Enricas este singelo postinho de apenas apresentação de parte da produção excelente mesmo da querida Maria Augusta. Estou a dever mais a ela. Muito mais, que ainda não consegui fazer, aqui dos meus chinelinhos.
És um anjo bonzinho.
Beijin.

Juliaura · Porto Alegre, RS 25/3/2008 18:12
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crispinga
 

Impressionante foi aquela menina que disse preferir a prisão do que voltar para casa, sob os olhos assustados da mãe.
beijos, Juli

crispinga · Nova Friburgo, RJ 27/3/2008 11:48
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clara arruda
 

Gostaria muito de ver esse documentário.
valeu minha busca por esse site.parabéns.

clara arruda · Rio de Janeiro, RJ 27/3/2008 20:36
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LAILTON ARAÚJO
 


JULIAURA!


Não conheço "Maria Augusta Ramos". O documentário apresentado despertou muita curiosidade neste nordestino migrante, morador da metrópole paulistana, e que vê todos os dias muitas injustiças. Sinto que a comentada justiça "pende" para o lado mais “abastado”. Não posso afirmar que exista desigualdade e que o lado mais forte sempre seja o vencedor. É contra a lei tal afirmação! Não quero ser julgado e fazer parte do grupo dos injustiçados.

O que é um juiz? É um homem comum? É um servidor público? É pago com o dinheiro do povo? Qual o motivo de um juiz não questionar a própria lei? As leis não foram feitas por homens? Os homens não erram? Se os homens erram, as leis podem estar erradas! Se um juiz estuda para não cometer erros e supõe-se, que ele lê e é capacitado para saber interpretar as leis... O comentado juiz deve saber pensar e observar cada caso! Se ele pensa, ele deve entender que nem tudo o que está escrito pode ser interpretado ou cumprido na forma da lei! Esse é o principal problema do Brasil. O Poder Judiciário é cego ou se faz de cego! Alguns juízes pensam que são deuses! Deus nos acuda!

Parabéns por seu texto informativo e social!

Beijão!

Lailton Araújo

LAILTON ARAÚJO · São Paulo, SP 28/3/2008 00:42
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Kais Ismail
 

Juliaura,

Do jeito que a coisa está, só estes tipos de trabalho para melhorar.

Parabéns!

Kais Ismail · Porto Alegre, RS 28/3/2008 07:43
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Xuca Munhoz
 

Ótima publicação.
Ótima pela exposição de fatos que sabemos uma mínina parte através de pequenos noticiários. A maior delas nem sequer imaginamos.
Terrível sofrimento e absurdo abuso.
Parabéns!!
beijos

Xuca Munhoz · São Paulo, SP 28/3/2008 08:21
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W@nder
 

"Justiça", uma palavra tão perseguida e cada vez mais distante...
Beleza, Ju.
Bjs.

W@nder · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2008 08:25
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Spírito Santo
 

Juli,
Tô de olho, doido pra ver o filme. Conheço esta garotada de trabalhar com ela, as vezes. Teve um dia que, ao terminar uma aula com uns 12 adolescentes destes, o diretor da 'escola' pediu liçença e perguntou a 'turma' se alguém havia visto um menino que havia sido trazido para o 'sistema', indevidamente (teria apenas 8 anos). Pensei comigo: se um menino de 8 anos é trazido para cá por um camburão e ninguém sabe ninguém viu, nem o próprio diretor, o que se pode esperar para os demais meninos?
Já li outra matéria sobre o inusitado e agudo enfoque da Maria Augusta, raridade à nossa volta.
O Brasil fede

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 28/3/2008 12:19
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Sérgio Franck
 

Juli, acho o documentário uma ótima ferramenta para denunciar mazelas e apontar soluções possíveis para as desigualdades sociais.

Parabéns!

bjo.

Sérgio Franck · Belo Horizonte, MG 28/3/2008 12:51
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Andre Pessego
 

Só posso dizer que vou procurar, vasculhar. Infelizmente, e ai o infelizmene é verdadeiro, o "diabo do pirata", não vende, não dá dinheiro. O povo não sabe. Não conhece Justiça, não ouviu flar de Maria Augusta. E rola a pedra morro abaixo.
Juli, um abraço,
andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 28/3/2008 19:40
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Juliaura
 

Agradeço de coração as presenças e os comentários.

Juliaura · Porto Alegre, RS 30/3/2008 21:23
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