Vagabundo, não! Trabalhador de rua!

Marcelo Labes
Esta era a praça para onde queriam mandar Dona Ana, Berê, Bianca. Cheia de vazio
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Labes, Marcelo · Blumenau, SC
16/11/2007 · 117 · 5
 

Em Blumenau, as calçadas às vezes ficam pequenas demais. Não para os transeuntes, que estes se caminham tranquilamente. Mas para um pequeno crescente grupo de artesãos, que precisam da calçada para vender seus produtos (e pagar aluguel, água, luz etc.), que precisam da calçada, portanto, para sobreviver, o espaço entre os prédios e a sarjeta fica muito pequeno. Não se trata, como poderemos ver, de problema de tráfego.

A respeito da produção artesanal ligada diretamente às raízes de Blumenau, nela poderemos encontrar peças interessantes para utilização diária (como panos de louça pintados a mão e com enfeites de crochê e direcionados à decoração, tal como as bonecas de pano vestidas em trajes típicos alemães). Como os produtores e expositores desse tipo de artesanato não têm maiores problemas referente à sua institucionalização, optei por não citá-los, o que me permitiu entrar mais a fundo na questão do pessoal da Rua 7 de setembro.

O COURO DE DONA ANA

Quem primeiro fala a respeito do seu trabalho é Dona Ana. Não há quem não conheça a senhora que vende artefatos de couro: há 25 anos Dona Ana ocupa espaços do centro da cidade de Blumenau vendendo cintas, sandálias e chinelos. Leitora voraz de revistas científicas e de informação (pois, como ela diz, “romance é fraco pra mim”), a simpática senhora de 58 anos trabalha dia após dia, sem cansar. Desta forma, criou três filhas e se mantém, ainda hoje, apesar do cansaço que o tempo impõe.

Para produzir as peças em couro e ferro, Dona Ana conta com a ajuda de seu esposo, Seu Jorge, 63 anos, que aprendeu a cortar e montar o couro com a mãe. Assim, enquanto Dona Ana vende suas peças na calçada da Rua 7 de Setembro, sem dúvida a via mais movimentada da cidade, Seu Jorge continua produzindo em sua casa, distante 12 quilômetros do centro.

Quando pergunto a respeito da situação dos artesãos da cidade hoje, Dona Ana volta no tempo, pelo menos uns vinte anos, e comenta as mudanças de prefeito, as mudanças de partidos políticos e nos mostra que é ali que reside o primeiro problema do artesão que resolve expor nas ruas de Blumenau.

O último grande levante municipal contra os artesãos se deu em 2005, quando da posse do atual prefeito da cidade. Como sempre acontece (e a resposta virá somente mais tarde para esse fenômeno), a prefeitura municipal se põe a “limpar as ruas da cidade”, procurando limpar da paisagem tudo quanto não seja — ou pareça — de fato turístico. Nessa ocasião, os fiscais da prefeitura exigiram a retirada de todos os artesãos do centro da cidade. Quem não saiu por bem, foi retirado pela polícia.

Exigindo uma solução, os artesãos apelaram também para a força política (no caso, ao partido da oposição) e exigiram que se fizesse algo. Foi que veio a proposta: os trabalhadores manuais poderiam ocupar a Praça Doutor Blumenau, no início da Rua XV de Novembro. Até aí, tudo bem. No entanto, dificilmente o movimento na Praça Doutor Blumenau pode ser comparado ao movimento da Rua 7. E “o vento forte que sopra à margem do Rio Itajaí não deixa nada no lugar, fica revirando as coisas”, explica Dona Ana. Se tivesse pelo menos movimento, certamente que o vento não seria problema.

Foi essa mesma Dona Ana, a senhora dos couros, quem procurou pelo prefeito eleito e exigiu que algo fosse feito pelos artesãos da cidade. Disse a ele que seu pai foi a única pessoa que prometeu e cumpriu o prometido quando ela havia precisado dele. O pai do prefeito, também político, foi quem deu jeito no caso dos camelôs da Rua 7 (que nem Dona Ana nem eu lembramos quando aconteceu, mas foi pelos idos de 1990) que ocupavam parte ínfima do terreno de um colégio católico e estavam sendo expulsos pelas freiras. O pai do prefeito conseguiu, na época, mais dois anos de estabilidade para os camelôs. E foi neste dia, falando de compromissos e exigindo atenção, que Dona Ana — acompanhada pela intercessão pública — conseguiu que os trabalhadores manuais voltassem a ocupar o centro da cidade.

A conversa com Dona Ana vai longe. Enquanto observa os transeuntes, conta do seu tempo de trabalho na roça, dos vinte anos de empregada doméstica, do ano em que vendeu coleções de livros e do início do seu trabalho com couro. Na ocasião, me mostra a carteirinha que emitida pela prefeitura em 1982, quando passou a ocupar o centro da cidade. É estranho que o mesmo poder que permitiu, mediante apresentação de documentos, o espaço para Dona Ana trabalhar tenha querido tirá-la da rua. Além do mais, ela paga alvará pelo espaço que sua barraca ocupa, cerca de R$170,00 por ano. Situação política.

AS SEMENTES DE BERÊ, AS LINHAS DE BIANCA

Mais adiante, na mesma calçada, encontro Berê. Esta porto-alegrense de 48 ano está há 31 anos criando e expondo nas ruas. Conheci-a através de um amigo e, na ocasião, fiquei de lhe levar sementes de abacate. Figura simpática, Berê deixou de ser hippie há muito tempo, mas ainda guarda sua porção de liberdade. É o que a mantém produzindo colares, pulseiras e outros artefatos com sementes. “Se o cara não ganhar bem, vira o pior inimigo do patrão. Aqui, a gente é o nosso patrão: se não quiser vir, não vem; mas também não ganha por isso.”

Há quatro anos em Blumenau, a porto-alegrense comenta que a situação dos trabalhadores de rua é melhor no mandato do atual prefeito: “Antes, os caras incomodavam muito mais”. Agora, depois do baque em 2005, a situação é tranqüila. Acontece, comenta Berê, que falta unificação na classe e as associações de artesãos que surgem são minadas de politicagem. Além do mais, de uns tempos pra cá, começaram a surgir pessoas mal-intencionadas nas associações. Quer dizer: enquanto alguns trabalhadores produzem seu próprio material, outros “exportam” produtos e não sabem nada de artesanato.

Como Dona Ana, Berê começou a trabalhar em Porto Alegre com couro — produto abundante, principalmente no Vale dos Sinos — com a irmã e o cunhado. Passou muito tempo nas ruas de Porto Alegre, principalmente na Rua da Praia, antes de sair pelo Brasil montando sementes. Pergunto como aprendeu a fazer seu trabalho. “Olhando os outros fazer”, ela me responde. O que fica claro, no caso dessas pessoas que trabalham na rua, é um apoio mútuo que não sofre os problemas da institucionalização. Ao se referir às associações de artistas alternativos que surgem na cidade, Berê aponta como problema o fato de que, numa associação, o que se quer é agregar pessoas. No entanto, nem todos lucram. Ou seja: alguns poucos têm benefícios do que deveria ser de todos. Mas não falamos de cooperativa, e sim de associação, da qual Berê prefere se abster. Para ela, o melhor é satisfação que o trabalho lhe dá de poder deixar alguém bonito com algo que saiu de suas mãos. E ela conta que não são poucos os seus trabalhos com sementes que rodam o mundo (alguns já foram para a Noruega e para a Islândia), o que lhe enche de orgulho.

Berê complementa a importância do artesão relembrando tempos imperiais, quando o artesão fazia parte da corte real. “Se o rei queria, sei lá, uma roupa, uma jóia, uma porta, ele ia atrás do artesão”. Claro que a generalização é notável, mas é a forma de quem ama o que faz expressar a importância que tem seu trabalho. Berê cuida muito das mãos, tem pavor de machucá-las. É certo: é dali que sai o seu sustento.

Ao lado de Berê está Bianca. Com 20 anos, ela me surpreende quando pergunto quanto tempo ela está na rua fazendo trabalhos manuais: “Desde que me conheço por gente”. Do Maranhão, Bianca passou por quase todos os estados do Brasil, menos um, que ela conheceu não faz um mês: o Rio Grande do Sul.

Bianca trabalha com metal e linhas e aponta um problema seriíssimo do seu trabalho na rua. Além do fato de perceber que todo o trabalhador ali é visto como marginal, maloqueiro, drogado e beberrão, existe o fato de sentar no chão e expor humildemente seu trabalho. Quanto ao problema, é o seguinte: “Vem aqui dona de loja, compra uma peça minha por R$20,00 e vai vender no shopping a R$79,00. Acontece que no shopping é bonito comprar e aqui o pessoal não gosta, entende?”

Ao tocar no assunto dos problemas que tiveram com a prefeitura, Bianca dá uma informação muito importante e triste e que responde à questão de um fenômeno de origem desconhecida, que disse lá em cima: apesar dos tempos de calmaria, durante a Oktoberfest os artistas foram novamente ameaçados de serem expulsos das ruas da cidade. Bianca complementa dizendo que caminhava rumo ao Parque Vila Germânica (que é onde oficialmente acontece a festa) com o seu material embaixo do braço quando cruzou com uma menina krishna que vendia livros. Conversando (o material ainda embaixo do braço), as duas foram abordadas por um fiscal da prefeitura, que lhes disse que não poderiam ficar ali, que ali não era lugar delas etc. e tal, e obrigou-as a sair de perto do parque, sob a promessa de que chamaria a polícia.

O PODER PÚBLICO E SEU CONTEXTO

E agora eu faço uma ponte de reflexão e pergunto: por que diabos se insiste em esconder os trabalhadores de rua de Blumenau? Por que os artesãos alternativos são um problema? E por que, afinal, depois de quase dois anos de tranqüilidade, se foi incomodá-los novamente, em função da Oktoberfest, que é o maior evento turístico da cidade?

Então, entramos em subjetivismos. “Politicália”, como diz Bianca. Acontece que estes trabalhadores honestos são marginalizados pela condição que ocupam (trabalhadores de rua) e pelo espaço que ocupam (a rua) muito menos do que pela arte que produzem. Vale lembrar que muitas peças são compradas ali, na calçada da Rua 7 e revendidas a um preço quatro vezes maior em algumas lojas do shopping, que é ali do lado.

Então vejamos: estas trabalhadoras de rua vivem do que produzem e vendem. Pagam água, luz, aluguel, IPTU. Não pagam tarifas para outros municípios, embora tenham vindo de lugares diversos. Gastam o que ganham em Blumenau, para Blumenau. O dinheiro não vai para outro lugar, fica aqui. Então, podemos crer que o problema não é econômico-financeiro. O problema é a vitrine.

É bem verdade que a Prefeitura Municipal, através da Fundação Cultural de Blumenau, tenta criar um vínculo institucional com os artesãos alternativos. Depois do fiasco de tentar determiná-los à Praça Doutor Blumenau, a FCB passou a acompanhar os trabalhadores de rua e tenta auxiliá-los, convidando-os para feiras de artesanato e eventos municipais onde o artesanato caiba como produto. De certa forma, criar um vínculo pode ser um bom caminho. “Mas o convite, a correspondência, nem sempre chega à nossa casa”, diz Dona Ana. E para ser convidado pela Prefeitura, é preciso que o artesão tenha vínculo com alguma associação de artesãos alternativos, mas nem isso é garantia de espaço. O melhor negócio continua sendo a rua.

Com seus painéis, os expositores de artesanato não ocupam 1/6 da calçada. Talvez 1/5. De tráfego é que o problema não é. O fato de a cada nova posse de prefeito os trabalhadores de rua enfrentar os mesmos problemas com a fiscalização indica que o problema é mesmo ideológico. Podemos mesmo pensar se tratar de uma questão turística: numa cidade européia, fica feio ter gente sentada na calçada, parecendo hippie (ou mesmo sendo) e vendendo ali artefatos coloridos, de sementes, de linha, de couro e metal.

Feio é não dar atenção a estes dignos trabalhadores. Feio é não sentar com Dona Ana e passar hora e meia conversando, sentar e conversar com Berê e Bianca e ouvir histórias engraçadas e tristes que elas têm pra contar do trabalho que executam dia após dia. E feio não é fingir que essa gente não existe: é tentar escondê-la, a qualquer custo, com medo de que enfeiem a cidade. O problema, o grande problema para a vitrine, é que as trabalhadoras com quem conversei fazem parte do centro da cidade, o tornam mais humano, mais belo e não conseguiriam deixá-lo (também nem podem, já que tiram o sustento dali).

Dona Ana, enquanto conversávamos, falou dos outros pontos que ocupou e comemorou o atual, onde tem abrigo da chuva. Quando ela me disse: “Eu amo isso aqui!” eu compreendi, afinal, do que se tratava todo o trabalho dela. E também o trabalho da Berê, da Bianca e de todos os outros artesãos que vendem suas peças pelas ruas de Blumenau. É uma questão de amor. De sobrevivência, também, mas sobretudo de amor.

A QUALIDADE DOS PRODUTOS APRESENTADOS

Como diz Berê, tem muita gente vendendo produtos que não são, de fato, artesanais. Há pessoas que compram peças em lojas de bijuteria, as montam com o fio de nylon e passam a revendê-las como artesanais. Elas são artesanais, é verdade, mas algo as distancia dos produtos que eu pude ver enquanto visitava a rua 7 de Setembro.

Berê trabalha com sementes. Para montar uma peça com sementes de abacate, são pelo menos duas semanas de preparação, mais o tempo de montagem da peça. Acontece que, primeiro, são necessárias sementes. Depois, a semente tem que tomar sol, secar... E como as sementes do abacateiro são grandes, isso pode levar tempo. Depois é preciso cortá-la, deixar novamente secar, perfurar cada quadradinho e lá no final, por último, montar a peça. Toda a preparação do material que Berê se dispõe a fazer — e essa é a crítica dela — quem compra peças prontas não faz.

Além do mais, é preciso entender de sementes e ser uma boa negociadora: é importante saber trocar sementes por penas, sementes por sementes. Além de coletar boa parte do seu material, Berê ainda precisa negociar cores e formas (de sementes) com pessoas que fazem o mesmo trabalho que ela.

Bianca trabalha com linhas, montando adereços vertiginosos. Mas saber como colocar a linha na estrutura de metal, não basta. Isso porque a estrutura de ferro não vem pronta. E o que leva mais tempo para fazer, que machuca as mãos (as mãos!) e serve de base para as linhas coloridas que a Bianca utiliza, quem monta é a própria Bianca. Eu não saberia descrever exatamente do que se trata, por isso decidi colocar ali em cima a foto do trabalho da Bianca. Nesse caso, a imagem vale bem mais do que as palavras.

Já Dona Ana, explicando sobre como tornou-se artesã, fala sobre o trabalho do marido, Seu Jorge, que um dia viu a mãe cortando couro e pensou que poderia trabalhar com isso: “Ela marcava o couro com caneta quando ia cortar. Daí, quando a pessoa ia usar a peça, manchava a roupa com a tinta”. Se parece pouco para demonstrar a qualidade dos produtos (que além de belos são confortáveis) de Dona Ana, eu volto à Berê quando ela diz que “aprender, qualquer um aprende, é só observar como faz; mas pra montar artesanato precisa de imaginação, de dedicação. É um trabalho mesmo!”


AFINAL: ARTESANATO?

Conversando com o sociólogo e amigo Márcio Cubiak a respeito do que estava me propondo a escrever, obtive informações importantes que foram muito elucidativas para a construção deste texto.

A primeira questão refere-se à arte popular. Arte popular ou artesanato popular diz respeito à produção voltada para a cultura local. Em Blumenau, portanto, faria parte desse rol de produção artesanal a confecção de bonecas de pano vestidas em trajes típicos alemães, por exemplo.

Depois, o próprio tema “artesanato” é muito amplo. Vale lembrar como exemplo os carros Rolls-Royce, produzidos manualmente, ou seja, artesanalmente, de modo que cada exemplar da marca é único. Sendo assim, é preciso direcionar a expectativa do leitor para os artesãos que, por aqui, foram denominados “artesãos alternativos”. Eles fazem, em sua grande maioria, artesanato informal — de muita qualidade, fique claro — e não ocupam, normalmente, espaços oficiais.

Sendo assim, entrevistei algumas pessoas que podem resumir, de certo modo, a situação dos trabalhadores de rua de Blumenau que lidam com artesanato. Também é preciso ressaltar que não se tratam de camelôs, embora os haja em Blumenau. Hoje, os camelôs da cidade são institucionalizados e é bem difícil tornar-se um, uma vez que para tornar-se camelô é preciso comprar um ponto num dos camelódromos da cidade, o que pode custar (e custa mesmo) bem caro.

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drigo
 

Gostei muito do que escreveu sobre o trabalho artesanal. Este é um ponto vital da cultura regional do país e não pode ser desmerecido. Ainda bem que existem pessoas que pensam como você. Um bom caminho seria isentá-los de taxas, justamente por comercializarem um produto que leva consigo a bandeira da cultura local. É uma situação política complicada, pois não se pode tratar grupos de "comerciantes" de forma diferenciada. Um amigo artesão fica sempre triste quando tem de preencher algum formulário na internet, onde nunca aparece a opção de Artesão dentre as profissões a serem escolhidas. É um caso a se pensar e a ser trabalhado com muito mais cuidado por parte dos órgãos competentes e a ser refletido por nós inclusive, leitores e colaboradores do Overmundo. Um abraço!

drigo · Belo Horizonte, MG 15/11/2007 23:55
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Letícia L. Möller
 

Parabéns pelo texto, Labes. Gostei muito.
Buscas trazer temas sempre interessantes, e de importância social poucas vezes reconhecida – mas que deveria ser evidente.
Um abraço,

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 16/11/2007 09:15
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Roberta Tum
 

Labes,
muito interesante seu passeio pela vidae sobrevivência destes trabalhadores que resistem fazendo arte, e levando à vida a sua maneira.
Beleza de texto!

Roberta Tum · Palmas, TO 16/11/2007 10:25
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Labes, Marcelo
 

Drigo, muito obrigado pelo cometário reflexivo. De fato, a profissão arte~soa não é reconhecida como deveria. Ou o cara é empresário (no caso de ter uma sapataria) ou é artista plástico (no caso de montar instalações), mas artesão, que faz trabalhos com couro ou sementes, nunca é. E o fato de eu ter escrito essa matéria dois anos após o último conflito sério com a fiscalização, é porque daqui a dois anos os conflitos voltarão a acontecer. Talvez seja hora de nos prepararmos para o que virá.

Grande abraço.
Quanto ao tratamento diferencia, ele já existe: aqui, ser artesão é, volta e meia, ser violentado, ameaçado pela polícia.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 16/11/2007 14:32
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Labes, Marcelo
 

Olá, Letícia, é um prazer te reencontrar por aqui. Estes temas, acho que todos têm a ver com o fato de eu morar na região sul e ter percebido, depois de algum tempo, que é uma região idealizada pela maioria dos brasileiros como uma Atlântida ou qualquer coisa assim. É preciso dizer a verdade, não?!
Muito obrigado pelo elogio.

Grande abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 16/11/2007 14:34
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Dona Ana mostra seu trabalho e de seu esposo em couro e metal... zoom
Dona Ana mostra seu trabalho e de seu esposo em couro e metal...
e sua pequena loja, que a acompanha há 25 anos nas ruas de Blumenau. zoom
e sua pequena loja, que a acompanha há 25 anos nas ruas de Blumenau.
Berê e a sua simpatia. zoom
Berê e a sua simpatia.
O trabalho de Berê com sementes. zoom
O trabalho de Berê com sementes.
Bianca, que trabalha com artesanato há 20 anos (ela tem 20!) zoom
Bianca, que trabalha com artesanato há 20 anos (ela tem 20!)
O trabalho de Bianca com metal e linhas. zoom
O trabalho de Bianca com metal e linhas.

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