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¿Vamos a bailar?

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Daniel Cariello · Brasília, DF
14/8/2006 · 120 · 5
 

A capital brasileira do rock, quem diria, está se transformando aos poucos na capital da... salsa! A dança, claro, não o tempero. Aos poucos, essa fusão dos ritmos cubanos e porto-riquenhos com os metais das big bands americanas vem conquistando cada vez mais adeptos na cidade e até no Congresso Nacional. Quem não se lembra da já famosa dança da pizza, protagonizada por uma deputada há alguns meses? Aquilo era quase uma salsa, podem crer!

Mas como a cidade, famosa por suas guitarras, se rendeu aos tambores afro-caribenhos? A explicação vem do Peru. Foi de lá que chegou, em 1997, Eduardo Antonio Santacruz, para estudar administração na Universidade de Brasília. Em sua mala, livros, cadernos e mais de 100 discos e fitas de salsa.

Com saudades do seu país de origem, Eduardo passou a organizar festas na universidade. O dj era ele mesmo, já que pouca gente conhecia aquelas músicas. E o pior: quase ninguém sabia como executar as voltas e passos da complicada dança.

Pronto! Como todo bom empreendedor, ele descobriu um filão novo e totalmente inexplorado. E em 1999 abriu sua própria casa noturna, o Caribeño. Em uma cidade onde bares e modas aparecem e desaparecem em um piscar de olhos, é impressionante notar que o lugar continua sempre lotado. Mesmo já tendo mudado duas vezes de endereço.

Da abertura da casa ao aparecimento da primeira turma de salsa foi um pulo. Ou um giro. O pioneiro foi o professor Saulo Borges, primeiro a ensiná-la na cidade, ainda para poucos alunos.

Mas daí em diante a coisa começou a crescer rapidamente. E todas as academias de dança de salão de Brasília aderiram ao que parecia uma moda, mas revelou-se bem mais do que isso. As turmas ficaram lotadas. E permanecem assim há pelo menos 5 anos. O resultado é o 1º Congresso de Salsa de Brasília, que promete sacudir a cidade em agosto. Literalmente.

A vontade de mostrar que o brasiliense tem salsa no pé é tanta que as academias se uniram e fundaram o BsB Salsa, grupo responsável pela organização do congresso. “Essa união de professores atuando por um mesmo objetivo é inédita no Brasil”, afirma Luciana Del Fiaco, participante do grupo. “Por isso, o Congresso de Brasília tomou dimensões de um Congresso Mundial e contará com atrações internacionais de primeiro nível.”

As expectativas para o evento são as melhores possíveis. E parte delas já vêm sendo confirmadas: os primeiros 50 pacotes de inscrição, promocionais, esgotaram-se em apenas uma tarde. E estão sendo esperadas excursões de Goiânia, São Paulo e outras cidades.

Nada mal para uma cidade que foi apresentada a essa dança há tão pouco tempo. “É claro que ainda não estamos no nível de São Paulo e longe dos melhores dançarinos do mundo, mas estamos trabalhando para tirar essa diferença”, conta Luciana. “E a previsão é de melhorar ainda mais depois do congresso, com um significativo aumento do número de alunos nas academias”.

Ao som de Célia Cruz, eu, que já fiz também um ano de aula de salsa, começo a me perguntar vários porquês: por que a fascinação de Brasília por essa dança? Por que eu, roqueiro desde criancinha, também me rendi ao ritmo? E, principalmente, por que a salsa não é apenas mais uma moda passageira?

E Luciana mata todas essas charadas de uma só vez: “por meio da salsa, os jovens descobriram o que as gerações mais antigas já sabiam há tempos: o prazer de dançar junto”. Verdade.


Onde dançar a salsa em Brasília:

• 3a feira - Cactus Mexican Bar - 415 Sul - A partir das 22h. Entrada gratuita. DJ Bruno Mendes
• 4ª feira - Café Cancun - Liberty Mall - A partir das 21h. DJs variados
• 6ª feira - Caribeño - Clube ASEEL, Av das Nações - A partir das 22h. DJ Eduardo Antonio

Uma vez por mês:

• Sábado - Baile da Academia Estilo e Dança - Clube Assefaz - A partir das 22h. DJ Kromado
• Domingo - Almoço Dançante do Studio de Dança By Cia - Café Cancún - Liberty Mall - Das 12h às 18h - Buffet de massa e saladas. DJ Irineu Alves

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Daniel Duende
 

Embora eu tb seja roqueiro desde criancinha, tenha dois pés esquerdos e tenha fugido da salsa (o ritmo, pois o tempero muito me faz feliz) até agora, achei a matéria bem legal. Conheço um bocado de gente que "si amarra" no ritmo e nas festas caribeñas, e que vai gostar muito da matéria. E, concordo com você, "quem diria que Brasília, logo Brasília, iria se tornar uma das capitais da salsa..."

Abraços do xará recém-chegado.

Daniel Duende · Brasília, DF 11/8/2006 15:37
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Juliana Bevilaqua dos Santos
 

Bem interessante a materia, so gostaria de chamar a atençao para o uso repetido de da expressao aos poucos logo no inicio do texto. Sugiro que se retire o primeiro aos poucos ou que se substitua por expressao equivalente. Creio que surtira um efeito melhor.

A capital brasileira do rock, quem diria, está se transformando aos poucos na capital da... salsa! A dança, claro, não o tempero. Aos poucos, essa fusão dos ritmos cubanos e porto-riquenhos...

Abraços

Juliana Bevilaqua dos Santos · Caxias do Sul, RS 11/8/2006 17:27
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Ana Cullen
 

Muito interessante! Eu tive minha paixonite pela salsa nas quintas do Tacomex, extinto da 309 norte, legal do lugar era que iam sempre as mesmas pessoas, dentre elas uns alunos de dança que ensinavam os que não sabiam nem como começar (eu!), embora tenha me dado melhor com o merengue (é mais fácil!), a salsa me encanta, é lindo ver as pessoas deslizando...mas depois que fechou o Tacomex eu não sabia onde ir, agora sei! Você podia dar umas dicas de escolas de dança que tenham salsa.
Até!

Ana Cullen · Brasília, DF 11/8/2006 17:29
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Daniel Cariello
 

Olá, pessoal.

Obrigado pelos comentários. Valeu, xará! O obrigado pela sugestão de edição, Juliana. Concordo que o texto ficaria melhor sem essas repetições. Mas, infelizmente, só as li depois que o tempo de edição tinha passado.

Ana, lembro bem também dessas 5as no Tacomex. Mesmo tendo aprendido salsa, acredita que eu nunca consegui dançar merengue?

Abraços a todos!

Daniel Cariello · Brasília, DF 16/8/2006 21:58
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Daniel Duende
 

Minha solidariedade para você, xará. Eu tb nunca consegui dançar merengue... nem salsa... e na última valsa que dancei, quase causei um engavetamento na pista de dança... :)

abraços do verde.

Daniel Duende · Brasília, DF 17/8/2006 16:49
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