Vamos ao Trance?

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Gui Longo · Belo Horizonte, MG
8/3/2008 · 120 · 6
 

Uma nova tendência vem ganhando espaço entre jovens de diversas capitais brasileiras, festas de música eletrônica já fazem parte do calendário oficial de baladas, drogas são o combustível de festas que chegam a durar mais de 24 horas.

Sábado três horas da manhã, o despertador começa a tocar, Juliana dá um pulo da cama, ela mal dormiu essa noite tamanha era a ansiedade. Um banho demorado, lápis nos olhos, short curto, blusinha tomara que caia, bota de veludo, cabelos presos com a tatuagem de uma borboleta a mostra no pescoço, quase tudo pronto, só faltam meia dúzia de pulseiras e o óculos “Style” para fechar o visual. O relógio já marca quatro horas da manhã, o amigo Lucas já deve estar a caminho para pegá-la.
A mãe ainda sonolenta acorda com o barulho vindo do quarto da filha de 19 anos.

- Que barulhada é essa?
- To saindo mãe, o Lucas deve chegar em 5 minutos para me pegar.
- Mas a essa hora? Ninguém sai de casa neste horário.


Muitos realmente não saem de casa a esta hora, eles já estão na rua. Tiago e mais três amigos de faculdade estão tomando uma cervejinha no postinho 24 horas da Avenida Brasil, eles a pouco saíram de uma festa em uma boate da Savassi, mas ir para casa não está nos planos de nenhum deles, os ingressos já estão na mão, só falta comprar o maço de cigarros, o chicletes e a última cerveja pra ir tomando no caminho.

- Ficar de boca seca nos 30 minutos de viagem daqui até lá não rola né.
- E as paradas?
- Combinei de pegar com o Marquito lá na porta, tem erro não.


Marquito é um jovem de 22 anos, estudante universitário, mora em um bairro de classe média alta de Belo Horizonte, possui uma vasta rede de amizades, dirige carro do ano e é muito requisitado entre as garotas. Ele mal dormiu essa noite também, o telefone não parou de tocar um segundo, ele precisa chegar mais cedo ao local, pois combinou de encontrar muita gente na porta. A camiseta regata combina com o corpo malhado e deixa as tatuagens á mostra, são duas, um dragão no braço direito e um tribal no braço esquerdo, uma bermuda confortável e um chapéu estilo cowboy dão fim a produção do rapaz, só falta pegar a mochila com as encomendas e tomar o caminho da festa.

- Esta trance vai ser a melhor, os Dj´s são demais e a decoração do lugar também promete, sem contar que vai estar cheio de gatinhas.

Trance? Este é o mais novo estilo de música eletrônica que vem conquistando os jovens das principais cidades do Brasil e que tem Belo Horizonte como um de seus grandes expoentes. O estilo nasceu nas praias de Goa, na Índia. Os maiores astros vêm de Israel. As festas geralmente acontecem em lugares mais afastados das cidades, e não dentro de galpões fechados, o ambiente a céu aberto e em lugares paradisíacos promove o encontro dos participantes com a natureza. Festas de grande porte costumam acontecer na capital mineira de mês em mês, o ingresso gira em torno de R$40 a R$50 reais, vários DJ´s embalam as festas que chegam a ter mais de 24 horas de duração. Os eventos costumam contar com superprodução, organizadores investem pesado na decoração e na contratação de artistas circenses para alegrar e entreter o público. A Trance da vez ocorrerá em um condomínio localizado a cerca de 30 minutos do centro da cidade e cerca de 7 mil pessoas são aguardadas no evento.

O relógio marca 5 horas da manhã, Juliana acompanhada do amigo Lucas e mais três amigas chegam ao estacionamento do local. O Movimento já é grande, a festa começou por volta de meia noite, mas o público chega em peso entre 4 e 6 horas da manhã.

- Pelo menos o estacionamento é de graça, sobra mais grana para a água.
- Você não consegue ficar sem sua água né Lucas.
- Claro, é o que me ajuda a agüentar o tranco.


Água? Para agüentar o tranco? Em eventos desse gênero o consumo de água é maior do que o de cerveja, refrigerantes e demais bebidas. A demanda é tanta que o valor pago por uma garrafinha de 500 ml de água são os mesmos R$3 reais pagos por uma latinha de cerveja, porém bem mais barato que os R$9 reais pagos pela dose de Vodka.

Tiago e os amigos chegam eufóricos ao local do evento, de longe ele avista Marquito, com quem falara ao telefone minutos atrás, o valor de 100 reais pelas encomendas já está no bolso, os dois se conhecem de diversas festas de música eletrônica no passado, se cumprimentam e em 2 minutos fazem negócio.

- Ta ai, as balas que você me pediu. São 4 no total, 25 reais cada.
- Essas são boas né?
- As melhores, o nome é Passarinho verde, no final da festa você me conta como foi.


Bala? Passarinho Verde? Em festas de música eletrônica as principais drogas ingeridas pelo público são as sintéticas Ecstasy e Lsd, mais conhecidas como bala e doce respectivamente. Vendida em pílulas de diversas cores, tamanhos e formatos, a “bala” em muito se assemelha a um típico remédio para dor de cabeça. Não tem o forte cheiro de um cigarro de maconha e nem exige um ritual para ser consumida, como a cocaína. Por isso é mais discreta e fácil de esconder da polícia. Os responsáveis pelo comércio da droga geralmente são jovens de classe média, a não proximidade dos morros atrai outros jovens de classe média, que acham menos perigoso pegar a bala com o amigo de faculdade ao invés de correr o risco de subir a favela à procura de outras drogas.

O dia começa a amanhecer, parece que o sol ficará tímido durante todo o domingo, o tempo nublado deixa o clima mais fresco, e se torna um aliado dos “tranceiros”, que por ali ficarão durante muito tempo. Não existe muito empurra-empurra para entrar na festa, os públicos femininos e masculinos se dividem na entrada, após uma breve revista dos seguranças Juliana já está dentro do local, essa promete ser uma das melhores Trances de que ela já participou. O lugar já está cheio, do lado esquerdo, o palco em formato de uma pirâmide de cerca de 20 metros de altura chama atenção, do lado direito, um bosque cheio de árvores, cores e mais cores fazem parte da decoração, parece um lugar encantado que tem a Lagoa dos Ingleses ao fundo dando o toque final. Juliana está super feliz, ela combinou de encontrar várias amigas no local, a música já é alta e excitante, uma rápida passada no banheiro e ela já está pronta para se acabar na pista de dança.

Tiago e os amigos também já estão dentro da festa, as 4 balas compradas com Marquito já foram divididas, uma para cada um, os quatro amigos tomam as drogas ao mesmo tempo.

- É só colocar na boca e engolir.
- Credo, essa coisa é muito amarga, pior que novalgina.
- Daqui a uns 30 minutos agente não vai sentir mais nada.


Criado em laboratório em 1914, o ecstasy é parente das anfetaminas, drogas presentes em vários remédios para emagrecer. É uma droga moderna sintetizada, cujo efeito na fisiologia humana é o bloqueio da reabsorção da serotonina, dopamina e noradrenalina no cérebro, causando euforia, sensação de bem-estar, alterações da percepção sensorial do consumidor e grande perda de líquidos, o que explica o consumo excessivo de água pelos frequentadores das Trances. As alterações ao nível do tacto promovem o contacto físico, embora não tenha propriedades afrodisíacas, como se pensa.

A esse ponto Tiago e os amigos ja estão em total euforia, o sorriso estampado no rosto de cada um é o sinal de que a droga ja fez efeito, nenhum deles consegue ficar parado por um instante, a música incessante dita o ritmo, e eles não estão sozinhos, a multidão vai a loucura quando o principal Dj do dia sobe ao palco, a poeira do chão toma conta do lugar, como uma espécie de nuvem, devido a agitação do público.

- Caramba cara, eu tô muito doido.
- Que sensação boa, nao consigo parar.
- É meu amigo, se continuarmos nesse ritmo, só vamos embora amanhã mesmo.
- Pena que não rola de chegar nas gatinhas.
- Pode crer, ninguém dá idéia.


A lucidez era o que chamava a atenção de Tiago, a consiência das alterações no corpo faziam com que ele se sentisse no comando. E por ali eles ficaram durante horas, com uma garrafa de água em uma mão, e o cigarro em outra, Tiago a muito não se sentia tão feliz, porém após algum tempo seu corpo ja não era o mesmo, o relógio marcava 1 hora da tarde, ele estava na rua desde as 11 horas da noite do dia anterior, e nem sequer lembrava qual fora a última vez em que houvera se alimentado. Aos poucos a euforia foi dando lugar a fraqueza, ele se sentia tonto e as pernas começavam a bambiar.

- Véi, não estou me sentido muito bem.
- O que houve?
- Não sei, to sentindo uma fraqueza, acho que vou desmaiar.
- Segura a onda ai que vou te levar na enfermaria.


Ao chegar na enfermaria Tiago foi prontamente atendido pela equipe de primeiros socorros do evento, uma tenda montada para dar suporte médico ao públibo que contava com oito macas, 1 médico e cerca de 5 enfermeiros. Após tirar a pressão e fazer algumas perguntas o diagnóstico do médico já estava pronto.

- Qual foi a última vez em que você se alimentou?
- Nem me lembro Doutor.
- Você teve uma baixa de pressão, vai precisar se alimentar e ficar de repouso durante um tempo.


Segundo o médico responsável pela enfermaria do evento, esse tipo de atendimento é o mais comum, pessoas ficam muito tempo sem se alimentar e gastando muita energia, o que em alguns casos chega a causar uma queda brusca de pressão. A enfermaria ja tinha atendido cerca de 50 pessoas que não se sentiram bem no dia, duas delas tiveram que ser removidas para o Hospital pois estavam com princípio de Taquicardia, devido ao aumento dos batimentos cardíacos.
As muitas horas sem se alimentar decretaram o fim da festa para Tiago, após comprar e comer uma pequena porção de macarrão por R$7 reais, ele passou o resto da festa repousando em uma das macas da enfermaria, enquanto os amigos ainda curtiam lá fora.

- Essa Merda que o Marquito me vendeu é que me detonou.
- Daqui a pouco ele deve aparecer aqui na enfermaria também passando mal.
- Que nada, vi o Marquito agora a pouco la fora, neguinho tava viajando, só andando de bicicleta.


Andando de Bicicleta? Marquito não tomou nem uma bala dessa vez, ele resolveu experimentar uma droga diferente, a bike 500, é o nome do mais novo tipo de Doce(Lsd) disponível no mercado. Por isso “andar de bicicleta” já virou termo comum entre os simpatizantes da droga. Todas as encomendas foram vendidas, o dinheiro investido para a festa foi recuperado com louvor, Marquito agora não só tinha dinheiro pra sustentar o vício, como também pra colaborar com os amigos. A festa estava demais, logo ao entrar Marquito ingeriu ¼ da droga para aquecer os motores, poucos minutos depois tamanha era a ansiedade ele ingeriu o restante, e não satisfeito ingeriu uma segunda dose. Os efeitos do Lsd variam conforme a personalidade da pessoa, o contexto (ambiente) e a qualidade do produto, podendo ser agradáveis ou muito desagradáveis. O LSD pode provocar ilusões, alucinações (auditivas e visuais), grande sensibilidade sensorial (cores mais brilhantes, percepção de sons imperceptíveis), sinestesias, experiências místicas, flashbacks, paranóia, alteração da noção temporal e espacial, confusão, pensamento desordenado, sentimento de bem-estar, experiências de êxtase, euforia alternada com angústia, pânico, ansiedade, depressão, dificuldade de concentração, perturbações da memória, psicose por “má viagem”. Poderão ainda ocorrer náuseas, dilatação das pupilas, aumento da pressão arterial e do ritmo cardíaco, debilidade corporal, sonolência, aumento da temperatura corporal.
A ingestão de dois “Doces” em nada assustava Marquito, que se lembra de em uma festa anterior ter tomado quatro balas.

- Fiquei doidão demais, mas foi de boa.

O ritmo cadenciado da música aliado ao efeito da droga faziam com que Marquito alterasse seu humor diversas vezes, alternando momentos de euforia e de inquietação, a temperatura do corpo estava visivelmente alta, garrafas de água eram consumidas sem parar. Por alguns minutos ele se sentiu distante e permaneceu em silêncio, a “ausência” do amigo causou estranheza entre os colegas que foram perguntar se estava tudo bem.

- Ta de boa ai Marquito?
- Véi, o que foi isso! Viajei demais. Me senti como se eu estivesse fora de mim, e não conseguia voltar mais, uma sensação ruim, eu queria voltar pra dentro do meu corpo e não conseguia. Ufa, ainda bem que passou.
- Relaxa brother, vamos sentar um pouco que rapidinho a “nóia” passa.


A experiência de certa forma assustou Marquito, que percebeu seus exageros, e ficou o resto da festa com um ar de preocupação, nem de longe lembrava o Marquito animado de sempre.
8 horas da noite, hora de ir embora, Juliana não aguenta mais suas pernas, ela dançou como a tempos não dançava. Os amigos reunidos, música empolgante, ambiente paradisíaco, nem uma confusão ou briga foi presenciada pela garota que vai embora pra casa com o sentimento de dever cumprido.

- Há tempos não me divertia tanto, mau posso esperar até a próxima Trance, so preciso descansar um pouco por que o dia foi agitado.

Enfim, o movimento Trance no Brasil é considerado por muitos um novo modismo, porém indepedente de estar na moda ou não prova ter força e popularidade para durar anos. Afinal, esse gênero emergente abriga diversas tribos e tem a luz do sol como iluminação durante o dia e as estrelas durante a noite.

*Os nomes dos personagens dessa reportagem foram trocados para preservar a imagem dos mesmos.

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anamineira
 

Gui,
Mais uma nova balada, mais uma preocupação para os pais.
Tenho duas filhas que gostam de ir com os amigos.
Novas mudanças, novas drogas, e pior que encontram os jovens tão despreparados e achando o máximo.
Onde vamos parar?
Cada década, uma novidade de vida.
Muito bom seu texto.
Vo(l)to.
Abraços.

anamineira · Alvinópolis, MG 5/3/2008 18:33
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Andre Pessego
 

Gui,
A cada época um rito, uma fórma, uma fórmula.... deve ser assim.
Sou dos que entendem que falta à juventude do mundo e até mesmo ao adulto mas novo FALTA A DEFESA DE UM IDEAL.
Não consiguiria ter superado os obstáculos da minha vida de jovem, mocinho ... não tivesse me apegado a um ideal. Tinha de saber mais, me insurgir mais, e assim fomos - sabe que ainda hoje gosto de "atacar" o Exercito Brasileiro, a Doutrina Militar Brasileira... e é por ai.
O grande crime, no Séc. XX, do Exercito Brasileiro, foi fechar, acabar com o movimento político estudantil. Dai vai movimentar em torno de que?
Confesso que aprendi muito no teu texto.
um abraço, andre.

Andre Pessego · São Paulo, SP 8/3/2008 06:05
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Juliaura
 

Não sei se fico feliz ou triste com o texto.
Mieo doidão, uai.
Ainda estou me perguntando e penso que não vou achar resposta tão cedo.
Nova é uma palavra que atrai para a leitura.
Tendência é expressão que orienta e reforça comportamento de jovens à procura do não sei o que quero, mas já sei o que não quero.
Penso que isso até pode ser propaganda do que os detonados protótipos suicidas devam fazer para morrer mais rápido.
---
Não faz muito, uma menina voou de um andar alto quando a galera se preparava para uma reivi ou trance dessas. Até se esborrachar no chão feito um bolão de carne vermelha, deve ter sido linda pra ela a última viagem.
A galera ficou meio perdida no apê, um cubículo ridículo duplex de 800 metros quadrados, sem saber como continuar a festa.
O pai da menina era um dos principais fornecedores da coisa boa da cidade.
Uma lástima o ocorrido. Romântico e trágico.

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Conheci um rapazote dia desses que tava na batalha para sutentar dois filhos que têm de duas meninas menores que emprenharam numas festas dessas, um de dois outro de três anos.
Trafico as bolinhas pra comprar o leite dos bacuris, se explicou, antes de sair manquitolando. Levara um tiro no pé por dívida com o dono do tráfico.

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Um outro amigo dele errou o lance e levou um tiro na cara.
De fuzil, mano. Foi pro caixão sem cabeça.

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Os fatos relatados são a mais pura ficção fruto do casamento de meu miolo mole com meu disco rígido.

Certo é que tem oferta porque tem demanda.
Certo é que a propaganda, qualquer, tipo falem bem ou mal, mas falem de mim, estimula a demanda.
Então, tua cabeça continua sendo tua sentença.
Quem não a tem, porque entregou pra droga, tá sentenciado já, pela cabeça do outro que quer lucrar com a dependência dele.
E segue o baile... ou a tendência nova do trance.


Juliaura · Porto Alegre, RS 8/3/2008 14:18
1 pessoa achou útil · sua opinião: subir
Alana*
 

Bom dia Gui!
Gostei muito do texto...
Penso que drogas existem com ou sem trance... Não é a trance que leva os jovens ao uso de drogas e nem as drogas levam os jovens as trances... Sou jovem e tenho vários amigos que gostam de trance e não usam drogas e da mesma forma amigos que gostam de drogas e não curtem trance...
Realmente viver em um sistema onde para se beneficiar você deve desfavorecer aos outros não é uma tarefa fácil e a incapacidade para mudar esse contexto leva os jovens a fugiram da realidade atraves das drogas.... Sabemos que drogas não é a solução mas pode amenizar as dores...
Enfim esse seu texto diz exatamente a rotina dos tranceiros...
Grande abraço!
Alana

Alana* · Belo Horizonte, MG 31/3/2008 11:43
2 pessoas acharam útil · sua opinião: subir
Zemh Teixeira
 

É, notei e até fui em uma, convidado por minha filha. Parece que a festa dura o tempo do efeito médio das drogas, sintéticas e de efeito prolongado. claro que a maior parte, creio, não usa droga nenhuma. Boa parte droga-álcoool.
Em certo momento, em um brinquedo grandão, eu assentado, lá em cima, um rapaz ao lado, o canto da boca espumando, me cutucou e dise:- "Sua primeira rave? Tá gostando? Confirmei. Ele continuou: - c tem que beber um azuzinho, prô cê ficá qui nem eu" . Onde acho e quanto é, perguntei: - " O cara de chapéu, em tal lugar... é trinta, mas se ele pedir 40, ou 50, c pode pagar... compensa... - é o trem tá esquisito... pensei! rsrs Mas, concordo com a opinião da Lujiana acima. abcs

Zemh Teixeira · Belo Horizonte, MG 10/2/2013 14:51
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Zemh Teixeira
 

... Desculpe, a opinião acima é de... bom, nem sei mais... mas Boa GUI. faltava essa. Um Gde abraço !!!!

Zemh Teixeira · Belo Horizonte, MG 10/2/2013 14:57
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