VAMOS EDUCAR PESSOAS PARA A PRODUÇÃO CULTURAL?

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Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ
18/4/2007 · 224 · 24
 

Trabalho com produção cultural independente desde janeiro de 2003. Como iniciei minha atividade de forma autodidata, minha preocupação sempre foi entender o que é "produção cultural" e o que são as atividades do produtor cultural. Essa busca tem me levado a entrevistar produtores que atuam há mais tempo, bate-papo com muita gente da música, pessoal das artes cênicas e artes visuais.

Em 90% das conversas ouço frases como "não temos produtores", "faltam bons profissionais na área de produção", "desisti de procurar produtores, é tudo uma máfia". Vamos analisar um pouco estas respostas.

Ao ouvir repetidas vezes que não temos produtores culturais e perceber que apesar disso tudo acontece no mundo da cultura, verifiquei que "não ter produtores culturais" significava "temos poucas pessoas que se dedicam integralmente a esta atividade". Se comparado com o número de pessoas que se dedicam a criação cultural (escritores, músicos, atores, dançarinos...), o número de produtores culturais será sempre menor. Isso pelo fato de que o produtor cultural, num resumido conceito (e que não pretende ser o único) dedica-se a "fazer acontecer" a criação cultural. Se acharmos que o produtor cultural deve ser outra pessoa que não o próprio criador cultural, e isso é um decisão de cada um, haverá sempre muito mais criadores do que produtores. Mas, no fundo, todos sabemos que quando "não há produtores" nos tornamos os nossos próprios produtores. Logo, não temos o problema quantitativo: há um número suficiente de pessoas que podem ser produtores culturais, constituído por pessoas de todos os ramos da arte e inclusive de outros ramos do conhecimento (jornalistas, publicitários, advogados, administradores, arquitetos, economistas, sociólogos, antropólogos...).

Vejamos a segunda frase: "faltam bons profissionais na área de produção". Será verdade? Num país que tem 5520 municípios distribuídos em 26 estados e 1 distrito federal, precisamos informações mais precisas para nos aproximarmos de alguma conclusão. Vamos repetir a frase incluindo a segmentação por área artística: faltam bons profissionais na área de produção da música. Agora vamos repetir a frase adicionando ainda a segmentação geográfica: faltam bons profissionais na área de produção da música no estado do RS. Fiz este breve exercício para apontar duas questões que derivam disso: muitas vezes comparamos dados com bases erradas e há uma falta de informações integradas sobre os mercados culturais existentes no Brasil. Eu não posso querer que uma cidade como Porto Alegre tenha o mesmo número de produtores que o Rio de Janeiro. Além disso, se você perceber o grau de informalidade com que ocorrem as relações de trabalho e prestação de serviços na área de produção cultural irá perceber que não há um local onde você possa obter diretamente estas informações. Por fim, o conceito de "bons profissionais" passa por uma avaliação feita por uma massa crítica formada hoje por 99% de pessoas que exercem a atividade de produção cultural das mais diferentes formas e com os mais diferentes critérios, pelo fato de que a produção cultural como disciplina existe há pouco mais de 10 anos no Brasil, enquanto curso de graduação. Já parou para pensar como seria se todos os prédios existentes no Brasil tivessem sido construídos por milhares de engenheiros, há vários séculos, mas só há duas décadas tivessem surgido as 3 primeiras faculdades de gradução em engenharia? Com que critérios estes engenheiros iriam avaliar quem é bom ou mau profissional?

Esta falta de acesso a educação para a atividade de produção cultural prejudica todo o sistema cultural existente no país, pois limita a oportunidade de aprendizado e qualificação para o desempenho desta importante atividade: somente poderão ser bons produtores, bons no sentido de profissionais qualificados, aqueles que trabalharem com produtores com longa experiência prática (nem sempre livre de equívocos), que tenham trabalhado/estudado com artistas e produtores de países onde o sistema cultural é mais desenvolvido ou que tenham estudado nestes 3 primeiros cursos de graduação em produção cultural.

"Desisti de procurar produtores, é tudo uma máfia". Esta afirmação geralmente é feita por pessoas que conhecem pouco desta atividade ou de pessoas que não entendem a importância da mesma. Iluminador é importante. Roadie é importante. Técnico de som é importante. Diretor de palco é importante. E o produtor cultural é muito importante. Conforme definição que ouvi da produtora Marina Vieira, da ONG Tangolomango, o produtor proporciona "as trocas" necessárias, o encontro entre os diferentes atores que irão realizar a ação cultural.

Constatado que quantitativamente muita gente pode exercer a atividade de produção cultural, que é uma atividade muito importante e que há poucas oportunidades de ensino especializado desta atividade, proponho que cada criador cultural e os produtores independentes de cada cidade do país se articulem para que em suas cidades sejam criados cursos técnicos (nível médio) e cursos de graduação em produção cultural. E isso pode ser feito através de parcerias com escolas técnicas e universidades já existentes. É um processo longo, que precisa sensibilização, articulação, mas que no médio e longo prazo irá fazer o setor cultural dar um grande salto qualitativo.

Ao invés de reclamar, vamos educar as pessoas para a produção cultural?

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Zezito de Oliveira
 

Parabens!

Um programa que me parece interessante e é realizado na perspectiva apontada por você é o Programa Multicultural da Secretaria Municipal de Cultura do Recife.

Infelizmente não disponho do link no momento. Mas vale a pena dar uma olhada no site da prefeitura da cidade do Recife.

Abraços,

Zezito de Oliveira · Aracaju, SE 17/4/2007 20:40
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Alê Barreto
 

Oi Zezito, sua dica é importante. Sigo o meu aprendizado na pista do programa que você está indicando. Abraço!

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 18/4/2007 10:27
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Jorge Eduardo Dantas
 

Alê, achei seu texto ótimo, pricipalmente porque começa a tocar numa ferida importante de nosso país, que á produção cultural. Acho que você foi feliz em estabelecer alguns critérios, ainda que básicos, para que possamos enriquecer o debate e partir para o principal: a educação de novos produtores. Parabéns!

Jorge Eduardo Dantas · Manaus, AM 18/4/2007 15:24
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Alê Barreto
 

Jorge, percebi que a educação para a Produção Cultural tem que avançar: cursos técnicos e centros universitários, caso contrário corremos o risco de reduzir a produção a cursos de curta duração. Eu mesmo dou cursos, mas acho que isso é uma etapa inicial e temos que avançar para produção de conteúdo e pesquisa para produção de conteúdo científico para produção cultural. De preferência, de fácil acesso. Os critérios estão bem básicos, mas a intenção é provocar para o debate e aglutinar pessoas que concordam que devemos formar mais produtores, de preferência, com uma formação de bom nível. Obrigado pelo seu retorno, se quiser manter contato alebarreto_capta@yahoo.com.br Abraço, Alê Barreto da Independência

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 18/4/2007 15:56
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Jemima  Jorge
 

Gostei!!!
Essa é uma proposta a ser seguida, e aderida, o Brasil em poucos anos estará bem melhor se mais pessoas pensarem como você. no entanto como toda profissão ser produdor cultural vai da vocação de cada um, o que pode estimular essa vocação é divulgar mais o ramo, são poucos os que conhecem, e também levar pra dentro das escolas de ensino médio, que é quando os jovens estão decidindo qual rumo tomar.

Jemima Jorge · Ribeirão Preto, SP 18/4/2007 18:27
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Moysés Lopes
 

Este é o Alê... grande figura. Que tal inventarmos alguma coisa neste sentido e tentarmos o edital do Fumproarte no meio do ano?? Será que dá tempo? Será que conseguimos? Vai ser uma iniciativa e tanto... Me liga e vamos botar nossos piolhos a pensarem juntos.

Grande abraço,

Moysés Lopes · Porto Alegre, RS 19/4/2007 08:52
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canal aberto
 

Oi Alê, produção cultural é um gueto, assim como todas as artes têm o seu, esse gueto se profissionaliza cada vez mais, mas sempre teremos os "não-profissionais", como em qualquer área. O que vc fala bem no seu texto, e concordo plenamente e acho um caso a ser pensado seriamente, é a informalidade dos trabalhos em produção cultural, qq que seja ele, desde o iluminador até o diretor e atores. Raramente alguém assina contrato e muitas vezes confiamos no fio do bigode. Venha ca´, isso é mais que arcaico, não acha? Mas assim funcionam as relações profissionais nessa profissão.

canal aberto · São Paulo, SP 19/4/2007 10:40
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canal aberto
 

E sobre compilação de informações sobre produção cultural, o Sesc aqui em SP edita um livro, periodicamente, com todos os produtores, teatros, assessorias, enfim, é u livro referencial muito bom.beijos!

canal aberto · São Paulo, SP 19/4/2007 10:41
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Rafael D.
 

Sou um grande intusiasta da produção cultural, com certeza este é um setor por ser de um entendimento novo, ao meu ver ainda passa por uma maturação de seu papel e importância. E outro aspecto que ainda não há (ou há muito pouca) profissionalização, como citado no texto não há pessoas (ñ só em RS, mas acredito que em 90% do País) que se dediquem a esta profissão com o devido profissionalismo, seja por retorno $$ ou indisponibilidade do cenário. Cabe a nós essa tarefa de arregaçar as mangas e correr atrás. Parabéns ao texto!!

Rafael D. · Belo Horizonte, MG 19/4/2007 14:28
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mbnick
 

Alê,
gostei do texto, e fiquei curioso para saber mais da profissão, promover cultura é essencial para esse país ...

mbnick · Teresópolis, RJ 19/4/2007 17:07
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marina.barros
 

Alê,
Trabalho com produção cultural como única profissão há três meses. Decidi por isso justamente por enxergar que a produção cultural em nosso país deve se profissionalizar.
Minha preocupação é, além de formação de quadro nesta área - questão que foi colocada no Relatório para o Desenvolvimento da Cultura do Minc - é a formação de um quadro consciente do seu papel no fomento da diversidade cultural de nosso país, bem como na democratização do acesso aos bens/produtos culturais nos projetos que utilizam dinheiro público.
Fica aí meu comentário para mais relfexões.

marina.barros · Sorocaba, SP 19/4/2007 17:13
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Alê Barreto
 

Os comentários de vocês além de me deixarem super feliz mostram que há muito gente a fim de refletir e mudar a situação. Vamos lá: 1) respondendo a Jemima Jorge: sim, precisamos divulgar a profissão e principalmente mostrar a todo mundo o leque de opções que a mesma abrange; no meu entender, uma profissão que pode melhorar inclusive indicadores sociais, gerando um trabalho que estimula a qualidade de vida de quem exerce esta profissão e de quem usufrui o resultado desta ação cultural; 2) Moysés, vou te ligar, podemos já avançar nisso, não sei se precisamos de edital, acho que dá para fazer muita coisa com a troca de saberes, principalmente aqui no Overmundo; 3) Canal aberto, eu não gosto (é apenas minha opinião, viu?) do termo "gueto" para produção cultural; acho que somos um ramo novo do conhecimento que está se afirmando como disciplina fundamental no saber da cultura e da arte; acho procedente tua colocação: está na hora de acabar com o trabalho "no fio do bigode"; vou buscar informações sobre o livro do SESC, ótima dica, muito obrigado; 4) Mbnick, vou continuar produzindo textos com reflexões e informações sobre a nossa profissão; 5) Marina, que bom que você está há três meses já batalhando em se desenvolver nesta profissão; além de perceber o quanto isso trará de significado e aprendizado para tua vida, me alegra saber que é mais um profissional para melhorar a produção em nosso país; e melhor ainda saber que tu já estás buscando informações e viu a necessidade de entender que o papel do produtor cultural não é "agendar um showzinho", é mais amplo: fomento da diversidade cultural, projetos para democratização do acesso aos bens/produtos culturais nos projetos que utilizam dinheiro públicos e tantas outras ações importantes que iremos percebendo a partir desta troca de saberes. Obrigado a todos, vocês me ensinaram muito. Quem quiser manter mais contato, anota aí: alebarreto_capta@yahoo.com.br

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 11:39
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Viviane Soares
 

Oi Alê ! Legal ver que idéias que compartilhamos em tantas das nossas conversas informais estão "tomando corpo" e têm ressonância por aí a fora. Já vi que recebeste a adesão do nosso querido e sempre inteligente Moisés (oi Moisés, lembra de mim do Seminário do MinC em Gravataí?) sobre a questão da profissionalização. Contem comigo! Estou nessa ! Vamos nos reunir ? Tenho umas idéias e dicas !!! Acho que o assunto é mais complexo do que parece e renderá muitos outros artigos, mas começa, sem dúvida pela questão da profissionalização do setor. Não temos uma regulação, uma entidade forte e representativa que ajude a organizar e representar os produtores culturais, infelizmente ainda há muito improviso por parte de alguns "pseudo-profissionais" que acabam prejudicando a imagem daqueles que querem e trabalham sério, a prática de assinatura de contratos é quase inexistente (como falaste: é na base do "fio do bigode"), etc. Há muito o que discutir e fazer, sem dúvida.

Viviane Soares · Porto Alegre, RS 20/4/2007 12:44
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Alê Barreto
 

Querida Viviane, que bom que estás contribuindo com esta reflexão tão importante para o desenvolvimento do país. Vá produzindo conteúdo e repartindo com os demais overmanos, assim avançamos numa escala grande. Imagine se cada um dos 27 estados passar a discutir isso online, tenho certeza que em um curto espaço de tempo teremos artistas e produtores em várias cidades criando cursos técnicos e de graduação.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 20/4/2007 15:05
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Moysés Lopes
 

Viviane:

Fiquei corado com teu elogio... :-) Precisamos realmente nos reunir e começar a discutir um plano para viabilizarmos a disseminação destes saberes que, hoje, estão desagregados. Temos bons produtores e muitas cabeças pensantes, só precisamos conectá-las. As questões que o Alê levantou são muito pertinentes e acho que este é um bom momento para começarmos. Que tal nos encontrarmos esta semana? Só neste tópico já temos 3 portoalegrenses, já dá uma revolução! :-)

Alê!!! Vou te ligar! Viviane! Vou te mandar um e-mail!

Abraço,

Moysés Lopes · Porto Alegre, RS 21/4/2007 08:48
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lucy guerra
 

Caramba, Alê,
até parece que voce estava aqui em sergipe, na munha pele quando escreveu seu texto. temos algo em comum nesse lance de produção cultural, só que eu estou tentando começar nessa "coisa" que me atrae e até agora ninguém ainda me disse o que é... ah uma resposta comum aqui em sergipe é a de que somos "atravessadores", é mole? as vezes tenho a impressao de que é só o que sobra mesmo! e infelizmente me entristeço com tanta impotencia. olha só, estamos aqui para somar no que for interessante para começarem, nos discursos relacionados a cultura, a perderem o medo de falar na importancia dos "produtores culturais" , tá?
um abraço,

lucy guerra · Aracaju, SE 23/4/2007 21:26
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Alê Barreto
 

Lucy, sua fala tem eco na maioria dos estados brasileiros. Mas fique tranquila, pois o produtor cultural não é um atravessador. Somos sim intermediários que organizam importantes relações de troca no mercado cultural. E muitas vezes não somos os intermediários, mas os principais protagonistas. Se quiser manter contato, alebarreto_capta@yahoo.com.br ou www.produtorindependente.blogspot.com

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 24/4/2007 14:52
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Felipe Gurgel
 

Poxa Alê, muito foda o seu texto. E a perspectiva da educação é sábia e oportuna, da sua parte, nesse sentido. Nem sempre isso é colocado, como se o bom senso e a consciência do produtor cultural não fossem alimentados pela inquietação do saber constante. Muito necessária essa reflexão. Parabéns!

Felipe Gurgel · Fortaleza, CE 10/5/2007 18:51
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Márcio Gobatto
 

Peguei a discussão pelo caminho, mas desde já me coloco à disposição para fazer essa "revolução" que o Moysés se refere ! Alê, Moysés, Viviane, tamos juntos nesse barco !

Márcio Gobatto · Porto Alegre, RS 10/5/2007 19:01
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Lia Amancio
 

Pois é.

Sou graduada num dos primeiros cursos de Produção Cultural do país, na UFF (o outro, se não me engano, é o da UFBA). Entrei em 1996. E lá se vão mais de dez anos desde minha matrícula. É gradução, 4 anos, reconhecido pelo MEC e tudo o mais.

Isso não me torna melhor nem mais apta a exercer a profissão do que qualquer produtor cultural que tenha aprendido o ofício na prática - mas, sim, a gente é diferente. Não saí da faculdade orientada a emplacar um projeto a todo custo, mas sim a pensar a respeito do que eu estou fazendo. E além das aulas e elaboração de projetos, marketing cultural e leis (o que qualquer cursinho ensina), além das aulas práticas de disciplinas ligadas às diversas formas de arte e expressão (áreas de onde muitas vezes surge o produtor, já que alguém precisa tocar o projeto adiante, e não apenas ficar lá, criando), tivemos filosofia, ética, estética, aprendemos a pensar a respeito do que estamos fazendo. E talvez por isso tenha achado o curso tão bom, tão importante pra minha formação intelectual e de caráter, e tão fundamental para que hoje eu não exerça a profissão - ou exerça só a primeira parte, produção, ou a segunda, cultura (=criação).

(ou você acha que aqui no Rio de Janeiro as empresas que procuram produtores culturais se interessam por alguém que pense, e não apenas formate ou fique com o radinho no pé de fornecedores de um lado e artistas do outro?)

Lia Amancio · Rio de Janeiro, RJ 27/5/2007 18:55
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Lia Amancio
 

Só um adendo: mesmo para quem se formou numa dessas faculdades, mora no Rio de Janeiro e atende a todos os quesitos para - em tese - se dar bem neste mercado, é máfia sim.

Lia Amancio · Rio de Janeiro, RJ 27/5/2007 19:00
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Alê Barreto
 

Felipe, Márcio e Lia, gostei muito de ouvir vocês. Tenho certeza que vocês podem construir novas reflexões. Publiquem!

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 28/5/2007 21:38
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Angel Ilanah
 

ola a todos, adorei o texto, e como muitos estou iniciando, digamos que ainda estou há procura de informações pois acho um mercado fecahdo, sei da necessidade de se criar uma rede de contatos, e gostaria de saber se na capital há algum curso previsto p/ o inicio de 2008, ou algum de vcs poderiam me passar dicas de como iniciar nesse mercado, vou deixar meu link do orkut, se quiserm postar la
http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=355699600418099592
obrigada a todos

Angel Ilanah · Carapicuíba, SP 26/10/2007 15:14
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Renata_Santos
 

Oi pessoal!
bom, a discussão aqui é antiga, mas como eu só li os comentários hoje, acho que pode botar mais lenha na fogueira né?
Eu fiquei pensando em uma coisa quando falaram da profissionalização. Sem dúvida, é necessário que haja maior nível de profissionalização e capacitação para os profissionais - é bem o que eu tô buscando no momento, pra falar a verdade - mas sempre tenho medo quando a conversa segue muito o rumo de instituições de classe, especializadas, que garantam uma "reserva de mercado". Pode ser que esse meu medo vem do vício de profissão. Originalmente sou socióloga e trabalhamos sempre com uma enorme variabilidade de profissionais, a cada pesquisa a equipe é diferenciada e aprendemos MUITO com isso. A idéia do conselho de classe de ser obrigatória a formação específica em ciências sociais pra fazer pesquisa é, pra mim, uma sandice que nos coloca longe de pessoas extremamente capazes e qualificadas, muitas vezes mais preparadas que os sociólogos de plantão. Enfim. Este é sempre um debate complexo (pra variar) e acho que na questão da institucionalização merece um olhar com mais carinho!
abs a todos, amando os textos, comentários e discussões!

Renata_Santos · Belo Horizonte, MG 18/11/2010 14:02
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