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Varanda lírica - na trilha de Guimarães Rosa

José Afonso Viana
Buritizal abrindo veredas no ermo da paisagem de fora e de dentro
1
Cida Almeida · Goiânia, GO
31/1/2007 · 131 · 12
 

“Imortal é o que é do sofrido; tudo abaixo daí, é póstumo”.

Guimarães Rosa



Outro dia li o texto de um menino na internet que falava do quanto o exercício da escrita tinha aberto os canais de sua sensibilidade. E penso em canais de rio, os subterrâneos da alma que afloram à luz de uma terra fértil. Ele usou a expressão sensibilidade construída. E coincidiu que naquele dia estava justamente imbricada com idéias e pensamentos para a criação de um espaço virtual chamado Na varanda de Riobaldo, uma varanda lírica onde pudéssemos cavaquear com e sobre autores e personagens que têm lugar cativo na nossa alma e memória emocional.

Também numa conversa (virtual) com a minha amiga Maria Emília – que vive em estado de alumbramento com Clarice Lispector –, ela comentou que gosta do que considera o meu eu lírico. E pensamento é mesmo como escama de peixe, uns enroscam-se nos outros até formar uma estrutura que torna possível a travessia para o tangível. Fisgada pela conversa sobre o “Eu” lírico e pela alusão à sensibilidade construída do internauta Eduardo Oliveira, passei novamente pela varanda de Riobaldo (o texto) e...

Meu Deus! Quer expressão maior para o nosso “Eu” lírico (profundo), sensibilidade construída, do que o inquietante e instigante Riobaldo? Assumindo mesmo a força de um arquétipo, um narrador universal – uma voz imemorial que nos chama desde o poço mais fundo da eterna caverna, mas com uma força persuasiva de Ariadne, tirando-nos do labirinto ou pelo menos nos reconduzindo à luz de novos sentidos, espelhos e mistérios, com o fio da palavra. E palavra lírica, que reconfigura a nossa alma, no que ela tem de encantamento e revelação. E o próprio Guimarães Rosa exprimiu o poder dessa magia da palavra em uma afirmação carregada de lirismo: “Escrevendo sempre descubro um novo pedaço de infinito”.

E em Riobaldo a trindade mágica: narrador, personagem, interlocutor, esticados na tensão do mesmo fio do eterno sertão da humanidade, as nossas dúvidas e incertezas. E gosto imensamente de uma outra frase do Guimarães para a definição desse sertão da alma: “No sertão, o homem é o eu que ainda não encontrou um tu; por ali os anjos e o diabo ainda manuseiam a língua”.

Ali, naquela varanda de Riobaldo, o homem universal nascido das profundezas do sertão palpável e do intangível que se apossou da alma de Guimarães e com todo o lirismo, poesia e genialidade de que a nossa humanidade é capaz, converteu-se naquelas funduras de palavras, escavando minas e grotões, e reacendendo a fogueira de uma voz interior de força inquebrantável. É esse fenomenal e absurdo diálogo interior que torna possível o ato da criação, a busca de materialidade e expressão para essa perplexidade traduzida em ordenamento estético, em beleza poética. E que desemboca na divina trindade: autor, obra, público – construindo sensibilidades, belezas e sentidos, novos pedaços de infinito, se revelando e se explicando mutuamente, num espelho vivo.

Crocodilo metafísico – Em qualquer tempo, espaço ou contexto, Riobaldo vai abrir caminho até a explicação e não explicação do homem no Grande Sertão: Veredas da nossa alma. Um espelho lírico e indomável. Vai seduzir e nos fazer sonhar e buscar um fio, por mais tênue que seja, da meada do nosso existir, com ou sem a bravata de Deus no labirinto da caverna de onde nunca saímos.

E o velho Chico, real e imaginário, fluindo na eternidade das águas, margeando uma veredinha para dentro da gente até a imensidão das águas grandes e desconhecidas. E isso, definitivamente, pois ninguém lê Grande Sertão: Veredas impunemente. É entrar e sair transformado, uma outra coisa, um outro estado de alma.

E a força de Riobaldo, não com as armas do jagunço, o ofício, mas com as palavras – as palavras líricas e fundas de humanidade de Rosa – faz ruir todas as barreiras, até mesmo a mais engenhosa, que é a da língua. Caetano cantou que só é possível filosofar em alemão. Com a devida licença poética aos grandes pensadores da pátria de Goethe, escorada numa história que ouvi da boca de Adélia Prado, aqui em Goiânia, Riobaldo arrastou para a sua varanda um alemão que deixou seu país e mudou-se para o Brasil com o intuito de aprender português para ler Grande Sertão na língua daquele jagunço que, depois de toda labuta das armas, já possuindo os prazos, vivia no range rede a especular idéias e encantar a gente. Essas de água batendo no barranco, engolindo cachoeiras, naquela interlocução com todos nós – os que passaram, os que estão passando e os que hão de vir. O diabo existe e não existe?

Entre a prosa que recria o seu mundo para uma compreensão necessária de se apossar do vivido – o que só a arte perpetua – e o nosso universo sempre em chamas – e chamamentos –, e a saudade inconformada de Diadorim (a poesia do mundo de Riobaldo), o nosso homem na varanda atira ao vento do sertão espraiado em longínquos e fugidios horizontes de dentro e de fora as nossas dúvidas que se desdobram em verdades filosóficas – muitas de revelação sequer arranhadas ainda...

“Quem mói no asp’ro, não fantaseia”, enrijece Riobaldo, explicando aquele mundo de antes, a labuta sem a peneira do reviver nas especulações, idéias e emoções desentranhadas. Sempre em sua varanda, o sertão à sombra de Diadorim. Momentos de refrigério e vereda, intervalo, interlúdio, o coração entranhado, Diadorim, a neblina, mas também a poesia da vida – e poesia sem neblina é mesmo uma impossibilidade sem essas camadas fundas que pedem raspagem, penetração.

E como disse Guimarães: “Imortal é o que é do sofrido; tudo abaixo daí, é póstumo”. Ele, o que escrevendo vivia no infinito e queria ser um crocodilo, o mestre da metafísica, vivendo nas águas do São Francisco, porque amava os grandes rios, que considerava profundos como a alma de um homem.

Mesmo no mais assombrado desvão dos nossos demônios e infernos, as asperezas, as brabezas, as intrigas, as violências, a encruzilhada entre o bem e o mal, o arbítrio, Deus e o diabo se confrontando no profundo da gente, o tempo todo, um insuspeito anseio de absolvição – um mundo, se Deus existe, e já o matamos; outro mundo, se Deus não existe, e nada nos redimi ou explica. O homem, o único ser que traz a idéia de Deus (Descartes), crendo ou não, espichando ali no sempre sendo do sertão de Riobaldo o fio do labiríntico enredo da humanidade, o reverso pactário – “O diabo existe e não existe? Dou o dito. Abrenúncio essas melancolias”.

E deixemos a filosofia de lado e voltemos às inquietações de Riobaldo na mestria de Guimarães. Que sensibilidades construídas naquelas andanças de médico pelo sertão de Minas, apalpando dores do corpo e da alma sertaneja, ouvindo, anotando, criando e recriando o encanto visível e invisível do sertão – uma língua antiga e uma língua nova numa outra cheia de sonoridades, sentidos, pausas e surpresas da inventividade –, esse sertão recriado do tamanho do universo onde com um mirar fundo em um espelho mais fundo ainda encontramos a face humana e diversa da beleza; o sertão, o locus de um imaginário onde estamos todos nós, aquele alemão solitário em busca de uma vereda – e terá encontrado dentro da varanda de Riobaldo vereda mais funda que a luso-brasileira, uma fonte nova de espantos que nos torna grandes e pequenos diante da imensidão criativa de Guimarães Rosa – que acreditava já ter vivido antes e que para estas duas vidas um léxico só não era suficiente; os pensadores que se desencontraram de Guimarães no tempo e no espaço, mas trilharam a mesma vereda estreita e funda rompendo a caverna com as mesmas dúvidas – a inquietude original de espírito de Riobaldo, o homem e sua solidão. Enfim, todos os que foram tocados pela graça da poesia e da palavra, ali, naquele vai-e-vem da rede-pensamento de Riobaldo, que tem umas ternuras, umas delicadezas, um estado de nobreza desde o princípio da pedra bruta rolando na barranca do São Francisco.

E essa ternura, essa convivência, o que terá afetado em Diadorim, mesmo no contraditório do sentimento do valente Reinaldo – o que os olhos terão dito no âmago dessa ternura entre aqueles homens de sertão na pele, no jeito, no ofício e na alma, onde o diabo é às claras, às brutas, e Deus no atraiçoado, naquele imbricado difícil de desentranhar? Penso como Bandeira, que Guimarães devia ter deixado Diadorim homem até o fim, para funduras mais inexplicáveis ainda perscrutar, sem dar alívio ao contraditório do sentimento de Riobaldo (ou nosso).

A primeira vez com Riobaldo - Em pensar que a primeira vez que escutei Riobaldo foi às cegas – um confronto às brutas ao difícil de difícel da linguagem do universo de Guimarães. Prova de vestibular, discursiva, e o sertão chega de armas em punho (onde até Deus tem de ir armado) e eu ainda desarmada no assombro da ignorância de me ver diante de tamanha e incompreensível beleza:

“- Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não, Deus esteja Alvejei mira em árvores no quintal, no baixo do córrego. Por meu acerto. Todo dia isso faço, gosto; desde mal em minha mocidade. Daí, vieram me chamar. Causa dum bezerro: um bezerro branco, erroso, os olhos de nem ser – se viu –; e com máscara de cachorro. Me disseram, eu não quis avistar. Mesmo que, por defeito como nasceu, arrebitado de beiços, esse figurava rindo feito pessoa. Cara de gente, cara de cão: determinaram – era o demo. Povo prascóvio. Mataram. Dono dele nem sei quem for. Vieram emprestar minhas armas, cedi. Não tenho abusões. O senhor ri certas risadas... Olhe: quando é tiro de verdade, primeiro a cachorrada pega a latir, instintivamente – depois, então, se vai ver se deu mortos. O senhor tolere, isto é o sertão. Uns querem que não seja: que situado sertão é por os campos-gerais a fora a dentro, eles dizem, fim de rumo, terras altas, demais do Urucuia. Toleima. Para os de Corinto e do Curvelo, então, o aqui não é dito sertão? Ah, que tem um maior! Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos; onde um pode torar dez, quinze léguas, sem topar com casa de morador; e onde criminoso vive seu cristo-jesus, arredado do arrocho da autoridade. O Urucuia vem dos montões oestes. Mas, hoje, que na beira dele, tudo dá – fazendões de fazendas, almargem de vargens de bom render, as vazantes; culturas que vão de mata em mata, madeiras de grossuras, até ainda virgens dessas lá há. O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães... O sertão está em toda parte (...)”.

Foi ali, numa sala do Colu (Colégio Universitário – Colégio Estadual Presidente Costa e Silva), numa prova de vestibular que vivi o inferno do sertão de Guimarães, horas de suores aflitivos numa briga mais flagelada ainda com o espanto daquelas palavras; aquela fala penetrando fundo na minha alma, como uma bala certeira abrindo clareira, vereda dentro da minha ignorância ávida de entendimento; labutei com aquele sertão para responder dez capciosas questões (discursivas. Ufa!). Na mais profunda escuridão, li e reli, e quantas vezes mais não lembro, e me deixei guiar por Riobaldo, que foi entrando em mim como uma revelação, o sertão está em toda parte, toda parte, parte... E foi abrindo portas e mais portas, e eu vislumbrando clarões, sentindo uma aragem, vendo umas paisagens e também uma secura... O sertão está dentro de mim. O sertão está dentro do homem. O sertão está no mundo... O sertão universal.

E aquele interlocutor invisível, o que ria certas risadas? O mesmo que vejo lá, no qual eu também me transformo, na varanda eterna e encantada de Riobaldo – que ouve as histórias e se delicia, e deve também desentranhar o barro de suas funduras e rachaduras, da vida que foi, da vida que é e da que nem sabe se será; o mesmo interlocutor que está em mim desde o dia daquela primeira vez, a prova de fogo, o batismo sacramentando para uma vida toda essa devoção às palavras de Guimarães e às inquietações do range rede de Riobaldo.

E foi de Guimarães uma frase que colhi como uma rosa rara (vermelho-sangue-vida-dores) no jardim dessas delícias secretas (e sofridas, ara!) e que depositei como uma oração que acompanhou a minha mãe à sepultura – que também me espera –, e que me consola: “As pessoas não morrem, elas ficam encantadas”. E é assim, rindo certas risadas, mergulhando em certas funduras – já escavando a lama dessa eternidade de rio –, diante da grandeza e da beleza de Grande Sertão: Veredas, que me deixo levar pelo encanto da narração de Riobaldo que brota de dentro de um mundo intuído (o Eu lírico, solitário, imortal, profundo!), laboriosa e genialmente construído por Guimarães, principiando (sem me esquecer de que no princípio era o verbo e que o verbo era Deus) dentro da gente uma construção de sensibilidades.

E Riobaldo transcende, em qualquer tempo ou espaço, fronteira física ou imaginária, no essencial do homem – as inquietações que sobressaem e seduzem em qualquer língua –, mesmo que dentro de um livro, uma varanda de horizonte sem fim dentro e fora de 568 páginas (19ª edição/Nova Fronteira), a travessia feita com graça, Rosa, e mais que arte, um fôlego, um sopro, como Deus movendo a face das águas, a cantiga do vento nos buritizais de dentro, e Guimarães as nossas almas na fala do sertão que está em toda parte, toda parte, parte... Aqui, dentro de nós! E resta a (eterna) varanda lírica, onde só deita na rede quem mói no asp’ro do sofrido, mas abre as janelas do pensamento e da emoção à aventura da criação, a vida no encantado da fantasia que ajuda a compreender a nossa trajetória no sertão do agorinha mesmo e do sempre.

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Mª do Carmo
 

Cida, vc tem me apontado outras trilhas.Que bom ter seus textos para ler, mesmo às pressas, entre a obrigação e o desejo. Agora mesmo ter Guimarães nas mãos e deliciar-me, sentada na varanda, em companhia de Riobaldo. Obrigada pela dica!

Mª do Carmo · Goiânia, GO 31/1/2007 14:43
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Ilhandarilha
 

Cida, você nos coloca de novo na varanda de Riobaldo. E que lugar para se estar... Me emocionei muito com seu texto. Despertou uma imensa saudade da prosa de Rosa, da filosofia de rede de Riobaldo, das veredas e buritis (eu que nunca vi um buriti ao vivo!). Vou já correndo voltar ao Grande Sertão. Obrigada!

Ilhandarilha · Vitória, ES 31/1/2007 21:50
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Natacha Maranhão
 

Muito bom, Cida. Todo mundo que ler esse teu texto vai correndo procurar o Grande Sertão. Quem leu, para matar as saudades, quem não leu, para descobrir o sertão, o mundo do sertão. Parabéns!
Ilhandarilha, você nunca viu um buriti?Venha ao Piauí (ou ao vizinho Maranhão), minha linda, venha ver que coisa bonita que é um buritizal, os cachos de buriti lááá no alto, a cor do suco, do doce, as palmeiras enormes. Venha, venha!

Natacha Maranhão · Teresina, PI 1/2/2007 10:53
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Ilhandarilha
 

Ô Natacha! Nem me fale... Tenho muita vontade de conhecer isso ai. Aliás, meu sonho de consumo é poder viajar pelo Brasil todo, de preferência num 4X4, registrando tudo. Vamos ver quando vai dar. Por enquanto, minhas viagens ficam nos livros, no cinema e na internet.

Ilhandarilha · Vitória, ES 1/2/2007 11:03
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Cida Almeida
 

Maria do Carmo - Professora, fico boba diante da generosidade de suas palavras. Essas trilhas a que se refere estão aí dentro, pedindo expressão. E palavras e talentos não lhe faltam. Que bom que o meu texto despertou esse desejo de varanda, de range rede de pensamentos e do encantado Guimarães Rosa, que legou ao nosso imaginário o inquietante e instigante Riobaldo, com a sua eterna neblina de Dioadorim, aquela brancura e aquele verde dos olhos...
Ilhadarilha - Grata pelo retorno sempre afetuoso às provocações emotivas que vislumbra no meu texto. E quando quiser vir a Goiás, é só avisar... Incluiremos no roteiro os buritizais, que ainda resistem bravamente ao desmatamento. Felizmente tem muito produtor rural consciente que preserva. É sempre um alento viajar e encontrar na paisagem das estradas os buritizais.
Natacha - - Depois de ter escrito dois textos sobre Guimarães, Na varanda de Riobaldo e Varanda Lírica, não resisti tomei coragem e voltei a Grande Sertão: Veredas. E tudo aquilo se apossou com força da minha alma, fui arrastada como a correnteza de um rio para aquela varanda de Riobaldo e sei que vou continuar por lá... Bom saber que no Piauí e Maranhão os buritis dão os sinais vitais dessa aragem na paisagem de fora e de dentro. Muito obrigada pelo retorno da leitura.

Cida Almeida · Goiânia, GO 1/2/2007 11:07
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Higor Assis
 

O museu da Língua Portuguesa - Tem Guimarães Rosa. Um exposição encantadora. Parabéns pelo texto Maria do Carmo.

Higor Assis · São Paulo, SP 1/2/2007 12:28
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Tacilda Aquino
 

"O Corre da vida embrulha tudo; a vida e assim: esquenta, esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela que dá a gente é coragem”. Nossa vida é assim e como dizia Guimarães Rosa, ela nos dá coragem para aguentar todas as angústias, desesperos, silêncios... E continuar... Sempre com a esperança de que Dias Melhores Virão.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 2/2/2007 11:43
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Cida Almeida
 

É o que a vida quer da gente é coragem. Sempre em frente, e dias melhores virão...

Cida Almeida · Goiânia, GO 2/2/2007 12:15
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Tacilda Aquino
 

O que ela que dar a gente é coragem . Também.

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 2/2/2007 12:24
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Cida Almeida
 

Também!

Cida Almeida · Goiânia, GO 2/2/2007 12:28
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Tacilda Aquino
 

"O mais importante e bonito do mundo é isto; que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam." Eu desafino mais que afino e espero estar longe de ser terminada. E tento mudar sempre para melhor. Nem sempre consigo por causa da minha impetuosidade. Mas continuo tentando. Cheia de coragem.
A propósito: “ A doçura do olhar dela me transformou... Então eu vi as cores do mundo”. Leia: “A doçura do seu olhar me transformou... Então eu vi as cores do mundo”

Tacilda Aquino · Goiânia, GO 2/2/2007 12:42
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Joana Eleutério
 

Cida, Dei uma lida rápida no seu texto e comentários. gostei muito. Mas, cheia de coisas pra ler, guardei nos favoritos para reler depois com mais vagar e pra poder saborear. Parabéns!

Joana Eleutério · Brasília, DF 24/9/2007 21:05
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