VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS...

fotos RENÉ (casa, OUT. 1956) e RIBAS (na creche, mesma época/RJ)
Na casa do patrão rico, em 20/10/1956 e na creche aos 5 anos, com a mesma roupa
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"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA
18/10/2007 · 241 · 40
 

VELHOS TEMPOS, BELOS DIAS Eu poderia afirmar que não tive infância e não estaria mentindo. Juntos ou separados, meu irmão gêmeo e eu passamos todo o período de estudos em internatos variados, a começar pela creche da Paróquia de N. S. de Copacabana, sustentada pela caridade de madames e fiéis.
Não tenho do que reclamar: o que se perdeu em liberdade e "joie de vivre" ganhei em saúde e sobrevida, com boa alimentação e cuidados médicos. Nos estudos obrigatórios adquiri cultura, fora a educação rígida e "arranhei" idiomas estranhos como o polonês, francês e latim.
De cada "estação" ficou uma lembrança, mero registro doloroso ou divertido da "prisão" momentânea em que me encontrava. Em todas, um só senão: a ausência dos pais, sempre distantes, às vezes em outro Estado. Não vinham nem para nos buscar nas férias de fim de ano, quando o colégio encerrava as atividades. Primos ou vizinhos de nossa tia "resolviam" o problema.
Num Mundo que, apesar das dengosas Evas, já nasceu masculino, um colégio interno pode ser um ambiente bastante divertido, apesar do espaço exíguo se considerarmos a imensidão fora das grades.
Da creche (com 3, 4 anos ?!) lembro muito pouco: a sesta após o almoço, num mar de cadeiras de praia que tomava todo o enorme salão. Recordo os banhos de luz azulada numa máquina apavorante, óculos escuros escondendo o medo, e também a cadeira do dentista, com uma janela sanfonada que deixava entrever a pracinha em frente.
Desse distante passado restou uma foto de "aluno" aplicado, lápis sobre o caderno aberto e um ábaco de brinquedo enfeitando a mesa. Sei que fomos reportagem de jornal carioca, quando a petizada visitou em excursão a jaula dos elefantes na Quinta da Boa Vista.
Se ficávamos sozinhos no barraco a vida virava uma festa só. Pegava-se carona nos caminhões que desciam cautelosos o Morro, fumávamos "guimbas" de cigarros catados nas calçadas e vivíamos de estrepolias que levaram meu irmão ao hospital, clavícula e braço quebrados rentes às rodas de um possante GMC. (leia-se "gemecê")
Graças aos "Cosme e Damião" -- PMs aos pares em ronda que fez história no Rio dos anos 50 -- acabamos no SAM (espécie de FUNABEM) para desespero de minha mãe, 3 meses à nossa procura. O lugar era horrível, serviam macarrão estragado e havia grades por todos os lados, cercando até o escritório do Diretor.
Meu pai encerrou a questão "raptando-nos" do barraco à revelia da genitora, para nos internar nas Escolas Reunidas São João Batista, nos confins do Brasil, em Santa Catarina. As Irmãs Vicentinas nos receberam de braços abertos -- os primeiros cariocas da histporia do Colégio... e gêmeos, ainda por cima -- e providenciaram roupas de inverno e cobertores, pois nosso enxoval era para férias nas praias havaianas.
Velhos tempos, belos dias... foram quatro anos inesquecíveis, com internato misto no 2º ano (1962) para alegria da gurizada e pavor das Madres. Em pouco tempo "acabou-se o que era doce"... mas o sótão do galpão de aulas ainda guarda estórias cabeludas dos que o "visitaram".
Era tempo de Jânio e sua vassourinha dourada, dos panfletos das Casas Pernambucanas, do enorme sabonete "Vale Quanto Pesa" e do programa "Aliança para o Progresso" do esperto JK americano, abarrotando colégios de óleo de cozinha e barris de leite em pó que a umidade invernal estragava em poucos meses.
Dos "Estêites" só queríamos a mini-bola de gude com uma hélice colorida dentro, o "olhinho", como a chamávamos. Valia meia dúzia das comuns e, quanto menor, mais valiosa. A Dirce -- filha do comerciante mais importante do vilarejo Alto Paraguaçu -- presenteou-me com uma gigante, 3 cm de altura, para despeito de meio colégio e mais um apontador em forma de globo terrestre... tudo por uma migalha de meu "amor" infantil, mas eu só tinha olhos para a walkiriana Elizabeth, loura com estrelas azuis sob os cílios sensuais.
Coisas da Vida: pouco depois me surgiria uma "pereba" incurável na canela e acabei sem nenhuma. Tempos patrióticos aqueles... o Hino Nacional cantado todo sábado pela manhã e os demais hinos quando a época formal se apresentava. Passamos incólumes (naquele fim-de-mundo !) pelos sucessos do malfadado 31 de março de 1964 e tudo o que ocorreu em seguida. As Irmãs eram professoras de todas as matérias, um só livro durante os 4 anos do primário e muita lição de casa, 6 ou 8páginas ao dia.
Castigo na escola, nem pensar... apanhava em casa quem demorava a voltar das aulas e levar bilhetinhos da mestra para os pais era o terror de qualquer guri. Corrigia-se os errados com 200 ou mais linhas de "NÃO DEVO.................NA AULA" (ou na classe), na época da caneta-tinteiro e do milagroso mata-borrão. Velhos tempos...
As brincadeiras, para os internos, apenas no intervalo após o almoço ou à noitinha. Pique-bandeira e "queimado" eram as principais, mas havia o "cavalo de guerra" -- duplas se derrubando, um nos ombros do outro -- e as raras "peladas", com o padre-fotógrafo Victor Pascek a esconder a bola sob a batina. (Ao soar do sino largava-se tudo e, perfilados, rezávamos na hora da Ave-Maria ou Hora do Ângelus.) No dormitório, após as orações, guerra de travesseiros e, vez em quando, o "trenzinho", espécie de "meia" em grupo, mas a prática não tinha dia nem hora. Soube que usaram até o catafalco como cama (...).
Missa diária bem cedinho, em fila indiana para a colossal "catedral" ao lado, cortando a cerração gelada com os narizes vermelhos. Tortura maior que lavar o rosto de manhã com a água congelada da bacia só mesmo almoçar uma tal de "tatarka", massa escura feita de grãos de trigo e arroz integral, da pior culinária do mundo, a polonesa. Enquanto alguém distraía a cozinheira, os demais passavam seus pratos ao que estivesse mais próximo do buraco no assoalho do refeitório, para deleite das ratazanas, vermes e insetos.
Os mais comportados eram promovidos a sacristãos, com paga nos domingos e dias santificados e a escolha recaía sempre nos gêmeos -- nós, mais Elói e Wagner -- para azar dos demais.Missa do 7º dia ninguém gostava... tínhamos que arrastar imenso caixão (o "catafalco") para o adro interno da igreja,com estrado de toneladas e, ao fim do sacro ofício, retirar tudo. Bater os sinos a cada 6 horas também era nossa responsabilidade. E encher as galhetas de vinho, tarefa disputada a tapas.
A gente quase sujava o "short" para dar a primeira badalada e, às 18 horas, o prazer virava suplício. Oa morcegos debandavam em massa roçando-nos a nuca... um deles chocou-se com meu covarde nariz. Mergulhei sem hesitar no vão entre as escadas, descendo corda abaixo qual esquilo. A pele das mãos ficou no cordame rude, como lembrança. Até hoje o interior das igrejas me parece o local ideal para a reunião de demônios. Onde mais podem êles conquistar almas, senão quando elas tentam ser um pouco melhores?
Ser sacristão tinha suas vantagens: almoçava-se vez ou outra com os padres na Casa Paroquial, podia-se comer as sobras das hóstias e passear no jipe deles. Só era ruim ter que lavar a colossal igreja ou suportar, de frente para a multidão, os compridos sermãos dominicais do Pe. Lauro, espécie de Moisés redivivo. Polonês de cabelos vermelhos e olhar em fogo, fazia estremecer o púlpito reverberando os pecados dos fiéis. Estragava o domingo da maioria, os machos amassando os chapéus nas mãos calosas e voltando às suas casas sérios e calados. Deus deve ter reclamado dos exagêros do pároco, que apressou a morte de muitos cristãos, por problemas cardíacos, graças aos seus berros.
Às vezes me pego a sorrir, recordando esses momentos todos. Tem muito mais a contar, pois éramos escolhidos para representar o colégio em tudo, nos desfiles e festas. no aniversário dos padres e até em peças "teatrais". No último ano (1964) resolvemos de comum acordo boicotar a peça de encerramento das aulas. Fazíamos um general e seu ordenança, os poltrões, que apanhavam das espôsas no final. (Sem rádio nem jornais no vilarejo, as Irmãs não ficaram sabendo do golpe militar meses antes.) Erramos falas nos ensaios, "esquecemos" cenas, relaxamos treinos mas a peça foi encenada ainda assim, para nosso desespêro. Fiz também um caipira voltando da cidade grande para contar as novidades: "Chegue seu Zé, chegue Mané,/ venha o Pedro e o "Bastião"/ que seu Juca vai contá/ o que viu na capitá,/ pois tem coisa de fazê inspantação!" Foi por essas e outras que adquiri um trauma de palcos e peças.
Aliás, naquele mesmo ano o salão da Casa Paroquial foi testemunha da ira santa de um missionário capuchinho que catequizava com bolas de basquete (habilmente manipuladas) e filmes em geral, em tela grande e com som, novidade para encher dois salões. Senhor da platéia, êle discorria sobre as dificuldades da catequese na África, imagens de casebres de estuque e couro com os "selvagens" circulando. De repente, ao fundo, surge imenso leão que põe todos a correr feito baratas tontas. A fera rasga as choupanas como papelão e sai de uma com um garoto atravessado na bocarra. Deita o corpo bem em frente à câmera, leva parte do estômago e some. Enquanto a criança esperneia nos estertores da morte, o teto vem abaixo ao pêso das gargalhadas. Desligado o projetor, o "barbudinho" passa "um sermão" na platéia. Logo em seguida cenas da Segunda Guerra Mundial... mais "baratas" correndo apavoradas de outro monstro, os tanques alemães na capital polonesa arrasada. Sorrisinhos presos nos cantos da boca, as bochechas inchadas pelo esfôrço. Na parede iluminada um infeliz escorrega nas pedras e cai sob as "rodas" do Leviatã de aço, que lhe esmagam a cabeça, com os braços e pernas espadanando no espaço. As paredes tremeram ao som dos uivos da patuléia, enquanto o sacerdote ensandecido saltava do balcão sobre os espectadores, espumando de ódio. Nunca mais vi um padre com raiva...
Mas as melhores lembranças vêm das excursões, duas ou três ao ano. Quem não lembra da única vez em que se viu mulher careca, quando o vento jogou longe o chapéu-canoa da Madre Superiora, a severa Irmã Helena? A gargalhada foi geral, a festa acabou ali e a vaidade feminina da esposa de Cristo a fez chorar por vários dias. E quando o caminhão de "saúvas" infantis parou bem debaixo da ameixeira mais querida do sitiante que convidara o colégio? As frutas "sumiram" em segundos e o "polaco" pulou a varanda aos berros, dizendo coisas estranhas. Aquela excursão também acabou antes de começar !
E quando um outro "cacareco" com quase 50 crianças na carroceria começou a descer de ré a ladeira escorregadia? Tivemos que saltar e empurrá-lo, os garotos maiores somente, patinando no lamaçal. Mas a visita ao Museu dos Capuchinhos, em Rio Negro/PR, se tornou inesquecível... valeu a pena o susto: Como dizia a canção: "ai,ai,ai,ai,/ são belos tempos que não voltam mais!"
CINCINATO PALMAS AZEVEDO


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Andre Pessego
 

Meu Caro, Caríssimo Nato,
Vou lhe dizer o que acabei de dizer ao Nivaldo: este ano a vida me reservou momentos agradáveis por leituras valiosas e também agradabilíssimas - ganhei um surrado compendio sobre a Revolução do Haiti, alguns apanhados de Perdigão Malheiros.....
me indicaram o Overmundo, aqui tenho lido voce, a meu amigo leiteiro e tantos outros......
Das tuas lembranças, ou seja, do teu retrato, embora a distância geográfica e as peculiaridades na conta dos adultos, tudo tão próximo, avisinhados numa vontade de viver quase que apenas biológica - assim são as crianças, assim nos reportamos...
Felicidade enorme. Vou voltar, reler: nos reencontrarmos
- colegas - um ali, outro acolá - e só, colegas nas injunções a que a vida nos reservou - colegas como são todas as crianças,
um abraço, e parabéns, andre.







Andre Pessego · São Paulo, SP 15/10/2007 22:25
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Andre Pessego
 

Nato, mas anotei duas palavras
- Lá nas bolas de gude, dos "esteites"....chamavamos, está escrito "Camávamos". ali perto de Aliança p; o progresso
outro - depois de Hino Nacional o sabado está sabadoso
um abraço, andre

Andre Pessego · São Paulo, SP 15/10/2007 22:45
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Cintia Thome
 

Nato Azevedo,
Contador de estórias, com fundo triste, mas alegria também, o que fez de você uma pessoa franca, que não esconde a verdade e que nos trás aqui uma série de imagens hilariantes e que você ao vivo viu. Parabéns. Curvo-me diante do belo e raro texto.
E lendo agora, sinceramente, vinguei-me da Madre Superiora, pois em minha memória, vi a minha, Madre Jacinta...Estou vendo até a minha chorando, rs (que maldade!)Um abraço.
Sério, você é 10.

abçs.

Cintia Thome · São Paulo, SP 17/10/2007 21:29
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Benny Franklin
 

Nato, Salve!

Estas lembraças que descreves neste primoroso texto - é um dos melhores conteúdos que já li aqui no Over.

Muito bom mesmo. Te parabenizo por isso, amigo!

Abçs. Benny Franklin

Benny Franklin · Belém, PA 17/10/2007 21:29
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nato:
Primeirão a votar! Isto aqui tá bom demais!
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 17/10/2007 21:51
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Saramar
 

Nato, eu estou encantada.
No começo da narrativa, fiquei com o coração preso porque o conceito que guardo em mim de "internato" é igualzinho ao de prisão.
Aliás, meus pais sempre nos ameaçavam com esse terrível destino quando aprontávamos alguma estripulia, eu e minha irmã. O que você contou confirma, em parte, meu horror, principalmente em relação às grades.
E, apesar de tudo, você descreveu as agruras e os momentos de diversão com um tom isento de mágoa ou dor.
É admirável este maravilhoso retrato que, mais que as fotos emocionantes que você colocou, mostra o quanto uma pessoa pode se construir para sempre e encantar outras com suas dores e alegrias.
Parabéns!
Obrigada.

beijos



Saramar · Goiânia, GO 17/10/2007 23:36
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nato e demais posteriores visitadores da página:

Tou torcendo pra só sair da sala de votação amanhã de manhã,pois os textos publicados pouco antes da meia-noite ficam prejudicados pois já começam o dia com menos de sessenta overpontos. Saindo amanhã cedinho vai ter muito voto, eu tenho certeza pois o texto é encantador e as fotos antológicas coisa linda de se ver.
beijos e abraços, do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 17/10/2007 23:54
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Marcos Paulo Carlito
 

Nato,

Vim, gostei e votei. Volto amanhã para comentar.

Marcos Paulo Carlito · , MS 18/10/2007 01:43
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Ize
 

NATO, saí do texto do Nivaldo e entrei no seu. Preciso dizer mais? Tudo o que disse lá repetiria aqui, mas claro não fica bem. Variando, então, afirmo que de tudo que já li sobre memória de escola (não apenas aqui no overmundo) essa é, sem dúvida alguma, uma das mais primorosas. Por acaso vc conhece Bartolomeu Campos de Queirós? É um dos meus memorialistas (em matéria de narrativa memorialística de escola) preferidos. Pois bem, vc o suplanta. Essa é uma paça literária da mais alta qualidade. Rapaz, como é que pode caber tanta história numa vida, ou em duas, né? E as fotos? Fico pregada nos gêmeos. Vcs eram fofos demais. É com aquele sorrizinho então.
Parabéns nato e muito obrigada por esse presente.
Beijos da
Ize

Ize · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 02:29
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Nivaldo Lemos
 

Nato, meu amigo,
suas memórias são realmente plurais - no sentido nato e lato. E digo isso pela imensidão de imagens e histórias que carregam. Creio mesmo que você poderia escrever um livro sobre este manancial de vivências. Mas, confesso, em muitos trechos me flagrei ao seu lado, vivendo as alegrias e amarguras - pois as há, sabemos - dos internatos, como se fôssemos unidos com liames de histórias comuns que o destino reservou. A tua, infinitamente mais rica e triste que a minha. Mas também infinitamente engraçada e que muitas gargalhadas me arrancou. Devo dizer que preferiria o texto mais ventilado de parágrafos, mas até acho que essa forma tizunâmica de narrar acaba se tornando ela própria um metatexto, reflexo da sua própria experiência: avassaladora, torrencial e rica de vivências contraditórias. E, ao me reconhecer em tuas memórias, devo dizer, senti-me muito melhor, quase como se vivenciasse uma catarse. Seu texto, de fato, me emocionou, Nato. E, para encerrar, as fotos estão uma maravilha e complementam de forma magistral o universo da narrativa, comprometendo-nos de maneira inevitável com o conteúdo, com suas reminiscências. Um primor. Parabéns!

Um abraço.

Nivaldo Lemos · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 12:38
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crispinga
 

Que guri com cara de danado! Fechei a votação, amigo! Foi para o trono!
Parabéns , suas lembranças acri-doces mexem de verdade com a nossa cabeça...Essa cruel realidade que ainda persiste em manter os excluídos...
Beijos, amigo!
Cris

crispinga · Nova Friburgo, RJ 18/10/2007 19:10
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Cintia Thome
 

Estou com Nivaldo.
O livro?
Tuas estórias são maravilhosas, explodem em contingencias que a vida te apresentou e te fez forte, vencedor, alegre, franco e Escritor ,tuas lembranças são bálsamo para as nossas, sofridas ou não.
Espera o quê? Já sei que você sabe vender, venda esse "peixão"!
Voto com satisfação.

* procure o judeu no balcao (rs)

Cintia Thome · São Paulo, SP 18/10/2007 22:34
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Mansur
 

Que maravilha Nato! Sua narrativa é espetacular, misturando estórias, imagens e impressões. De emocionar...parabéns!
Grande abraço

Mansur · Rio de Janeiro, RJ 18/10/2007 23:11
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ana_isabelle
 

Passei, li e gostei.
Parabéns!!
Sem mais palavras.

ana_isabelle · Fortaleza, CE 19/10/2007 05:40
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FILIPE MAMEDE
 

Quanta reviravolta Nato? Que bom que no fim das contas você veio parar por aqui, não é mesmo? Tuas lembranças me trouxeram à cabeça centenas de imagens, sensações e vivências que, nem mesmo tive. Eu ia falar agora da paragrafação, mas fico com o apontamento do Nivaldo. Que fique assim mesmo, uma verdadeira cadatupa de reminiscências...
Um abraço.

FILIPE MAMEDE · Natal, RN 19/10/2007 10:24
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arlindo fernandez
 

Caro Nato!

Belo relato, sem magoas e com um certo toque de humor - uma epopéia. Eu que sempre achei os teus escritos duros, hoje me rendo.Deixe explicar o duro, precisa de textura feminina, precisa ficar mais "abichalhado" - com respeito,claro.(é brincadeira)
Salve Nato, que vida extraordinária!
Parabens.

arlindo fernandez · Campo Grande, MS 19/10/2007 18:49
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Joana Eleutério
 

Finalmente li seu texto com calma. Comovente e belo, Já tinha votado. Um grande abraço.

Joana Eleutério · Brasília, DF 19/10/2007 19:24
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Joana Eleutério
 

Esqueci de dizer: Amei suas fotos. Beijos.

Joana Eleutério · Brasília, DF 19/10/2007 19:25
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ANDRÉ/CINTIA/BENNY & JOCA... grato pela visita, vocês já são de casa. Dona IZE, fico felizque tenha gostado,mas "não me bote muito alto que o tombo é sempre maior", como dizia aqui um sambista amigo meu.
NIVALDO, com um elogio destes já posso ir para a academia. Dona CRIS, sentar em tronos não é de meu agrado, prefiro uma cadeira de palhinha na varanda, conforme o magistral texto de Eça de Queiroz (CARTAS A DOM FRADIQUE MENDES) que deviaestar estampado na parede de cada escola pública.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 19/10/2007 21:00
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Meu caro JOCA... nem agradeci os elogios lá em cima. CINTIA... detesto peixe, não consigo nem "ver o cheiro" de um e aquele da foto continuou vivo, espero que por muito tempo. Acho pescarias uma das maiores TORTURAS de animais na Terra. (Vais ter que me explicar a citação sobre o judeu.
MANSUR... quanta honra! Grato pela visita, espero poder retribuir em breve.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 19/10/2007 21:08
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OHHHH... gente nova na área, ANA ISABELLE (belo nome!) e o dr ARLINDO FERNANDEZ, se bem que com essas queimadas todos o ar daí de MS nãodeve estar tão lindo.
FILIPE MAMEDE, juro que não esperava tanta receptividade pro meu texto,acho acrônica doNivaldo melhor que a minha. Quanto aos parágrafos, já vi na Internet essa"divisão" a cada 3 linhas e dá ao texto uma aparência de RELATÓRIO, de DESCRIÇÃO DE MATERIAL. Mas os textos atuais foram escritos em 1999 e 2000.

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 19/10/2007 21:15
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victorvapf
 

Memoria gravada e fotografada!Parabens victorvapf.votado!

victorvapf · Belo Horizonte, MG 21/10/2007 07:35
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Tom Zine
 

Creio que o que mais temos de terrível no corpo seja a memória. Ela nos conduz à infância, ao destino inexorável que não suponhamos. A infância sempre será um lugar de deslocamento. Como uma zona morta, uma dimensão a que volta e meia somos jogados. Nato captou isto.Parabéns

Tom Zine · Frei Gaspar, MG 22/10/2007 15:37
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Frazão Brother
 

Nato,
Ainda sou "barbeiro" no controle desse tempo de votação. Mas voto assim mesmo, tarde, pra dizer que gostei. E digo mais: vc é, orgulhosamente, fruto de si mesmo, pelo que li.
abrs

Frazão Brother · Anastácio, MS 22/10/2007 23:54
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VICTOR... é vapt-vupt! Grato pela visita!
Meu Deus... o nome maior das letras "gasparinas" me honrando com sua leitura! TOM, my love, não seja tão severo consigo mesmo, o Passado (no meu caso) será sempre melhor que o futuro. Grato pelo voto e comentários!
Hello, FRAZÃO... humilhe mas não tripudie! Sentimos imensa falta de nossos pais, acabamos por conviver com nossa mãe só a partir dos 15/16 anos, todos quase que uns estranhos e a convivência com meu pai foi ainda menor, 2 meses ou 3 no total, isto em mais de 40 anos de "vida". (Ele ainda está vivo, 90 e tantos anos... minha mãe se foi em 2005, aos 93 de desilusões)
"Fruto" de mim mesmo -- excelente conclusão a sua! -- aprendi que NÃO SE PODE TER/QUERER TUDO NA VIDA... e assim caminho até hoje. Vamos em frente!

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 23/10/2007 16:56
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analuizadapenha
 

oi... uma visita no tempo, um filme em p&b e a fita com ruidos aparece numa parede meio esburacada e sentamos em novas cadeiras, roupas novas,sorrisos antigos e uma mochila nas costas. A leveza de compreender que o passado poderia ter sido diferente. Não foi. Mas o presente não está contaminado por uma amargura eterna. Abraços¶béns

analuizadapenha · Natal, RN 26/10/2007 08:34
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Kais Ismail
 

Me surpreendeu!!
Meus parabéns!!
Abraços.

Kais Ismail · Porto Alegre, RS 28/10/2007 19:12
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Marcos Paulo Carlito
 

Inicío a partir do primeiro comentário: "colegas como são todas as crianças..." Seus textos também provocam poesia nos leitores. Sobre os pequenos lapsos de digitação, vou deixar passar batido. A gama de palavras novas para o meu dicionário compensa.

Passo pelo o elogio à sinceridade, da Cíntia. É uma qualidade de quem não teme ser, talvez tema não ser.

Percorrendo, agora com o coração da Saramar, vejo força e superação no lugar da dor.

Nas palavras de Ize, aporto meu gosto, fica sendo então você o memorialista preferido.

Quanto a pluralidade nato-latente, o Neologista Nivaldo acabou de criar um termo eficiente para expressar a propriedade da tua obra, esta "imensidão de imagens", este "manancial de vivências entre alegrias e amarguras" (esse Nivaldo é f. na hora dele), uma "catarse" "torrencial".

Guri acri-doce é uma ótima definição para seu passado infantil, o comentário da Cris caiu muito bem em você.

A epopéia do Arlindo exprime bem a aventura de uma vida inteira, porque você não deve ter parado na infância. Deve haver bem mais na sequência compassada do teu destino...

A cadeirinha de palha que você prefere ao invés do trono deve estar aí na varanda desse rancho, essa espécie de tapera velha maquiada com teu semblante.

Por favor, não venha ao pantanal sem estar preparado para ver a maior torutura da terra com mais frequência do que gostaria.

O Zine é muito louco; o Frazão um mestre terno (especulando o que ele disse: que tipo de fruta dá quem é fruto de sí mesmo? Você não é fruta, não é mesmo?)

Por mim mesmo, o que posso dizer?...
Que você conhece a mãe de todas as dores? Não, não diria apenas isso. Diria que você aprendeu a conviver com ela...

Grande abraço Guaicuru!

Marcos Paulo Carlito · , MS 28/10/2007 23:50
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Caros Amigos ISMAIL & CARLITO... podem ter certeza de que, no Pará, estou pagando TODOS OS MEUS PECADOS, mesmo nãosendo poucos. Tenho enviado por e-mail alguma coisa, mas faço questão de contar boa parte por aqui mesmo.
Se você for considerado "de fora", tem chances mínias de realizar qualquer coisa aqui, mesmo querendo e tendo competência para tal. Pior: em qualquer campo, principalmente no cultural/musical, só pode fazer as coisas a tal "gente da terra" (com raras exceções!), que em geral não quer nada com coisa nenhuma. DIGO E PROVO... não é difamação nem preconceito! Aguardem... faço questão de contar nossa saga, mas já tem algo dela no texto recém-votado
www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 29/10/2007 17:33
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Rapaz, até esqueci de comentar seu comentário. Meu caro CARLITO, ficou melhor a análise dos textos alheios, SÍNTESE magnífica tua sobre os meus leitores... grato pela visita.
Quanto ao "fruta"... solteiro aos 55 anos, já nem sei mais o que sou! Os desafetos devem dizer pelas minhas costas que sou "veado"... serei?! Sou pelo menos 48, 24 é pouco, declarou-me um padre polonês na cidade de Vigia/PA, irritado com as fofocas da patuléia, depois que expulsou as barracas de jogatina da frente da Matriz, durante as festas da padroeira.
Teria uma sombra de preconceito na tua observação? Abraços,

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 29/10/2007 17:39
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Marcos Paulo Carlito
 

Se você fosse uma fruta 24, simplesmente 24, aí eu teria preconceito sim, porque seria muito pouco. Agora, uma fruta 48, bem, aí é diferente, já fica mais a altura. rsrsrsrs

Claro que não bobo, um cara como eu não pode nem sonhar em ter preconceitos. Porque? Porque sou marginal cara, sempre fui, sempre estive a margem de qualquer sistema que você pensar.

Então, faço parte das minorias, dos excluídos. Me uno ao coro das putas difamadas e dos veados rampeiros que não conseguem respeito. Sou mascote dos artistas incompreendidos e vilão do progresso a qualquer custo. Sou a companhia do velho indigente, da velha solitária, do louco que cata pedrinhas (literalmente). Como eu poderia ter preconceitos?

Bem, sendo humano, novo e precipitado, pode ser que em qualquer lugar de mim, sim, ainda haja preconceitos... É esperar pra ver...

Grande abraço Guaicuru!!!

Marcos Paulo Carlito · , MS 29/10/2007 17:57
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HUMMM...com uma "peroração" dessa qualidade, considero-me convencido. Mas, você está mais para advogado do que para "índio"!
Ademais, depois daquele "kaiapó" lá das terras vigilengas tomei "bronca" de índio... aliás, nosso machismo tupiniquim vem dessa raça de folgados, que botam as mulheres para trabalhar enquanto vão nadar e pescar.
E índio cavalgando... me desculpe afranqueza, prá mim é potoca! A raça é nômade, não para(va) na época de Debret em lugar algum, vivia nas florestas onde cavalo não entra, tinha mêdo de animais domésticos como cachorros por exemplo e aparece -- a la apaches e navajos -- cavalgando em plena luta? ESSA NÃO !
Mas,concordo que Felipe Camarão, o POTY, foi um dos poucos heróis verdadeiros dessa nossa História cheia de farsas. Abs,

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 30/10/2007 16:30
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Marcos Paulo Carlito
 

Nato, desculpe mas agora vou ter que entupir este post para dar base em minha defesa:

Há muitas coisas que desconhecemos...

As sociedades nativas só podem ser compreendidas olhando-as de dentro pra fora, coisa difícil para nós, até para quem procura bastante. Só convivendo mesmo.

Sobre a agricultura, os Guaicuru não eram agricultores. Porém, se fossem, dúvido que as mulheres gostariam de, no lugar deles, ir pra guerra, enfrentar uma onça, uma manada de caititus selvagens... enfim, a estratificação social nativo-americana não é composta segundo nossa visão civilizatória do que cabe ao homem ou a mulher segundo os príncipios de uma democracia que só existe no papel e nos sonhos. A coisa lá é um pouco mais bruta, tipo assim, quem tem força caça, quem tem peito dá de mamar, quem tem lança finca, quem tem racha dá...

Sobre serem cavaleiros (Debret é apenas um pincel sonhador), invoco agora as velhas fontes do chaco-pantanal:

"O fato é que o exercício da guerra entre os Guaicuru tornou-se mais intenso a partir do contato com os conquistadores espanhóis. Enquanto outras tribos dissolviam-se frente à deculturação compulsória do avanço colonizador, os Guaicuru fortaleciam-se, combatendo a desvantagem frente ao poder tecnológico de seus adversários saqueando seus bens culturais e assimilando-os sem perder sua identidade, mantendo assim as características fundamentais de sua configuração sociocultural.

Os Mbayá-Guaicuru desconheciam o cavalo europeu (Equus cabalus), até que os espanhóis o introduziram na América no século XVI, sendo assimilado pelos nativos a partir do fim do mesmo século e início do século XVII (Herberts, 1998).
A adoção do cavalo provocou mudanças culturais na sociedade Mbayá-Guaicuru, que reconfigurou-se a partir da grande mobilidade oferecida pelo animal, proporcionando a exploração mais adequada dos recursos naturais e uma adaptação perfeita às táticas de guerra utilizadas, que caracterizavam-se por rápidas incursões a territórios habitados por grupos sedentários.

A partir de então, os Mbayá-Guaicuru transformaram-se em sociedades estritamente eqüestres, alterando seu padrão de subsistência através de uma economia mais especializada, caracterizada pela “ampliação dos territórios e a introdução de novas técnicas de caça a cavalo: um aumento da atividade guerreira com saques a povoados espanhóis e aldeias de outras tribos (...) mais sedentárias; desenvolve-se um alargamento dos bandos patrinileares em bandos compósitos e se desenvolve ou reforça um sistema de classes incipientes, como a dos guerreiros, em linhagens nobres” (Herberts, 1998 apud Galvão, 1963).

Embora o cavalo tenha sido o principal agente da reconfiguração sociocultural dos Mbayá-Guaicuru, outros fatores também contribuíram com essa transformação, como a assimilação do ferro, que reforçou o ajuste aos padrões bélicos da cultura envolvente. Doravante, além das armas de bastões e flechas, haveria as longas lanças tipo espanhola que, associadas ao emprego da cavalaria e a elaboração de manobras táticas, tornariam os ataques Mbayá-Guaicuru mais organizados, conduzidos em territórios mais amplos, envolvendo alianças militares e grandes celebrações de vitórias, contribuindo para o aumento de prestígio na classe guerreira que se desenvolvia.

(continua)

Marcos Paulo Carlito · , MS 30/10/2007 16:50
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Marcos Paulo Carlito
 

(segue)

Essa conseqüente intensificação da guerra entre os Guaicuru teria originado classes de militares líderes e guerreiros e uma divisão social entre nobres guerreiros, servos e escravos (Herberts, 1998 apud Steward e Faron, 1959).

Essa divisão social “provavelmente refletia a influência dos cavaleiros de guerra. Os nobres eram divididos na nobreza que herdou títulos e para aqueles que os títulos foram conferidos somente até a morte.

A classe dos guerreiros era a segunda em importância, seguida de chefes e nobres, e desfrutava de privilégios especiais. Embora a afiliação fosse dada através de conquistas pessoais, ela tornou-se hereditária.

A terceira classe era composta dos servos Guaná, através dos quais os chefes Mbayá estenderiam seu controle através do casamento e conquistas.

Escravos capturados e comprados consistiam a quarta classe Mbayá. Estes escravos eram mantidos em regime de serventia perpétua e hereditária, embora sua descendência pudesse atingir o status de livre através do casamento com Mbayá, provavelmente na classe dos guerreiros. Esta classe incluía índios presos de todo lado leste do Chaco e florestas do Paraguai e também alguns paraguaios mestiços. A maior fonte de escravos parece ter sido a de Chamacoco. Possuir uma grande comitiva de escravos aumentou muito o prestígio da classe nobre, e serventes eram constantemente mostrados para demonstrar a grandeza de seus proprietários” (Herberts 1998, apud Steward e Faron, 1959).

Em fins do século XVII, estratificados em linhagens guerreiras, enriquecidos de cavalos e cativos, as sociedades Mbayá-Guaicuru perdem completamente o caráter subsistêncial, voltando-se para a conquista do prestígio social e do direito a propriedade despertados pela acumulação. Com a assimilação do cavalo e do ferro, sua economia torna-se essencialmente botineira* e os ataques estendem-se a regiões e povoados cada vez mais distantes, como os realizados contra as monções paulistas".
(Spengler, Henrique; Carlito, Marcos Paulo - Os Guaicuru, Coxim - 2007)

* Botineira, referente a Butim: Despojo do inimigo, de que o vencedor se apropria; produto de um saque; pilhagem.

Marcos Paulo Carlito · , MS 30/10/2007 16:54
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Marcos Paulo Carlito
 

Nato, última coisa, no chaco-pantal não tem "florestas". A vegetação é diferente, composta de cerrados baixos e pantanos alagadiços (ótimo terreno para cavalos)

Marcos Paulo Carlito · , MS 30/10/2007 16:56
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Letícia L. Möller
 

Nato,
que maravilha de texto, que por distração descubro apenas agora. Escrita primorosa, atraente, que narra tantas aventuras e desventuras sensacionais. Adorei e ja estou com vontade de reler. O projeto do livro fica ainda melhor - fica simplesmente fantastico - com as tuas lembranças escolares. Assim como as do Nivaldo, as tuas realmente me fascinaram.
Um grande abraço,

Letícia L. Möller · Porto Alegre, RS 31/10/2007 16:23
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Dona LETÍCIA... seja benvinda! Mas me parece que o JOCA OEIRAS optou pelo texto sobre o Seminário Menor (veja em)
www.overmundo.com.br/banco/entre-o-frances-e-o-latim
Eu gosto muito do "AQUELA... "VACABUNDA", com os comentários elucidativos daqueles belos tempos, feitos pelas meninas que me leram. Que tal você acrescentar algo! Beijos,

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 31/10/2007 17:08
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Natu:
Desculpe-me desmenti-lo assim, na lata, mas não optei por coisa nenhuma, inclusive não me perdoria se "Velhos Tempos" ficasse de fora. Quanto à sua querida "Vacamunda" (amor e ódio sempre andam juntos), o primeiro texto que você me enviou, achei desfocado em relação ao tema (talvez "trabalho infantil" fosse mais apropriado, certamente não zoofilia rsrsrs) mas, mesmo este texto, agora em outro contexto (os velhos tempos..) talvez caiba.
Na hora de editar, é claro que vamos ponderar a contribuição de cada um em relação ao todo, mas a idéia não é escamotear nenhuma das contribuições.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 31/10/2007 17:52
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OEIRAS... mil desculpas! Entendi que só seria um texto por Autor e, como o do Seminário, já estava selecionado, qualquer outro seria "barrado".
Aproveito o espaço para sugerir que alguns COMENTÁRIOS de cada texto possam estar num futuro livro real, desde que eles enriqueçam E AMPLIEM o conteúdo de cada estória. Abs,

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 1/11/2007 16:25
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Nato:
Considero a idéia excelente, e acho que as sugestões (de comentários enriquecedores) devem partir,em princípio, do próprio autor do texto ou, pelo menos, com sua expressa anuência.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 1/11/2007 17:06
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