VEREQUETE, DEUS CHAMA VEREQUETE

O rei do carimbo
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Cesar Bahia · Belém, PA
8/11/2009 · 58 · 8
 

Esta semana o mundo perdeu um dos icones da musica paraense
Mestre Verequete, foi chamado por Deus, tão grande foram as homenagens, de todos os meios artisticos,cultural, politico, fora autoridades paraenses, farias homenagens de jornais, radios, televisão etc. sem deixar de lembrar o povo. mas este que homenagearão olharam para tras quando o mestre verequete precisou vender churrasquinho para sobreviver? e dos eram sabedores da situação de verequete, e não se dignaram a ajuda-lo,os que fazem sucesso com as musicas dele (Pinduca, Calipso,etc) esquecerãm o mestre fazer em vida ja seria o bastante um homem que divulgou nossa musica morreu na miseria esquecido de todos somente quando os jornais divulgarão sua doença e que apareceram para fazer midia, ai como e de costume era um homem bom, morreu ja viu era bom, no seu funeral assisti certas personalidades com o ar de perda, pura falsidade, queriam midia
cade os direitos autorais ? em parte ao povo paraense de valor a cultural de sua terra estou dizendo cultura, não essa coisas de tecnobrega se e que pode ser chamado assim, acho que seria de plagiadores eletronicos.Paraenses de valor a cultura de sua terra natal muitos que hoje moram em Belém vierão do interior, voce conhece a cultura de sua terra, não esquecem as raizes não se envergonhem de dizer eu de tal cidade, isto e um desabafo de um cabloco paraense papachibe, com vergonha do que viu, ainda tem outros verequetes da vida, sera que so com o seu falecimento serão lembrados, alo gente do governo Estadual e MUnicipal procurem dar apoio a coisas da terra valorizar o que e nosso
tenho certeza que a esta hora o Mestre Verequete esta fazendo alegria la no Céu,

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João da Mata Costa
 

VEREQUETE – O MESTRE DO TAMBOR

João da Mata Costa


Verequete faleceu e a grande imprensa pouco comentou. No início desse uma grande homenagem a um dos ícones da cultura paraense foi prestada em vida, como deve ser. “Depois pode me chamar saudade”. Uma caixa de dez CDs do mestre Augusto Gomes Rodrigues, eternizado como Verequete, com todos os seus discos em Vinil remasterizados, foi lançada no início do ano , em Belém-PA. Um trabalho de resgate da maior significação cultural homenageando o rei do Carimbo, uma música contagiante e dançante cujas origens é uma mistura de ritmos e cantos africanos, indígenas e dos colonizadores da rica Amazônia, tão cobiçada por muitos estrangeiros.
Verequete nasceu em um lugar conhecido como “Careca”, município de Bragança (PA), em 26 de agosto de 1926. Depois de um AVC que o acometeu no ano de 2003, o mestre ficou impossibilitado de gravar. Essa coleção resgata um rico patrimônio que deve ser universal. A província do grão Pará que já forneceu músicos da universalidade de um Waldemar Henrique e um Jayme Ovalle tem em Verequete um dos seus maiores menestréis. A província deve se resguardar da banalização pasteurizada que tentam nos empurrar ouvido-a-dentro. A cultura de um povo é o seu maior patrimônio e deve ser protegida como um segredo de estado. Seremos tão mais verdadeiros quando soubermos valorizar nossos mestre e ritmos. Salve mestre Verequete e muitas felicidades com essa tão merecida homenagem.
Um outro grande mestre paraense é o poeta e etnógrafo Bruno de Menezes. Bruno escreveu entre outros livros o belo BATUQUE. Um livro de poemas, partituras e fidelissimamente ilustrado. Neste livro, o Bruno escreveu um poema que homenageia uma grande festa da Marujada de São Benedito, sincretizada de uma festa ritual para o Vodu Toiá Verequête, que compõem o panteão religioso do povo jejedaomeano. Ritual que remonta a 1838, quando um grupo de escravos pede permissão para homenagear o seu Vodu.
Esse culto que tem semelhança com o candomblé e é praticado nas Antilhas, principalmente no Haiti ( novo dicionário Aurélio).
Saudando todos os negros, escravos e grandes poetas populares desse imenso Brasil, deixo vocês cantando e dançando a Toiá verequête. Uma lembrança de tudo que a religião e os brancos fizeram com nós escravos e pretos. Que nos deixem pelo menos cantar. Canto com você meu mestre. Evoé Verequete.



Tóiá Verequête.

A voz de Ambrosina em “estado de santo” virou masculina
O corpo tomou jeitão de homem mesmo
Pediu um charuto dos puro Bahia
Depois acendeu soprando fumaça

Seus olhos brilharam
Aí o “terreiro” num gira girando
Entrou na tirada cantada do “ ponto”
Era a “obrigação!” de Mãe Ambrosina
Falando quimbundo na língua de Mina

Tóiá Verequête.
Tóiá Verequête.


O santo os pretos o São Benedito
Tomou logo conta de Mãe Ambrosina
fez do corpo dela o que ele queria

Então todo “ filho de santo” escutou.
E pai Verequête falou como príncipe
Da terra africana que o branco assaltou

Ele tinha sofrido chicote no tronco
Mais tarde foi amo criando menino
e nunca odiava sabia sofrer.
Até nem comia pra dar seu quinhão
E quem ele via com fome demais

Tóiá Verequête.
Tóiá Verequête.

E todos vieram pedir sua benção,
Beijando o rosário de contas e “ lágrimas”
Que a muitos foi dado por Mãe Ambrosina.
A “mãe do terreiro”

..................................







VEREQUETE – O MESTRE DO TAMBOR

João da Mata Costa


Verequete faleceu e a grande imprensa pouco comentou. No início desse uma grande homenagem a um dos ícones da cultura paraense foi prestada em vida, como deve ser. “Depois pode me chamar saudade”. Uma caixa de dez CDs do mestre Augusto Gomes Rodrigues, eternizado como Verequete, com todos os seus discos em Vinil remasterizados, foi lançada no início do ano , em Belém-PA. Um trabalho de resgate da maior significação cultural homenageando o rei do Carimbo, uma música contagiante e dançante cujas origens é uma mistura de ritmos e cantos africanos, indígenas e dos colonizadores da rica Amazônia, tão cobiçada por muitos estrangeiros.
Verequete nasceu em um lugar conhecido como “Careca”, município de Bragança (PA), em 26 de agosto de 1926. Depois de um AVC que o acometeu no ano de 2003, o mestre ficou impossibilitado de gravar. Essa coleção resgata um rico patrimônio que deve ser universal. A província do grão Pará que já forneceu músicos da universalidade de um Waldemar Henrique e um Jayme Ovalle tem em Verequete um dos seus maiores menestréis. A província deve se resguardar da banalização pasteurizada que tentam nos empurrar ouvido-a-dentro. A cultura de um povo é o seu maior patrimônio e deve ser protegida como um segredo de estado. Seremos tão mais verdadeiros quando soubermos valorizar nossos mestre e ritmos. Salve mestre Verequete e muitas felicidades com essa tão merecida homenagem.
Um outro grande mestre paraense é o poeta e etnógrafo Bruno de Menezes. Bruno e

João da Mata Costa · Natal, RN 9/11/2009 14:48
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Andre Pessego
 

Cesar, valeu, está valendo a colocação, o breve resgate........
Mas lá atrás, bem lá de antes o Brasil, melhor a Nação Brasileira, este complexo de gente e poder de estado, deixa de lado
a parte da gente que verdadeiramente fez o Brasil...
Mas vamos em frente, temos muita luta a perseguir.......
abraço
andré

Andre Pessego · São Paulo, SP 9/11/2009 17:06
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Orisvaldo Tanniy
 

Cesar, Verequete está compondo suas cações lá de cima.Valeu Verequete!Votado.Abração amigo!!!

Orisvaldo Tanniy · Teresina, PI 10/11/2009 12:29
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João da Mata Costa
 

Puxa, Cesar. Pensei que voce ia cometar o meu post que corrobora com o seu e faz juz ao grande Verequete

João da Mata Costa · Natal, RN 11/11/2009 19:33
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Cesar Bahia
 

Prezado amigo João
desculpe não ter comentado pois estou dando os primeiros passos, mas agradeço a colaboração do amigo, no que voce fala sobre o lançamento pelo que eu sei a coletanea ainda não foi lançada, realmente a cultura brasileira esta banalizada a tal ponto de se vc quizer fazer sucesso, arrume algumas bailarinas( ) seminua com a bunda de fora que e sucesso garantido,hoje temos que trabalhar as crianças para daqui a 10 anos teremos formadores de opinião, sabendo dar valor a realmente o que Cultural no mais agradeço sua opinião

Cesar Bahia · Belém, PA 12/11/2009 00:03
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joe_brazuca
 

essa história ja foi ouvida em outros tempo, e infelizmente se repete e repete e repetirá...
a "globalidade" vem matando o Brasil, feita por brasileiors assim como o Verequete...
Ja disse o poeta : "O Brazil, tá matando o Brasil"...
Hoje, acabou-se a arte tal como cultura...O lixo da imitação do "sucesso" é o mote...Dana mais é novo, nada mais é criativo...uma lástima...
Grande perda essa, e outras tantas que nem sequer tiveram a mínima oprotunidade de mostrar seu trabalho, e precisou ( e precisarão...) vender churrasquinho pra sobreviver...

Mas que droga !

Muito real a sua revolta, homenagem, alerta e lembrança...O Verequete certamente está te agradecendo...

um abraço

joe_brazuca · São Paulo, SP 13/11/2009 18:18
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Cesar Bahia
 

Obrigado pela postagem, realmente, O poeta esta certo Brasil,tá matando o Brasil, hoje qual a cultura que as grandes redes de televisão apoia cultura, hoje o que vemos alias que nossos filhos veem de educativo, eu so vejo aos domingos assim escolhido a dedo, mas tenho certeza que com o tempo isto mudara, estou postando um carta escrita por uma mãe revoltada deem uma olhada mais uma vez obrigado, vamos tentar forma um rede de melhoria a cultura do Brasil

Cesar Bahia · Belém, PA 14/11/2009 00:04
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graça grauna
 

...que o espírito bom e criativo do Verequete continue iluminando os artistas populares, aqui, nesta terra. Bjos

graça grauna · Recife, PE 14/11/2009 09:22
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