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Vôo de Ícaro

Vôo de Ícaro, tensões e drama de um industrial no Sertão
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Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI
14/6/2007 · 223 · 41
 

Com este título o jovem historiador Marcos Vilhena publicou um instigante, importante e inspirador livro, de produção totalmente independente: criou a capa, fez a revisão e o diagramou, sendo que pagou, do próprio bolso, pela impressão da obra endividando-se no banco. Trata-se de sua dissertação de mestrado transmigrada em livro.

O estudo se referencia à trajetória de Antonio José de Sampaio (1857/1906), piauiense de Livramento (hoje José de Freitas), de família bastante abastada. Ao reverso de outros filhos de proprietários de terra (e de gado) que quase invariavelmente estudavam Direito em Recife ou no Rio de Janeiro, ou Medicina, em Salvador, Sampaio decidiu complementar seus estudos na Suíça, onde estudou línguas e onde formou-se em Engenharia Química, retornando à sua terra natal cheio de idéias modernizadoras e convencido de que era possível construir uma sólida economia progressista no Piauí.

Mais que proselitismo, o Dr. Sampaio pos suas mãos à obra e assinou um contrato, nos estertores do Império (Abril de 1889), de arrendamento de grande parte das chamadas “Fazendas Nacionais do Piauí”. O contratante se obrigava a uma série de medidas, a principal delas, a construção de uma Fábrica de Laticínios utilizando o que de mais moderno existia na indústria européia, particularmente Suíça.

Em 9 de abril de 1897 foi, finalmente, inaugurada a Fábrica de Laticínios Dos Campos (esta história está contada em detalhes em “Era uma Fábrica de Sonhos”).

A derrocada de Sampaio, e o posterior fracasso do empreendinmento é explicado por Vilhena pela alteridade que se criou entre Sampaio e seu discurso otimista e modernizador, que dizia bem do Piauí, que não lastimava a seca, mas propunha soluções para armazenar e preservar a água, enquanto os poderosos latifundiários viviam da "Indústria da Seca" pois, afinal de contas, quem não chora não mama. Para o historiador, ao sair de seu país para educar-se no estrangeiro, Sampaio perdeu as referências da piauiensidade retrógrada de antanho tornando-se, por seu discurso e sua prática, um estranho em sua própria terra. E complementa "ousou voar contra as verdades do Piauí do século XIX ao tentar implantar um dos mais ambiciosos projetos de desenvolvimento agroindustrial da sua época".

As enormes lacunas encontradas na biografia do cientista– não se sabe ao certo onde morreu nem, muito menos, onde foi enterrado, de onde provinha sua esposa Dna Augusta Franco de Sá Sampaio (também de família rica, tanto que dizem que seu dote foi utilizado por Sampaio no seu empreendimento) , nem quando e onde se casaram – esta aura de mistério, coadjuvada por um manto, socialmente confeccionado, de esquecimento, torna, ainda mais emocionantes as descobertas que o livro faz, desenhando, com certa riqueza de detalhes, a personalidade do visionário cientista para quem as pastagens do Piauí rivalizavam com as da Argentina e da Austrália bastando para isto a modernização das práticas de manejo do solo e dos recursos hídricos.

O livro de Vilhena, em meio a tantas qualidades, padece de um defeito: assim como todo o resto, a ´"distribuição" do livro, se é que se pode assim chamá-la, é caseira! Para adquiri-lo é necessário enviar um e-mail para o autor (marcos.vilhena@uol.com.br).Também temos alguns exemplares para venda na FNT . O livro custa vinte reais e vale cada real por ele cobrado.


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Higor Assis
 

Olá Joca.

Você deixou a sua matéria com um gostinho de quero mais! Ou você também está guardando algo para depois rs.. Cade a entrevista com o Marcos Vilhena ?

Parabéns pela matéria, muito bom deve ser o livro.

Higor Assis · São Paulo, SP 12/6/2007 10:13
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jjLeandro
 

Muito bom o seu relato. E extraordinário o trabalho de Marcos Vilhena. Não somente pelo resgate da história de um pedaço do Brasil como pelo fato de ele se caracterizar com um verdadeiro escritor brasileiro: leva a lume seu trabalho, custe o que custar.
abcs

jjLeandro · Araguaína, TO 12/6/2007 16:01
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CCorrales
 

Joca
O texto merece uma leitura atenta e carinhosa, como todos os seus. Lerei com calma assim que der.
Bati o olho numa legenda que saiu com erro: "Capa do livro publicad por Sampaio". Falta uma letrinha.
Dê uma corrigida no "fámilia abastada". E também "é caseira:", trocar por ponto final.
Prometo ler e comentar depois. Estou corrrrrreeeennnnddddooo...
Beijos

CCorrales · São Paulo, SP 12/6/2007 17:10
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos:
Este texto, que se encontra no "Portal do Sertão" foi originalmente publicado na coluna semanal do professor Fonseca Neto no Diário do Povo do Piauí

Eng.º Sampaio, 150 anos (1857/2007)
Fonseca Neto*

“Admirável douto infame”! (Vilhena, p. 141). Voa, Ícaro dos Sertões!

Há exatos 150 anos, em 9 de abril de 1857, nasceu na microrregião de Livramento, Antonio José de Sampaio, depois “engenheiro Sampaio”. Pouco conhecido, sufocada a lembrança do seu exemplo e feitos pelos contemporâneos e as gerações sucessoras. Mais conhecido estando agora, porém, por obra do professor Marcos Aurélio Gonçalves de Vilhena, que há pouco publicou em livro um estudo dissertativo sobre esse invulgar personagem piauiense: “Vôo de Ícaro – tensões e drama de um industrial no sertão”.

A vida e os sonhos de Sampaio, em 49 anos vividos, são aí examinados com novíssimas chaves conceituais-metodológicas, que o capturam e desconstroem, fio por fio, palavra por palavra. É a desconstrução ou desjunção organizada de um sujeito, flagrando-lhe, a um só tempo, as subjetividades laborativas da matéria dos sonhos e dos enleios do tempo. Estilhaçamento de espírito, para pulsar-lhe os conflitos que o inquietam.

Sampaio foi estudar fora nas últimas décadas do Oitocentos. Voltando da Suíça para o Piauí, formado, idealizou contribuir para mudar sua terra pela via da modernização industrial. Contratou a administração das mafrensinas fazendas de criar gado, então “patrimônio da nação” (abril 1889) e ergueu uma fábrica de lacticínios nos campos centrais do Piauí.

(Empreendimento complexo e algo absolutamente novo naqueles sertões; ou, o olhar europeu do jovem engenheiro operando um estado de concreção nos campos semi-áridos das vacas mochas e de pés duros da Oeiras de ontem; ou, ainda, uma chaminé altíssima fumegando desde aquela margem do riacho dos Campos; e mulheres nos terreiros da fábrica, fiando, jogando bilros, tecendo, bordando, as rendas das palas e de outros usos das damas européias. Tudo isto, como que metáfora, mas sobretudo uma experiência real baldada nas tensões do novo e da tradição).

A chaminé, e seus tufos de fumaça escura, eram para o maluco beleza do Sampaio, a própria poética da diluição do Piauí escravista, preso às suas tradições mais arraigadas.

Vilhena assim lapida esta consideração essencial sobre o existir do engenheiro Sampaio: “uma jovem subjetividade atravessada por dois mundos...: a rotina do passado rural de sua infância e a velocidade da transformação e do progresso que lhe extasiaram o espírito enquanto vivera na Europa” (p. 47).

Como se vê, estudando Sampaio, Vilhena elucida-lhe a trajetória inventariando os sentidos, o sucesso efêmero e o fracasso de suas idealizações, e o faz fraturando os discursos dele próprio, o técnico, e o que escreve sobre a injustiça etc. E também sobre o que disseram dele. Eis a razão de ser o estudo e o livro sob foco diferentes de quase tudo o que se viu até agora nesta terra em matéria de biografia. Absorve para tanto a inspiração de Le Goff, biógrafo de São Luís, assim esculpindo discursivamente Sampaio como aquele que tanto “constrói a si e a sua época tanto quanto é construído por ela” (p. 17).

Ocorre que Sampaio viveu aquelas duas temporalidades: a da Europa de indústrias fumegantes, e a do Piauí dos aboios do fim de tarde; da Europa explodindo em sindicatos operários, e do Piauí avassalado, cativo. E no Piauí do tempo, não haveria maior provocação aos coronéis dos eitos que a proposta desse menino de criar “sindicato” no âmbito da produção agrário-extrativa, organizar os produtores para venderem diretamente sua produção, conferir renda para mulheres (p. 171).

O livro de Vilhena é denso, de escrita limpa, nem parece dissertação de mestrado (que fez na Ufpi). O que vai aqui neste registro de aniversário, são pistas dele que ajudam a entender porque AJ Sampaio foi silenciado. Tem o mérito maior de ser “acendedor de lampiões”, coisa de menino rural, diga-se. A ele fosse permitido, porém, como engenheiro industrial, disseminar nitroglicerina por aqueles campos de santo Inácio...




ANTONIO FONSECA DOS SANTOS NETO
Departamento de Geografia e História

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 12/6/2007 18:33
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Leandróide
 

Belo teaser esse teu texto. É bom saber do que anda acontecendo aí no seu estado tão longe daqui. Parabéns e sucesso para autor e obra.
Abraço,
Leandroide.

Leandróide · Florianópolis, SC 12/6/2007 18:42
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos:
Vejam o discurso pronunciado pelo deputado federal Nazareno Fonteles (PT)

CÂMARA DOS DEPUTADOS – DETAQ Com redação final
Sessão: 207.4.52.O Hora: 14:14 Fase: Pequeno Expediente
Orador: NAZARENO FONTELES Data: 12/12/2006

O SR. PRESIDENTE (Givaldo Carimbão) - Concedo a palavra ao nobre Deputado Nazareno Fonteles.

O SR. NAZARENO FONTELES (PT-PI. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna no dia de hoje para destacar a recente publicação da obra Vôo de Ícaro, de autoria do historiador piauiense Marcos Vilhena. A obra é produto da tese de mestrado do autor na Universidade Federal do Piauí, o que valoriza a pós-graduação de nossa instituição federal de ensino superior, sobretudo no se que refere às ciências humanas e literárias.

Tive oportunidade de ler essa obra que resgata a história do Engenheiro Antônio José de Sampaio, que se doutorou na Suíça no final do século XIX.
O livro faz uma descrição histórica da vida e dos importantes feitos
realizados pelo engenheiro, sendo o principal o de instalar uma indústria
de laticínios, no final do século XIX, em pleno sertão do Piauí. A
indústria, de nome Fábrica dos Campos, foi construída no Município de Campinas, região sul do Estado, e utilizava tecnologia moderna, de origem européia, no que se refere aos equipamentos e funcionamento.

Não obstante a sua figura de industrial e empreendedor, Dr. Sampaio também teve um papel destacado como estudioso do sertão, de seus recursos, e do fenômeno da seca. Nesse sentido, utilizou o seu empreendimento como um instrumento de propagação e realização de seu projeto de desenvolvimento,
que via na ação mais efetiva das elites e do governo e na adoção de novas relações de trabalho as saídas para o atraso provocado pelo modelo de exploração utilizado no sertão.

Entre os estudos científicos realizados por Sampaio destacou-se o paralelo que fez entre o Piauí e a Argentina, a Austrália e alguns Estados do Norte e do Nordeste brasileiros, em que concluiu que nosso Estado figura em posição privilegiada devido ao seu abundante suprimento de água, justificando, assim, que a seca piauiense não poderia ser tratada como um fenômeno irreversível.

Diante disso, travou intensa luta contra as elites tradicionais do sertão piauiense, defendendo providências que viessem a otimizar o potencial produtivo da região e a valorizar os seus trabalhadores. Propôs, entre outras ações: formação de sindicatos e cooperativas de colonos; implantação de uma colônia de europeus; construção de represas, açudes e
reservatórios de água modernos; implantação de sistemas de irrigação e de distribuição de água; cultivo e armazenamento de forragem para alimentar o gado em épocas de estiagem; perfuração de poços e utilização de bombas d'água já utilizadas na Austrália etc.

O próprio engenheiro construiu uma grande barragem, que serviu como eficiente reservatório de água enquanto a indústria esteve em funcionamento, além de ter desenvolvido experimentos com a cultura de forragem importada da Europa.
Importante destaque teve também sua esposa, Augusta Franco de Sá Sampaio, que o apoiou em seus projetos e ações e fomentou a idéia da organização de trabalhadores camponeses, criando uma associação de rendeiras em torno da fábrica de laticínios.

Sendo assim, ressalto aqui o trabalho glorioso do Engenheiro Antônio José de Sampaio, um homem à frente de seu tempo que, em um período conturbado como o da transição entre a monarquia e a república no Brasil, jálutava contra o modelo tradicional de economia no sertão, abdicando até mesmo de eventuais benefícios próprios para, ao lado de sua esposa, promover o desenvolvimento da região e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores.

Por fim, destaco mais uma vez que a obra, em sendo um produto da tese de mestrado do autor na Universidade Federal do Piauí, evidencia a qualificação da pós-graduação da instituição nessa área, valorizando o trabalho de reestruturação e extensão que vem sendo feito no Centro de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal do Piauí — CCHL, tendo à frente o seu diretor, o Prof. Fonseca Neto.

Parabéns ao CCHL e ao Prof. Marcos Vilhena.

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 12/6/2007 19:10
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Queridos amigos:
O professor Cineas Santos é um dos mais respeitados intelectuais orgânicos do Piauí, editor de inúmeros livros de autores piauienses, um dos organizadores do Salão do Livro do Piauí -- SALIPI, que já se encontra na sua quinta edição anual


As cinzas do Ícaro

Cineas Santos

Conta-se que, no leito de morte, Goethe, o célebre poeta alemão, teria pedido apenas isso: luz, muita luz. Não se sabe ao certo o que pediu José Antônio de Sampaio (1857 – 1906) na hora do abraço fatal com a “iniludível”, mas a sociedade piauiense do seu tempo fez questão de oferecer-lhe sombra, silêncio, cinzas. E não por acaso: é que o engenheiro Sampaio, como ficaria conhecido, ousou “desafinar o coro dos contentes”, como diria Torquato Neto. Enquanto o Piauí queria natureza, o cientista sonhava cultura. Acreditava na ciência como instrumento eficiente para alterar o status quo. Ao contrário dos bem-nascidos de sua época, que iam para a famosa Escola do Recife encharcar-se de idéias positivistas, Sampaio foi para a Suíça onde se fez engenheiro industrial e doutor em ciências físicas e naturais. Os bacharéis formados no Recife preparavam-se para fazer discursos verborrágicos e, na medida do possível, abocanhar nacos do poder; Sampaio preparou-se para transformar o Piauí e inseri-lo na nova ordem econômica mundial. Pagou caro pela ousadia: falido e mal pago, morreu esquecido no Rio de Janeiro, no início do século. E sobre ele colocou-se um manto de silêncio.

Foram necessários cem anos para que se lançasse alguma luz sobre a figura extraordinária desse piauiense atípico. E quem o fez foi o jovem e talentoso historiador Marcos Vilhena, com o livro Vôo de Ícaro, lançado na semana passada. Não se trata, como pode parecer à primeira vista, de uma biografia laudatória. Marcos serviu-se da figura do engenheiro Sampaio para melhor compreender a realidade piauiense na segunda metade do século XIX e, com muita propriedade, demonstrar o momento em que o Piauí “perdeu o bonde da história”, se me permitem o clichê. Ao contrário da maioria das dissertações de mestrado, o livro do Marcos não se destina apenas aos “iluminados”. Escrito numa linguagem simples, objetiva, direta, o Vôo de Ícaro pode ser lido pelo leitor mediano como uma bela, instigante e oportuna reportagem. O leitor atento sairá do livro com a sensação de que estamos condenados ao atraso, não por castigo dos deuses, mas por insistirmos em habitar “uma espécie de limbo, entre a pregnância do passado e as urgências do futuro”, na feliz expressão do autor,

José Antônio de Sampaio, com a ousadia dos que acreditam na ciência, por sua conta e risco, tentou mostrar ao Piauí que se podia erradicar a pobreza com ousadia, trabalho e salário. No limiar da República, com recursos próprios, construiu, no sertão do Piauí, o mais ousado empreendimento já tentado por um piauiense: uma indústria de laticínios, destinada a transformar o leite, até então alimento de bezerros e porcos, em riqueza. A exemplo de Mauá, Delmiro Gouveia e Monteiro Lobato, para citar apenas três grandes empreendedores, José Antônio de Sampaio foi vencido pelas forças do atraso. Dele se poderia dizer o que H. Dobal disse do poeta e cientista Leonardo de Carvalho Castello Branco: “sempre cedo demais teria vindo”.

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 12/6/2007 20:06
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

O esquecimento votado ao Dr Sampaio é muito significativo
Joca Oeiras

Uma das principais funções da história é, compreendendo o passado, jogar luz sobre o presente. E o livro do Marcos Vilhena cumpre magnificamente este papel. Quando o jovem historiador se reporta ao esquecimento da uma figura da importância de Antonio José de Sampaio é impossivel não nos recordarmos de uma tristemente célebre bibliografia biográfica laudatória, muito comum no Piauí, e praticada inclusive, é lamentável dizer, por alguns imortais da Academia. Assim, entre milhares de piauienses sobre os "feitos notáveis" dos quais se escreveram páginas e páginas de grandes elogios, é ainda mais flagrante o esquecimento votado a Sampaio. O que o Marcos Vilhena escancara, para quem quiser ver, é que, enquanto não haja um completo resgate da figura e da obra do Engenheiro e Cientista permanecerá a certeza da vitória, ainda hoje, das forças que derrotaram Sampaio há um século.
beijos e abraços
do Joca Oeiras,o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 12/6/2007 20:16
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Robert Portoquá
 


Joca Oeiras, o anjo andarilho • 12/6/2007 17:40
Querido Robert:

Vôo de Ícaro, minha mais recente contribuição para o overblog ,está na fila de edição
http://www.overmundo.com.br/overblog/sala_edicao.php?em_edicao=4948
Se e quando puder, passe por lá, ok?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho

Querido Joca!
Este (descrito acima) foi mais um convite que você tomou a liberdade de deixar no "meu perfil".
Sempre que posso tenho um imenso prazer em atendê-lo, e já o fiz por diversas vezes, pois entendo que nós aqui no overmundo formamos uma comunidade de divulgação de ideias, trabalhos, cultura, prazer, etc.
Estou aqui mais uma vez, para dispor de minha atenção para ver e aprender com o seu trabalho, que acho de primordial importância, como também me disponho sempre que possível, para apreciar outros trabalhos e colaborações de outros diversos overmanos que entendo de importância ímpar para o crescimento de nossa comunidade. Sinto, e digo isso por experiência própria, no entanto, falta de seus comentários nos trabalhos que tenho acompanhado. Será que não tenho “andado” por onde tu “andas”, ou não tenho prestado a atenção devida???
É uma dúvida que me persegue... Porém acho que talvez você esteja muito ocupado para tecer comentários nos tantos trabalhos “banais” que se postam por aqui....
Estarei enganado?
Abçs.

Robert Portoquá · São Paulo, SP 12/6/2007 22:38
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crispinga
 

Meu querido andarilho,
Ainda bem que voltaste! Viu como sua "pupila" saiu-se bem? Mas sentí sua falta...Quanto as crases...Quer dizer que elas continuarão a te dar trabalho? rsrs
Robert, também sinto falta dos comentários do Joca mas acho que "trabalhos banais" nem merecem comentários! É só dar uma lida nos comentários dele próprio, uma verdadeira aula de história! Mais que perda de tempo, seria como "dar pérolas aos porcos"! Acho que este espaço é para todos mas a "seleção natural" se encarregará de afastar os que não tem muito a dizer!
BJOCA
eu diria "dar pérolas aos porcos"!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 13/6/2007 00:13
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Spírito Santo
 

Joca,
São emocionantes estas histórias de empreendedores do Brasil. São tantos! Tão adoravelmente quixotescos.
O impressionante é como são mal amados por aqui, quase odiados, desprezados por esta elite arcaica que domina todos os sítios do nosso país.
Livramento deveria se chamar Antonio José de Sampaio.

Grande abraço

Spírito Santo · Rio de Janeiro, RJ 13/6/2007 08:12
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Robert:
Se mais comentários não faço é única e exclusivamente porque não quero fazê-los de forma banal. No entanto, sempre que me aguçam as lombrigas, isto é, quando acho que tenho algo a dizer, digo. Acho que você entende isto, né?
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Seja como for, obrigado por sentir a minha falta

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 13/6/2007 08:55
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Roberta Tum
 

Joca, tenho certeza que o livro vale cada centavo. Pena que para publicar coisas assim falte editora e um eficiente sistema de distribuição. Parabéns pelo texto divulgando o livro. E meus cumprimentos mais ainda ao autor. Há tantos heróis esquecidos nesse Brasil, que vale a pena resgatar.

Roberta Tum · Palmas, TO 13/6/2007 10:00
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Adroaldo Bauer
 

Joca,
Esse teu texto é um descobrimento (de destampar, desembrulhar, mostrar) do Piauí para mim que sou nascido aí na Parnaíba e trazido pra cá com um ano e um mês, sem mais condições de retorno.
E, além disso, creio que para todas as pessoas que dele se aproximarem, é belo trabalho de informação sobre conduta destemida pela valorização do que é próprio do povo de um lugar.

(Editar por conta parece que é sina da gente piauiense. Até porque... deixa pra lá que isso é outro assunto.)


Parabéns e muito agradecido pelo aviso para vir aqui ler essa belezura amigo Joca.

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 13/6/2007 20:48
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Andre Pessego
 

Joca, o teu entusiasmo, a tua dedicação, a tua incansabilidade, a mim deixa não so contentamento, também esperanças. Há de haver quem defenda uma causa abraçada como fazes, um abraço, andre . Vou procurar o livro,

Andre Pessego · São Paulo, SP 13/6/2007 21:50
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Egeu Laus
 

Curioso, Joca, que Engº Alfredo Modrach é nome de rua aqui no Rio onde moram amigos meus.
Quanto a Antônio Sampaio...

Egeu Laus · Rio de Janeiro, RJ 13/6/2007 23:07
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CCorrales
 

Joca querido, voltei a tempo para a votação.
Não vou chover no molhado pois os overamigos acima já disseram tudo. Um primor a matéria.
No site muito interessante da FNT (o link no texto terminou saindo errado, mas dá para entender), não encontrei o livro à venda. Não devia estar na Loja Virtual?
Sabe, fiquei imaginando: Fábrica de Sonhos parece nome de filme. Quem sabe...
Bjs

CCorrales · São Paulo, SP 14/6/2007 00:17
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querido Egeu:
É isto mesmo: o Dr Alfredo Modrach (1856/1939) passou os últimos anos de sua vida no Rio de Janeiro, onde deve ter realizado obras importantes pois, como você mencionou, dá nome a uma rua no bairro das Laranjeiras, No Piauí, além da Fábrica de Sonhos e outras obras de menor porte (em Oeiras, onde se casou) doou a planta construtiva do Teatro 4 de Setembro em Teresina. Também fez obras em Natal,
Fiquei sabendo há poucos dias, que o Dr Antonio José de Sampaio foi dirigente da Estrada de Ferro Central do Brasil e que uma estação de trem (Engenheiro Sampaio) o homenageia no RJ. Soube também que Sampaio deu aulas na Universidade do Brasil (?) antigo nome da Federal do Rio de Janeiro.
beijos e abraços
do Joca Oeiras, o anjo andarilho
PS Tenho um texto no overmundo sobre o Alfredo Modrach: "Piauí sem memória, quem fez o Theatro 4 de Setembro?"

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 14/6/2007 00:54
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Querida Cintia:
Quando eu conseguir falar direito com o Marcos Vilhena nós vamos fazer um quadro de todas as opções relativas à aquisição do livro. O problema é que amadorismo é foda!
beijos e abraços
do Joca Oeirasa, o anjo andarilho

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 14/6/2007 11:36
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CCorrales
 

Joca, não se preocupe.
Enquanto tudo não fica 100% moderno a gente ainda tem o velho correio. O importante é o que já foi feito: o livro, pelo autor; e a divulgação, por você.
Bjs

CCorrales · São Paulo, SP 14/6/2007 11:48
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Juliaura
 

Êbaaaa!
Adoro amadorismo!

Agora mais sério.
Joca,
Demais pessoas daqui,
Podíamos criar uma sessão no fórum para conversar sobre essas edições de autor e trocr informações sobre "casos de sucesso" e dificuldades já superadas nessa área.
Aqui tem gente fazendo por conta a milhão, uns vendendo, outros embuchando a tiragem, aho que mais por falta de informação que por dificuldades outras.
Acho, sou novinha nessa área e pode ser que esteja errada.
(Piauí repetiu Santana do Livramento, aqui no Sul. É latifúndio e terratienente que aplasta os viventes).

Juliaura · Porto Alegre, RS 14/6/2007 11:50
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CCorrales
 

O que a Juliaura acabou de comentar me fez lembrar do escondido Fórum de Classificados do Overmundo...
Poderíamos postar lá os dados dos livros que nos esforçamos para divulgar aqui. Eu faço isso constantamente com o livro de contos de Yara Camillo, "Volições" que saiu pela Editora Massao Ohno, tipicamente um produto de alta qualidade, mas de divulgação por conta própria.
Curiosamente nunca me ocorreu colocar nos Classificados, misturado com anúncios que não tem muito a ver.
Mas se fizermos isso sistematicamente, tipo uma ficha técnica do livro + locais de venda, ajudaria a seção a cumprir sua função melhor.
A apresentação da obra não entraria lá, mas remeteríamos com um link às colaborações do Overmundo nas quais falamos da obra e/ou sites específicos.
O que acham?
Bjs

CCorrales · São Paulo, SP 14/6/2007 12:18
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Saramar
 

Além do texto, da aula sobre o livro e seu protagonista, ainda temos nos comentários, tantas e excelentes informações que fico aqui, lendo, lendo.
Joca, arauto, obrigada.
Em tempo, concordo com as meninas no sentido de criarmos um espaço para falar de divulgação de livros.
Obrigada, Joca
beijos

Saramar · Goiânia, GO 14/6/2007 14:18
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crispinga
 

Joca, meu querido!
Se agora o "chefe" não se pronunciar, sinceramente, eu não entendo mais NADA! Entrou uma matéria no guia, sobre o Restaurante "La Travernetta", do Siculo, de João Pessoa (PB). Dá uma olhada e dê sua opinião! Se é que que vai atiçar-lhe as lombrigas"! INACREDITÁVEL!!!! Pior, está em destaque!
BJOCA!

crispinga · Nova Friburgo, RJ 14/6/2007 15:23
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Joca Oeiras, o anjo andarilho
 

Cris, minha linda!
Fui lá e não encontrei nada. Será que a matéria foi retirada? É no guia mesmo? Se vc a encontrar, copie o link, please

Joca Oeiras, o anjo andarilho · Oeiras, PI 14/6/2007 15:56
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Cida Almeida
 

Gostei de descobrir um pouco sobre a história do Piauí, passando ao largo da história oficial. Bom saber sobre esses adoráveis visionários e seus intrépidos sonhos.

Abraços.

Cida Almeida · Goiânia, GO 14/6/2007 16:30
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Labes, Marcelo
 

Joca, senti um enorme prazer em ler um texto tão bacana - ainda que com o "gostinho de quero mais" de que fala o Higor. Essa é, pra mim, uma das maiores qualidades do Overmundo, muito bem desempenhada aqui: desbravar o Brasil, apresentar o Brasil aos brasileiros... País grande com diferenças enormes... Quem diria que no Piauí - estado que mal conheço, me perdoe - haveria um idealista desses, com um sonho desses e com um fim (comum?!) como este.
Muito obrigado, Joca. Vamos ver se o livro chega até Blumenau. :)
Abraço.

Labes, Marcelo · Blumenau, SC 14/6/2007 19:16
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André Gonçalves
 

essa é uma bela história, e o texto está excelente. abraços, joca.

André Gonçalves · Teresina, PI 14/6/2007 22:59
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Dora Nascimento
 

Nossaaaaaaaaaaaaa

Vou ter que te levar pra casa, Baby, pra ler sozinha, tem tanta gente aqui.
Fábrica de sonhos... claro que quero entrar...
depois mando meu comentário.

Beijo

Dora Nascimento · Olinda, PE 15/6/2007 08:52
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Marluce Freire Nascasbez
 

Joca,

Posso te chamar de ícaro?

Belo trabalho!


Um aBRAÇO, Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 15/6/2007 11:37
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Alê Barreto
 

Maravilha o conteúdo. Mas ele não tem defeito de distribuição. Ele tem a oportunidade do atendimento personalizado. Cada livro que ele vender, um a um, será uma espécie de "quentinha cultural". Parabéns!

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 15/6/2007 12:55
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Marluce Freire Nascasbez
 

Joca,


ÍCARO, deus mensageiro, assim chamei-o por está levando adiante essa Fábrica de Sonhos! Parabéns, Joca!

Belo trabalho!

Um aBRAÇO, Marluce

Marluce Freire Nascasbez · Carnaíba, PE 15/6/2007 13:52
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CCorrales
 

Adorei a "quentinha cultural" do Alê Barreto!
Vai entrar no meu vocabulário, citando-se devidamente "'quentinha cultural', expressão cunhada pelo grande Alê Barreto".

Querido Joca, está vendo como suas colaborações incitam a criatividade de todos? Beijos

CCorrales · São Paulo, SP 15/6/2007 14:24
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RAPAZ, tão cedo não poderei ler na íntegra este belo arrazoado em favor dos que empreendem algo no Brasil. Lembra a história daquele outro que criou por aí uma fábrica de linhas/carretéis e acabou assassinado. Triste Brasil dos medíocres! Parabéns por levantar este desconhecido tema. Me aguarde, eu volto" Abs, NATO" AZEVEDO

"NATO" AZEVEDO · Ananindeua, PA 15/6/2007 14:41
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stefano ferreira
 

Joca, essa história vem nos mostrar que muitos homens empreendedores e que realmente fizeram história nesse país, muitas vezes ficam esquecidos pela nossa historiografia.
Dr. Sampaio merece o respeito do Brasil.

stefano ferreira · Oeiras, PI 15/6/2007 14:57
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Juliaura
 

Assim gente,
Bola picando na área:
O livro do Adroaldo Bauer, que eu apresentei em entrevista aqui e publiquei umas materinhas do lançamento e da venda, que chama O dia do descanso de Deus, tá sendo enviado pelo Correio, a R$ 20,00, com frete incluído para qualquer lugar do país.
É só mandar um e-mail para adroaldo.rs@terra.com.br e estabelecer com ele as formas de pagar e receber.
Té.
Goooollllllll!

Juliaura · Porto Alegre, RS 15/6/2007 16:27
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Fê Pavanello
 

Oi, Joca! Demorei, mas passei!
Interessantíssimo, meu caro!!
Adorei!
:-)

Fê Pavanello · Brasília, DF 15/6/2007 20:21
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Senhorita Miller
 

demorei também
interessante, e muito, muito bem escrito
bom saber o que acontece longe daqui
parabéns!

Senhorita Miller · São Paulo, SP 15/6/2007 21:32
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Cintia Thome
 

Gostei da estória, vou mandar e mail pra voce. Estou com um poesia concretista na fila....Um abraço. Volto. Parabéns pelo teu trabalho e por lutar para edição!

Cintia Thome · São Paulo, SP 15/6/2007 23:50
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Higor Assis
 

fui e demorei para voltar, olha o que aconteceu saiu de cena, porém tá dado o voto amigo.

Muito bom mesmo, olha que fui o primeiro à aparecer rs..

Higor Assis · São Paulo, SP 19/6/2007 11:02
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Davidson
 

muito legal

Davidson · Juiz de Fora, MG 25/6/2007 15:42
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matéria publicada no jornal Meio-Norte de Teresina zoom
matéria publicada no jornal Meio-Norte de Teresina
Fábrica ao sol poente zoom
Fábrica ao sol poente
Capa do livro publicado por Sampaio em defesa de seu contrato de arrendamento zoom
Capa do livro publicado por Sampaio em defesa de seu contrato de arrendamento
Alfredo Modrach ajudou Sampaio a construir a fábrica de sonhos, ao centro. zoom
Alfredo Modrach ajudou Sampaio a construir a fábrica de sonhos, ao centro.
Marcos Vilhena no 5º Salipi. Observe o banner da fábrica atrás dele. zoom
Marcos Vilhena no 5º Salipi. Observe o banner da fábrica atrás dele.
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