Xarpi uma Escrita Noturna

choquephotos
intervenção Xarpi escrita noturna
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fabiana menini · Porto Alegre, RS
20/12/2008 · 148 · 19
 

A inclusão da pixação na complexa linguagem urbana pós-moderna , integra as formas contemporâneas de comunicação social, sendo herdeira legítima de uma cultura visual de massa, passível de leitura e de compreensão subjetiva para quem a observa, interpreta e lhe atribui significado.

O antropólogo Massimo Canevacci assim define as letras usadas na pichação: “Essas letras têm o jogo – ou o arabesco, como muito adequadamente foi definido – dos rabiscos próprios da verdadeira escrita árabe, com sua exigência quase exagerada de entrelaçamentos que constroem cifras, bordados, heras; e também a seriedade do alfabeto gótico, feito de signos convexos e côncavos, de ângulos agudos, de improvisadas acelerações, com subidas e descidas dos signos. Talvez seja devido a esta matriz obscura e misturada – simultaneamente árabe e gótica, quase o máximo da incompreensibilidade – que raramente se compreenda o sentido desses grafites”*. Antes de comunicar uma mensagem, a pixação é a marca de uma pessoa, de um grupo, da existência de alguém, de muitos escritores “anônimos” que são vistos por toda a cidade. O fato de já serem vistos é suficiente para que continuem as exposições de suas marcas na apropriação simbólica do ambiente em que vivem. Para com a população em geral e o Estado em particular, a pichação integra o fenômeno de poluição visual inerente às grandes cidades ,e constitui um código à margem e “sem regra”.

A pichação pode ser causa de um sentimento de medo e de insegurança devido a fatores como: sua forma estética que compõe um código lingüístico secreto acessível somente para iniciados; à sua presença totalitária e constantemente impregnada ao mobiliário urbano; à sua reprodução contínua e prolongada de modo misterioso durante a madrugada; a existência fantasmagórica do pichador que nunca é visto deixando apenas seus rastros .
A politica repressiva que incentiva a "denuncia" "delaçao" e outras formas de paranoia social, faz lembrar a ditadura "meu vizinho e revolucionario, mata ele tio!".
Essa politica nao vai permitir controlar a pixaçao , talvez apenas colocar por um dia ou dois um pixador na delegacia e acentue um "medo" que sò faz dar mais adrenalina a atividade .
Essa politca nos faz lembrar de uma frase do sociologo e chefe da policia do Rio, Luiz Eduardo Soares, no documentario Noticias de Uma Guerra Particular "enquanto o estado estiver presente na favela unicamente com seu aparato repressivo, nada pode ser feito para reverter essa situaçao (questao do trafico)" que ilustra bem a discussão que queremos fazer acerca dos espaços da cidade .

Não discutiremos o que esta tao em voga , uma repressão midiatica , imediatista , graffiti é bom e pichação é ruim , o bem eo mal , tão pouco o fato dessa escrita urbana caracterizar ou não uma forma de arte ou vandalismo, mesmo procurando reconhecer que a letra e única, brasileira , do mobiliario urbano.

É de nosso interesse organizar a discussão , de forma a ser propositiva em relaçao a politicas públicas.
Fabiana Menini

Nota a Imprensa
O Projeto Xarpi - uma escrita noturna abrangeu, em seu processo pedagogico, uma oficina de vídeo participativo e um colóquio. A oficina aconteceu de 6 a 15 deste dezembro, pelas ruas de Porto Alegre e em um estúdio de edição de imagens. Os participantes foram 10 , com idades entre 18 e 26 anos e atuação no espaço urbano.
Sob a curadoria de Fabiana Menini, coordenação de atividades de Luciano Spinelli e tendo como participantes convidados Anarkia , Choque , Val Afrochicano e Pixobomb, o projeto fechou com 3 horas de conversa sob o tema estética da letra da pixação brasileira, que é pesquisa de doutorando , na Sorbonne, de Spinelli .

O projeto Xarpi - uma escrita noturna pretendeu sempre provocar novos olhares em relação à cidade, sendo ele um processo pedagógico que nao se resume no ato artistico , mas inclui também discussão, que informa jovens de seus direitos. É uma discussão que nao pode ser moralista , higienizadora e punitiva , pois essa visão punitiva nao tem resultado esperado , os jovens nao deixam de se manifestar , e como a manifestação muitas vezes é ilegal, a sociedade tambem vê ilegalidades.

Nosso processo viu tipos de vida, através do ato artistico e da observação da sociedade, discutiu a importância da liberdade de expressão de jovens que realizam intervenção urbana e o protagonismo que o Brasil vem alcançando diante do segmento das artes contemporâneas devido a sua repesentação global.


( depoimento)
Enquanto acontecia a pintura e filmagem do documentario , a ação na rua.......um jovem jornalista observava e seu camera filmava de campana a intervenção do outdoor, quando a gente começou a recolher as cameras, a bagulhama toda e comemorar que estava FEITO È ISSSSSSSSSS chegou a guarda municipal ( e logo o jovem jornalista e seu cinegrafista) a guarda verificou a documentação do projeto, as autorizações, os documentos , olhou tudo e libero
e o jovem jornalista entrevistou a fabiana
ó era pauta para caderno de cultura, claro que depende da abrangencia e da compressão, jovens jornalista as vezes , são so jovens jornalistas.
..........

Reafirmamos a legalidade do projeto, que a intervenção fora do outdoor nao estava autorizada , nao havia sido feita com nossa participação ou aprovação, e que nossa proposta de trabalho foi discutida com os participantes que se comprometeram com a ação artistica proposta.
Nesse processo renovamos nossa crença que precisamos , sim , sair do paradigma da "repressão" para pensar a segurança pública na cidade e nas ruas como espaços de convivência e criação e, em especial, as juventudes produtoras de arte e in(ter)venção!!!!

Instituto Trocando Ideia
www.myspace.com/trocandoideia
este projeto faz parte da Rede Funarte de Artes Visuais
* www.xarpiescritanoturna.blogspot.com

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Adroaldo Bauer
 

Fabiana, sempre um bom toque para debate. Trilegal.
Recordou-me o episódio da Bienal de São Paulo, que, no dizer de Paulo Herkenhoff, vem agindo de modo cínico e intolerante ao lavar as mãos no episódio da prisão da grafiteira Carolina da Mota, encarcerada há 52 dias, por "danificar patrimônio tombado".

Disse Paulo que tal estratégia é hedionda. E fala com a autoridade de quem já presdiu aquilo lá num tempo atrás.

Paulo Herkenhoff diz que soube da grafitagem, pensou ue fosse um gesto autorizado na Bienal que ia criar uma praça de convivência e estimular a participação da cultura pop jovem.

Avaliou até que fosse estratégia de marketing ou efetiva proposta de política cultural.

Considera obscurantista a posição da Bienal desde o dia da grafitagem:

- Posso até entender as reações de primeira hora mais agressivas por agentes culturais e políticos da Bienal, mas temos de admitir ser uma estratégia hedionda acusar a grafiteira de "danificar" o patrimônio tombado, já que as feiras, as festas de casamento e a própria Bienal furam e escrevem nas paredes, pintam e bordam com o prédio sem autorização do Iphan. Se a grafiteira fosse um nome do mercado de arte não teria sido presa ou já estaria solta. O ato de Carolina Pivetta da Mota é rigorosamente igual a tudo o que ocorre no prédio da Bienal. Depois é só repintar, como aconteceu. Tudo se refaz porque o prédio da Bienal está à disposição da expressão. Sua estrutura original de feira industrial tinha que ser necessariamente versátil para atender a todo tipo de tranco físico. Por isso o acabamento sem adornos e luxo do Pavilhão do Ibirapuera. É só cimento, tijolo e cal.

Segue o baile, guria!

Adroaldo Bauer · Porto Alegre, RS 17/12/2008 17:01
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fabiana menini
 

obrigada pela colaboração , querido Dodo , nos do trocando ideia seguimos na rua com os querem ter direito a ela.

fabiana menini · Porto Alegre, RS 17/12/2008 17:07
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graça grauna
 

parabens pela iniciativa. Conte com a minha divulgação. Bjos.

graça grauna · Recife, PE 18/12/2008 14:54
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Jarbas Jarras
 

Fabiana.

Não vi, no episódio da Bienal, nenhuma espécie de graffite (o Aurélio, pelo menos, ainda não traz o termo atualizado), ou seja, desenho atirado às ruas. O que vi foi a simples pichação, ato covarde, egoísta, doentio, de sujar com spray as paredes de propriedades alheias, na calada da noite.

Achei mesmo estranhíssimo a moça ter ficado tantos dias presa, quando, mesmo agora, um egresso sorridente do Mensalão foi pilhado no Aeroporto Internacional de Guarulhos com uma fortuna nas cuecas. Dinheiro roubado. Acho que roubo é crime mais grave que pichação. Sim. Ambos são crime. Se o mensaleiro estava flanando por aí, com as cuecas cheias (até ia dar um pulinho ali, na Suíça), não vejo motivo para prender e manter presa uma simples artista.

No caso da pichadora, acho que deveria ser solta, imediatamente após sujar tudo, com dois tapinhas nas costas.

Os pesos e as medidas deveriam ser iguais.

No que diz respeito à Coisa Particular (Coisa Particular: aquilo que cidadãos comuns defendem por conta própria devido à inação e/ou descaso das autoridades constituídas), bem, quanto a essa, houve dois casos exemplares, recentemente.

Há dez meses um morador do oitavo andar de um prédio residencial, na Tijucas, RJ, acordou com um barulhinho assim:
issssss issssss isssssss
Como este ruído estava praticamente dentro de sua residência, pegou da pistola e foi à varanda. Ali, o morador solicitou ao visitante que não descesse e que continuasse o seu trabalho até a chegada de umas pessoas que ele convidaria pelo telefone.

Ficou.

Bem mais de uma hora e após vários telefonemas, os convidados chegaram. Isto também causou bastante ruído: a demora da chegada dos convidados, no coração residencial do RJ. Mas, como é de praxe, todos acabamos quase esquecendo esta pequena demora.

Uma vez autorizado a descer, o pichador levou menos de 1 minuto para descer os oito andares, novesfora play, garagens e etc.

Quando o pichador estava sendo levado pelos convidados, chegou seu avô e propôs o seguinte: custearia a pintura do prédio inteiro, as quatro faces, se dessem o pichado por não pichado.

Pela atitude deste familiar do pichador podemos inferir que esta arte também tem os seus mecenas.

E o trato foi feito.

Caso dois:

Rua onde moro, no bairro de Santa Teresa - RJ. Prédios com poucos andares, antigos, fáceis de serem pintados.

Devido à ausência total da Coisa Pública - Forma Passiva (esta nada mais é que a mesma que tributa, tarifa, recolhe, quando em estado ativo. O estado passivo, ou dativo, desta Coisa, é quando ela devolve ao contribuinte parte do que foi recolhido em serviços públicos, tais como Segurança), sim, eu ia falando... devido à ausência desta Coisa, fomos obrigados, já há longos anos, a instalar, manter e pagar por serviços particulares de segurança.

Pela alta madrugada, coisa de uns dois anos, um vizinho saiu de seus sonhos, num terceiro andar, ouvindo o mesmo tipo de ruído: isssssss.... isssssss...... isssssss
Vezes três, porque eram três os artistas.

Os que fazem o trabalho que a Coisa deveria fazer na minha rua, homens do povo e que tambem gostam de pintar, rapidamente convidaram os três artistas a fazerem uma performance: picharam-lhes o focinho (olhos, boca, ouvidos, cabelo). Até o esvaziamento completo do estoque de latas.

Para completar, como é descida, cada qual recebeu um formidável impulso em suas carreiras - na forma de três botinadas de ouro nos traseiros.

Eu sou contra. Absolutamente contra.

Mas não quero que ninguém escolha as cores da minha propriedade.

Passar bem, desculpe a extensão. E também não parabenizá-la, de jeitíssimo nenhum.

Fernando A A Soares - RJ

Jarbas Jarras · Rio de Janeiro, RJ 19/12/2008 08:10
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Juliaura
 

Há demasiadas pessoas no mundo, pra o meu gosto particular e pessoal, que o entendem como a constituição brasileira: igualam o direito à propriedade (não importa como havida tenha sido) ao direito à vida e, por conseqüência, à expressão dela.
Sorte nossa que, à revelia, a contra-pelo mesmo dessa gente, que não é pouca, infelizmente, nem tacanha como possa parecer, conseguimos inscrever também o direito à livre expressão naquela carta, o que permite que se leia o que lê aqui.
Ou, por exemplo, aqui também, sobre o mesmo assunto.
Fabiana, tu é tri!

Küse!

Juliaura · Porto Alegre, RS 19/12/2008 09:17
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Jarbas Jarras
 

Juliaura.
Gostaria muito que isto começasse pela tua casa, que, certamente, foi comprada pelo teu pai. Talvez você nem fosse sentir muito, não custou o teu suor, mas o do velho.
Quando você estivar muito mais velha, cansada de trabalhar, e finalmente houver (ou não), comprado a SUA PRÓPRIA CASA, vejamos se gostará desse bando de desgraçados que empestiaram praticamente todas as capitais brasileiras.
Acordar e ver a tua fachada toda rabiscada. E ainda com alguns palavrões, te saudando.
Filhos do nosso tempo: sem pai, sem mãe de verdade, sem amor, sem atenção. E a gente que aguente com o produto do coito irresponsável alheio, solto por aí.

Jarbas Jarras · Rio de Janeiro, RJ 19/12/2008 09:56
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fabiana menini
 

gentes,
o que discutimos foi a ação dos jovens ( que existe) a repressão que as vezes é caso de direitos humanos pelas penas dadas, e principalmente o direito a rua. é de nosso interesse e ação estar junto aos jovens que sendo criminalizados pelo seu graffiti , seu meio de expressão , e que estas penas sejam pedagogicas.
no projeto foram realizados 2 videos , hoje estarão no blog do projeto.

fabiana menini · Porto Alegre, RS 19/12/2008 10:17
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Jarbas Jarras
 

Fabiana.

Graffite é uma coisa. Até muito bonita. Pichação é outra.

Esses caras correm muito mais risco de vida nas mãos de proprietários do que nas mãos da Justiça.

Há diversos prédios públicos no RJ, cobertos de pichações, de alto a baixo, coisas espantosas, porque até nas mais altas grimpas, acima do décimo quinto andar, eles chegam para pichar.

Não dá nada. O maior risco é o de cair e se estabacar lá embaixo.

Por outro lado, nas residências o risco é de morte mesmo. Quase todo mundo tem uma arma em casa hoje em dia.

E ninguém gosta de ver um estranho pendurado em sua janela, em plena madrugada.

Jarbas Jarras · Rio de Janeiro, RJ 19/12/2008 10:32
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joao xavi
 

bacana saber que a anarkia ta envolvida nessa historia.
partir do ponto de que as pessoas vão intervir no espaço é uma alternativa interessante pra se pensar a questão do xarpi.

vivemos numa logica urbana completamente subvertida, marginalizar o xarpi é querer apagar incencio a cusparada.

posso entender quem pixa
posso entender quem não gosta do xarpi
mas não posso entender quem atira em uma pessoa que está pixando

joao xavi · São João de Meriti, RJ 19/12/2008 11:49
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Jarbas Jarras
 

Você não deve entender quem atira em uma pessoa que está pichando porque:

Não tem mulher, filhos e casa sua para proteger de um invasor.

Li o termo anarkia, bem, se for alguma referência ao anarquismo, é bom ler. E saber que o anarquista é um ser extremamente consciente e preocupado com o bem comum.

Diferentemente de qualquer punk ou drogado, que se diz anarquista.

Jarbas Jarras · Rio de Janeiro, RJ 19/12/2008 14:04
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fabiana menini
 

juliaura , querida, parabens pela tua clareza, compreensão e ate pelo pedagogico de tuas palavras aqui.
estao no youtube os videos que resultaram da oficina de video particpativo do projeto.
o produto final do projeto xarpi escrita noturna esta ai, 2 videos com 5min, feitos pelo coletivo muralha rubro negra e outro pelo
" os maiorais"

http://br.youtube.com/watch?v=pcXzvApXBso

http://br.youtube.com/watch?v=iy0Sifx_9BE

fabiana menini · Porto Alegre, RS 19/12/2008 17:58
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Renato de Mattos Motta
 

pode ser que a linguagem da pixação seja mesmo uma "complexa linguagem pós-moderna" como o blablabla intelectualizado do início deste postpretende. Entretanto há que se considerar que é uma linguagem que se caracteriza pelo vandalismo. pela destruição.
Liberdade não é um conceito absoluto, mas relativo ao outro.
O direito de expressão do pixador acaba quando entra em choque com o direito de meu condomínio de manter um prédio apresentável, com o direito de minha cidade de ter monumentos e obras de arte respeitados. O que os pixadores têm feito em edifícios e casas populares e em monumentos públicos como o Monumento ao expedicionário, o Monumento a Júlio de Castilhos e a Ponte de Pedra aqui mesmo na Porto Alegre daquelas pessoas que estão defendendo esta "forma de expressão". A liberdade dos pixadores se parece muito com aquela exercida pelos nazistas que tinham toda a liberdade de pixar as casas de judeus, ciganos, homossexuais e comunistas na Alemanha da II Guerra. Liberdade não é algo que deve valer somente para as minorias ruidosas. Não. Liberdade é para todos! e isto quer dizer punir e impedir a ação daqueles que restringem a liberdade da maioria de ter suas casda pintadas com as cores que escolheram para tal e não com os rabiscos de adolescentes de classe média fascistóides!

Renato de Mattos Motta · Porto Alegre, RS 20/12/2008 00:51
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Alê Barreto
 

Fabiana, parabéns para você e todos que construíram e participaram do projeto. Uma ação que reforça o desenvolvimento da cultura no país, de forma plural.

Alê Barreto · Rio de Janeiro, RJ 21/12/2008 19:46
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Cacau Amaral
 

Fabi.
Meus parabéns pelo projeto.
Pixei durante cinco anos na década de 1980. Após parar me arrependi do que tinha pixado, mas logo entendi que não tinha do que me envergonhar, muito pelo contrário. Hoje, após aprender com várias vertentes da cultura urbana, fico muito triste quando assisto o “poder” julgando que arte é ou deixa de ser bela e o que é pior, dando outro tipo de enfoque para o que julgou ser feio e usando a máquina para punir, ou depreciar pela cultura do medo, a arte que não gosta, não entende ou não tolera.
Um beijão,
Esta eu vi em uma marquise da Zona Sul do Rio:

“Vocês podem nos bater
Vocês podem nos pegar
Vocês podem nos prender
Vocês podem nos pintar
...Vocês podem até nos matar
Mas nascerão outras gerações de pixadores
E eles darão continuidade à nossa arte proibida”

Cacau Amaral · Duque de Caxias, RJ 22/12/2008 09:29
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fabiana menini
 

cacau, ale, obrigada e ja esta no blog os videos que form resultado do projeto, logo terá a transcrição do coloquio que foi FODA!

fabiana menini · Porto Alegre, RS 22/12/2008 10:37
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joao xavi
 

o meu texto sobre xarpi: http://www.overmundo.com.br/overblog/xarpi-tatuando-tradicoes-driblando-viaturas

joao xavi · São João de Meriti, RJ 22/12/2008 12:10
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fabiana menini
 

joao teu txt fez parte dos subsidios pra criar o projeto....escolhemos o nome xarpi ..pi xar...como vcs fazem ai no rio dro.pre..tor.vi...escrita com pixoreto de sp....procurando ampliar o olhar sobre a letra grafia do pixo brasileiro.

e discutir a criminalização do ato artistico, do protesto no espaço publico , das penas alternativas , em especial na cidade de porto alegre.

os videos da oficina
http://br.youtube.com/watch?v=JHRhrccNckw
http://br.youtube.com/watch?v=iy0Sifx_9BE

fabiana menini · Porto Alegre, RS 22/12/2008 22:21
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Juliaura
 

Fabiana, eu estive aqui, não fiquei doida nem morri.
Também li João Xavi e achei inteligente e por demais orientador para um entendimento sobre a questão que postas. Sabemos que a menina já foi solta, e muito do movimento social ter pressionado ajudou para isso, temos certeza. Eu agradeço tua paci~encia e consideração comigo. Desejo sorte e felicidades... mais do que vocês mereçam.

Juliaura · Porto Alegre, RS 22/12/2008 23:06
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nunodv
 

Parabéns pelo texto e debate, senti só a falta de pichadores da ativa, mostrando o seu lado, pra ficar parecendo um julgamento sem defesa...

salve pro XAVI e pra KIA

Meu blog sobre xarpi

http://nunodv.blogspot.com/

nunodv · Rio de Janeiro, RJ 18/1/2011 08:53
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