(Na foto acima, DJ Ferville, à direita, ao lado do DJ Yes América)
A crise que, dizem, o drum’n’bass enfrenta nas pistas de dança não foi o suficiente para abalar, pelo menos, um dos grandes representantes do estilo no interior paulista: o produtor e DJ Charles Ferville.
O DJ, que mora em Assis (cerca de 500 km Oeste da capital), mantém ao lado do também produtor e DJ Antônio Garcia (ou Monkey’G), da vizinha cidade de Marília, o projetoBassFuture (algo como "grave do futuro"), com o qual já lançaram um disco de vinil com remixes e cinco CDs independentes.
O projeto alçou os dois ao nível do primeiro time de DJs do gênero. Em 2002, Monkey’G foi convidado para tocar no Skol Beats e foi considerado no site oficial do evento um dos destaques daquele ano.
Ferville, por sua vez, é amigo do top DJ Marky desde 1993, com quem já tocou em algumas ocasiões. "Hoje em dia, todos os lançamentos dele eu consigo ter e tocar em vinil", se orgulha. Ele também foi responsável pelo lançamento de sucessos dos DJs Patife e Ramilson Maia em casas noturnas paulistanas. "Lancei o Sambassim, do Patife, e o Tem que Valer, do Ramilson, na Espaço Nation (extinta casa noturna em São Paulo)", lembra.
Além disso, leva o ritmo às rádios da região como convidado em algumas estações. Em Assis, na Rádio Cultura 2 FM, ao lado do DJ Silvio Cezar; em Tupã, na 2 FM; em Marília, na Transamérica FM; e em Cândido Mota, na Voz do Vale. "Sempre que participo toco d’n’b remix com vocal e misturo minhas produções", conta Ferville.
O produtor mantém ainda o selo Drumm Soundz Records, pelo qual divulga e lança produções do BassFuture, além de músicas dele e de Garcia em projetos solos ou paralelos. Outro trabalho realizado pelo DJ no interior são os cursos de discotecagem, alguns deles, em entidades assistenciais das cidades.
"Tenho um projeto chamado DJ Escola. O último que fiz foi pela Casa da Menina São Francisco de Assis, em Assis mesmo. Minha iniciativa é para chegar perto de quem realmente gosta de som e quer se aperfeiçoar, mas não tem recursos materiais e financeiros para fazer um curso desse tipo".
Outros estilos
Ferville, com seu BassFuture, pode ser considerado um resistente do drum’n’bass no interior (que vive uma febre de psytrance). Mas como fazem vários outros DJs, ele também toca outros estilos, especialmente, nessa fase de crise que vive seu gênero predileto. "A cena de drum’n’bass no interior está fraca. Por isso, atualmente, procuro reciclar bem o que as pessoas irão ouvir em meus sets", diz.
O próprio BassFuture, aliás, já produziu faixas de breakbeat, além de d’n’b. "O drum’n’bass está passando por mudanças, já que ficou no auge por vários anos. Hoje, está havendo uma reciclagem e isso dará novo fôlego à cena", diz Garcia, que atualmente mora na capital e toca também techno e eletrohouse.
O fato é que, em crise ou não, o drum’n’bass está bem representado no interior de SP. Os dois têm conseguido superar os limites regionais e já têm produções até no exterior. Garcia, ironicamente, teve uma faixa de house, mixada por Patife (um dos tops do drum'n'bass) e Júlio Torres, incluída na revista inglesa DJ MAG. “Foi uma brincadeira que fizemos e o Júlio, que toca house, remixou uma faixa de d’n’d minha e eu remixei um house dele.”
Além disso, produziu e participou do programa de rádio Ministry of Sound, de um clube de Londres, em parceria com a rádio Transamérica.
Quer ouvir o som dos caras? Abaixo, uma lista de endereços para você encontrar os sons de Ferville e Garcia.
www.buscamp3.com.br/djferville
www.fiberonline.com.br/bassfuture
www.mp3.de/djferville
www.tramavirtual.com.br/dj_ferville
www.buscamp3.com.br/charlesferville
www.djgarcia.multiply.com
www.djgarcia.tk
Gostei do texto, achei muito bem elaborado, só acho que deveria ser divulgada a fonte de onde foram tiradas certas informações como por exemplo: "A crise que, dizem, o drum’n’bass enfrenta nas pistas de dança" onde foi colhida essa informação? qual a fonte?, Se o Drumbass está realmente sumindo de cena porque então procurar reciclar o que se toca, não seria uma forma de apagar ainda mais imagem do drum’n’bass?
Como ja disse matéria legal, e pelo que pudemos observar o Dj Ferville tem um belo curriculo, desejo a ele muito sucesso
Oi, Luciane. Sua pergunta é realmente pertinente e, aliás, é a discussão que quis propor com o texto. Aqui no interior de SP, por exemplo, o psytrance tem dominado a maioria das baladas eletrônicas. É difícil achar uma festa de drum'n'bass. E a todo ano ouvimos esse papo de que o d'n'b já era. Um amigo de SP, dono de uma casa e totalmente envolvido com a cena da capital, me disse no ano passado que o Marky "não tinha mais lugar para tocar" em SP. Só mesmo no Skol Beats é que se vê tanta gente na tenda dele. Por conta da sua pergunta, mandei um e-mail para a produção do Marky perguntando o que ele acha disso. Assim que tiver a resposta, colocarei aqui, ok?
Ricardo Fela · Sorocaba, SP 26/6/2006 16:42Olá Fela, tudo bem? ja obteve a resposta, referente ao Mark?
Luciane Vieira · São Paulo, SP 1/9/2006 18:12Infelizmente, não obtive retorno. Mas vou tentar de novo.
Ricardo Fela · Sorocaba, SP 1/9/2006 19:35Fala Fela !!!Li a materia e me indentifiquei,tipo dificil encontrar balada de drum's aqui,mesmo em SP,antes ia direto no lov.e de quinta onde o mark era residente...e a balada foi trocada por house...mas e o seguinte dia 2 de dezembro vai ser meu niver e gostaria de contratar DJ de Drum's'bass...e q toca outros tipos de musica styles...vc tem alguma sugestao??? Abraco
Felipe Ramirez · São Paulo, SP 22/10/2006 20:42Oi, Felipe! Olha que coincidência. Semana passada, na quinta-feira, a Folha publicou uma matéria com o título "O drum'n'bass não morreu", que fala que o Marky voltou com a Vibe, no Lov.e e que tem ainda a domingueira Subgrave, que acontece quinzenalmente, no D-Edge. Não fui, mas parece que tá bombando de novo. Tenho uns amigos que fazem um live p.a. e DJ set bem legal, com drum'n'bass e outras coisas. Chama-se Lavoura Eletro. Já até falei deles aqui no Overmundo. Tem sons deles no Myspace. Dá uma olhada e vê se curte. Abraço!
Ricardo Fela · Sorocaba, SP 31/10/2006 22:32
po cara legal essas ideia de o barato morreu não morreu, é legal o debate enfim.
a pegada do barato é essa não seria house nem trance ou psi , mais sim os bpms . ja faz quase 3 decadas que ele esta ai ,,,,+ ou - 125/135bpms por ai um pouco a mais ou a menos , mais é isso o d+b é coisa nova e tudo que é novo e dificil de aceitar né
aproximadamente 10 anos é muito pouco ,e pra começar esqueceram de uma parte do d+b < abstrato ,dark , cientifico, nada de vocal só efeito > bem disse o fabio e grooverider " oque o marky fez foi OK, mas o d+b existe muito antes disso. é uma musica feita com algumas regras . não precisamos de vocais . são ritmos africanos , de bateria e baixo" e outra coisa o som é de malóka , pesado ,sujo ,etc,,,
a era do popbass ta acabando? oque se parece mais com o samba ?d+b ou house, trance ou psy? precisa responder ?
oque precisa mais sem duvida é organização.
o rap ou hip-hop sofreu até chegar onde chegou por isso ,falta de organização e é quase mais velho que o house né.
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