ponto do olho
em caximir buquê · 23/7/2008 00:00 · 23 votos
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amalgamarfundirsem fugir das responsaantenarcaptarsem fugirponto de folgade tanto usar gastaquem gostababade tanto prazertonto > leia |
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pé a pé
em caximir buquê · 23/7/2008 00:00 · 21 votos
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para onde vais com tanta pressa? a alma pede um pouco de calma, diz a canção, algo assim. gente precisa aprender que gente dá um passo de cada vez. turbinaram nossos passos. os cronômetros. virou essa corrida: olímpica aventura onde últimos jamais serão primeiros. balela. últimos, do jeito que a coisa anda, nem andarão mais. nada de passo. assim a humanidade vai passando. sem... > leia |
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a queda (noções banais para uma filosofia vagabunda)
em caximir buquê · 5/7/2008 00:00 · 23 votos
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meu velho e falecido avô baiano pedro ferreira dizia entre cômicas reações da platéia: velho morre de três Qs - queda quoice e quaganeira.quaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaquaesqueceu do riso.nada a ver com rizomas. ou outras expressões filosóficas pós-modernas.tudo a ver com os famigerados ditos populares: morrer de rir, é uma dessas expressões.(compus uma música... > leia |
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hj é segunda
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 23 votos
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amor é isso. amo não ter domingos nem segundas-feiras. todo dia é dia.dia de santo. dia de porra nenhuma.todo dia é dia de encher a cara de álcool de varar madrugadas decantandoo verbo. catando inutilidades pra não morrer de enfado.morra de vódka maiakóviski. nem sei se está correta a ortografia. mas me contento em ser um anjo torto. não ligo para esses pequenos erros do ponto de... > leia |
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rolé na night
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 23 votos
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meu velho carro segue firme na madrugada.uma estranha solidão é passageira desse carro.penso na paz e ouço uma revoada - bater de asas - de espíritos ensandecidos. a madrugada escorre como sangue nas veias noturnas.onde estão os amigos? cadê os companheiros?outras vozes rumorejam. tirânicas. absolutas. domínios cânticos expandindo novas ordens em nome do progresso. avante! para... > leia |
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confessionall
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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confess confessionall poemsi am godallvo de achaquestiques e talsestrambólicobólidoperd(o)idono céuna terrain fernoCuiabá (MT) · 31/3/2008 11:33 > leia |
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passos que passam
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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ouço seus passos vindos do corredor. o céu lá fora está tão turvo.mesmo assim não me curvo. não te darei ouvidos. já disse que quero o silêncio. o mais absoluto dos silênciosssssssssssssssssssssssss.o pássaro pousa na haste do anel.brilhante pássaro cravejado.minha respiração tensiona pensamentos que fogem.a vida passa a cada passo.o corredor abriga mistérios. mistérios das passagens.pontes... > leia |
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boca de (po)ema
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 30 votos
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as palavras saíam com incrível facilidade de sua boca.voavam como pássaros recém-libertados.riscavam o céu fora da boca.azul. branco. azul. branco de nuvens. azul.pura poesia. poeira azulada cósmica desvendando enigmas.mas a boca estacou de repente. muda. muda.ninguém entendeu nada.mas se fez. o silêncio se fez. e uma vez feito. não tinha jeito.a chuva caindo. um frio cortando a... > leia |
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ao meu amigo luisinho
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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a bola rolava fácil. seus pés eram como as mãos.a colocava onde quisesse. cabeça erguida. visão total do jogo.lançava, corria, driblava, sorria timidamente.golaço: de falta.lá onde a coruja dorme.seus pés de mãos agora são asas.lança voa corre dribla sorri.agora sem timidez.só a mais leve paz.dizem que cantou antes do fim do jogo.sorriu também.Cuiabá (MT) · 15/2/2008 17:49 > leia |
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flor de lázaro
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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lázaro em florpasseia na garoamanhã finacomo peles(pétalas) ao léucara leonina assustadadesce a ladeiradescecomuma precequalquer exalandoda boca lazarentacom uma flor na bocaesquece o cachimboadormece na sombrada vidaesqueceo nome a idadea cidadesó lázaro passana rua vazialeprosáriaa cidade seesqueceadormeceanteo que sealastrabem dentroaquilo quebem foralá onde dorme lázaro Cuiabá... > leia |
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pé na jaca
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 23 votos
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desfio-medespedaço-medespeço-medesfaçatez-memal chegoujá quer ir embora?isso que dáa mãojá querjaca(n)os pésCuiabá (MT) · 4/2/2008 17:23 > leia |
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buquê de aromas
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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teço floresnesse vasodelíriosteço enlacespedaços coladosde nóstange a manhãrange (leve)num bramidoCuiabá (MT) · 14/6/2008 14:52 > leia |
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vulvavulcânica
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 20 votos
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ela abusa de mim. é verdade. sou seu escravo. mas sempre repito pra ela: você gosta de mim por que sou safado. não uso camisa social. não tenho dinheiro no banco. sou boêmio, não presto, sei disso, sua mãe sempre reclama.meus dedos percorrem a viola caipira do mesmo jeito que correm sobre seu corpo. faço música com meus dedos e seu corpo se estica todo. parece uma enguia.fico esparramado... > leia |
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sem saída
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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ruínas. casarões, ruas, caminhos.ruem. corações, sonhos, ninhos.sendo assim, só resta continuar.velas ao mar, navegar, navegar.guri perdido, envolto em quimera.alçar ao sonho, ah! quem dera.Cuiabá (MT) · 12/6/2008 16:32 > leia |
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chinadown
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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dias sem cor. embaçado esse dia. chove ou não? caralho! pedaços de monotonia desfilam pela janela. quase morto aqui: sorriso sem sal sem mel sem porra nenhuma nem sorriso. dias e dias, dizem que é assim mesmo, aquela velha máxima de botequim, nada como um dia após o outro, coisas de sambista bambambam. molho de pimenta? não! pastel sem recheio. vida aérea. etérea como a lembrança... > leia |
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2 + 2
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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dois mais doispode dar cinco ou trêsou quatroou muito próximo dissoa exatidãonão cabe aquimate a matemáticae terá o caosaproximadobárbaras invasõestoscamente calculadasnaus semrumoa bússolaé como dois mais doisdizque é praquele ladopraquele rumocomo o prumoque balançapouquinho pra cápouquinho pra lámas arruma um jeitode fincar o péCuiabá (MT) · 5/6/2008 18:06 > leia |
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sem senso nem sensor ou crônicas do mau humor
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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olhos de mel. escondem o amargo que sai fel da sua boca.não sou james joyce nem conheço londres ou paris.viajo nos recortes das mais de mil viagens nas revistas com mais de mil viagens que vendem aos meus olhos desvendados.choques eletrovolts de revolta sacodem minha carcaça diante dos seus olhos de mel. o fel escorre do céu da sua boca da ponta da língua de navalha que sai picotando... > leia |
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diálogo insosso
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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-acho que fiz um hai-kai perfeito, ouça: passo a passo/ o passageiro passa/ cada qual no seu compasso.-não existe nada perfeito...-você tá de mau-humor hoje?-sempre acordo assim...-você é muito reticente.- ...Cuiabá (MT) · 28/5/2008 09:15 > leia |
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o fim é aqui
em caximir buquê · 1/7/2008 00:00 · 13 votos
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o silêncio corta o sonho na manhã.a faca a maçã.fere com ferro a revolta.muda a estação e o hábito.habitante de mimhásolução?enigmas se desfazem como pós.a viagem prossegue num sempre finito.o fim mora dentro de nós.Cuiabá (MT) · 10/1/2008 18:49 > leia |
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