O Caderno do Cluracão
Idéias, pensamentos, anotações e visões sobre as Artes e Culturas dos dois mundos, por Daniel Duende
 

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Daniel Duende · Brasília, DF

 
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em O Caderno do Cluracão · 8/10/2008 01:41 · 17 votos
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Os dias passam, e as histórias passam pela minha cabeça (segredadas por vozes daqui e de lá), mas o tempo sempre me escapa e nunca tenho tempo de escrevê-las.Não pensem que me faltam agora histórias para contar e inspiração. O que me falta agora é o tempo.Mas para quem quer saber, a alma, o coração e a Alma vão muito bem obrigado.Abraços do Verde
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Órfãos e Desterrados...
em O Caderno do Cluracão · 25/9/2008 16:41 · 18 votos
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"But I've always had this sense that there's something out there, waiting for me. Not here, in the World As It Is, but in the dreamlands. That there's a place for me in Faerie and I'll be there one day if I can just be good enough, or patient enough, or tenacious enough. Or...- It's a place where I'd be home, really home. I want it so badly sometimes that just thinking about it... > leia

Nas ruínas, os cigarros
em O Caderno do Cluracão · 24/9/2008 14:12 · 35 votos
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"Em meio às ruínas, ainda com os ouvidos zumbindo por conta do estrondo das explosões e do desabamento, Lucas acendeu um cigarro e pensou: "agora só falta limpar o terreno e começar a reconstruir". Fumou seu cigarro em meio aos restos e ao entulho, depois se levantou e foi ocupar-se de seu trabalho. "Alguns dias começam assim", dizia para si mesmo."(o título deste fragmento é uma... > leia

Despertar, por Mohsen Rasoulov
em O Caderno do Cluracão · 23/9/2008 16:26 · 18 votos
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Mohsen Rasoulov era um fotógrafo, grafiteiro e artista iraniano, que morreu em um acidente de avião no Quirguistão no final do mês passado. Passeando por seu arquivo fototráfico (Mooshot), encontrei > leia

Notas de um moleque comilão...
em O Caderno do Cluracão · 22/9/2008 16:22 · 18 votos
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O pequeno redcap Daniel escreve em seu diário:"Nos últimos 2 dias ele passou por um processo que não sabe descrever bem, mas aceitou com relativa facilidade. O mundo se expandiu a partir da mescla com outro, de sonhos. Depois de ser perseguido por um cachorro sem rosto, começar a ver mais do que o simples "real", ser salvo por outro cachorro e desmaiar, ele acordou no quarto de... > leia

Desígnios da Imaginação.
em O Caderno do Cluracão · 21/9/2008 23:50 · 18 votos
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A imaginação não obedece aos desígnios do mundo.Quiçá, escuta os da alma. Mas no fim, segue apenasaos próprios desígnios. A imaginação não obedece.Ela, quando muito, pede passagem e vai.Imaginários servem tanto à própria imaginaçãoquanto esta os serve.
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O Caderno de Saramago
em O Caderno do Cluracão · 18/9/2008 21:00 · 18 votos
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José Saramago, aquele grande escritor que sempre respeitei mas de quem nunca gostei muito, fundou seu blogue nesta semana. O blogue está aqui, no site da Fundação Saramago.O primeiro texto do blogue é uma antiga declaração de amor à sua Lisboa:"Tempo houve em que Lisboa não tinha esse nome. Chamavam-lhe Olisipo quando os Romanos ali chegaram, Olissibona quando a tomaram os Mouros,... > leia

A Casa do Rochedo Negro...
em O Caderno do Cluracão · 17/9/2008 05:37 · 35 votos
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"[...]A norte da Floresta de Espiras, onde vivem as Banshee das Pedras e O Barghest, existe um grande rochedo que observa o Mar do Adormecimento. Na segunda ponta mais alta do rochedo, acessível apenas àqueles com asas, mágica ou persistência o bastante para lá chegar, vivem três mulheres. Muitos viajantes as chamam de "Bruxas do Rochedo Negro", mas não há nenhum motivo específico... > leia

outro fragmento.
em O Caderno do Cluracão · 17/9/2008 05:20 · 35 votos
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"- Algumas pessoas se preocupam demais com os astros. Outras, não sabem sequer quando nasceram...- Algumas não tem como saber...- Como assim, Clurichaun"- Algumas simplesmente não tem como saber.- Está se referindo a alguém em específico" Tenho a impressão de conhecer este sorriso.- Sim.- ...- Alguém bastante especial. Ela é...- ... [risos]- O que foi"- Estava tentando ler a sua... > leia

L'th e os corvos...
em O Caderno do Cluracão · 17/9/2008 02:22 · 35 votos
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É impressionante como por vezes uma imagem feita por outra pessoa -- alguém que você não sabe nem nunca vai saber ao certo quem é -- simplesmente captura uma imagem que estava dentro de você. Por mais que se tente resistir, dar uma de durão -- coisa que aprendemos a fazer neste mundo onde se encantar é feio e constrangedor -- não dá para negar. Não é pela técnica ou pela beleza,... > leia

fragmento.
em O Caderno do Cluracão · 17/9/2008 02:07 · 35 votos
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"- ...Vocês não apenas perderam os caminhos, queimaram os mapas e viraram as costas para as terras do Sonho. Vocês também construíram cidades a toda a sua volta, com tantas luzes e cores que te fazem esquecer de que sequer existia algum lugar além delas! São suas fortalezas, suas muralhas, o artifício da inconsciência consensual que se tornou tão bem vinda. O que aconteceu com vocês"... > leia

Silêncio bem vindo...
em O Caderno do Cluracão · 16/9/2008 20:57 · 35 votos
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Agora que contei algumas de suas histórias,talvez eles me deixem em paz para traduziras histórias do mundo contadas pelos outros...
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Elvira não pode dormir.
em O Caderno do Cluracão · 16/9/2008 20:10 · 27 votos
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eu detesto quando chega a noite.fica silencioso demais e as pessoas tem que dormir.eu detesto, detesto, detesto ter que dormir.quando eu vou dormir, eu penso.e quando eu penso, eu lembro,e eles vem até mim...minha barriga ronca.não tem nada para comer aqui.tento dormir.mas eles vem até mim...alguém escuta música no andar de cima.eu não queria estar sozinha aqui.porque aí eles vem... > leia

A menina triste, o menino, o cachorro e a chuva: Tídel.
em O Caderno do Cluracão · 16/9/2008 19:06 · 37 votos
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a menina bonita se sentou no banco. ela tinha um papel na mão e olhava para o nada.vários passarinhos passam por mim. querem comida. também tenho fome, mas esqueço.está escurecendo, e a moça está sentada no banco.dois meninos passam correndo e gritando. me assusto.vou até debaixo daquela árvore. a grama está secae a moça continua sentada no banco.seus pés se retorcem. o vento levas... > leia

do contra
em O Caderno do Cluracão · 16/9/2008 19:03 · 37 votos
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nascí com o espírito da contrariedade.minha vontade é sempre rebelde,quer trabalhar na hora do descansoe descansar na hora do trabalho.quando me sento para escrever, calo.e quando me concentro em trabalhar,me dá vontade de contar histórias...tudo que me resta fazer,é tentar dançar a minha músicasem derrubar nada.
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Flores entre as pedras.
em O Caderno do Cluracão · 8/9/2008 17:54 · 26 votos
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Como pode a poesia viver entre tantas pedras"Como pode até mesmo a vida não sufocarem meio às ruas planejadas para a aprisionar"Não sei. Mas ainda há vida por aqui...
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Memória Caleidoscópica
em O Caderno do Cluracão · 8/9/2008 17:49 · 26 votos
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Algumas pessoas tem memórias muito boas. Elas se lembram de seu passado com todos os detalhes e precisão. Algumas delas se lembram tão bem que não conseguem sair dele. Re-vivem de novo e de novo tudo a cada dia, pois a memória pode ser uma prisão.Algumas pessoas tem memória caleidoscópica, onde os fatos se confundem e se misturam. Elas sabem que está tudo, ou quase tudo, lá em algum... > leia

Tempus Fugit...
em O Caderno do Cluracão · 4/9/2008 03:21 · 9 votos
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Já é quase quinta-feira e não tive tempo de me debruçar sobre as "coisas dos changelings" nesta semana (e nem muito menos de escrever mais algumas coisas sobre a história por aqui). Mas a vida é assim. Por vezes a gente passa o dia correndo atrás do corcel antes de conseguir montá-lo, exausto, ou cair de exaustão tentando.Como corre este cavalinho da vida...
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Mestre Salustiano
em O Caderno do Cluracão · 1/9/2008 19:50 · 18 votos
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Ontem um dos maiores imaginários e festeiros do Brasil foi-se embora tocar rabeca pras estrelas. Eu ví o pequeno-grande-homem tocar, e eu sei que as estrelas vão gostar.(foto do Mestre Salú por Ana Cullen, no Overmundo)Segue em paz, Mestre Salustiano.
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Quando enfim choveu nas terras do Céu em Chamas: Lúti
em O Caderno do Cluracão · 31/8/2008 04:48 · 18 votos
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Lúti observava a chuva através da janela. Adorava tudo a respeito da chuva. O cheiro, as gotas na janela (ou no rosto), o vento refrescado depois da seca. Era a primeira vez que via a estação das chuvas em Brasília, e tinha a sensação de que havia algo de realmente especial naquela chuva.Encostou o focinho na janela. Desde a noite que descobriu que era gente e gato, sonhadora e... > leia

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