<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="style.xsl"?>
<!-- Generated by: http://www.phpclasses.org/rsswriter $Revision: 1.7 $ -->
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
 <channel rdf:about="http://www.overmundo.com.br/rss/rss.php">
  <title>.: Guias culturais Overmundo :.</title>
  <link>http://www.overmundo.com.br/</link>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
  <dc:date>2026-5-31T08:31:34Z</dc:date>
  <image rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/images/overmundo_06.gif"/>
  <items>
   <rdf:Seq>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/museu-do-sertao"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/calcada-da-fama-1"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-arte-e-cultura-ana-das-carrancas"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/bododromo-1"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-artesanato-celestino-gomes"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/catedral-de-petrolina-poema-de-pedra"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/oficina-mestre-quincas-do-artesao-1"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/feincartes-feira-internacional-de-artesanato"/>
   </rdf:Seq>
  </items>
  <textinput rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/home/busca.php"/>
 </channel>
 <image rdf:about="http://www.overmundo.com.br/images/overmundo_06.gif">
  <url>http://www.overmundo.com.br/images/overmundo_06.gif</url>
  <link>http://www.overmundo.com.br/</link>
  <title>.: Guias culturais Overmundo :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
 </image>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/museu-do-sertao">
  <description>O que vocÃª imaginaria ao encontrar, numa visita a um museu, uma lagartixa tentando se camuflar entre folhas de umbuzeiro, mandacaru, xique-xique e palma? Provavelmente, chegaria Ã  conclusÃ£o de que errou o endereÃ§o e acabou entrando num zoolÃ³gico cuja vegetaÃ§Ã£o simboliza o semi-Ã¡rido brasileiro. Entretanto, por incrÃ­vel que pareÃ§a, a lagartixa, juntamente com a caatinga, pertencem ao acervo do Museu do SertÃ£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Muito alÃ©m da definiÃ§Ã£o Aureliana de um âestabelecimento criado para conservar, estudar e valorizar, pelos mais diversos modos, e, sobretudo expor para deleite e educaÃ§Ã£o do pÃºblico, coleÃ§Ãµes de interesse artÃ­stico, histÃ³rico e tÃ©cnicoâ, o Museu do SertÃ£o chegarÃ¡ aos 35 anos com uma vitalidade infindÃ¡vel, sendo palco inclusive para a conservaÃ§Ã£o do aspecto natural sertanejo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com um expressivo acervo de 3.400 peÃ§as, o museu, que ocupa uma Ã¡rea de 1.045 metros quadrados, se constitui como um marco para a regiÃ£o do SÃ£o Francisco. Algo que seu Alzir Maia, historiador do museu hÃ¡ 18 anos, nÃ£o cansa de repetir: âAs pessoas vÃªm aqui e saem emocionadas ao conhecerem a casa sertaneja e isto emociona a gente tambÃ©mâ.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O jardim sertanejo, onde as lagartixas se camuflam nas plantas catingueiras, Ã© apenas a passagem entre as exposiÃ§Ãµes permanentes - setorizadas conforme as temÃ¡ticas: Sala das Carrancas, Rio SÃ£o Francisco, CangaÃ§o e Ãcones nordestinos - e a Casa Sertaneja. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Na casa tem de tudo: na cozinha, um cuscuzeiro em barro cozido de 1936 conta os primeiros passos deste costume delicioso&amp;#059; prÃ³xima a um oratÃ³rio do sÃ©culo XVIII, jÃ¡ no quarto, uma cama de couro dorme Ã  luz do candeeiro&amp;#059; enquanto na sala o rei do BaiÃ£o canta um xote ao pÃ© do ouvido de Frei DamiÃ£o e Padre CÃ­cero.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AtÃ© objetos prÃ©-histÃ³ricos constituem o acervo do museu, a exemplo dos peixes fossilizados encontrados em 1897 na Serra do Araripe, em Pernambuco, cujas pesquisas indicam que tem mais de 60 milhÃµes de anos. Quem sabe nÃ£o Ã© da Ã©poca em que, segundo a âlendaâ sertaneja, o sertÃ£o foi mar? Entre estes e outros objetos, eis que me deparo com uma relÃ­quia do tempo do cangaÃ§o: uma carta de LampiÃ£o da dÃ©cada de 30 endereÃ§ada ao coronel da cidade de Salgueiro - PE, Veremundo Soares. Como a partir da fotografia Ã© muito difÃ­cil ler a carta, segue na Ã­ntegra a reproduÃ§Ã£o da mesma: &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;em&gt;Sr. Veremundo Soares&lt;br /&gt;&#13;&#10;Suas saudaÃ§Ãµes,&lt;br /&gt;&#13;&#10;O fim desta Ã© somente para saber qual seu plano, que apÃ³s em minha passagem o senhor mandou uma forÃ§a a ir atrÃ¡s dâeu mesmo. Pilheriou bastante de mim!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em outras hora nÃ³s jÃ¡ fomos inimigos, porÃ©m para o presente eu pensava que nÃ³s era amigo, para o senhor eu era, mas para si me parece que o senhor era meu inimigo&amp;#059; portanto eu lhe faÃ§o esta para saber qual Ã© o seu destino. Avisei ao padre CÃ­cero que nesta diligÃªncia, quem alterou-se contra mim foi o MunicÃ­pio de Salgueiro. Tenha muita cautela. Eu nÃ£o volto para o mesmo que eu era bem outrora. Eu quero virar santo e fazer a felicidade de vocÃª mesmo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sem mais assunto,&lt;br /&gt;&#13;&#10;CapitÃ£o Virgulino Ferreira.&lt;/em&gt;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/museu-do-sertao</link>
  <title>guia .: Museu do SertÃ£o</title>
  <dc:date>2008-2-27T12:28:07Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/calcada-da-fama-1">
  <description>Nas primeiras vezes em que passei pela rua Castro Alves, parte de meu itinerÃ¡rio cotidiano, evitei pisar na calÃ§ada de uma Ãºnica casa: a de nÃºmero 76. NÃ£o sei se por algum receio de que fosse proibido, nÃ£o sei se por pudor... O certo Ã© que, quando eu chegava na CalÃ§ada da Fama, descia para a rua...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com o tempo fui vencendo esta barreira e me acostumando a pisar em estrelas com o nome de Paulo Maluf, Roberto Carlos, IrmÃ£ Dulce e tantas outras figuras cÃ©lebres deste imenso paÃ­s. NÃ£o hÃ¡ como passar incÃ³lume Ã  arquitetura no mÃ­nimo extravagante da Casa Memorial. Ou seria Casa das Bandeiras? HÃ¡ quem prefira Embaixada Sertaneja...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tanto faz. Inspirada na CalÃ§ada da Fama de Hollywood, a Casa Memorial CinematogrÃ¡fica do Condado Casa Nova (BA), como diz a inscriÃ§Ã£o inglesa numa grande pedra de mÃ¡rmore com o brasÃ£o da famÃ­lia AraÃºjo, foi inaugurada em 1998 e jÃ¡ conta com 300 estrelas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como nÃ£o poderia deixar de ser, as estrelas douradas reverenciam nomes da famÃ­lia AraÃºjo Melo. HÃ¡ atÃ© uma praÃ§a de seis metros de comprimento - a menor do mundo â com o nome da matriarca Alzira de AraÃºjo Melo. Ãs vÃ©speras de completar 100 anos de vida e de muitas viagens, dona Alzira passa o dia inteiro sentada numa cadeira de plÃ¡stico Ã  espera dos visitantes. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Dada a diversidade de acervos na Casa Memorial, Ã© possÃ­vel fazer uma viagem em torno do mundo sem sair do nÃºmero 76 da rua Castro Alves, em Petrolina. A casa que, como a flor de Drummond, âfurou o asfalto, o tÃ©dio, o nojo e o Ã³dioâ, alterando para sempre a tradicional imagem de uma cidade em construÃ§Ã£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/calcada-da-fama-1</link>
  <title>guia .: CalÃ§ada da Fama</title>
  <dc:date>2008-6-24T12:05:38Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-arte-e-cultura-ana-das-carrancas">
  <description>Ana das Carrancas Ã© uma das maiores artesÃ£s de Pernambuco. Seu trabalho com as carrancas, peÃ§as colocadas nas proas das embarcaÃ§Ãµes para espantar o mau-olhado, tem repercussÃ£o nacional e internacional.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-arte-e-cultura-ana-das-carrancas</link>
  <title>guia .: Centro de Arte e Cultura Ana das Carrancas</title>
  <dc:date>2006-3-04T12:58:00Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/bododromo-1">
  <description>No dia 6 de setembro, o BodÃ³dromo completarÃ¡ oito anos com a fama de ser o maior complexo gastronÃ´mico de degustaÃ§Ã£o da carne de bode do mundo. A histÃ³ria se inicia entre os anos de 1988 e 1990, que segundo informaÃ§Ãµes de IsaÃ­as MororÃ³, presidente da AssociaÃ§Ã£o do BodÃ³dromo e um dos idealizadores do projeto, marca o inÃ­cio da construÃ§Ã£o de barracas especializadas em servir a carne de bode e carneiro, na Avenida SÃ£o Francisco.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por volta do mÃªs de julho de 1999, o entÃ£o secretÃ¡rio de obras do municÃ­pio andou sondando os anseios dos vendedores como forma de garantir melhor atendimento Ã  populaÃ§Ã£o. âNÃ³s entÃ£oâ, diz IsaÃ­as, âpropomos ao secretÃ¡rio que a Ã¡rea do antigo campo de futebol do bairro fosse doada para que pudÃ©ssemos construir os restaurantesâ. Proposta aceita, antes que o ano 2000 chegasse jÃ¡ estava sendo preparado o terreno para a construÃ§Ã£o do complexo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Instalado ao ar livre, o espaÃ§o de 28350 metros quadrados conta com 10 restaurantes, 22 quiosques, banheiros, churrasqueiras e uma Ã¡rea exclusiva para festas. Os quiosques sÃ£o bem diversificados, comercializando do artesanato ao lava jato, alÃ©m de sorveterias, pastelarias, banca de revistas e jornais, salÃ£o de beleza e por aÃ­ vai...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A prefeitura investiu mais de 800 mil reais no projeto, com o intuito de transformar um centro gastronÃ´mico num ponto turÃ­stico de Petrolina. Conseguiu. AtraÃ­dos pelo apetite, turistas de vÃ¡rias partes do paÃ­s chegam diariamente ao BodÃ³dromo para apreciar, alÃ©m do tradicional bode assado, os mais de 20 pratos derivados dos caprinos e ovinos. E muitos se impressionam com a versatilidade das receitas oferecidas pelos restaurantes: nelas, o bode aparece guisado, assado, em espetinho, na buchada, no sarapatel, na pizza...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por sinal, o Ãºnico bode que nÃ£o pode ser degustado encontra-se imponente Ã  frente do BodÃ³dromo, como o sÃ­mbolo-mor do espaÃ§o. Mesmo assim, pedaÃ§os da orelha e do chifre direitos foram devorados, provavelmente, pelo tempo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/bododromo-1</link>
  <title>guia .: BodÃ³dromo</title>
  <dc:date>2008-2-17T12:11:16Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-artesanato-celestino-gomes">
  <description>Celestino Gomes foi o mais notÃ¡vel artista plÃ¡stico que a cidade de Petrolina, sertÃ£o de Pernambuco, teve o privilÃ©gio de abrigar. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;âCorvo das idÃ©ias primordiaisâ, âpoeta dos pincÃ©is celestiaisâ e âHemingway do sertÃ£oâ foram algumas alcunhas utilizadas pela populaÃ§Ã£o local numa tentativa de apalpar a ave solitÃ¡ria que vivia numa kombi branca retratando a paisagem sertaneja na genialidade de um traÃ§o inesquecÃ­vel, que hoje pode ser visto em locais pÃºblicos, como a biblioteca municipal e o aeroporto. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No dia 21 de abril de 2004, a ave foi em busca de outras solidÃµes e a cidade ficou Ã³rfÃ£ de uma espÃ©cie rara de artista, ainda que incompreendido por algumas pessoas e desconhecido por muitas outras. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Assim Ã© o Centro de Artesanato Celestino Gomes. Inaugurado no dia 14 de setembro de 2006, o espaÃ§o foi uma conquista da AssociaÃ§Ã£o dos ArtesÃ£os do Vale do SÃ£o Francisco (ARTEVALE), que possui cerca de 150 artesÃ£os associados.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A prefeitura doou o terreno que antes acolhia algumas barracas de lona e cada artesÃ£o construiu seu prÃ³prio quiosque. Um investimento que segundo Waldemir Brito, vendedor de frutas cristalizadas, gelÃ©ias e compotas, pode chegar a R$ 2.300,00. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com a simplicidade irradiante de um âcorvo das idÃ©ias primordiaisâ, Waldemir sai definhando palavras sobre os desassossegos de sua solitÃ¡ria existÃªncia. Inquieto, busca no dicionÃ¡rio a definiÃ§Ã£o de seu labor: &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;âMeu trabalho Ã© arte. Se vocÃª pegar um dicionÃ¡rio, verÃ¡ que âarte Ã© a execuÃ§Ã£o prÃ¡tica de uma idÃ©ia, profissÃ£o ou habilidadeâ. EntÃ£o, se eu pego uma fruta e transformo em gelÃ©ia, frutas cristalizadas, bom-bom, eu estou fazendo arte...â. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sem dÃºvida: a diversidade de artesanato que pode ser visto no espaÃ§o reflete muito da alma sertaneja retratada pelo âpoeta dos pincÃ©is celestiaisâ. Nos 64 quiosques do Centro de Artesanato Celestino Gomes podem ser encontrados: arte em madeira, em retalhos, trabalhos de reciclagem (jornal, tecido), crochÃª, bordados, fuxico, arte em flores, vidros, couro, pintura em tela, origami, doces caseiros, licores, chocolates com recheios regionais...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AlÃ©m, Ã© claro, das luzes celestes de uma cidade que serve de inspiraÃ§Ã£o primordial aos seus eternos inventores: Hemingways do sertÃ£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-artesanato-celestino-gomes</link>
  <title>guia .: Centro de Artesanato Celestino Gomes</title>
  <dc:date>2008-6-17T18:14:02Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/catedral-de-petrolina-poema-de-pedra">
  <description>Seu Alzir Maia, historiador do Museu do SertÃ£o, conta que tudo partiu da cabeÃ§a de um homem visionÃ¡rio. Seis meses depois de chegar a Petrolina para ser o primeiro bispo da diocese, o italiano Dom AntÃ´nio Maria Malan resolveu reunir representantes dos entÃ£o trÃªs mil habitantes da inÃ³spita cidade do sertÃ£o pernambucano para apresentar a idÃ©ia de construir uma catedral gÃ³tica. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pelos relatos de seu Alzir, que ainda nÃ£o tinha sido nem âencomendadoâ, sÃ³ uma pessoa foi contra a idÃ©ia, argumentando que era impossÃ­vel se pensar numa construÃ§Ã£o deste porte numa Ã¡rea de terra situada entre cerca de 20 casas de taipa com cobertura de palha. Ã nesta altura do relato que seu Alzir, com o dedo em riste, personifica o Dom Malan dos anos 20 e profere as palavras ditas por ele ao solitÃ¡rio contestador: âFaÃ§amos a casa de Deus... E tudo mais crescerÃ¡ ao redor!â.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E assim se fez. No dia dois de fevereiro de 1925, cercado por todas as autoridades civis, militares e eclesiÃ¡sticas possÃ­veis, o bispo Dom Malan benzeu a pedra fundamental da Catedral de Petrolina. Ao contar com minÃºcias o processo de construÃ§Ã£o, seu Alzir parece reviver a euforia que acompanhou os poucos habitantes da futura âprincesa do sertÃ£oâ. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O que mais impressiona Ã© o tempo de construÃ§Ã£o da Catedral: quatro anos. O certo Ã© que, a partir de 1925 e atÃ© 1929, fazia parte da rotina dos moradores da cidade o carregamento de pedras de Ã¡reas prÃ³ximas ao local de construÃ§Ã£o. Inclusive, em domingos de missa Dom Malan ficava esperando chegar a procissÃ£o de fiÃ©is carregando as pedras que foram usadas para construir as paredes externas do templo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o por acaso, a Catedral, desde a quinta-feira de sol claro e cÃ©u sem nuvens do dia 15 de agosto de 1929, Ã© considerada o sÃ­mbolo da cidade. Feita Ã  imitaÃ§Ã£o das catedrais gÃ³ticas europÃ©ias, a Catedral de Petrolina, com sua cabeceira voltada para o nascente, tem aproximadamente 67 metros de comprimento, 25 de largura e 48 de altura. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AlÃ©m, obviamente, de uma capacidade intrÃ­nseca de impressionar os sentidos, provocando uma evocativa expansÃ£o de experiÃªncias, de tipo estÃ©tico, religioso e moral. Enfim, uma construÃ§Ã£o que consegue transpor a dureza rÃºstica da pedra na delicadeza sublime de um poema feito a muitas mÃ£os... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SÃ³ um adendo: O pai de seu Alzir chegou a Petrolina no dia da inauguraÃ§Ã£o da Catedral, numa das tantas caravanas que desembarcaram na cidade naquele dia memorÃ¡vel. Petrolina, hoje com quase 300 mil habitantes (100 vezes mais do que na Ã©poca), comeÃ§ou a crescer...&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/catedral-de-petrolina-poema-de-pedra</link>
  <title>guia .: Catedral de Petrolina: Poema de Pedra</title>
  <dc:date>2008-3-10T18:07:12Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/oficina-mestre-quincas-do-artesao-1">
  <description>Joana, olhando a fotografia de Joaquim Correia Lima, mais conhecido como Mestre Quincas, desconfia da historiografia oficial. âEu vejo aquela foto e penso: Rapaz, 40 anos e jÃ¡ daquele jeito...â. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nas convergÃªncias histÃ³ricas, Ã© possÃ­vel saber que Joaquim freqÃ¼entou a Escola de Belas Artes de Salvador, foi fotÃ³grafo profissional e chefe de pintura da Leste Brasileira. Aos 40 anos, morreu afogado nas Ã¡guas do Rio SÃ£o Francisco. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O que as fontes oficiais ainda nÃ£o conseguiram definir Ã© uma data precisa para o nascimento do patrono da Oficina do ArtesÃ£o. Segundo a âbiografiaâ disponÃ­vel no banco de dados da Oficina, Mestre Quincas nasceu na fazenda PoÃ§o de Pedra, em Juazeiro-BA, no dia 4 de setembro de 1900. JÃ¡ a placa de inauguraÃ§Ã£o do prÃ©dio indica o ano de 1995 como centenÃ¡rio do artesÃ£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por sinal, indefiniÃ§Ã£o Ã© uma palavra que acompanha diariamente o suor derramado pelos cerca de 20 artesÃ£os e artesÃ£s que compÃµem as alas do prÃ©dio. Antes uma passagem obrigatÃ³ria no roteiro turÃ­stico da regiÃ£o, a Oficina tem mergulhado num esquecimento incÃ´modo. âEntra dia, sai dia, e nÃ£o aparece ninguÃ©m...â, afirma Joana, a recepcionista do local. Como conseqÃ¼Ãªncia, as vendas foram reduzidas consideravelmente: de seis mil reais para mil e quinhentos por mÃªs.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se o salÃ£o de vendas e exposiÃ§Ã£o dos produtos estÃ¡ sempre vazio, o mesmo nÃ£o se pode dizer do espaÃ§o de produÃ§Ã£o do artesanato. O ritmo intenso dos artesÃ£os reflete a proximidade de um dos eventos mais esperados do ano: a Fenneart - Feira Nacional de NegÃ³cios do Artesanato, que acontece em Julho, no Recife-PE. Os artesÃ£os se programam o ano inteiro para garantir a presenÃ§a nesta Feira. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SÃ³ nÃ£o dÃ¡ para programar a falta de matÃ©ria-prima. A Umburana, Ã¡rvore mais utilizada para a produÃ§Ã£o das esculturas, estÃ¡ escassa. No mesmo dia em que estive na Oficina do ArtesÃ£o, uma equipe de TV local produziu uma matÃ©ria sobre a perda de qualidade dos produtos pela utilizaÃ§Ã£o de uma madeira menos modelÃ¡vel.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os artesÃ£os aproveitaram para fazer um apelo aos Ã³rgÃ£os pÃºblicos: A possibilidade de utilizar os troncos de Umburana que vÃªm sendo extraÃ­dos para a abertura dos canais de TransposiÃ§Ã£o das Ã¡guas do Rio SÃ£o Francisco, em CabrobÃ³-PE. A precisÃ£o Ã© tanta que eles mesmos se dispuseram a buscar. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eis que mais uma vez as Ã¡guas controversas do Rio SÃ£o Francisco se interpÃµem no caminho dos artesÃ£os. A esperanÃ§a agora Ã© que, nesta correnteza, ninguÃ©m morra afogado. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/oficina-mestre-quincas-do-artesao-1</link>
  <title>guia .: Oficina Mestre Quincas do ArtesÃ£o</title>
  <dc:date>2008-4-07T13:20:16Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/feincartes-feira-internacional-de-artesanato">
  <description>A Mathias PromoÃ§Ãµes e Eventos, sob a direÃ§Ã£o de Maria Mathias, que conta com mais 20 anos de experiÃªncia na realizaÃ§Ã£o de feiras e 11 anos na promoÃ§Ã£o e realizaÃ§Ã£o das FEINCARTES â Feira Internacional de Artesanato e DecoraÃ§Ã£o, que chega a sua 45a ediÃ§Ã£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Destaca-se pelo seu diferencial na organizaÃ§Ã£o, no atendimento ao expositor e na seriedade da elaboraÃ§Ã£o do evento como um todo, e sempre preocupada com a divulgaÃ§Ã£o e promoÃ§Ã£o deste evento. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tudo Ã© desenvolvido e planejado para realizar mais que uma simples feira, a FEINCARTES hoje Ã© referÃªncia dentro do cenÃ¡rio de feiras e eventos varejistas no paÃ­s. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tudo isso sem esquecer o que hÃ¡ de mais importante em todas as FEINCARTES , que Ã© o resultado final para o Expositor.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Na feira estarÃ£o presentes profissionais e amadores do segmento artesanato e quem procura por novidades no mercado, como os lanÃ§amento de &lt;a href=&quot;http://www.seriloncrafts.com.br&quot;&gt;mÃ¡quinas e acessÃ³rios para artesanato&lt;/a&gt;.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/feincartes-feira-internacional-de-artesanato</link>
  <title>guia .: FEINCARTES - Feira Internacional de Artesanato</title>
  <dc:date>2017-10-31T10:54:17Z</dc:date>
 </item>
 <textinput rdf:about="http://www.overmundo.com.br/home/busca.php">
  <name>txtBusca</name>
  <link>http://www.overmundo.com.br/home/busca.php</link>
  <title>Buscar:</title>
  <description>Busque notícias no Overmundo</description>
 </textinput>
</rdf:RDF>