<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<?xml-stylesheet type="text/xsl" href="style.xsl"?>
<!-- Generated by: http://www.phpclasses.org/rsswriter $Revision: 1.7 $ -->
<rdf:RDF xmlns:rdf="http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#" xmlns="http://purl.org/rss/1.0/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/">
 <channel rdf:about="http://www.overmundo.com.br/rss/rss.php">
  <title>.: Guias culturais Overmundo :.</title>
  <link>http://www.overmundo.com.br/</link>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
  <dc:date>2026-5-03T07:55:39Z</dc:date>
  <image rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/images/overmundo_06.gif"/>
  <items>
   <rdf:Seq>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-cultura-joao-gilberto"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/feira-cultural-do-vaporzinho-1"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/o-primeiro-e-ultimo-vapor"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/a-ponte-nao-dorme"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/ilha-do-fogo-1"/>
    <rdf:li rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/guia/na-barca-de-uma-margem-a-outra-do-rio"/>
   </rdf:Seq>
  </items>
  <textinput rdf:resource="http://www.overmundo.com.br/home/busca.php"/>
 </channel>
 <image rdf:about="http://www.overmundo.com.br/images/overmundo_06.gif">
  <url>http://www.overmundo.com.br/images/overmundo_06.gif</url>
  <link>http://www.overmundo.com.br/</link>
  <title>.: Guias culturais Overmundo :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
 </image>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-cultura-joao-gilberto">
  <description>Se na cidade de Ourinhos, interior de SÃ£o Paulo, Tom Jobim foi homenageado na escolha do nome do Centro Cultural, em Juazeiro, interior da Bahia, o nome do Centro de Cultura reflete a gratidÃ£o da terra por um de seus filhos mais ilustres, o tambÃ©m precursor da Bossa Nova: JoÃ£o Gilberto.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E Ã© impressionante como, decorridos mais de 50 anos da partida de JoÃ£o Gilberto, a programaÃ§Ã£o do Centro de Cultura persegue uma proposta musical intensa. AlÃ©m do Festival EdÃ©sio Santos da CanÃ§Ã£o, que a cada ano distribui 10 mil reais em prÃªmios e homenageia um mÃºsico local, os projetos destinados ao Centro tÃªm sempre uma sucessÃ£o de sons e silÃªncios organizada ao longo do tempo... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas isto ainda diz pouco. A Secretaria de Cultura da Bahia dividiu o estado em 26 territÃ³rios de identidades, e o Centro de Cultura JoÃ£o Gilberto corresponde ao territÃ³rio SertÃ£o do SÃ£o Francisco, que congrega 10 municÃ­pios (Juazeiro, Remanso, Casa Nova, Sento SÃ©, PilÃ£o Arcado, Sobradinho, UauÃ¡, Canudos, CuraÃ§Ã¡ e Campo Alegre de Lourdes). Portanto, tambÃ©m Ã© funÃ§Ã£o do Centro de Cultura servir de palco para as apresentaÃ§Ãµes culturais de toda a regiÃ£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No Encontro Territorial de Cultura do ano passado, por exemplo, representantes dos 10 municÃ­pios participaram da etapa de Juazeiro. O evento, promovido pela Secretaria de Cultura da Bahia, oportunizou a discussÃ£o de um projeto de cultura para o Estado entre integrantes do governo e sociedade civil.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Atualmente, um dos maiores desafios enfrentados pelo Centro de Cultura Ã© ampliar a regionalizaÃ§Ã£o e o desenvolvimento das expressÃµes artÃ­sticas na regiÃ£o do SÃ£o Francisco, proporcionando um maior intercÃ¢mbio entre Ã³rgÃ£os e instituiÃ§Ãµes pÃºblicas, empresas privadas e artistas locais. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quem sabe assim as prÃ³ximas geraÃ§Ãµes da mÃºsica brasileira que amiÃºde emergem nesta parte inspirada do Brasil nÃ£o precisem sair da regiÃ£o para desenvolver as batidas sincopadas de qualquer instrumento. As novas bossas agradecem.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/centro-de-cultura-joao-gilberto</link>
  <title>guia .: Centro de Cultura JoÃ£o Gilberto</title>
  <dc:date>2008-3-05T13:18:02Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/feira-cultural-do-vaporzinho-1">
  <description>&lt;a href=&quot;http://www.overmundo.com.br/guia/o-primeiro-e-ultimo-vapor&quot;&gt;Vapor Saldanha Marinho&lt;/a&gt;, Orla Nova de Juazeiro-BA. Final da tarde de domingo, 14 de setembro de 2008. Enquanto o sol ia se despedindo de um cÃ©u sem nuvens, MÃ£e da Mata foi chegando com seus apetrechos: objetos artesanais vindos diretamente de sua loja cultural.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;âDomingo Ã© o dia de maior movimento em minha loja. Eu a deixo fechada e venho pra cÃ¡. Juntar os artistas de Juazeiro Ã© meu projeto de vidaâ, afirma ela. Depois de esperar seis meses por uma resposta da prefeitura sobre a utilizaÃ§Ã£o do espaÃ§o prÃ³ximo ao Vaporzinho, recolheu algumas de suas produÃ§Ãµes artÃ­sticas e veio para a rua, sozinha. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Seis meses depois, luta para trazer outros artistas ao centro do palco. JÃ¡ tem 30 cadastrados(as) em sua loja cultural, em todos os segmentos de arte. Pessoas como Marlus Daniel, que desde os nove anos pinta telas. Aos 21, pretende fazer sua primeira exposiÃ§Ã£o: sÃ³ com imagens de flores.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por sinal, Marlus estÃ¡ dando um curso de flores a dona Zilda Castro, que comeÃ§ou a pintar depois de criar os filhos. Duas trajetÃ³rias diferentes de uma mesma arte, que se unem em torno do sonho de certa MÃ£e: da Mata.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As telas de dona Zilda ainda estavam secando, prÃ³ximas Ã  caldeira do Vaporzinho: âTerminei de pintar ontem...â. O marido dela era maquinista. Singrou o Rio SÃ£o Francisco pela Ãºltima vez a bordo do Vapor Saldanha Marinho. Este lugar de encantos, sonhos, lembranÃ§as, projetos de vida e pÃ´r do sol...  &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/feira-cultural-do-vaporzinho-1</link>
  <title>guia .: Feira Cultural do Vaporzinho</title>
  <dc:date>2008-9-21T12:01:06Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/o-primeiro-e-ultimo-vapor">
  <description>âO que um vapor estÃ¡ fazendo atracado na orla de Juazeiro-BA?â&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eis uma pergunta recorrente para quem se depara pela primeira vez com aquela âmÃ¡quina de alta pressÃ£o, sem expansÃ£o e condensaÃ§Ã£o, inclinada Ã  aÃ§Ã£o direta com quarenta rotaÃ§Ãµes por minutoâ, como Francisco Manoel Ãlvares de AraÃºjo descreve o vapor Saldanha Marinho: o Vaporzinho. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No dia 3 de fevereiro de 1871, Ãlvares de AraÃºjo inaugurou a navegaÃ§Ã£o a vapor nas Ã¡guas do rio da IntegraÃ§Ã£o Nacional ao chegar Ã  vila de GuaicuÃ­, onde o rio das Velhas desÃ¡gua no Velho Chico. De lÃ¡, prosseguiu sua histÃ³rica âviagem de exploraÃ§Ã£oâ Ã  JanuÃ¡ria, Carinhanha, Barra do Rio Grande, Xique Xique, PilÃ£o Arcado, Remanso, Juazeiro e Boa Vista. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em cada localidade, ele anotava aspectos da cultura ribeirinha que hoje oferecem subsÃ­dios para um melhor entendimento daquele perÃ­odo histÃ³rico. E assim, ficamos sabendo de sua disposiÃ§Ã£o em desobstruir o SÃ£o Francisco para que, unindo a navegaÃ§Ã£o a vapor com as estradas de ferro, o centro do paÃ­s finalmente se encontrasse com o litoral. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Toda esta histÃ³ria, fartamente narrada por Ãlvares de AraÃºjo em seu relatÃ³rio de viagem, sempre foi aceita pela historiografia como prova inconteste dos primeiros anos da navegaÃ§Ã£o a vapor. A controversa fica por conta do perÃ­odo anterior ao encontro do Vaporzinho com as Ã¡gua do Velho Chico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Wilson Dias, em seu livro âO Velho Chico: sua vida, suas lendas e sua histÃ³riaâ, afirma que âo gaiola Saldanha Marinho foi construÃ­do na AmÃ©rica do Norte, onde navegou por longos anos no rio Mississipi, depois foi conduzido para o rio Amazonas, e em seguida foi desarmado e transportado em carretas puxadas a boi atÃ© os terminais ferroviÃ¡rios: ora em cima de trem de ferro, ora em cima de carros de boi, atÃ© chegar a SabarÃ¡, presumivelmente em 1852â.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No entanto, o livro mais completo sobre a histÃ³ria da navegaÃ§Ã£o nas Ã¡guas do rio SÃ£o Francisco, âNavegaÃ§Ã£o do Rio SÃ£o Franciscoâ, de Fernando da Matta Machado, nÃ£o faz qualquer referÃªncia Ã  AmÃ©rica do Norte. Mas antes, atribui a construÃ§Ã£o do vapor ao contrato firmado entre o presidente de Minas, Joaquim Saldanha Marinho, e Henrique Dumont, pai de Alberto Santos Dumont.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Luizinho, o solitÃ¡rio vigia do Saldanha Marinho, prefere a versÃ£o de Wilson Dias. âVocÃª acha que se nÃ£o tivesse sido feito pelos americanos teria durado tanto tempo?â, pergunta ele, incisivo. Em seguida, levanta para apresentar a caldeira, a roda dâÃ¡gua, o camarote, o porÃ£o... &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;IÃ§ado a terra em fevereiro de 1971, exatamente no centenÃ¡rio do inÃ­cio da navegaÃ§Ã£o a vapor, o Saldanha Marinho foi desmontado e transferido de uma orla para a outra na manhÃ£ do dia 17 de junho do ano passado, sendo o primeiro objeto de memÃ³rias do futuro Memorial da NavegaÃ§Ã£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Logo nos primeiros dias, as pÃ¡s das laterais, impulsionadas por uma queda dâÃ¡gua, simularam os movimentos da navegaÃ§Ã£o. Entretanto, hÃ¡ trÃªs meses, informou Luizinho, um curto-circuito impediu que o vaporzinho continuasse navegando sem sair do lugar. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas, para quem supera a surpresa de encontrar um corpo metÃ¡lico descansando em terra firme e adentra as dependÃªncias do vaporzinho, sempre hÃ¡ a possibilidade de sair do lugar, no tempo e no espaÃ§o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/o-primeiro-e-ultimo-vapor</link>
  <title>guia .: O primeiro e Ãºltimo Vapor...</title>
  <dc:date>2008-4-17T08:21:44Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/a-ponte-nao-dorme">
  <description>Nascida para aproximar duas margens opostas por um feixe dâÃ¡gua (o rio SÃ£o Francisco), a ponte Presidente Dutra conseguiu transgredir sua prÃ³pria natureza. Sem perder sua funÃ§Ã£o de ser o elo fÃ­sico entre as cidades de Juazeiro-BA e Petrolina-PE, a ponte exerce um fascÃ­nio de tal maneira que, mesmo depois de percorrermos seus 801 metros, fica habitando nossas vidas por um bom tempo...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;HÃ¡ atÃ© quem diga que a palavra ponte Ã© designada de âpontÃ­ficeâ, ou seja, âaquele que Ã© o intermÃ©dio entre o Homem e Deusâ. Apesar de que, ultimamente, atravessar a ponte Presidente Dutra, especialmente nos horÃ¡rios de pico, tem sido um verdadeiro sacrifÃ­cio. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Se nÃ£o fosse a visÃ£o do Velho Chico, que ainda encanta boa parte dos 35 mil motoristas que passam diariamente pela ponte, a travessia seria bem mais dispendiosa.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As obras de ampliaÃ§Ã£o e duplicaÃ§Ã£o do sÃ­mbolo maior do submÃ©dio SÃ£o Francisco foram iniciadas em janeiro de 2002, com a promessa de que em 30 meses tudo estaria resolvido. LÃ¡ se vÃ£o seis anos e trÃªs meses de espera. Agora, agosto Ã© o mÃªs que se apresenta como referÃªncia para a inauguraÃ§Ã£o das obras deste sÃ­mbolo augusto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Francisco de Assis Bernardino, o Assis da Ilha do Fogo, nÃ£o acredita muito nesta perspectiva: âPrimeiro eles [os consÃ³rcios que estÃ£o realizando as obras na ponte] disseram que seria sÃ³ dois anos. Depois disseram que ia terminar no final do ano passado. Agora, estÃ£o falando em agosto. Mas eu acredito que sÃ³ vai terminar lÃ¡ pra outubro...â. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O certo Ã© que as obras na segunda ponte brasileira em concreto protendido, cuja funÃ§Ã£o primordial (hÃ¡ mais de 50 anos) era ligar os trens de Juazeiro e Petrolina, motivaram muita discussÃ£o entre a populaÃ§Ã£o das duas cidades. Para algumas pessoas, especialmente historiadores, o correto seria construir outra ponte, uma vez que a Presidente Dutra Ã© um patrimÃ´nio histÃ³rico da regiÃ£o e, por isso, deveria ser preservada. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Desde o inÃ­cio, a maior preocupaÃ§Ã£o das pessoas Ã© com os famosos arcos da ponte. No ciclo da navegaÃ§Ã£o, eram eles que possibilitavam a passagem dos vapores. E, obviamente, ninguÃ©m estÃ¡ disposto a perder de vista uma referÃªncia daquele perÃ­odo marcante da histÃ³ria cultural do Vale do SÃ£o Francisco. O ciÃºme, neste caso, Ã© muito mais do que a letra de uma mÃºsica de Caetano Veloso:&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;âDorme o sol Ã  flor do Chico, meio-dia/tudo esbarra embriagado de seu lume/ dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia/ sÃ³ vigia um ponto negro: o meu ciÃºme...â. Interessante como a ponte (e sÃ³ ela) tem esta funÃ§Ã£o, tambÃ©m primordial, de provocar uma relaÃ§Ã£o de pertencimento, um fascÃ­nio infindÃ¡vel, de tal modo que Ã s vezes nÃ£o sabemos se a ponte assumiu a gente ou se nÃ³s assumimos a ponte... &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/a-ponte-nao-dorme</link>
  <title>guia .: A ponte nÃ£o dorme...</title>
  <dc:date>2008-4-19T10:03:28Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/ilha-do-fogo-1">
  <description>Cercada de Ã¡gua e mistÃ©rios por todos os lados, a Ilha do Fogo Ã© a maior testemunha do que Caetano Veloso, numa cÃ©lebre passagem pela regiÃ£o, identificou como a âsombra do ciÃºmeâ que paira sobre Juazeiro-BA e Petrolina-PE. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Divisa natural entre os estados de Pernambuco e Bahia, a ilha possui uma Ã¡rea praiana de terreno acidentado, formado por uma rocha Ãºnica, elevando-se ao poente em morro de aproximadamente 20 metros de altura, onde fica um cruzeiro que durante muito tempo serviu de orientaÃ§Ã£o aos navegantes. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No limiar da correnteza que trouxe os intrÃ©pidos navegantes, o &quot;oculto do mistÃ©rio&quot;, vindo de Minas, se escondeu no terreno acidentado da ilha. Uma antiga lenda assegura que existe na ponta da Ilha do Fogo uma grande serpente amarrada em trÃªs fios de cabelos de Nossa Senhora das Grotas (Padroeira de Juazeiro). No dia em que a serpente se libertar, diz a lenda, as cidades de Juazeiro e Petrolina serÃ£o inundadas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nos livros sobre lendas do Velho Chico nÃ£o faltam depoimentos de pessoas que afirmam piamente terem se deparado com a tal Serpente DâÃ¡gua. Com relaÃ§Ã£o Ã  origem do nome da ilha, LÃºcio Emanuel, profundo conhecedor das tradiÃ§Ãµes ribeirinhas, afirmou que nas noites de trevas densas um brilhante foco iluminava o pico da ilha formada de uma gigantesca saliÃªncia de granito, daÃ­ o nome Ilha do Fogo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com o passar dos anos e das Ã¡guas, as lendas em torno da ilha foram se estreitando com uma intensidade similar ao prÃ³prio estreitamento fÃ­sico. Na ausÃªncia de serviÃ§os de proteÃ§Ã£o aos efeitos da erosÃ£o fluvial, a Ilha do Fogo, que tinha por volta de 54 mil metros quadrados, hoje tem no mÃ¡ximo 32 mil. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Francisco de Assis Bernardino, popularmente conhecido como Assis da Ilha do Fogo, foi testemunha deste processo. Desde que chegou Ã  regiÃ£o, no final do ano de 1992, ele vive na ilha com a famÃ­lia. âNo inÃ­cio de 1993, teve uma grande enchente por aqui, houve remoÃ§Ã£o de areia e erosÃ£o. Do lado de Juazeiro, o pessoal colocou sacos de areia para a Ã¡gua nÃ£o invadir a cidadeâ, afirma Assis, que investiu o dinheiro que trouxe na construÃ§Ã£o do Terminal TurÃ­stico da Ilha do Fogo.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Com o inÃ­cio da duplicaÃ§Ã£o da ponte Presidente Dutra, o movimento no Terminal TurÃ­stico diminui bastante. Um lugar que antes recebia por volta de 2500 pessoas por semana, hoje tem recebido no mÃ¡ximo 500 pessoas. âAtualmente, a gente divide a ilha com os consÃ³rcios que estÃ£o duplicando a ponteâ, explica Assis, desolado. E, em seguida, complementa: âEu estou aqui guardando a posse de todo o patrimÃ´nio, que nÃ£o Ã© sÃ³ material. Eu amo a Ilha do Fogo!â.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;âSim, mas e quanto Ã  serpente: existe mesmo?â, pergunto. Assis, sorrindo, aponta para o CasarÃ£o, onde 32 funcionÃ¡rios edificaram um restaurante com pista de danÃ§a e camarote: âSe a serpente estiver lÃ¡ dentro estÃ¡ meio difÃ­cil de se soltar. Tem mil metros quadrados de concreto em cima delaâ. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/ilha-do-fogo-1</link>
  <title>guia .: Ilha do Fogo</title>
  <dc:date>2008-4-14T11:23:57Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/na-barca-de-uma-margem-a-outra-do-rio">
  <description>Elas levam aproximadamente 60 dias para serem produzidas, numa colcha de retalhos de solda com 20 metros de comprimento por 4,2 metros de largura e um metro de profundidade. Terminado o empreendimento, sÃ£o batizadas por seu proprietÃ¡rio e entregues ao sabor das marÃ©s. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AtÃ© hoje nÃ£o se sabe se as cidades acordam com o ronco do motor das barcas ou se as barcas acordam com os passos apressados de seus primeiros passageiros. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O que se sabe Ã© que Ã s seis horas da manhÃ£ a primeira embarcaÃ§Ã£o parte da margem direita do rio SÃ£o Francisco, na cidade de Juazeiro (BA), em direÃ§Ã£o Ã  cidade vizinha, Petrolina (PE), inaugurando o dia entre os primeiros raios de sol. E, atÃ© as 11 horas da noite, tudo Ã© poesia no balanÃ§o gostoso sobre as Ã¡guas do Velho Chico. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Entre 1958 e 1972, as barcas eram o principal meio de circulaÃ§Ã£o da riqueza ribeirinha. A construÃ§Ã£o da barragem de Sobradinho, em 1973, esvaziou-as de gÃªneros de primeira necessidade e deslocou os barqueiros para o transporte diÃ¡rio de pessoas. Ainda na dÃ©cada de 70, com os constantes engarrafamentos na ponte Presidente Dutra, as barcas se apresentaram como um transporte alternativo e barato. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um dos barqueiros que tiveram de se adaptar Ã  nova travessia foi seu JosÃ© dos Santos, marinheiro mais experiente destas bandas do SÃ£o Francisco. Ele mostra orgulhoso o registro da data em que fez a Carteira de Marinheiro Fluvial de MÃ¡quinas: â30/11/1953â. âEste nÃ£o Ã© o regulamento nÃ£o. Ã sÃ³ a carteira. O regulamento Ã© mais de 20 pÃ¡ginas sobre os direitos e deveres do patrÃ£o e do marinheiroâ, explica seu JosÃ©. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Conversa vai, conversa vem e ele sai de sua posiÃ§Ã£o de timoneiro na embarcaÃ§Ã£o para me apontar sua pupila: uma barca de 13 metros de comprimento por trÃªs de largura. O nome da barca nÃ£o poderia ser mais emblemÃ¡tico: âAlmirante TamandarÃ©â, homenagem ao patrono da Marinha do Brasil. E com a pose de um almirante, seu JosÃ© sai definhando os nomes das vilas que margeiam o SÃ£o Francisco. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O certo Ã© que histÃ³rias (e estÃ³rias) de travessias nÃ£o faltam, no vai-e-vem sincronizado que une as cidades em torno de uma magia colorida pela paisagem multicor do Rio SÃ£o Francisco. âOlha, meu nome Ã© JosÃ© dos Santos, mas tambÃ©m me chamam de radiola, porque dizem que eu falo como uma radiola. E eu falo mesmoâ, afirma sorrindo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/na-barca-de-uma-margem-a-outra-do-rio</link>
  <title>guia .: Na barca, de uma margem Ã  outra do rio...</title>
  <dc:date>2008-3-07T19:01:52Z</dc:date>
 </item>
 <textinput rdf:about="http://www.overmundo.com.br/home/busca.php">
  <name>txtBusca</name>
  <link>http://www.overmundo.com.br/home/busca.php</link>
  <title>Buscar:</title>
  <description>Busque notícias no Overmundo</description>
 </textinput>
</rdf:RDF>