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  <title>.: Guias culturais Overmundo :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Guias culturais Overmundo :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/uma-trilha-as-cegas">
  <description>Quando se fala em trilhas ecolÃ³gicas, logo pensamos em um local ao ar livre, coberto por vegetaÃ§Ã£o e com obstÃ¡culos a serem superados. Um programa ideal para um final de semana, por exemplo, com a possibilidade de passarmos um bom tempo junto Ã  natureza. Agora vocÃª jÃ¡ imaginou uma trilha dentro de um local fechado. E o mais curioso: vocÃª Ã© vendado e precisa acompanhar o caminho indicado atravÃ©s de uma corda. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;a href=&quot;http://www.upf.br/muzar&quot;&gt;No Museu ZÃ´o-BotÃ¢nico,&lt;/a&gt; em &lt;a href=&quot;http://www.pmpf.rs.gov.br&quot;&gt;Passo Fundo&lt;/a&gt;, mais de 50 pessoas encaram diariamente uma trilha como essa descrita, denominada de âPerceptivaâ. Tem mais um detalhe: o visitante percorre todo o caminho sem calÃ§ado. Em uma tarde dessas, topei esse desafio. O momento de espera atÃ© entrar na tal sala Ã© de nervosismo. NinguÃ©m tem a menor idÃ©ia do que pode ter lÃ¡ dentro. Se alguÃ©m jÃ¡ foi uma vez e acredita conhecer, engana-se. O percurso e os obstÃ¡culos sÃ£o alterados quase toda semana.  Na sala de espera, hÃ¡ exposiÃ§Ã£o de animais como cobras e aranhas. Ou seja, a sensaÃ§Ã£o Ã© de que todos aqueles bichos podem estar no percurso â e, de fato, Ã s vezes estÃ£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O mais curioso Ã© analisar a expressÃ£o do rosto de quem encerra a trilha. Todos parecem estar mais aliviados. Quando chegou a minha vez, tirei meu tÃªnis e coloquei a tal venda. Uma guia me levou atÃ© o outro ambiente e apenas colocou a minha mÃ£o na tal de corda e disse: âAgora segue a corda. Caso se perca, acalme-se e tente encontrar novamente a cordaâ. Aquilo sÃ³ aumentou meu nervosismo, mas segui. A partir daquele momento, meu tato dava asas Ã  imaginaÃ§Ã£o. JÃ¡ no inÃ­cio, piso em algo gelado. Paro e tento por a mÃ£o para ver o que era, porÃ©m nÃ£o identifiquei â sÃ³ depois sem a venda. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pelo caminho, que dura em torno de meia hora, Ã© possÃ­vel tocar em objetos antigos, plantas e animais. Quase na metade, desprendi-me da corda. E agora? Lembrei da orientaÃ§Ã£o e me acalmei. Naquelas alturas, seguindo o percurso, eu estava rastejando pelo chÃ£o. (o visitante nÃ£o faz a trilha apenas caminhando. HÃ¡ momentos em que Ã© necessÃ¡rio deitar e andar de joelhos). Levei uns seis minutos para reencontrar a corda. Passado esse susto e mais uma dezenas atÃ© o final, o percurso foi vÃ¡lido. Na tentativa de deixar todos com vontade de fazer a trilha, vou omitir informaÃ§Ãµes do caminho. No final, o mais interessante Ã© fazer o trajeto sem venda e ter a possibilidade de identificar cada objeto ou bicho. Em muitos, se estivesse sem a venda, jamais chegaria sequer perto. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O objetivo da trilha Ã© promover um contato entre o ser humano e tudo que o cerca, como acessÃ³rios, animais e plantas. Elaborada hÃ¡ cinco anos, a trilha Ã© gratuita. Segundo a direÃ§Ã£o do museu, mais de 12 mil estudantes da regiÃ£o percorrem o caminho anualmente. Se for ao museu, tambÃ©m pode aproveitar outras atividades, como a exposiÃ§Ã£o de animais e as noÃ§Ãµes de educaÃ§Ã£o ambiental. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/uma-trilha-as-cegas</link>
  <title>guia .: Uma trilha Ã s cegas</title>
  <dc:date>2007-10-25T19:34:13Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/bem-leve-apetitoso">
  <description>&lt;br /&gt;&#13;&#10;Imagine um local onde a noite inicia e, na maioria das vezes, depois de um intervalo em outro estabelecimento, tambÃ©m termina. Um bar que comeÃ§a a funcionar no final da tarde e sÃ³ encerra o expediente na manhÃ£ do outro dia. Um restaurante onde o prato mais famoso Ã© a maionese â sim, maionese aquela para acompanhar lanches. E o mais curioso: sua receita Ã© guardada a quatro chaves hÃ¡ mais de 20 anos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;ReferÃªncia em bar e ponto de encontro entre amigos, famÃ­lias e namorados, o Boka Lanches, em Passo Fundo, Ã© assim. E todos os dias a casa estÃ¡ cheia. Os moradores de municÃ­pios da regiÃ£o inclusive o acrescentam no roteiro de viagem ao municÃ­pio. Tudo para experimentar a tal maionese, seja ela com o tambÃ©m famoso xis, com ou pizza ou filÃ© a xadrez com queijo. &lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;O reconhecimento do bar Ã© tanto que a rua onde estÃ¡ localizado, a IndependÃªncia, no centro, tornou-se a mais movimentada da cidade durante a noite. Separada por um canteiro, as duas vias â de sentido Ãºnico â estÃ£o engarrafadas facilmente. Como a sua fachada Ã© toda de vidro, todos trafegam em frente na tentativa de enxergar quem estÃ¡ lÃ¡. A maioria dos jovens e atÃ© o pessoal mais velho costuma freqÃ¼entar o Boka antes da festa, com ponto para reunir os amigos, jantar e beber algo, e depois seguir atÃ© a casa noturna. Mas a noite nÃ£o termina sem passar novamente pelo bar, para tomar a famosa sopa nas madrugadas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com um ambiente quase em meia luz â a intensidade pode ser controlada -, o lugar tem capacidade para receber mais de 300 pessoas ao mesmo tempo, em 70 mesas. Mais de 20 garÃ§ons revezam-se no atendimento, enquanto as seis cozinheiras preparam pratos como o filÃ© com queijo (pedaÃ§inhos de carne com queiro derretido em cima), a pizza xadrez (pizza cortada em mais de 20 pedaÃ§os para serem comidos com o uso apenas de garfo e faca, sem prato), filÃ© Ã  milanesa em bolinhas, alÃ©m de outros 60 itens que completam o cardÃ¡pio. AliÃ¡s, esse cardÃ¡pio jÃ¡ foi inclusive aprovado pelos escritores presentes nas Jornadas LiterÃ¡rias. ApÃ³s a programaÃ§Ã£o oficial, muitos passam horas no Boka â alguns sÃ³ saem pela manhÃ£. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O restaurante existe hÃ¡ cerca de 25 anos. Tudo surgiu em um outro prÃ©dio, em frente ao atual. Pequeno, esse primeiro espaÃ§o ainda funciona e recebe o apelido de âBokinhaâ. Enquanto a maioria dos freqÃ¼entadores assÃ­duos prefere o Boka, os jovens do lado underground da cidade, na maioria estudantes de comunicaÃ§Ã£o, costumam passar a madrugada no Bokinha, na companhia da cerveja e do cigarro. Apesar dos ambientes distintos, a comida Ã© preparada na mesma cozinha.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Quem se interessou pela dica, precisa vir a Passo Fundo e dar uma passada por lÃ¡. Apesar de inÃºmeras propostas feitas ao proprietÃ¡rio para abrir franquias em outras cidades, ele insiste em manter o bar somente no municÃ­pio. Alguns apontam esse posicionamento como estratÃ©gico. Mas, comentÃ¡rios Ã  parte, felizes de nÃ³s moradores de Passo Fundo que temos o nosso Boka. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/bem-leve-apetitoso</link>
  <title>guia .: Bem leve... apetitoso</title>
  <dc:date>2007-10-25T18:24:05Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/livros-na-praca">
  <description>Se as &lt;a href=&quot;http://www.jornadadeliteratura.upf.br&quot;&gt;Jornadas LiterÃ¡rias&lt;/a&gt; de &lt;a href=&quot;http://www.pmpf.rs.gov.br&quot;&gt;Passo Fundo &lt;/a&gt;sÃ£o referÃªncias na AmÃ©rica Latina, hÃ¡ outra movimentaÃ§Ã£o que auxilia o municÃ­pio a reafirmar seu tÃ­tulo de&lt;a href=&quot;http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=13530&amp;more=1&amp;c=1&amp;pb=1&quot;&gt; Capital Nacional da Literatura&lt;/a&gt;: a tradicional feira do livro. A mobilizaÃ§Ã£o ocorre anualmente, sempre nas imediaÃ§Ãµes da PraÃ§a Marechal Floriano, bem no centro da cidade. O curioso sÃ£o as inÃºmeras prateleiras carregadas de livros instaladas dentro da praÃ§a, junto Ã s arvores e ao gramado. Na minha primeira feira, hÃ¡ quatro anos, estranhei. Agora, considero a iniciativa inovadora e atraente, principalmente aquelas pessoas sem contato com a literatura.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A Feira do Livro sempre ocorre com uma sÃ©rie de atraÃ§Ãµes paralelas, como a Mostra de Gravura e a Mostra de Gravura. Durante uma semana, o centro da cidade transforma-se com estantes, palcos, shows, exposiÃ§Ãµes e, claro, muitas obras. Tradicionalmente, o evento ganha as ruas sempre em novembro. A ediÃ§Ã£o deste ano â a 21Âª â estÃ¡ marcada no perÃ­odo entre os dias 7 e 11. O patrono Ã© o presidente da Academia Passo-fundense de Letras, o jornalista Meireles Duarte. No ano passado, o escritor Alcione AraÃºjo BrandÃ£o apadrinhou o evento.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A localizaÃ§Ã£o da feira do livro lembra aqueles modelos de cidade do interior, entre a praÃ§a e a belÃ­ssima catedral. As histÃ³rias dos livros atÃ© se misturam com as fortes badaladas do sino. Pequenas barracas de lonas sÃ£o montadas para receber as obras. Em mÃ©dia, a feira costuma lanÃ§ar, pelo menos, 40 livros por ediÃ§Ã£o, principalmente de autores locais e editados pela Universidade de Passo Fundo. A lista desse ano ainda nÃ£o foi divulgada. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Para as livrarias da cidade â sÃ£o mais de 10 para 180 mil habitantes -, o evento Ã© a oportunidade de dar um gÃ¡s nas vendas e possibilitar a renovaÃ§Ã£o de estoque, com tÃ­tulos novos. Nas Ãºltimas ediÃ§Ãµes, a mÃ©dia de pÃºblico superou as 50 mil pessoas. Outro fator interessante sÃ£o as promoÃ§Ãµes, que tornam as obras mais acessÃ­veis a todas as parcelas da populaÃ§Ã£o, e tambÃ©m os sebos que se instalam junto Ã  praÃ§a, com raridades. Sem dÃºvida nenhuma, a movimentaÃ§Ã£o em Passo Fundo lembra a feira em Porto Alegre, tambÃ©m realizada em ambiente aberto. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/livros-na-praca</link>
  <title>guia .: Livros na praÃ§a</title>
  <dc:date>2007-10-27T11:06:06Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/turismo-ecologico-na-roselandia">
  <description>Dias nublados ou chuvosos, com temperaturas na mÃ©dia de 10Âº C. No inÃ­cio da manhÃ£, o frio Ã© ainda maior. DifÃ­cil Ã© sair da cama â debaixo de um aglomerado de cobertas. O inverno na maioria das cidades do Rio Grande do Sul Ã© assim. SÃ£o trÃªs meses com a ponta do nariz gelada, e o resto do corpo protegido por casados de lÃ£, gorros, luvas, mantas e mais uma sÃ©rie de acessÃ³rios usados na tentativa de amenizar o efeito das baixas temperaturas. Nesse perÃ­odo, os programas de final de semana tambÃ©m se modificam. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As imagens de mares, rios e lagos transformam-se em cartÃµes postais, como uma sugestÃ£o para quando aquele temido termÃ´metro no centro de Passo Fundo marcar temperaturas mais altas. A alternativa para a imensa seqÃ¼Ãªncia de dias gelados Ã© se esbaldar em programas caseiros, em locais fechados. Infelizmente ou felizmente, a programaÃ§Ã£o gira em torno de comida, bem quente de preferÃªncia. Ã pinhÃ£o na chapa do fogÃ£o, chocolate quente e massa â muita massa. Para aqueles com um pouco mais de receita â eu digo financeira -, o inverno Ã© o perÃ­odo ideal para subir a serra e passar uns dias em Gramado e Canela. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por um longo perÃ­odo, acostuma-se a essa realidade. No entanto, quando a populaÃ§Ã£o comeÃ§a a conviver de maneira harmoniosa com o frio, o clima muda radicalmente. As Ã¡rvores voltam a ganhar folhas e aquele sol que parecia apenas passar por algumas horas â ou Ã s vezes minutos - durante o inverno ocupa novamente o seu lugar o dia inteiro. Os programas de final de semana alteram-se mais uma vez. Aqui em Passo Fundo, a 300 quilÃ´metros de Porto Alegre, a populaÃ§Ã£o sai Ã s ruas para caminhadas e principalmente tomar o chimarrÃ£o na praÃ§a aos domingos â hÃ¡bito antigo no municÃ­pio.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As temperaturas comeÃ§am a se elevar e tornam o clima perfeito para a praia, por exemplo. Mas o mar estÃ¡ a mais de 350 quilÃ´metros daqui e a Ã¡gua ainda estÃ¡ muito gelada nessa Ã©poca do ano. EntÃ£o, o que fazer alÃ©m de ir atÃ© a praÃ§a e as caminhadas? Em meio essa dÃºvida, numa tarde de domingo, recebo a ligaÃ§Ã£o de um conhecido: âTem uma cachoeira com Ã¡rea de lazer bem escondida no interior dessa cidade, vamos?â. E para lÃ¡ fomos, em grupo. O lugar estÃ¡ situado junto ao Parque da RoselÃ¢ndia, a cerca de 15 quilÃ´metros da cidade. O percurso atÃ© um trecho Ã© com carro e, mais tarde, somente a pÃ©. Andamos menos de 500 metros por uma estrada, cercada de arbusto verde, composto por centenas de Ã¡rvores, quando comeÃ§o a ouvir aquele maravilhoso barulho de queda de Ã¡gua. EstÃ¡vamos prÃ³ximos da cachoeira. No caminho, um grupo de estudantes â o Ãºnico que encontramos durante o passeio â nos antecipou um pouco da paisagem. âO lugar Ã© lindo, maravilhoso. Vale a pena!â. E era mesmo. Aquelas Ã¡guas em movimento, escondidas na vegetaÃ§Ã£o, sÃ£o quase uma terapia Ã  mente humana. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Apesar de a cachoeira pertencer Ã  Ã¡rea de um clube aparentemente bem familiar, o local parece abandonado. Aqueles velhos encontros de final de semana nÃ£o devem ocorrer mais ao som da cachoeira. Mais longe do rio â ainda nÃ£o descobri o nome â vejo cabanas para acampamento. âDe vez em quando tem um pessoal que vem aqui. Mas, no passado, esse local jÃ¡ foi mais habitadoâ, conta um senhor. Por outro lado, a ausÃªncia de visitantes e o desconhecimento do lugar como um ponto de turismo ecolÃ³gico contribui para um meio-ambiente mais limpo. âIsso aqui jÃ¡ foi bem mais sujo. Mas ainda tem quem jogue lixo nesses locaisâ, lamenta. Na paisagem proporcionada pela cachoeira, o fluxo de Ã¡gua das quedas ganha intensidade e, mais tarde, Ã© interrompido por enormes pedras. Entre intervalos de admiraÃ§Ã£o e fotos, a vontade era de se atirar naquele cÃ³rrego. Mas Ã¡ Ã¡gua estava fria. Quem diria que naquele local, cercado por mato, iria existir um lugar tÃ£o generoso com a natureza. Valeu a pena ter faltado a roda de chimarrÃ£o na praÃ§a.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/turismo-ecologico-na-roselandia</link>
  <title>guia .: Turismo ecolÃ³gico na RoselÃ¢ndia</title>
  <dc:date>2007-10-25T15:00:17Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/labirinto-da-literatura">
  <description>Logo na entrada, um labirinto colorido, construÃ­do atravÃ©s de paredes cobertas por pinturas, instiga crianÃ§as e adultos. Ã atravÃ©s dele que os visitantes sÃ£o conduzidos a uma biblioteca no mÃ­nimo diferente. As histÃ³rias nÃ£o partem apenas dos livros. Elas sÃ£o apresentadas em pequenos vÃ­deos, contadas pelas monitoras e atÃ© se transformam em joguinhos de computadores.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aquelas estantes enormes, tradicionais nas bibliotecas, sÃ£o substituÃ­das por recursos mais atrativos, principalmente ao pÃºblico infantil, como almofadas coloridas, pequenas cadeiras decoradas ou poltronas. Mas nada substitui o livro. Essa Ã© a razÃ£o de existir do espaÃ§o. Descrevendo assim, o &lt;a href=&quot;http://www.mundodaleitura.upf.br&quot;&gt;Centro de ReferÃªncia e Multimeios&lt;/a&gt; â o Mundo da Leitura como Ã© conhecido â atÃ© parece semelhante a um playground, mas sua missÃ£o Ã© completamente distinta. O playground tem meramente o objetivo de recreaÃ§Ã£o, enquanto o Mundo da Leitura busca a formaÃ§Ã£o de novos leitores atravÃ©s de atividades muito parecidas com brincadeiras. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando me falaram do espaÃ§o â na Ã¢nsia de julgar o projeto sem ter tido contato â atÃ© duvidei de sua eficÃ¡cia. Mas basta permanecer alguns minutos e acompanhar o comportamento, principalmente de crianÃ§as e adolescentes, para perceber o quanto Ã  idÃ©ia representa um avanÃ§o para um paÃ­s habitado por uma populaÃ§Ã£o majoritariamente afastada da literatura. O Mundo da Leitura, ligado Ã s &lt;a href=&quot;http://www.jornadadeliteratura.upf.br&quot;&gt;Jornadas de Literatura de Passo Fundo&lt;/a&gt;, no qual acompanhei e relatei um pouco da movimentaÃ§Ã£o durante agosto ao &lt;a href=&quot;http://www.overmundo.com.br/overblog/o-balanco-da-jornada&quot;&gt;Overmundo&lt;/a&gt;, Ã© um dos projetos que impulsionou o municÃ­pio a ser reconhecido como Capital Nacional da Literatura.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Naquele colorido espaÃ§o, hÃ¡ mais de 20 mil livros, sem contar as histÃ³rias em quadrinhos, os vÃ­deos de contos e os recursos propiciados pela informÃ¡tica. SÃ£o inÃºmeros projetos desenvolvidos a partir do Mundo da Leitura para instigar a leitura aquelas populaÃ§Ãµes atÃ© entÃ£o desacreditadas nos livros â na maioria das vezes por falta de oportunidade. O projeto tambÃ©m empresta livro, visita comunidades e recebe escolas. O mais curioso e inovador lÃ¡ dentro sÃ£o as sacolas da literatura. Com 35 obras cada, elas sÃ£o emprestadas para professores a fim de trabalharem com seus alunos em sala de aula.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E todas essas portas para a literatura estÃ£o abertas diariamente Ã  populaÃ§Ã£o de todo paÃ­s. O espaÃ§o estÃ¡ localizado junto Ã  &lt;a href=&quot;http://www.upf.br&quot;&gt;Universidade de Passo Fundo&lt;/a&gt;, em &lt;a href=&quot;http://www.pmpf.rs.gov.br&quot;&gt;Passo Fundo,&lt;/a&gt; Rio Grande do Sul. Para quem mora aqui, Ã© sÃ³ andar uns quilÃ´metros. Aqueles mais distantes podem aproveitar uma viagem na regiÃ£o e conhecer o projeto. Agora, quem nÃ£o mora por aqui e nÃ£o tem planos de vir tÃ£o cedo, pode acompanhar o Mundo da Leitura na TV, produzido no Centro de ReferÃªncia e Multimeios. O programa, estrelado pelo gato leitor Gali-Leu, sempre vai ar Ã s quartas-feiras, Ã s 10h, no &lt;a href=&quot;http://www.futura.org.br&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://http://www.futura.org.br/main.asp?ViewID=%7B51AB2CE1%2DBF99%2D4304%2DB6A2%2D3BFDA4CEB3EC%7DÂ¶ms=itemID=%7BC15118BF%2D8216%2D97D2%2D8325%2D708C004FF104%7D&amp;#059;&amp;UIPartInstUID=%7BBDC84826%2DFBD7%2D478D%2DB2CA%2D6E377621832A%7D&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.futura.org.br&quot;&gt;Canal Futura&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/labirinto-da-literatura</link>
  <title>guia .: Labirinto da literatura</title>
  <dc:date>2007-10-23T14:57:50Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/reserva-maragato-uma-area-natural-protegida">
  <description>Se a correria do dia-dia causa estresse e outros prejuÃ­zos da vida moderna, o final de semana pede um lugar calmo, de preferÃªncia silencioso e bem prÃ³ximo da natureza.  Apesar de &lt;a href=&quot;http://www.pmpf.rs.gov.br&quot;&gt;Passo Fundo&lt;/a&gt;, no &lt;a href=&quot;http://www.rs.gov.br&quot;&gt;Rio Grande do Sul&lt;/a&gt;, ser uma cidade de porte mÃ©dio, com mais de 180 mil habitantes, a caracterÃ­stica de pÃ³lo regional torna sua rotina muito prÃ³xima de uma metrÃ³pole. A sua frota de veÃ­culos, por exemplo, triplica diariamente com os visitantes de toda regiÃ£o, interessados em serviÃ§os de saÃºde e educaÃ§Ã£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em meio ao tumulto, a maioria da populaÃ§Ã£o â inclusive eu â esquece de locais calmos, junto ao meio-ambiente. Na busca por lugares interessantes para quem um dia passar pela regiÃ£o, descobri a &lt;a href=&quot;http:///www.ecolista.com.br/ecolista/entidade/detalhe/2005/167&quot;&gt;Reserva Maragato&lt;/a&gt;, a menos de 10 quilÃ´metros do centro da cidade, Ã s margens de uma rodovia. Aqui em Passo Fundo poucos moradores sequer tÃªm conhecimento de sua existÃªncia, menos ainda da sua riqueza natural. Na Ã¡rea de 41 hectares, predomina uma gigantesca floresta de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Arauc%C3%A1ria&quot;&gt;AraucÃ¡ria&lt;/a&gt; â Ã¡rvore praticamente em extinÃ§Ã£o, cujo fruto Ã© o famoso pinhÃ£o, saboreado em dias frios. &lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Recentemente, o local foi presenteado com uma notÃ­cia aguardada por especialistas em diversidade biolÃ³gica: &lt;a href=&quot;http://www.mma.gov.br&quot;&gt;o MinistÃ©rio Meio Ambiente,&lt;/a&gt; atravÃ©s do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, oficializou a reserva como PatrimÃ´nio Natural. Em outras palavras, a Reserva do Maragato passou a ser Ã¡rea natural protegida. Em conversa com os guias do local, descobri que Ã© a primeira unidade de conservaÃ§Ã£o do Planalto MÃ©dio do Rio Grande do Sul.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um espaÃ§o ecologicamente rico, mas ignorado pela maioria da populaÃ§Ã£o, com exceÃ§Ã£o dos universitÃ¡rios que o utilizam durante as aulas como uma espÃ©cie de laboratÃ³rio. Enquanto me apresentava o local, por uma trilha, um guia explicou que as Reservas de PatrimÃ´nio Natural sÃ£o terras de domÃ­nio particular, porÃ©m passam a ter especial interesse pÃºblico para a conservaÃ§Ã£o da natureza.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Apesar do lugar atualmente ser usado em aulas e tambÃ©m em atividades voltadas Ã s crianÃ§as para despertar a conscientizaÃ§Ã£o pelo meio ambiente, vale a pena visitar e se encantar com a Ã¡rea verde e as centenÃ¡rias araucÃ¡rias. A visita Ã© permitida e gratuita. A dica Ã©: quando tiver trafegando na RS 324, a poucos quilÃ´metros de Passo Fundo, dÃª uma pausa na viagem e descanse na reserva por uma horinha. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/reserva-maragato-uma-area-natural-protegida</link>
  <title>guia .: Reserva Maragato: uma Ã¡rea natural protegida</title>
  <dc:date>2007-10-26T18:50:53Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/o-till-conquistou-os-cariocas">
  <description>Eu acabara de concluir e postar a reportagem sobre a profissionalizaÃ§Ã£o dos grupos de teatros &lt;/a&gt;de &lt;a href=&quot;http://www.pmpf.rs.gov.br&quot;&gt;Passo Fundo &lt;/a&gt;(publicada no &lt;a href=&quot;http://a href=&quot;http://www.overmundo.com.br/overblog/a-profissionalizacao-dos-palcos-passo-fundenses&quot;&quot;&gt;Overblog&lt;/a&gt;) quando meu telefone comeÃ§ava a tocar. Abandono o computador por alguns instantes e atendo. Do outro lado da linha, uma voz distante grita: âGanhamos! NÃ³s ganhamosâ. EufÃ³rico, era o Giancarlo, um dos atores do Grupo &lt;a href=&quot;http://www.viramundos.com.br&quot;&gt;Viramundos&lt;/a&gt;, de Passo Fundo, interior do Rio Grande do Sul. âO Till conquistou os cariocasâ, gritava. Ele nÃ£o precisava dizer mais nada. Aquela trupe de artistas formada hÃ¡ menos de seis anos retornarÃ¡ do Rio de Janeiro com dois prÃªmios na bagagem, ou melhor, no Ã´nibus-palco. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com apenas cinco meses desde a estrÃ©ia, Till Eulenspiegel â a mais recente peÃ§a do Viramundos -, recebeu os trofÃ©us de melhor espetÃ¡culo e melhor figurino na oitava ediÃ§Ã£o do &lt;a href=&quot;http://www.riocenacontemporanea.com.br&quot;&gt;Riocenacontemporanea&lt;/a&gt;, festival recÃ©m terminado em territÃ³rio carioca. AliÃ¡s, quem leu o texto sobre o teatro passo-fundense no Overblog deve estar lembrado do parÃªntese que abri para elogiar o figurino da trupe. Realmente, minhas consideraÃ§Ãµes confirmaram-se com o prÃªmio.         &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AlÃ©m dessas duas categorias, o Till, como Ã© apelidado carinhosamente aqui em Passo Fundo, concorria com indicaÃ§Ãµes para melhor ator, com Carlinhos Tabajara â uma figura inquieta e no mÃ­nimo divertida em cima do palco -, e melhor trilha sonora, todas no quesito Mostra UniversitÃ¡ria. O Viramundos concorria com outros 14 espetÃ¡culos de vÃ¡rias partes do paÃ­s. Naquela mesma ligaÃ§Ã£o, de voz distante, tentei conseguir uma âpalavrinhaâ sobre os prÃªmios. Rapidamente, Giancarlo Rota de Camargo disse que o espetÃ¡culo foi apresentando trÃªs vezes no Rio de Janeiro e aquelas eram as primeiras fora do Rio Grande do Sul desde a estrÃ©ia. âApresentar no Rio Grande do Sul Ã© sempre uma emoÃ§Ã£o muito grande, porque somos conhecidos do pÃºblico gaÃºcho, mas se apresentar pela primeira vez no Rio de Janeiro, ver o carinho do pÃºblico, sentir que eles estÃ£o gostando do nosso trabalho Ã© uma sensaÃ§Ã£o Ãºnicaâ, disse.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ao ser informado dessa premiaÃ§Ã£o, lembrei-me da histÃ³ria do espetÃ¡culo. A peÃ§a Ã© baseada em uma lenda popular alemÃ£, transposta para o teatro pela escrita de LuÃ­s Alberto de Abreu. Ao longo de quase uma hora, conta a histÃ³ria de um grupo de atores que narra a vida deste anti-herÃ³i â o Till -, um pobretÃ£o ordinÃ¡rio e embusteiro que veio ao mundo para anarquizar e se divertir Ã s custas dos outros. Nesse mesmo instante, recordo-me da estrÃ©ia de Till aqui no centro de Passo Fundo. Com duras crÃ­ticas ao catolicismo da Ã©poca, o espetÃ¡culo foi encenado justamente no domingo, em frente Ã  igreja, enquanto os fiÃ©is despediam-se da Ãºltima missa do final de semana. Por alguns segundos, os espectadores desviavam seus olhares do palco para a bela igreja, quase que como aguardando uma resposta Ã quelas denÃºncias feitas ao longo da peÃ§a. Mas nada veio. Pelo menos eu nÃ£o percebi. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Fica mais uma vez a dica: o Viramundos deve estar se apresentando no centro do paÃ­s em breve.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/o-till-conquistou-os-cariocas</link>
  <title>guia .: âO Till conquistou os cariocasâ</title>
  <dc:date>2007-10-21T17:50:04Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/um-predio-dois-museus">
  <description>Uma construÃ§Ã£o de quase 100 anos atravessa-se despercebida de quem trafega na Avenida Brasil, no centro de Passo Fundo. Escondida atrÃ¡s de fios e uma parada de Ã´nibus, aquele desconhecido prÃ©dio resgata histÃ³rias de uma regiÃ£o Norte do Rio Grande do Sul em desenvolvimento, quando a economia do municÃ­pio ainda dependia majoritariamente do setor primÃ¡rio. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com trÃªs andares, pintado em tons cinza e uma fachada composta por pequenas torres na parte superior, a construÃ§Ã£o que abrigou a prefeitura de Passo Fundo atÃ© a dÃ©cada de 1970 hoje dÃ¡ lugar a dois museus: o Museu HistÃ³rico Regional (MHR) e o Museu de Artes Visuais Ruth Schneider (Mavrs).  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O prÃ©dio de 98 anos resgata a histÃ³ria de uma cidade um pouco mais velha, com 150 anos recÃ©m completados. O local de 400m2 foi construÃ­do entre 1909 e 1911 para sediar o poder executivo municipal, na administraÃ§Ã£o do Cel. GervÃ¡sio Lucas Annes. A planta, a pintura e a decoraÃ§Ã£o foram encomendadas de Porto Alegre â na Ã©poca, era luxuoso âimportarâ mÃ³veis, roupas e acessÃ³rios para a casa da capital. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;PorÃ©m, menos de 50 anos depois de ser concluÃ­do, o prÃ©dio comeÃ§ou a ficar limitado para sediar a administraÃ§Ã£o de uma cidade de, na Ã©poca, quase 100 mil habitantes â hoje sÃ£o mais de 180mil. Sem espaÃ§o, a alternativa foi uma nova construÃ§Ã£o. Em 1976, a prefeitura abandonava seu antigo local. Um ano depois, funda-se o Museu HistÃ³rico-Cultural, vinculado Ã  secretÃ¡ria de EducaÃ§Ã£o. Apesar da novidade Ã  cidade, o espaÃ§o fecha as portas em seguida e sÃ³ retorna em 1996, atravÃ©s de uma parceria com a universidade. No mesmo local, o Mavrs tambÃ©m Ã© inaugurado.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mesmo com objetivos diferentes â um Ã© voltado a propiciar o acesso democrÃ¡tico Ã  arte e o outro Ã  preservaÃ§Ã£o e difusÃ£o da memÃ³ria e do acervo e histÃ³rico-cultural da regiÃ£o, ambos funcionam no mesmo prÃ©dio, atravÃ©s de exposiÃ§Ãµes distintas. Fui pelo menos cinco vezes ao lugar e vale a pena, principalmente para se surpreender com o crescimento de Passo Fundo nas Ãºltimas trÃªs dÃ©cadas. Para os apreciadores de artes, o Mavrs Ã© um belo passeio tambÃ©m, com destaque Ã  obra Ruth Schneider, que empresta seu nome ao museu. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/um-predio-dois-museus</link>
  <title>guia .: Um prÃ©dio, dois museus</title>
  <dc:date>2007-10-26T18:50:46Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/as-badaladas-na-catedral-do-seculo-xix">
  <description>CaracterÃ­stica herdada da Europa do final do sÃ©culo XIX, o modelo das cidades gaÃºchas segue o triangulo composto de praÃ§a, igreja e prefeitura â todas muito prÃ³ximas. Na sua emancipaÃ§Ã£o, em 1857, Passo Fundo, no interior do Rio Grande do Sul, era um municÃ­pio com essas caracterÃ­sticas â pelo menos Ã© o que contam os livros sobre a sua histÃ³ria. Na Ã©poca, possuÃ­a menos de 40 mil habitantes â hoje esse nÃºmero praticamente quadruplicou. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A cidade cresceu e se desenvolveu, porÃ©m, ainda restam construÃ§Ãµes daquele projeto arquitetÃ´nico antigo â confesso que muito se destruiu. Uma dessas recordaÃ§Ãµes Ã© justamente a igreja, localizada em frente Ã  praÃ§a principal. A catedral Nossa Senhora Aparecida possui mais de 170 anos, mas ainda mantÃ©m, em partes, sua estrutura original.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A igreja foi construÃ­da primeiramente em 1832, quando Joaquim Fagundes dos Reis -  considerado a  primeira autoridade nomeada pelo ImpÃ©rio do Brasil para localmente administrar as terras e o povo passo-fundense â concedeu licenÃ§a para âlevantar uma capelaâ. Dois anos depois, o local era inaugurado, no topo de uma coxilha. Mais tarde, a hoje catedral foi reformada e ficou maior, como crescimento da populaÃ§Ã£o e, conseqÃ¼entemente, do nÃºmero de catÃ³licos no municÃ­pio. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Dizem os historiadores que em 1885 a igreja estava quase em ruÃ­nas, o que obrigou a uma reconstruÃ§Ã£o, mas sem a perda da identidade do projeto.  Inaugurada com a benÃ§Ã£o do bispo de Santa Maria, a catedral Nossa Senhora Aparecida sÃ³ foi abriu a posta aos fiÃ©is novamente em 1949. A fachada permanece a mesma atÃ© hoje, com estilo romano e inÃºmeros painÃ©is de Aristarch Kaszkurewig. O interior da igreja e as suas famosas janelas de vidrais levam turistas a tentar entender o significado de cada desenho, caracterÃ­stico de uma Ã©poca onde mais de 80% da populaÃ§Ã£o da cidade era catÃ³lica. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Outra relÃ­quia conservada a sete chaves na catedral Ã© o relÃ³gio, que funciona em harmonia com o sino para comunicar a populaÃ§Ã£o do horÃ¡rio. Assim, de 15 em 15 minutos, de 30 em 30 minutos e de hora em hora, o municÃ­pio ouve diferentes badaladas, caracterÃ­sticas para cada horÃ¡rio. O mecanismo Ã© todo eletrÃ´nico, escondido em uma das torres da igreja, com mais de 70 metros. AliÃ¡s, hÃ¡ uma histÃ³ria no mÃ­nimo curiosa dos sinos. HÃ¡ cerca de um ano, alguns moradores do centro reuniram assinaturas para tentar silenciar as badaladas. Eles reclamavam do barulho em excesso na madrugada â como se aquele era o Ãºnico som que perturbava o sono, sem considerar o movimento em postos, com mÃºsica alta, e os carros em alta velocidade disputando rachas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O polÃªmico pedido de calar os sinos chegou atÃ© a JustiÃ§a. Para evitar confusÃ£o e mais discussÃµes, a igreja optou por instalar um mecanismo capaz de travar as batidas Ã  noite e na madrugada. Assim, o sino toca apenas das 7h atÃ© Ã s 22h. AtÃ© conseguir regular a programaÃ§Ã£o, o relÃ³gio enlouqueceu vÃ¡rias vezes e deixou  passo-fundenses na mÃ£o â muitos se baseiam nas badaladas do sino. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/as-badaladas-na-catedral-do-seculo-xix</link>
  <title>guia .: As badaladas na catedral do sÃ©culo XIX</title>
  <dc:date>2007-10-27T11:17:03Z</dc:date>
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 <textinput rdf:about="http://www.overmundo.com.br/home/busca.php">
  <name>txtBusca</name>
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  <title>Buscar:</title>
  <description>Busque notícias no Overmundo</description>
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