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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/cristo-de-pao-de-acucar">
  <description>Cristo? PÃ£o de AÃ§Ãºcar? Parece uma dica de pontos turÃ­sticos bem conhecidos do Rio de Janeiro, mas nÃ£o Ã©. A cidade maravilhosa em questÃ£o Ã© PÃ£o de AÃ§Ãºcar, no mÃ©dio sertÃ£o alagoano, Ã s margens do SÃ£o Francisco. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas as coincidÃªncias nÃ£o param por aÃ­. Do outro lado do rio, encontra-se a cidade sergipana de NiterÃ³i! Ã a paisagem carioca do sertÃ£o do Velho Chico, definitivamente, o rio da integraÃ§Ã£o nacional.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O mirante do Cristo pode ser visto de toda a cidade, em um morro prÃ³ximo das margens, Ã© possÃ­vel chegar de carro atÃ© o âpÃ©â do monumento, onde tem uma espÃ©cie de praÃ§a e um restaurante.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Depois de uma boa caminhada em declive, a vista lÃ¡ do alto Ã© impressionante, grandes serras ao longe de um lado, PÃ£o de AÃ§ucar e sua praia logo abaixo, e NiterÃ³i lÃ¡, do outro lado do rio, como diria &lt;a href=&quot;http://cabesound.wordpress.com/2007/03/16/jorge-drexler/&quot;&gt;Drexler&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Uma paisagem que merece a visita.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Depois do calor da caminhada, a melhor dica Ã© um bom mergulho na praia bem ao lado do morro do Cristo. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Na orla da cidade Ã© possÃ­vel encontrar vÃ¡rios bares e restaurantes. Nos fins de semana, as praias ficam bem movimentadas com o fluxo de banhistas de outros municÃ­pios da regiÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>guia .: Cristo de PÃ£o de AÃ§Ãºcar</title>
  <dc:date>2007-10-02T13:54:11Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/guia/ilha-do-ferro">
  <description>Em Ã©poca de chuva, sÃ³ chega lÃ¡ de barco. Melhor ainda! Troca-se o caminho das pedras pelo deslizar das Ã¡guas do Velho Chico. No porto de PÃ£o de AÃ§Ãºcar estÃ£o lÃ¡: TaitÃ­, Penedo e tantos outros nomes estacionados. Parece uma salinha de espera com janelas por toda parte. O motor Ã© antigo e a zoada, sÃ³ no comeÃ§o incomoda. No resto do tempo, nem faz diferenÃ§a. A velocidade Ã© de 6km/h. TambÃ©m nÃ£o importa. Devagar, bem de mansinho, a paisagem vai se transformando em sua frente. Cada metro navegado, um quadro, uma fotografia, uma cena de cinema se apresenta no passeio. Estamos indo para a Ilha do Ferro, povoado de PÃ£o de AÃ§Ãºcar, alto sertÃ£o alagoano. Terra quente. Dependendo do espÃ­rito empÃ­rico, vale um mergulho. Mas a Ã¡gua nÃ£o deve ser limpa. Como muitos lugares deste Brasil, saneamento ainda falta no lugarejo. Vamos em frente... Na beira do rio, o cotidiano ribeirinho te leva para as pÃ¡ginas do passado. Como Ã© grande a quantidade de mulheres a bater roupa nas rochas. A crianÃ§ada nÃ£o sabe o que Ã© trÃ¡fico, nem tiroteio. Sabe mesmo onde sÃ£o os melhores pontos, as partes mais fundas para se jogar na Ã¡gua. A moldura disso tudo sÃ£o exuberantes exemplares da caatinga. DÃ¡ para ver a mata fechada. Tanto mandacaru! VocÃª pode viajar na proa. Eu, na verdade, sÃ³ saÃ­ dela quando fui expulsa pelo calor. Da proa, a visÃ£o Ã© perfeita! De um lado, Sergipe. Do outro, Alagoas. E a gente rasgando o meio, rumo a um fantÃ¡stico povoado. Se fechar os olhos, a travessia ganha mÃºsica. SÃ£o os pÃ¡ssaros. NÃ£o Ã© raro assistir a garÃ§as brincando entre canoas movidas a vela! Uma hora e meia de devaneios sob o rio SÃ£o Francisco, avista-se a Ilha do Ferro. Na verdade, nÃ£o Ã© uma ilha propriamente dita. Dizem que ganhou este nome por causa de um grande banco de areia que mais parecia um ferro de passar roupas. O barco atraca e a primeira visÃ£o Ã© de uma casa com varanda, cheia de mulheres. Todas estÃ£o sentadas. Nas mÃ£os, linha e agulha. Elas bordam o ponto &quot;Boa Noite&quot; na associaÃ§Ã£o criada hÃ¡ cerca de 10 anos. Toalhas de mesa, lenÃ§Ã³is, blusas. As peÃ§as sÃ£o minuciosamente traÃ§adas e feitas sob encomenda. Saem de lÃ¡ e seguem para o sudeste do PaÃ­s e Europa, na maioria das vezes. Ã uma tradiÃ§Ã£o de dÃ©cadas. HÃ¡ mais de cinqÃ¼enta anos, o bordado ocupava as mulheres enquanto os homens se encarregavam dos tamancos de madeira. A Ilha era um pÃ³lo importante de fabricaÃ§Ã£o. Talvez por isso, no sangue daquele povo, o talento pulsa com forÃ§a atÃ© hoje. a madeira continuou inspirando. Ã sÃ³ perguntar onde mora &quot;seu&quot; Fernando, 77 anos. ArtesÃ£o fantÃ¡stico, ele Ã© analfabeto, e Ã© autor de um livro muito curioso. Comecei a ler e nÃ£o queria mais parar. Seu Fernando cresceu na Ilha e organizou na memÃ³ria uma impressionante coleÃ§Ã£o de contos que diz serem verÃ­dicos. HistÃ³rias de caÃ§as hilariantes, testemunhos sobre LampiÃ£o, conversas salvas de pescarias inigualÃ¡veis. Coisas que nÃ£o existem mais. Ele &quot;para nÃ£o morrer e enterrar os causos&quot;, ditou tudo para jovens que contratou. EstÃ¡ tudo escrito e Ã©, na minha humilde opiniÃ£o, uma relÃ­quia. O livro Ã© inÃ©dito! E seu Fernando nÃ£o Ã© sÃ³ escritor. Ã tambÃ©m escultor. Essa Ã© a outra parte boa da aventura. Suas esculturas sÃ£o de bichos alucinantes. SÃ³ ele sabe de onde vieram. Seu Fernando pega um tronco retorcido, um galho de madeira, e observa. Ele aposta que o formato Ã© de um pÃ¡ssaro, de um dinossauro, de uma besta, de uma Eula, um TrezeguÃª, um Come Gente. Ãpa! Que loucura Ã© essa? Pois Ã©, ele inventa o bicho e batiza! E o resultado Ã© inacreditÃ¡vel! SÃ³ vendo. JÃ¡ foram expostas em Paris e nos melhores museus de Arte Popular do Brasil. Ele cria tambÃ©m mobÃ­lia. SÃ£o bancos e mesas feitas com casca de craibeira, troncos de imburana ou mulungu. Meus caracteres estÃ£o acabando, entÃ£o, finalizando. VÃ¡ atÃ© a Ilha do Ferro e descubra um lugar onde a arte ferve.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/guia/ilha-do-ferro</link>
  <title>guia .: Ilha do Ferro</title>
  <dc:date>2006-8-15T11:56:41Z</dc:date>
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  <name>txtBusca</name>
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  <title>Buscar:</title>
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