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  <title>.: Bem-vindo ao deserto do real :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>Luiz,&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Seu texto contÃ©m denÃºncias sÃ©rias. Permita-me apenas discordar de um tom generalizante: &quot;faz o que todos fazem&quot;. E quando vocÃª diz que o produtor quer, assimi como o jornalista  sem Ã©tica, tirar dinheiro do bolso das pessoas. Igualar tudo sob o mesmo patamar parece-me pouco elucidativo do que ocorre nesse &quot;deserto do reatl&quot;. O mercado Ã© troca e nÃ£o necessariamente roubo ou um reservatÃ³rio de atitudes nÃ£o Ã©ticas. Parece-me que sua intenÃ§Ã£o nÃ£o Ã© esta, mas hÃ¡ trechos que levam a tal entendimento.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tenho inÃºmeros exemplos de empresÃ¡rios que trabalham com honestidade. No dia-a-dia encontro muitos comerciantes que me prestam excelentes serviÃ§os, com muita atenÃ§Ã£o e cuidado. NÃ£o dÃ¡ para generalizar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando vocÃª mostra o comportamento de outras estratÃ©gias de imprensa, torna-se sim um momento para repensarmos o poder das mÃ­dias etc. Mas a generalizaÃ§Ã£o, presente em algumas partes, Ã© preocupante.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No mais, parabÃ©ns pela coragem em focalizar o assunto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§os</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/bem-vindo-ao-deserto-do-real#c45434</link>
  <title>Comentário postado por Luiz Carlos Garrocho</title>
  <dc:date>2008-5-08T10:49:16Z</dc:date>
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  <description>OlÃ¡ XarÃ¡,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Obrigado pelas ponderaÃ§Ãµes. Meu questionamento Ã© justamente sobre a Ã©tica de uma sociedade pautada pela ordem do Mercado, como procurei deixar claro na Ãºltima frase do texto: âE cabe perguntar onde estÃ¡ a Ã©tica que, um dia, Adam Smith julgou que deveria governar as relaÃ§Ãµes econÃ´micasâ. Compreendo que muitos tentem agir com Ã©tica, mas a lÃ³gica do sistema que chamo de capitalÃ­stico, aceitando a sugestÃ£o de Feliz Guattari (o capitalismo que se generaliza para as sociedades do dito Terceiro Mundo), me parece ser a da âmÃ£o invisÃ­velâ: âprivatizar lucros e socializar prejuÃ­zosâ. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Em tese, nÃ£o hÃ¡ como refutar que o Mercado âÃ© trocaâ, mas, na prÃ¡tica, ou na prÃ¡xis, essa entidade corresponde a uma estrutura na qual hÃ¡ uma clara hegemonia de alguns â a troca tende para beneficiar quem tem mais o que trocar. Tendo a nÃ£o aceitar a afirmaÃ§Ã£o de que o Mercado Ã© livre e que todos tÃªm igual peso na sua estruturaÃ§Ã£o. Assim como nÃ£o me parece possÃ­vel aceitar a tese liberal de que as oportunidades sÃ£o iguais para todos. Aceito, sim, a proposta de Marx de que o lucro Ã© retirado dos trabalhadores e que o capital determina as relaÃ§Ãµes econÃ´micas, indo mais longe e afirmando que, hoje, determina comportamentos, pensamentos, sentimentos e, inclusive, o desejo, o que tem levado ao grave enraizamento da lÃ³gica comercial no campo subjetivo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;A lÃ³gica comercial leva a distorÃ§Ãµes Ã©ticas graves e o resultado Ã© o que se constata na fÃ¡bula da colmÃ©ia, citada no texto. Ã a compreensÃ£o que orienta o texto. Como dito, concordo com Baudrillard ao dizer que se indignar com a corrupÃ§Ã£o e outras mazelas Ã© inÃºtil, pois apenas reforÃ§a a ilusÃ£o de que uma sociedade que se orienta pelo Mercado pode ter uma Ã©tica que nÃ£o a da obtenÃ§Ã£o de vantagens â na qual a tentaÃ§Ã£o da corrupÃ§Ã£o Ã© quase irresistÃ­vel. E, para isto, quando a pressÃ£o econÃ´mica Ã© intensa, como em nossos tempos, o empresÃ¡rio â hoje muito mais do setor terciÃ¡rio do que do secundÃ¡rio, logo nÃ£o Ã© âprodutorâ, mas âintermediÃ¡rioâ, ou, nos piores casos, âatravessadorâ â faz todo o possÃ­vel, inclusive adulterar produtos e ludibriar o consumidor. Compreendo que isso faz parte do jogo das abelhas da colmÃ©ia dos âvÃ­cios privados, benefÃ­cios pÃºblicosâ. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Respeito tuas ponderaÃ§Ãµes, entendo que hÃ¡ empresÃ¡rios que fazem forÃ§a para nÃ£o entrar âno jogoâ. Mas, como a prÃ¡tica vinda âde cimaâ (veja o excelente documentÃ¡rio âCorporationâ, de Mark Achbar e Jennifer Abbott) costuma ser mais influente do que a que vem âde baixoâ â provoca muitas vezes uma pressÃ£o muito forte â compreendo que, infelizmente, o jogo aÃ©tico tem predominado. Ã uma posiÃ§Ã£o que tenho. Gostaria de que me fossem apresentados argumentos que a alterem, mas atÃ© hoje nÃ£o as conheci. Muito pelo contrÃ¡rio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Veja que nÃ£o hÃ¡ generalizaÃ§Ã£o, mas a constataÃ§Ã£o de uma regra. Isso nÃ£o significa que todos, sem exceÃ§Ã£o a sigam. O âfaz o que todos fazemâ Ã© uma expressÃ£o que tenta dizer que essa Ã© a regra predominante. Nem todos precisam acreditar nela, muito menos resumir sua prÃ¡xis a ela. Talvez essa expressÃ£o nÃ£o devesse ter sido usada, concordo. Mas, foi usada nesse sentido. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Desculpe a pressa em te escrever estas linhas. Com mais vagar, poderia ter sido mais abrangente e preciso, mas tive o cuidado de te responder o mais rÃ¡pido possÃ­vel. Qualquer dÃºvida ou sugestÃ£o, me fale que volto ao tema com o maior prazer.&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§o e novamente obrigado.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/bem-vindo-ao-deserto-do-real#c45439</link>
  <title>Comentário postado por Luiz Geremias</title>
  <dc:date>2008-5-08T12:23:13Z</dc:date>
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  <title>Buscar:</title>
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