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  <title>.: Cortejo das TradiÃ§Ãµes: o fio da navalha :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Overblog :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28489">
  <description>Querido Egeu&lt;br /&gt;&#13;&#10;Acho que este tema Ã© fundamental e darÃ¡ pano pra manga. Mais Ã  frente, participarei do debate sobre isso. ParabÃ©ns pela coragem da abordagem. Gosto desta postura de colocar as questÃµes polÃªmicas para serem discutidas Ã  exaustÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§os.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28489</link>
  <title>Comentário postado por Carlos Henrique Machado</title>
  <dc:date>2007-8-13T18:13:12Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28521">
  <description>Egeu, bem interessante o festival e a proposta de integraÃ§Ã£o com a cultura e a arte tradicionais que atÃ© entÃ£o ficavam confinadas Ã s comunidades. O desafio Ã© grande e, pelo visto, ainda hÃ¡ um longo caminho ainda a percorrer para que se respeite e nÃ£o se descaracterize esses grupos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em relaÃ§Ã£o a essa busca por um aperfeiÃ§oamento, uma forma melhor de permitir a participaÃ§Ã£o dos grupos no festival de uma forma mais prÃ³xima de suas realidades, uma informaÃ§Ã£o no seu texto me chamou a atenÃ§Ã£o: sÃ£o 10 dias de festival e a apresentaÃ§Ã£o dos grupos ficou restrita a apenas um. Por quÃª? Pensei em algo como distribuÃ­-los ao longo da programaÃ§Ã£o: um dia dedicado Ã  folia, outro Ã  capoeira e assim por diante. Outra idÃ©ia que me ocorreu Ã© que a programaÃ§Ã£o se estendesse a outros espaÃ§os da cidade, Ã s prÃ³prias comunidades, nÃ£o sÃ³ na praÃ§a. Assim, os turistas e a populaÃ§Ã£o local tambÃ©m seria convidada a conhecer a realidade desses grupos, suas &quot;casas&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Talvez isso seja algo a se considerar, nÃ£o?&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28521</link>
  <title>Comentário postado por TetÃª Oliveira</title>
  <dc:date>2007-8-14T00:38:58Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28522">
  <description>Ops, os turistas e a populaÃ§Ã£o seriam convidados... Acho que tÃ¡ na hora de dormir! :-)</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28522</link>
  <title>Comentário postado por TetÃª Oliveira</title>
  <dc:date>2007-8-14T00:40:00Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28557">
  <description>Sem dÃºvida, TetÃª. Seria uma bela sugestÃ£o. Mas a palavra final deve ser dada pelos prÃ³prios grupos em conversa com o Festival. Estou curioso para acompanhar os desdobramentos...&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§o!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28557</link>
  <title>Comentário postado por Egeu Laus</title>
  <dc:date>2007-8-14T12:19:33Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28573">
  <description>Egeu&lt;br /&gt;&#13;&#10;Desculpe-me por ser extenso, mas, como tenho dedicado todo meu tempo na discussÃ£o dessas questÃµes, vou escrevendo os motivos que me levaram a esta luta.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Na realidade, busco compreender toda essa questÃ£o atravÃ©s do choro que vocÃª conhece bem a luta que Ã© para se ter uma polÃ­tica que trate o choro com o seu devido tamanho.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O que observo Egeu, Ã© que a cultura do povo brasileiro foi fragmentada, no entanto, ela exerce uma exuberÃ¢ncia impÃ¡vida. Um dos projetos do Minc, Pontos de Cultura, que privilegia as manifestaÃ§Ãµes culturais de carÃ¡ter espontÃ¢neo no Brasil, sintetiza bastante o nosso quadro. Pontos de Cultura, por que nÃ£o, Centro de Cultura? Porque, na verdade, no nosso vÃ­cio colonialista, os centros de cultura no Brasil dÃ£o inÃ­cio a centros de excelÃªncia, na visÃ£o colonialesca, ou seja, olharmos para o Brasil com olhos de europeus, missÃ£o naufragada historicamente. O Brasil nÃ£o teve coragem ainda de discutir isso, mas nÃ£o digo discutir conceitualmente nÃ£o, digo, colocar as cartas na mesa para que a subjetividade nÃ£o tome conta mais uma vez e, com isso, caiamos no tatbitat academicista da grande arte universal do grande homem e, logicamente, sentido Europa. Este problema que desfoca o centro das nossas matrizes para empurrÃ¡-lo para pontos, ou seja, periferias, Ã© obra de uma comunhÃ£o de pensamentos, Ã© uma heranÃ§a do nosso estado, uma maldita heranÃ§a que pode ser vista em vÃ¡rios focos, aÃ­ sim, sÃ£o vÃ¡rios focos, pontos que tentam de todas as formas se agarrarem nas escadarias palacianas de arte para fugirem da imagem cabocla, negra, caiÃ§ara. Ã normal que alguns carreguem esse complexo, que se encham de perfume francÃªs, que vistam casacas, cartolas e comam canapÃ©s. VÃ£o a carÃ­ssimas Ã³peras e correm no dia seguinte para ver como sairam na revista Caras. Ã normal que a tal elite branca, palavra tÃ£o gasta ultimamente, mas que eu falo com gosto, tenha esse complexo e queira transformar o Brasil num bistrÃ´ de Miami, meio francÃªs, meio consumista ao estilo americano. Essa caricatura brasileira estÃ¡ um pouco em todos nÃ³s. NÃ£o podemos ficar de dedo em riste apontando e nos divertindo com os gaiatos do &quot;Cansei&quot;. Fazemos parte dessa opressÃ£o a nÃ³s mesmos. Por quÃª? Talvez pela sobrevivÃªncia, bastante de covardia e, acima de tudo, uma imensa e retumbante ignorÃ¢ncia. Gastamos muito tempo penteando cabelos, tentando parecer mais civilizados. Mas o problema Ã© que no Brasil venta muito e despenteia a nossa pose civilizada. Vez por outra, nos encontramos, nÃ³s conosco. E, de frente, um para o outro, o mentiroso e o verdadeiro, entram em conflito. SÃ³ que de uns tempos pra cÃ¡, a mÃ¡xima, &quot;a mentira tem pernas curtas&quot;, tem dado robustez Ã s nossas realidades. O que dÃ¡ tÃ´nus muscular ao nosso lado menos contaminado pelo medo. E, aos poucos, essa discussÃ£o que, na verdade, Ã© uma discussÃ£o sobre nÃ³s mesmos, vem ganhando formas mais autÃ´nomas, atÃ© porque nÃ£o tem jeito, isso teria que acontecer, nÃ£o porque quisÃ©ssemos, mas porque Ã© a nossa verdade. Fazer o quÃª? NÃ£o somos franceses, descobri isso hÃ¡ pouco. Nem me endividando em parcelas caras para comprar um conjunto completo de jogin e camisa polo da tradicional Lacost. Fui barrado no grande baile da cinderela. Tentei dar aquele jeitinho brasileiro, dando uma carteirada onde eu, com o meu polegar, cobrÃ­ a parte Silva do meu nome e mostrava a parte europÃ©ia, mas nada, nem pela cozinha eu entrei. Vez por outra, assim como no chÃ¡ das quatro, promovido pelas sociedades secretas, consegui, por obra de caridade dessas benditas almas, entrar num grande teatro e sair dizendo que cheguei lÃ¡. LÃ¡ aonde? Perguntei pra mim, e respondi... ora, lÃ¡, lÃ¡ aonde vai gente chique, doutores, gente viajada que chega de limusine Ã  brasileira e recebe flashs combinados. Pois bem Egeu, me certifiquei, de tanto fuÃ§ar aqui e ali, que o choro era perseguido e nÃ£o sÃ³ barrado pelo preconceito acadÃªmico dentro do Brasil. Na Ãºltima ediÃ§Ã£o da revista &quot;ViolÃ£o PrÃ³&quot;, numa bela entrevista dos IrmÃ£os Assad, indiscultivelmente, a melhor dupla de violÃ£o do mundo, eles narram que, ainda estudantes na UFRJ, Escola Nacional de MÃºsica, quando chegavam perto de alguns acadÃªmicos xiitas, ouviam, lÃ¡ vem os irmÃ£os com aquela mania de tocar RadamÃ©s. E eles concluem, hoje, rigogizando, agora, aquele pessoal que sÃ³ admitia a escola europÃ©ia de mÃºsica, vive Ã  caÃ§a de RadamÃ©s.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Vou continuar depois este assunto, como jÃ¡ disse, nÃ£o quero me excluir da culpa de participar de um processo em que o esmagado sou eu mesmo. Quero alertar com isso que nÃ£o hÃ¡, individualmente, culpados de nada. A histeria eurocentrista implantada no Brasil habita bastante em todos nÃ³s. Por isso, gostei muito da sua abordagem sobre as questÃµes sem apontar culpados. Mas discutir destorÃ§Ãµes histÃ³ricas. NÃ£o Ã© exclusividade do Festival Vale do cafÃ©. Isso Ã© uma pauta que necessita, acima de tudo, de serenidade e reflexÃ£o para que possamos galgar com responsabilidade, degraus que nos tragam uma identidade sem xenofobia de Brasil. &lt;br /&gt;&#13;&#10;  &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28573</link>
  <title>Comentário postado por Carlos Henrique Machado</title>
  <dc:date>2007-8-14T14:53:28Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28598">
  <description>O que quero dizer, Ã© que nossa arte depende da nossa cultura, sem ela nos transformamos em passivos repetidores de gestos na esfera da legitimidade do conceito de arte, humana, critica. A tÃ©cnica adotada atravÃ©s das academias nÃ£o fez arranhÃ£o na nossas matrizes. Quanto ao choro, foi ele que me fez ver isso. O que se percebe no Brasil Ã© que as nossas instituiÃ§Ãµes acadÃªmicas tÃªm pavor de povo, principalmente se for o povo brasileiro o seu prÃ³prio mecenas. Eu sei que teve muita gente que quis associar a imagem do choro aos salÃµes da cÃ´rte. Se isso fosse verdade, estarÃ­amos estabelecendo o ineditismo em arte no mundo. O artista, no mundo todo, se nutriu da cultura do seu povo, mas jamais o inverso, por mais gÃªnio que ele tenha sido. Foi gÃªnio porque leu o sentimento do seu prÃ³prio povo, com tanta riqueza de detalhes que o povo lhe reconheceu como um atento observador de suas comunidades. Temos muitos desses no Brasil que sentiram o perfume que emanava dessas manifestaÃ§Ãµes como as do cortejo das tradiÃ§Ãµes. Villa Lobos tinha faro apurado e soube, como ninguÃ©m, construir a sua grande mÃºsica a partir desses elementos que a erudiÃ§Ã£o dos terreiros lhe ofereceu. MÃ¡rio de Andrade, na Semana de 22, puxou as orelhas dos brasileiros como quem puxa de um filho para fazer o dever de casa. Sentenciou de idiota os amantes das escadarias que vivem aos sonhos com a belle epoque no seu xingamento em &quot;Ode ao BurguÃªs&quot;, chamando a nossa atenÃ§Ã£o para que nos valorizÃ¡ssemos mais como povo e assim pudÃ©ssemos entrar em pÃ© de igualdade no mundo industrializado. O cerne da nossa arte estÃ¡ ali, nÃ£o podemos tratar como filhos ingratos dotados de prestÃ­gio e anÃ©is de doutores virando as costas para seus pais. Ainda enchemos a boca para falar em Berkeley, mesmo sabendo que isso pouco interfere em nossa criaÃ§Ã£o musical. O choro flerta com todos, tem uma certeza de sua alma que lhe dÃ¡ autonomia pra vÃ´os bem longos sem lhe aleijar a alma. Eu, que enxergo o choro, nÃ£o como um estilo, mas como a prÃ³pria encarnaÃ§Ã£o da mÃºsica brasileira, do ogan a Villa Lobos, tenho comigo um grande aliado, Pixinguinha. O homem que habitava todos esses mundos sem cerimÃ´nia, com uma leveza que unia, tambores, cordas, sopros, um balaio de uma vasta imensidÃ£o de sons. Pixinguinha tinha como certo os contornos da nossa alma, leu magistralmente, passou gentilmente o bastÃ£o para grandes sambistas, desde os mais melÃ³dicos como Silas de Oliveira, Cartola, Paulinho da Viola, passando por Candeia que habitava as melodias como mais redondilhas atÃ© o batuque brabo do chÃ£o empoeirado dos genuinos terreiros onde habitava Clementina, filha direta, com registro em cartÃ³rio e tudo, dessa gente maravilhosa do cortejo das tradiÃ§Ãµes. Mas Pixinguinha nutriu tambÃ©m, com seu requinte de observador e ativo participante direto dessas manifestaÃ§Ãµes, com material rico ao prÃ³prio MÃ¡rio de Andrade no seu livro &quot;MÃºsica de FeitiÃ§aria no Brasil&quot;, pois Pixinguinha era o prÃ³prio ogan. Isso somado a outros fatores da nossa prÃ³pria mÃºsica, encheu de possibilidades a criaÃ§Ã£o de grandes compositores da mÃºsica sinfÃ´nica, como Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, Lourenzo Fernadez e etc. Portanto, assim como foi feito com Clementina, filha de ValenÃ§a, o cortejo das tradiÃ§Ãµes merece lugar de absoluto destaque, por forÃ§a de sua representatividade. Tudo aquilo que ouvimos das mÃ£os de Turibio Santos, Guinga, Cristina Braga, Moacyr Luz, Carlos Malta, enfim, todos os grande mÃºsicos que se apresentaram no Festival Vale do CafÃ©, sÃ£o excelÃªncias que se nutriram, em suas nÃºsicas, de manifestaÃ§Ãµes como aquele cortejo, direta ou indiretamente.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O Festival, que Ã© um enorme sucesso, irÃ¡ ainda caminhar com estratÃ©gias que permitam estimular a vinda de muitos turistas do mundo para ouvir os mÃºsicos, compositores, criadores da mÃºsica do prÃ³prio Vale do ParaÃ­ba. NÃ£o tenho a menor dÃºvida disso. AtÃ© porque, quando viajamos para qualquer lugar, queremos obervar as paisagens, a culinÃ¡ria e, acima de tudo, como somos um povo muito musical, a mÃºsica que emana de todas as correntes daqueles municÃ­pios que tÃªm uma tradiÃ§Ã£o de revelar para o mundo, Ã­cones da grande mÃºsica brasileira.   </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28598</link>
  <title>Comentário postado por Carlos Henrique Machado</title>
  <dc:date>2007-8-14T18:40:45Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28699">
  <description>Mesmo jÃ¡ tendo dado os meus pitacos e tendo atÃ© publicado um post instigado pelo tema, permitam-me voltar Ã  conversa que, acho delicada pra caramba. Serei delicado pois.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em primeiro lugar conheÃ§o, de algum modo, a maioria das pessoas envolvidas aqui nesta conversa e acredito na honestidade de suas intenÃ§Ãµes. Tenho tambÃ©m uma relaÃ§Ã£o profissional â e emocional - profunda com este assunto porque tenho me dedicado, quase que exclusivamente a ele, por toda a via. Todos nÃ³s, os envolvidos, estamos imbuÃ­dos apenas de boas intenÃ§Ãµes, certo? EntÃ£o, qual Ã© o problema? O que ocorre em Vassouras de tÃ£o discutÃ­vel assim. Por que tanta celeuma? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Para que o papo avance e tenha alguma razÃ£o de ser, precisamos, pois, retirar a conversa, um pouquinho que seja, deste do escorregadio terreno dos ânada-dissosâ e dos âmuito-pelo-contrÃ¡riosâ. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pingos nos ii, portanto. Estamos aqui tratando do pouco espaÃ§o destinado ou ocupado pelas tradiÃ§Ãµes culturais, digamos assim, mais tradicionais e originais do Vale do ParaÃ­ba do Sul no contexto dos grandes eventos promovidos na regiÃ£o, entre os quais o Festival do CafÃ©. Ã isto? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã Ã³bvio, portanto, que existe uma contradiÃ§Ã£o instalada aÃ­. Ela Ã© recorrente e tem fortes componentes, indelevelmente, ligados Ã  exclusÃ£o social (cultura popular e exclusÃ£o social, talvez fosse o tema aqui corrente) e Ã© daÃ­ que vem a âdelicadezaâ obrigatÃ³ria.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sei que o tema Ã© tabu por aqui, no Overmundo. JÃ¡ toquei nele e tomei algumas bordadas. Ã politicamente incorreto porque, formamos uma comunidade culturalmente articulada, mergulhada atÃ© os ossos na polÃ­tica cultural brasileira. Seres âbem pensantesâ que temem ofender um membro do clÃ£. NÃ£o Ã© de bom tom. Perdoem-me, pois, esta leve transgressÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O Brasil Ã© uma sociedade cruel. Fazemos parte dela. NÃ£o existem sÃ³ boas intenÃ§Ãµes nesta histÃ³ria. NÃ£o somos muito bons neste negÃ³cio de Ã©tica, convenhamos, usamos muito do hÃ¡bito de deixar pra lÃ¡, fingir que nÃ£o vimos, omitirmo-nos, em suma. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o digo tambÃ©m que o âpovoâ, estas pessoas âoriginaisâ, tradicionaisâ sÃ£o santinhas enganadas por uma elite de espertalhÃµes de classe mÃ©dia, que surrupiam sua cultura em benefÃ­cio prÃ³prio (o mestre de Folia de Reis tambÃ©m faz parte desta mesma sociedade).&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O problema Ã© que, pessoas de cultura que somos (talvez sem nem nos darmos conta disso), estamos permitindo que algum tipo de corrupÃ§Ã£o de valores contamine o que de mais precioso temos que Ã© a nossa cultura ancestral, original ( nossa personalidade, em suma), com esta conversa esperta de assimilaÃ§Ã£o e transformaÃ§Ã£o, da cultura popular (um conceito estranho porque, nesta hora, nos isolamos numa posiÃ§Ã£o de classe na qual popular sÃ£o os outros)   &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu mesmo conheÃ§o vÃ¡rios exemplos desta âapropriaÃ§Ã£oâ espalhados pelo paÃ­s. ConheÃ§o o processo ocorrido com o Maracatu âtradicionalâ urbano, com o Jongo âtradicionalâ urbano e, muita gente vai se lembrar de um fenÃ´meno semelhante ocorrido em seu estado, com alguma manifestaÃ§Ã£o cultural tradicional que foi sendo, por conta, principalmente do apelo pecuniÃ¡rio dos recursos provenientes dos incentivos fiscais, âtransformadaâ, âinseridaâ, em suma, âapropriadaâ em seus aspectos, digamos assim, mais artisticamente proveitosos. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O processo descrito pelo Egeu de tentativa, por parte dos agentes culturais envolvidos com o festival, de inserir as tradiÃ§Ãµes culturais da regiÃ£o no contexto, Ã© por demais emblemÃ¡tico. Como perguntar nÃ£o ofende, eu diria que, para mim, nÃ£o estÃ£o suficientemente claros, na descriÃ§Ã£o do Egeu, aspectos cruciais Ã  discussÃ£o quais sejam: &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Considerando-se que, no contexto geral da produÃ§Ã£o do evento, pensou-se desde o inÃ­cio na inserÃ§Ã£o dos grupos tradicionais, com que status â inclusive no que diz respeito Ã s rubricas do orÃ§amento do projeto - estes grupos foram convidados a participar? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Verificando-se, pelo descrito, que havia pouco ou nenhum conhecimento sobre a Cultura tradicional da regiÃ£o â isto sem considerar a existÃªncia Ã³bvia de especialistas locais - porque diversos formatos de exibiÃ§Ã£o artÃ­stica, reconhecidamente exÃ³ticos,  foram tentados sem uma mÃ­nima pesquisa ou uma consulta preliminar aos mestres destas manifestaÃ§Ãµes? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O âfio da navalhaâ, imagem cunhada pelo JoÃ£o Henrique Barbosa diz quase tudo: &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;De um lado pessoas que, em sendo bem intencionadas, sÃ£o no mÃ­nimo arrogantes (se julgam capazes de reformatar a cultura tradicional de uma regiÃ£o, mesmo sem ter conhecimento de causa) e ingÃªnuas porque o fazem, sem enxergar o estrago que este processo de âreformataÃ§Ã£oâ produzirÃ¡ na dinÃ¢mica original daquelas manifestaÃ§Ãµes. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Do outro lado, um âpovoâ, tambÃ©m carente de Ã©tica (como nosotros, Ã³bvio)  passÃ­vel de ser corrompido tambÃ©m, por programas de renda mÃ­nima, cultura mÃ­nima, cachÃª mÃ­nimo, salÃ¡rio mÃ­nimo, enfim. O Brasil inculto e deseducado de sempre.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SobrarÃ¡ para os praticantes de cultura popular de antes, um salÃ£o de igreja evangÃ©lica qualquer. Aleluia! Para nosotros, talvez, uma... Fashion week animada por garotos  favel</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28699</link>
  <title>Comentário postado por SpÃ­rito Santo</title>
  <dc:date>2007-8-15T20:09:19Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28701">
  <description>...garotos favelados, batucando um funk fuleiro, em latas velhas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Abs</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28701</link>
  <title>Comentário postado por SpÃ­rito Santo</title>
  <dc:date>2007-8-15T20:10:25Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28743">
  <description>Pessoal,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ia colocar e acabei esquecendo. A letra da mÃºsica-enredo, composta por Cristina Braga e Ricardo Medeiros:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;Cortejo das TradiÃ§Ãµes&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meu sinhÃ´, minha senhora&lt;br /&gt;&#13;&#10;DÃ¡ licenÃ§a d&apos;eu passar&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meu tambor vem lÃ¡ da roÃ§a&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pra poder nos alegrar&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Folia, Jongo, Calango&lt;br /&gt;&#13;&#10;MaculelÃª, Rezadeira&lt;br /&gt;&#13;&#10;Caninha verde, Capoeira&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ³s vamos apresentar&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã iÃªiÃª, Ã´ iÃ¡iÃ¡&lt;br /&gt;&#13;&#10;DÃ¡ licenÃ§a d&apos;eu passar&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pra poder nos alegrar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28743</link>
  <title>Comentário postado por Egeu Laus</title>
  <dc:date>2007-8-16T10:07:48Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28747">
  <description>O bom de tudo isso Egeu Ã© que o Over...estÃ¡ se tornando um espaÃ§o aberto e alternativo onde a cultura transita sem freios, a verdadeira cultura, aquela que as pompas oficiais esquece e que Ã© a que merece menÃ§Ã£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;abcs </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28747</link>
  <title>Comentário postado por jjLeandro</title>
  <dc:date>2007-8-16T11:03:15Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28761">
  <description>OlÃ¡!!! nÃ³s aqui do NAEC gostamos de trabalhar essa questÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;buscamos nfazer aqui em nosso municÃ­pio um trabalho visando a divulgaÃ§Ã£o dos cortejos brincantes, e o resultado foi excelente! estamos trabalhando para uma apresentaÃ§Ã£o em novembro, no aniversÃ¡rio de nosso municÃ­pio, onde faremos primeiramente uma pesquisa sobre as tradiÃ§oes locais. JÃ¡ estamos bem avanÃ§ados.&lt;br /&gt;&#13;&#10;acesse: http://naec.gigafoto.com.br e conheÃ§a um pouco de nosso trabalho&lt;br /&gt;&#13;&#10;abraÃ§os de toda equipe do NAEC de SÃ£o Benedito - Ce</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28761</link>
  <title>Comentário postado por NAEC de SÃ£o Benedito - Ce</title>
  <dc:date>2007-8-16T12:54:24Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28762">
  <description>Sejam benvindos pessoal de SÃ£o Benedito no CearÃ¡!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tragam seus textos e noticias para publicar aqui no Overmundo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Queremos saber mais!&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§os!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28762</link>
  <title>Comentário postado por Egeu Laus</title>
  <dc:date>2007-8-16T12:59:08Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28824">
  <description>               Egeu Laus,&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;      &lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;Meu sinhÃ´, minha senhora&lt;br /&gt;&#13;&#10;DÃ¡ licenÃ§a d&apos;eu passar&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meu tambor vem lÃ¡ da roÃ§a&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pra poder nos alegrar&quot;&lt;br /&gt;&#13;&#10;...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Olha que coisa mais: esses estandartes tÃ£o lindos de cores e detalhas surgidos do suor das rezadeiras, da capoeira, da caxanga, da folia, do jongo, dos calangueiros,etc.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Como gosto, como senti a alma impregnada de uma magia indescrÃ­tivel quando vejo, quando participo de coisas assim&amp;#059; semelhantes a essas que publicaste em teu postado! Muito bonito teu trabalho na matÃ©ria! Fazes quem estÃ¡ lendo viver o momento, olhando as fotos!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; ParabÃ©ns!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; . NÃ£o Ã© complicado a cuminÃ¢ncia do que foi vivido em dez dias em apenas um dia para a apresentaÃ§Ã£o?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Um aBRAÃO, Marluce&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28824</link>
  <title>Comentário postado por Marluce Freire Nascasbez</title>
  <dc:date>2007-8-16T19:33:00Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28829">
  <description>Egeu Laus... o Homem-Mar...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Fizeste um belÃ­ssimo relato, super rico, impressionante, que, graÃ§as aos cÃ©us, ficarÃ¡ aqui, nos anais do Overmundo, para as geraÃ§Ãµes vindouras.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Espero tambÃ©m que escolas e grupos culturais o utilizem, para educar, ilustrar crianÃ§as, tirÃ¡-las da frente da TV!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Vai aqui o meu mais profundo respeito, os meus efusivos cumprimentos e o meu humilÃ­ssimo voto!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Baduh</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c28829</link>
  <title>Comentário postado por baduh</title>
  <dc:date>2007-8-16T19:51:38Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29008">
  <description>Belo relato Egeu, o Cortejo foi lindo e com suas alavras melhor ainda. </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29008</link>
  <title>Comentário postado por Jane Soares</title>
  <dc:date>2007-8-18T18:23:23Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29021">
  <description>Obrigado, Jane. Seja benvinda ao Overmundo!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29021</link>
  <title>Comentário postado por Egeu Laus</title>
  <dc:date>2007-8-18T22:04:19Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29393">
  <description>Egeu&lt;br /&gt;&#13;&#10;Acho que o que tem que ser questionado, nÃ£o Ã© propriamente o cortejo das tradiÃ§Ãµes que, a meu ver, Ã© uma aparente visÃ£o de tolerÃ¢ncia dos organizadores do Festival e nÃ£o um processo a partir dessa cultura. Enfim, acho que o cortejo Ã© fruto de uma visÃ£o equivocada e perigosa.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Precisamos compreender que, no conjunto das polÃ­ticas que estimulam o processo criativo das localidades onde se desenvolvem festivais como este, detectamos eficÃ¡cia onde toda a comunidade tem benefÃ­cios diretos ou indiretos. Acho que nÃ£o Ã© o caso do Festival que acaba por privilegiar um grupo estritamente econÃ´mico. Existem duas correntes hoje que divergem nessas aÃ§Ãµes dos grandes eventos em cidades pequenas, seja no litoral ou no interior.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando a classificaÃ§Ã£o da cultura local Ã© indicada pelo aspecto simplesmente de catalogaÃ§Ã£o, o efeito Ã© praticamente nulo. Quando nÃ£o soa o amargo do perifÃ©rico, da concessÃ£o, do aspecto pontual.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Isso estÃ¡ sendo muito comum na visÃ£o burocratizada da cultura no Brasil. As decisÃµes sobre os destinos de eventos estÃ£o conseguindo se impor pela Ã³tica e lÃ³gica dos burocratas somados aos polÃ­ticos via decisÃµes do marketing cultural.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Temos dois caminhos a tomar: alguns bons exemplos, como no prÃ³prio Vale, a cidade de SÃ£o Luiz do Paraitinga onde se desenvolve uma gigantesca festa a partir da cultura e do pensamento da prÃ³pria comunidade, ou inversamente, Campos do JordÃ£o que habita ambiente parecido ao redor do Vale do ParaÃ­ba, onde privilegia-se a cultura de classe com a lÃ³gica e pensamento voltados Ã  planilha social que devolva lucros capitaneados numa esfera social que atende aos hotÃ©is, shopings e restaurantes, abandonando e muitas vezes, massacrando os resquÃ­cios de uma cultura local. </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29393</link>
  <title>Comentário postado por Carlos Henrique Machado</title>
  <dc:date>2007-8-23T11:06:30Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29395">
  <description>A propÃ³sito, Egeu&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mendes, vizinha de Vassouras, que mentÃ©m em sua agenda cultural o Choro na PraÃ§a todos os domingos e tem como lideranÃ§a, o grupo local Passagem de NÃ­vel, comemora no prÃ³ximo domingo, dia 26 de agosto, O Dia Municipal do Choro. SerÃ¡ uma grande integraÃ§Ã£o com os chorÃµes da regiÃ£o e do Rio e contarÃ¡ com a presenÃ§a, entre outros grandes nomes, do grande Monarco. SerÃ¡ uma grande festa de confraternizaÃ§Ã£o que terÃ¡ inÃ­cio Ã s 10horas da manhÃ£ na praÃ§a central de Mendes. ImperdÃ­vel!! </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29395</link>
  <title>Comentário postado por Carlos Henrique Machado</title>
  <dc:date>2007-8-23T11:14:17Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29400">
  <description>Amigo Carlos,&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meu propÃ³sito com a matÃ©ria sobre o Cortejo das Tradicoes foi levantar para o pÃºblico interessado em Cultura aqui no Overmundo, algumas das questÃµes existentes no interior do trabalho voltado para as TradiÃ§Ãµes Populares na regiÃ£o de Vassouras.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Esse trabalho vem sendo pensado e desenvolvido por estudantes, gestores, produtores, pesquisadores e algumas iniciativas como o &lt;strong&gt;Ponto de Cultura do PIM&lt;/strong&gt;, o projeto &lt;strong&gt;RaÃ­zes do Vale&lt;/strong&gt;, a &lt;strong&gt;AÃ§Ã£o GriÃ´&lt;/strong&gt; do MinC, etc.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pelo que pude perceber em conversa com algumas pessoas da cidade Ã© que &quot;o processo Ã© o inÃ­cio de um caminho possÃ­vel de fortalecimento de uma rede&quot;. Trata-se, pois, segundo declaraÃ§Ã£o de VÃ¢nia Matos, uma das envolvidas no processo, &quot;de experimentar e nÃ£o seguir modelos prontos&quot;, &quot;ajustando a melhor forma de se fazer coletivamente naquela regiÃ£o, respeitando os aspectos locais.&quot;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Portanto, me parece que hÃ¡ um longo caminho a percorrer, e eu, como observador, sÃ³ posso fazer votos de que cheguem aos melhores resultados para todos os envolvidos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Grande abraÃ§o!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Todo sucesso ao Choro na PraÃ§a em Mendes!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29400</link>
  <title>Comentário postado por Egeu Laus</title>
  <dc:date>2007-8-23T11:59:44Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29421">
  <description>Caro Egeu,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pedindo licenÃ§a para dizer que ao longo de trinta anos na Ã¡rea e me dedicando a investigar uma pequena parcela da enorme diversidade cultural do Vale... que Ã© muito difÃ­cil mesmo conseguir construir qualquer processo que respeite as dinÃ¢micas locais, prÃ³prias, que sobreviveram as mais diversas e adversas situaÃ§Ãµes ao longo de mais de dois sÃ©culos. Tenho meus prÃ³prios receios e dÃºvidas, mas uma certeza, de que a comunidade tem sua prÃ³pria lÃ³gica e saberÃ¡ lidar com tantas questÃµes que nÃ£o sÃ£o dela e sim daqueles que precisam dela. &lt;br /&gt;&#13;&#10;JÃ¡ hÃ¡ algum tempo, de forma nÃ£o pouco dolorosa, tenho reconhecido meu condicionamento &apos;colonialista&apos;, reproduzindo meus ancestrais tentando re-descobrir um mundo a civilizar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se eu nÃ£o entender quem sou nÃ£o posso me arvorar em ver e ser no outro. Assim todas as colaboraÃ§Ãµes sÃ£o vÃ¡lidas. Todas as experiÃªncias merecem o meu maior respeito e sÃ³ dentro desse princÃ­pio poderei me nortear. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã no enfrentamento crÃ­tico que eu cresÃ§o, caso contrÃ¡rio definho no alto dos meus saberes e certezas. &lt;br /&gt;&#13;&#10;ParabÃ©ns pelos seus artigos que primam por elevar as discussÃµes Ã  patamares mais altos, isso Ã© muito bom e sei que todo Vale vai ser mais divulgado e em especial Vassouras. &lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§os e bom Choro em Mendes!&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29421</link>
  <title>Comentário postado por Isbel Rocha</title>
  <dc:date>2007-8-23T23:45:00Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29477">
  <description>Legal mesmo essa comemoraÃ§Ã£o em Mendes. Falando nisso, fiquei muito feliz em ouvir agora hÃ¡ pouco, o treiler do filme &quot;Brasileirinho&quot;. Quando a gente fecha os olhos, ouve as bandas do Vale do ParaÃ­ba, tÃ£o vivas atÃ© hoje. A mÃºsica que abre o filme Ã© &quot;O Bom Filho a Casa Torna&quot; de BonfÃ­glio de Oliveira, nascido em GuaratinguetÃ¡, Vale do ParaÃ­ba, uma das maiores lendas da histÃ³ria do choro. Seu choro tem as caracterÃ­sticas marcantes dos dobrados que ouvimos pelos coretos do Vale do ParaÃ­ba. Foi um grande presente para o Vale essa abertura do filme de um gÃªnero tÃ£o brasileiro como Ã© o choro, com essa paisagem sonora tÃ£o caracterÃ­stica das nossas bravas e resistentes bandas de coreto. Ã difÃ­cil ficar em pÃ©, sem chorar, quando se ouve uma banda aqui do Vale. Isto me fez atinar para uma idÃ©ia de incluir na programaÃ§Ã£o do prÃ³ximo ano do Festival vale do CafÃ©, com um dia reservado sÃ³ para as bandas de coreto do Vale do ParaÃ­ba, tocando os compositores de toda a bacia do Vale. Altamiro, BonfÃ­glio, Pedro Salgado, PatÃ¡pio e etc. Seria muito emocionante. Tem uma pessoa que acho que poderia tratar de um evento desses com toda competÃªncia, que Ã© o Maestro e flautista, Antonio Rocha, ele comanda a banda de ValenÃ§a. Fica aqui essa sugestÃ£o. </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29477</link>
  <title>Comentário postado por Carlos Henrique Machado</title>
  <dc:date>2007-8-24T22:07:33Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29523">
  <description>Amigos, gostaria de sugerir-lhes a leitura do artigo &quot;A Cultura e o Planejamento da Cidade&quot;, de Almandrade, publicado no Cultura e Mercado no link abaixo. Vale a reflexÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;http://www.culturaemercado.com.br/setor.php?setor=3&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c29523</link>
  <title>Comentário postado por Carlos Henrique Machado</title>
  <dc:date>2007-8-25T18:44:01Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c40587">
  <description>Caro Egeu, vocÃª conhece jÃ¡ soube sobre o Censo da Capoeira? www.soucapoeira.org. Por favor, divulgue. Grande abraÃ§o</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c40587</link>
  <title>Comentário postado por Robson Araujo</title>
  <dc:date>2008-1-31T10:13:57Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c58889">
  <description>Egeu, &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SÃ³ para constar, informo que tudo isto que estÃ¡ exposto aqui nesta matÃ©ria, estÃ¡ sendo discutido de forma candente agora mesmo em 2009. Eu que declarei lÃ¡ em cima estar envolvido, indiretamente  com a questÃ£o, me vejo agora - por forÃ§a de um contato com a Universidade Severino Sombra-  chamado a dar pitacos concretos e presenciais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Foi com este olhar que reli a matÃ©ria e confirmei o quanto ela tem de relevante, ao mesmo tempo em que me espantei mais ainda, com a extensÃ£o do problema - apesar das eventuais boas intenÃ§Ãµes-  gerado pela intervenÃ§Ã£o de agentes estranhos e exÃ³ticos no contexto da cultura popular da regiÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Confesso que me preocupa tambÃ©m a existÃªncia latente de conflitos ideolÃ³gicos agudos e subjacentes no seio destes &lt;em&gt;&apos;agentes externos&apos; &lt;/em&gt;fator que, tomara, nÃ£o interfira demais no bom andamento do que parece ser uma boa tentativa de  corrigir os problemas que vocÃª, tÃ£o poderadamente coloca em sua matÃ©ria.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A este respeito aliÃ¡s, este tipo de investida de &apos;agentes estranhos&apos;, esta espÃ©cie de &apos;infiltraÃ§Ã£o&apos; (sem juÃ­zo de valor, Ã© claro) de pessoas estranhas Ã s manifestaÃ§Ã£o populares tradicionais, estÃ¡ se tornando uma problema nacional que, brevemente pode exigir um debate mais profundo acerca do impacto negativo que - as vezes involuntariamente -  se produzirÃ¡ sobre nosso patrimÃ´nio cultural imaterial, tÃ£o pouco conhecido ainda em sua natureza, sutileza fragilidade. Talvez o IPHAN tenha que se ater daqui a alguns anos em aÃ§Ãµes de &apos;&lt;em&gt;restauraÃ§Ã£o&lt;/em&gt;&apos; deste patrimÃ´nio que se julgava intangÃ­vel.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Abs&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Volto depois com mais  </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c58889</link>
  <title>Comentário postado por SpÃ­rito Santo</title>
  <dc:date>2009-3-20T09:31:57Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/cortejo-das-tradicoes-o-fio-da-navalha#c62312">
  <description>Egeu e todos os ainda atentos, &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meninos eu vi! Foi um desafio sem tamanho, aceito de bom grado (e, acredito, cumprido honrosamente), mas como acabou de acontecer nÃ£o tenho ainda meios de avaliar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;De pedra Ã  vidraÃ§a agora o meu santo nome tambÃ©m consta entre todos os citados diretores artÃ­sticos do &apos;Cortejo das TradiÃ§Ãµes&apos;, as pessoas que toparam mexer nesta &apos;casa de abelhas&apos;, no dizer de um dos organizadores. Depois de tanto criticar nÃ£o podia deixar de aceitar o convite.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Estou esperando a poeira assentar para escrever algo mais consistente sobre a experiÃªncia, mas creiam, a &lt;em&gt;caixa de pandora &lt;/em&gt;da &lt;em&gt;espetacularizaÃ§Ã£o &lt;/em&gt;da cultura do Vale do ParaÃ­ba, aberta pelo &apos;Cortejo das TradiÃ§Ãµes&apos; e uma questÃ£o mais cabeluda do que jÃ¡ supunhamos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;ImpossÃ­vel saber no que isto tudo vai dar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Volto em outro canal.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Abs&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>Comentário postado por SpÃ­rito Santo</title>
  <dc:date>2009-8-03T08:40:16Z</dc:date>
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  <description>ComeÃ§ando (&apos;no sapatinho&apos;) a contar o que vi e vivi: &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;a href=&quot;http://www.overmundo.com.br/overblog/vale-negro-festa-folia-e-festim-01&quot;&gt;http://www.overmundo.com.br/overblog/vale-negro-festa-folia-e-festim-01&lt;/a&gt;</description>
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  <title>Comentário postado por SpÃ­rito Santo</title>
  <dc:date>2009-9-07T10:06:33Z</dc:date>
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