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  <title>.: Nelson Rodrigues: Os labirintos da alma. :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Overblog :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>Acho que ele odiaria saber que vocÃª comeÃ§a um texto dizendo que ele Ã© uma unanimidade. :) Tava relendo as memÃ³rias dele justamente por agora e ele falava da morte do GuimarÃ£es Rosa: o risco que era a euforia causada pela morte e o risco de o escritor ficar sendo visto como um ser sem defeitos, um mito... &lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas Ã© mesmo impressionante a capacidade que ele tinha de criar frases de efeito a cada crÃ´nica. AbraÃ§o!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16737</link>
  <title>Comentário postado por Helena AragÃ£o</title>
  <dc:date>2007-3-23T17:20:42Z</dc:date>
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  <description>Talvez ele odiasse mesmo Helena, mas Ã© fato que entre as pessoas que conheÃ§o ele Ã© uma unanimidade. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16739</link>
  <title>Comentário postado por Pedro Vianna</title>
  <dc:date>2007-3-23T17:34:45Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16894">
  <description>Ao leitor que busca um maior entendimento sobre a vida ou o teatro de Nelson Rodrigues, aconselho dois autores: Ruy Castro, e seu livro O Anjo PornogrÃ¡fico&amp;#059; e o crÃ­tico SÃ¡bato Magaldi, atravÃ©s de seus prefÃ¡cios ao Teatro Completo de Nelson Rodrigues (Quatro volumes, Editora Nova Fronteira, 1981-89) e do livro Nelson Rodrigues: Dramaturgia e EncenaÃ§Ãµes (Editora Perspectiva/ Edusp, 1987). No mais, Ã© ler a prÃ³pria obra, e relÃª-la, incansavelmente.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Pode-se dizer que assim como sua obra para teatro - gÃªnero que o notabilizou como grande autor - sua abordagem da vida e suas mais contundentes tragÃ©dias refletida em suas crÃ´nicas, jÃ¡ o credencia a um lugar de destaque no grupo dos grandes escritores brasileiros. O prÃ³prio Nelson, citando Rilke, lembrava que &quot;a glÃ³ria Ã© a soma dos equÃ­vocos criados em torno de um nome e de uma obra&quot;. E diante do pÃºblico ou da crÃ­tica, do aplauso ou da incompreensÃ£o, ele nÃ£o se importava de estar sÃ³: &quot;Como se sabe, a solidÃ£o humana sÃ£o os outros&quot;. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A obra de Nelson Rodrigues ainda Ã© um privilÃ©gio para poucos. Nos Ãºltimos anos, entretanto, suas peÃ§as tÃªm sido remontadas e lotam platÃ©ias. Pelo Brasil, pode-se considerar um autor bem representado. No teatro, cada novo diretor, ator e espectador recriam sua obra a cada dia. TambÃ©m para o livro, a releitura serÃ¡ sempre nova, porque outro Ã© o mesmo leitor. E poucos autores convidam a isso: &quot;Certa vez, um erudito resolveu fazer ironia comigo. Perguntou-me: Â´O que Ã© que vocÃª leu?Â´ Respondi: Â´DostoievskiÂ´. Ele queria me atirar na cara os seus quarenta mil volumes. Insistiu: Â´Que mais?Â´. E eu: Â´DostoievskiÂ´. Teimou: Â´SÃ³?Â´. Repeti: Â´DostoievskiÂ´. O sujeito, aturdido pelos seus quarenta mil volumes, nÃ£o entendeu nada. Mas eis o que eu queria dizer: pode-se viver para um Ãºnico livro de Dostoievski. Ou uma Ãºnica peÃ§a de Shakespeare. Ou um Ãºnico poema de nÃ£o sei quem. O mesmo livro Ã© um na vÃ©spera e outro no dia seguinte. Pode haver um tÃ©dio na primeira leitura. Nada, porÃ©m, mais denso, mais fascinante, mais novo, mais abismal do que a releitura&quot;. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16894</link>
  <title>Comentário postado por Pedro Vianna</title>
  <dc:date>2007-3-26T10:17:43Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16905">
  <description>NingÃ©um suporta o Rodrigues.. eu leio as obras teatrais dele e comeÃ§o a chorar, proucurar um lugar pra me esconder, choro de boca aberta mesmo, de rolar no chÃ£o de dor na alma.. e Ã© por isso que eu adooro</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16905</link>
  <title>Comentário postado por Marcela Fells</title>
  <dc:date>2007-3-26T11:10:42Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16919">
  <description>Ele Ã© tudo o que intriga o pensamentos &quot;Puro&quot; dos seres humanos. Fascina e remete a reflexÃ£o ao refÃºgio de se confrontar com a verdade.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Valeu, muito bacana.&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16919</link>
  <title>Comentário postado por Higor Assis</title>
  <dc:date>2007-3-26T12:25:32Z</dc:date>
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  <description>Nelson Rodrigues era um iluminado. NÃ£o precisava de muito para criar as mais interessantes crÃ´nicas e estÃ³rias jÃ¡ publicadas na imprensa brasileira. Do adultÃ©rio ao futebol, tudo era tema que a sua verve transformava em grande texto: fosse um sarau de grÃ£-finos ou o pior jogo do Fluminense. O tricolor carioca era sua paixÃ£o futebolÃ­stica. Amava o futebol, e por isso muitos dos mais importantes relatos sobre o esporte foram publicados em suas colunas. Hoje estÃ£o reunidos em volumes como A PÃ¡tria em Chuteiras (Companhia das Letras, 1996) e Ã Sombra das Chuteiras Imortais (Companhia das Letras, 1996). A paixÃ£o pelo futebol, Ã© claro, era uma paixÃ£o de famÃ­lia. O nome de seu irmÃ£o, o jornalista MÃ¡rio Rodrigues Filho, batiza o maior estÃ¡dio do mundo: o MaracanÃ£.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nelson foi o primeiro jornalista brasileiro a chamar PelÃ© de &quot;Rei&quot;. E antes, um dos primeiros a reconhecer em Garrincha equivalente majestade. Para o cronista, todo assunto, todo fato poderia transcender Ã  luminosidade da escrita se tratado com espÃ­rito: &quot;Sem alma nÃ£o se chupa nem um chica-bon&quot;, costumava escrever. AliÃ¡s, uma das marcas de sua obra jornalÃ­stica - se assim podemos chamar - Ã© a farta repetiÃ§Ã£o dessas frases que circulam entre a inscriÃ§Ã£o e o verso, entre a lei e a parÃ³dia. Nelson afirmava que as coisas ditas apenas uma vez &quot;morrem inÃ©ditas&quot;. E estava certo. Em toda sua obra, a repetiÃ§Ã£o de suas mÃ¡ximas, como um mesmo sol que Ã© outro todo dia, apenas nos confirma suas convicÃ§Ãµes. Entre seus talentos, tambÃ©m estava o de identificar e exaltar o espÃ­rito alheio. Lembramos o poeta Manuel Bandeira e o tambÃ©m pernambucano Gilberto Freyre, este Ãºltimo considerado por ele o maior dos brasileiros. E a admiraÃ§Ã£o era mÃºtua, como se pode constatar em artigo do autor de Casa-Grande e Senzala. Entre os amigos que mais admirava, dois eram sempre lembrados em suas crÃ´nicas: HÃ©lio Pellegrino e Otto Lara Resende. TÃ£o reais, ambos tornaram-se personagens seus, e como homenagem ao segundo, Nelson usou o seu nome como tÃ­tulo de uma de suas peÃ§as mais conhecidas: Otto Lara Resende ou Bonitinha mas ordinÃ¡ria. Era um romÃ¢ntico com os amigos, mas um crÃ­tico implacÃ¡vel com aqueles que elegia como inimigos. Um dos mais ilustres, que carregou este peso atÃ© a morte do escritor, foi dom HÃ©lder CÃ¢mara. Nelson nÃ£o o perdoou por um pedido nÃ£o atendido na juventude e o castigou o quanto pÃ´de.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16939</link>
  <title>Comentário postado por Pedro Vianna</title>
  <dc:date>2007-3-26T13:59:52Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16949">
  <description>Unanimidades Ã  parte, o cara era bom. Um verdadeiro cronista da sociedade urbana do paÃ­s. Falou tambÃ©m da maior paixÃ£o do paÃ­s. As crÃ´nicas futebolÃ­sticas de Nelson sÃ£o uma verdadeira aula de sociologia e comportamento humano...um irreverente...</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16949</link>
  <title>Comentário postado por FILIPE MAMEDE</title>
  <dc:date>2007-3-26T14:39:01Z</dc:date>
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  <description>Pedro, qualquer dia desses baixo aqui neste overespaÃ§o para falar de um furacÃ£o chamado Hugo Rodas, coreÃ³grafo e diretor teatral uruguaio que vive em BrasÃ­lia, que vi fazer &quot;misÃ©rias&quot; numa montagem de Nelson Rodrigues. InacreditÃ¡vel o olhar de Hugo sobre Nelson e sua obra. Hugo e Nelson, simplesmente juntou a fome com a vontade de comer. O nome do espetÃ¡culo era &lt;strong&gt;O Olho da Fechadura&lt;/strong&gt;. InesquecÃ­vel e devorador. ParabÃ©ns pelo texto.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16969</link>
  <title>Comentário postado por Cida Almeida</title>
  <dc:date>2007-3-26T17:03:48Z</dc:date>
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  <description>Vou procurar com certeza Cida, a obra de Nelson Rodrigues ainda Ã© um privilÃ©gio para poucos. Nos Ãºltimos anos, entretanto, suas peÃ§as tÃªm sido remontadas e lotam platÃ©ias. Pelo Brasil, pode-se considerar um autor bem representado. No teatro, cada novo diretor, ator e espectador recriam a obra a cada dia. TambÃ©m para o livro, a releitura serÃ¡ sempre nova, porque outro Ã© o mesmo leitor. E poucos autores convidam a isso: &quot;Certa vez, um erudito resolveu fazer ironia comigo. Perguntou-me: Â´O que Ã© que vocÃª leu?Â´ Respondi: Â´DostoievskiÂ´. Ele queria me atirar na cara os seus quarenta mil volumes. Insistiu: Â´Que mais?Â´. E eu: Â´DostoievskiÂ´. Teimou: Â´SÃ³?Â´. Repeti: Â´DostoievskiÂ´. O sujeito, aturdido pelos seus quarenta mil volumes, nÃ£o entendeu nada. Mas eis o que eu queria dizer: pode-se viver para um Ãºnico livro de Dostoievski. Ou uma Ãºnica peÃ§a de Shakespeare. Ou um Ãºnico poema de nÃ£o sei quem. O mesmo livro Ã© um na vÃ©spera e outro no dia seguinte. Pode haver um tÃ©dio na primeira leitura. Nada, porÃ©m, mais denso, mais fascinante, mais novo, mais abismal do que a releitura&quot;. &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c16970</link>
  <title>Comentário postado por Pedro Vianna</title>
  <dc:date>2007-3-26T17:21:16Z</dc:date>
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  <description>ele era um grande analista da sociedade e um visionÃ¡rio. mesmo que nÃ£o soubesse disso.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c17026</link>
  <title>Comentário postado por AndrÃ© GonÃ§alves</title>
  <dc:date>2007-3-27T11:15:22Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c17050">
  <description>Um amigo certa vez chamou-o de &quot;flor de obsessÃ£o&quot;. Nelson adorou. E justificou-se dizendo: &quot;Eu sou assim, e digo mais - convivo muito bem com as minhas idÃ©ias fixas&quot;. Ele, um obsessivo nato, tinha o amor, a mulher, as relaÃ§Ãµes humanas, a solidÃ£o e a doenÃ§a como algumas de suas prediletas. E explorava cada uma, numa reflexÃ£o permanente. Algumas vezes, abordava liricamente seus temas, o que resultava em afirmaÃ§Ãµes, para os que nÃ£o o conheciam, dificilmente atribuÃ­veis a ele: &quot;O amor Ã© o casal. O simples casal basta para inundar o universo. E o casal funda a grande solidÃ£o&quot;. DaÃ­ afirmava: &quot;Sempre que um homem e uma mulher se gostam precisam estar prodigiosamente sÃ³s, como se fossem o primeiro, Ãºnico e Ãºltimo casal da Terra&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c17050</link>
  <title>Comentário postado por Pedro Vianna</title>
  <dc:date>2007-3-27T15:43:01Z</dc:date>
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  <description>Bela contribuiÃ§Ã£o Pedro.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quanto ao Nelson, muitos se perguntaram seria ele era um imoral numa sociedade moralista ou um moralista numa sociedade imoral?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Discuti isso com a saudosa atriz DÃ¡lia Palma, que participou da 1a montagem do Vestido de Noiva, e nem ela soube me dizer qual era a resposta. Apenas confirmou o que muito sabem: o homem era gÃªnio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§o.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c17158</link>
  <title>Comentário postado por LeandrÃ³ide</title>
  <dc:date>2007-3-28T18:57:53Z</dc:date>
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  <description>LeandrÃ³ide Nelson Rodrigues conhecia a fundo o espÃ­rito humano, por isso era capaz de conquistar e cativar: &quot;O amigo Ã© a desesperada utopia que todos nÃ³s perseguimos atÃ© a Ãºltima golfada de vida (...) DaÃ­ por que o grande acontecimento Ã© sempre o amigo&quot;. Entretanto, como pensador, Nelson traduzia de tudo sua complexidade, ou a simplicidade que somente nÃ£o vemos: &quot;Mas o trÃ¡gico da amizade Ã© a convivÃªncia. Talvez a soluÃ§Ã£o fosse pÃ´r um deserto entre nÃ³s e o amigo. NÃ£o ver o amigo, jamais, nÃ£o ouvi-lo&quot;. Para ele, tudo e todos eram fontes de frases geniais, como um simples cumprimento na rua: &quot;Quando alguÃ©m me pergunta - Â´Como vai?Â´ - penso nas minhas dÃºvidas. Ã fatal.&quot; E sobre essas dÃºvidas, extraÃ­das de uma conversa com um vizinho, escreveu: &quot;Tenho medo das pessoas que vivem de certezas. Sinto que o vizinho Ã© dos tais que avanÃ§am, erguem a fronte, fingem um pigarro e reclamam: - Â´DÃºvidas? NÃ£o as tenho!Â´ A minha vontade Ã© dizer-lhe: - Â´Pois tenha!Â´ NÃ£o sei como um espÃ­rito sem dÃºvidas nÃ£o trata de providenciar e, em Ãºltimo caso, de inventar dÃºvidas urgentes e esplÃªndidas&quot;.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/nelson-rodrigues-os-labirintos-da-alma#c17162</link>
  <title>Comentário postado por Pedro Vianna</title>
  <dc:date>2007-3-28T20:58:36Z</dc:date>
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