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  <title>.: Novas divas e Complexo de Ãpico :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Overblog :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>Marcos,&lt;br /&gt;&#13;&#10;      Vou voltar a ler. Achei muito boa a exposiÃ§Ã£o assim como o volume de informaÃ§Ãµes, ao menos para quem Ã© desligado do conhecimento musical. Ã³timo&lt;br /&gt;&#13;&#10;abraÃ§os,</description>
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  <title>Comentário postado por Andre Pessego</title>
  <dc:date>2008-2-12T23:47:31Z</dc:date>
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  <description>Obrigado Andre por ter essa paciÃªncia. Realmente o texto ficou cheio demais, barroco atÃ©... nÃ£o consegui fazÃª-lo de outro modo, mas aÃ­ tem vÃ¡rios links pra gente conversar mais... que Ã© o mais importante.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41059</link>
  <title>Comentário postado por Marcos Carvalho Lopes</title>
  <dc:date>2008-2-13T00:57:50Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41078">
  <description>Salve!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Devo dizer que gostei do teu texto e gostaria de entrar mais em contato com vocÃª e com o referido Burnet, pois este Ã© um assunto que estÃ¡ pipocando aqui em mim, tanto quanto mÃºsico como estudante de ciÃªncias sociais. Gostei do texto, parabÃ©ns!&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§o!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41078</link>
  <title>Comentário postado por Cicero de BethÃ¢n</title>
  <dc:date>2008-2-13T16:11:23Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41080">
  <description>Entendi sua necessidade de fazer um contraponto Ã  visÃ£o desencantada do Henry. TambÃ©m nÃ£o concordo com muita coisa que ele diz lÃ¡, mas compreendo o ponto fundamental do texto dele: o destino das tantas cantoras que pintam por aÃ­. TambÃ©m fico intrigada com isso, mas acho que sou menos pessimista que ele. Vejo que muitas vÃ£o atrÃ¡s dos modismos e sÃ³... SÃ£o poucas as compositoras (que cantam) e mesmo as intÃ©rpretes que fazem diferenÃ§a (hÃ¡ intÃ©rpretes que tÃªm o dom de transformar a mÃºsica, considero algumas quase tÃ£o importantes quanto os autores). Tudo isso Ã© normal, mas me incomoda ver que a maioria nÃ£o estÃ¡ muito preocupada com seu papel na mÃºsica brasileira, apenas com o sucesso. Um pouco de reflexÃ£o nÃ£o faz mal a ninguÃ©m, como vocÃªs dois mostram nos seus textos. :) AbraÃ§o</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41080</link>
  <title>Comentário postado por Helena AragÃ£o</title>
  <dc:date>2008-2-13T16:58:34Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41086">
  <description>Oi CÃ­cero e Helena, obrigado pelos comentÃ¡rios, por comntinuar o diÃ¡logo e me ensinar coisas sobre o texto que fiz que eu mesmo nÃ£o sabia. Acho que o tetxo do Burnett Ã© muito instigante, o assunto Ã© muito interessante e senti o comichÃ£o que faz a gente se coÃ§ar. Mas tenho muito mais dÃºvidas do que certezas... O que acho super legal Ã© saber que existe o texto do Burnett, que existe uma aluna da USP de filosofia que defendeu mestrado e faz doutorado estudando a obra de Paulinho da Viola.... fico imaginando caminhos... </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41086</link>
  <title>Comentário postado por Marcos Carvalho Lopes</title>
  <dc:date>2008-2-13T19:04:37Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41088">
  <description>Oi, Marcos,&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Acho que podemos traÃ§ar um paralelo entre o trabalho da Monica Salmaso com uma certa tradiÃ§Ã£o existente na cena jazzÃ­stica norte-americana. Todo ano, dezenas de CDs com versÃµes de standards sÃ£o lanÃ§ados - e ninguÃ©m escapa disso, do mais &quot;refinado&quot; instrumentista Ã  mais &quot;pop&quot; cantora de jazz. De Herbie Hancock a Diana Krall, o mercado fonogrÃ¡fico estÃ¡ sempre aberto para novas interpretaÃ§Ãµes de mÃºsicas que marcaram a &quot;mpb de lÃ¡&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se as cantoras dessa nova leva &quot;refletem sobre seu tempo em canÃ§Ã£o&quot;... difÃ­cil dizer, mas podemos dizer que elas sÃ£o reflexo de seu contexto sociocultural. Ã uma mÃºsica que se revela feminina, urbana, global, de classe mÃ©dia/mÃ©dia-alta, ainda que tentando estabelecer vÃ­nculos com uma &quot;brasilidade&quot; Ã  moda antiga - e aÃ­ eu acho que CÃ©u, Mariana Aydar etc. ainda nÃ£o acertaram o ponto, as referÃªncias ao popular tradicional feitas dentro dessa sonoridade cool soam descontextualizadas e um pouco artificiais. Como se houvesse uma &quot;necessidade&quot; de se prestar tributo a referÃªncias consagradas e antigas que possam referendar essa mÃºsica como uma continuidade evolutiva da MPB. NÃ£o sei se a intenÃ§Ã£o delas Ã© essa, mas a mim me soa dessa forma - e, se nÃ£o for essa intenÃ§Ã£o, entÃ£o temos um ruÃ­do entre quem produz e quem escuta. Sem falar que Ã© sempre bom lembrar o quÃ£o vago Ã© o conceito de MPB - Ã s vezes me parece mais um conceito formado para realizar uma distinÃ§Ã£o intelectual do que propriamente uma sonoridade caracterÃ­stica.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sobre o discurso &quot;essencialista&quot; da arte que se afirma superior/fundamental (que transparece na fala do Burnett e de muita gente) versus a democratizaÃ§Ã£o cultural, acabei de ler &lt;em&gt;Cenas da vida pÃ³s-moderna&lt;/em&gt;, da Beatriz Sarlo, e achei Ã³tima a abordagem dela.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Gostei do seu texto!&lt;br /&gt;&#13;&#10;abs</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41088</link>
  <title>Comentário postado por AndrÃ© Albert</title>
  <dc:date>2008-2-13T20:19:41Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41092">
  <description>O que a Beatriz Sarlo diz? Fiquei curioso... (vi entrevista dela no Roda vivo e fiquei instigado... mas nunca li nada dela...)</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41092</link>
  <title>Comentário postado por Marcos Carvalho Lopes</title>
  <dc:date>2008-2-14T00:13:43Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41114">
  <description>Caro Marcos, fiquei muito lisonjeado de ver um texto tÃ£o bom e articulado (o seu) nascer de outro tÃ£o instintivo (o meu). Como Ã© de praxe, me sinto obrigado a uma &quot;trÃ©plica&quot; amigÃ¡vel. Acho que vocÃª toca no ponto principal do meu comentÃ¡rio, mas tambÃ©m acho que existem algumas injustiÃ§as na sua crÃ­tica.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por exemplo:  em que momento do meu texto eu deixo transparecer que a obra de Chico Ã© um &quot;cÃ¢none clichÃª de fÃ¡cil assimilaÃ§Ã£o&quot;? Veja o que diz meu texto: &quot;O disco de MÃ´nica Salmaso cai como uma luva no gosto desse pÃºblico [o que eu chamei de &apos;ouvinte de elite&apos;], pois os ilude com sua sofisticaÃ§Ã£o, e fornece a eles novas razÃµes para achar rap coisa de pobre&quot;. Eu estou repetindo, de modo bem mais pobre, um verso lindo da canÃ§Ã£o &quot;Reconvexo&quot; (Caetano): &lt;em&gt;meu som te cega careta/ quem Ã© vocÃª?&lt;/em&gt;, e nÃ£o discriminando a MÃ´nica Salmaso, absolutamente! E entÃ£o arremato a idÃ©ia afirmando: &quot;Grandeza estÃ©tica dela e do grupo Pau-Brasil, que a acompanha e responde por alguns dos arranjos mais criativos jÃ¡ feitos para as canÃ§Ãµes de Chico&amp;#059; incompreensÃ£o e incapacidade de quem acha que boa mÃºsica Ã© produto de quem tem grana. Assim, o Brasil segue, perigosamente dividido&quot;. Onde vocÃª identificou no meu texto uma indicaÃ§Ã£o de que o repertÃ³rio da Salmaso Ã© de fÃ¡cil assimilaÃ§Ã£o?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como vocÃª aponta, nÃ£o acho que o &quot;potencial de transformaÃ§Ã£o social estaria &lt;strong&gt;confinado&lt;/strong&gt; ao rap&quot;, mas acho sim que o rap Ã© o movimento mais intenso e mais importante de um ponto de vista polÃ­tico-cultural, justamente porque nele nÃ£o existem sublimaÃ§Ãµes estÃ©ticas, mas uma mÃºsica seca que comunica um estado de desespero social, que nÃ£o Ã© assimilado pelos tais &quot;ouvistes de elite&quot; porque os fere e agride descaradamente. Isso, sem entrar no tema das virtudes cancionais do rap! para isso, sÃ³ lendo Luiz Tatit.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;VocÃª percebe que defendemos a mesma coisa? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o se trata de nostalgia (&quot;como na dÃ©cada de 60&quot;), mas de uma referÃªncia a uma Ã©poca onde a boa mÃºsica popular era apreciada por todos aqueles que assistiam TV&amp;#059; nÃ£o era incrÃ­vel que tanto um estivador quanto um jornalista soubessem cantar &quot;Vai passar&quot; do Chico com a mesma gana de liberdade e pletora de beleza?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O que eu acho mais grave no seu texto Ã© a seguinte afirmaÃ§Ã£o: &quot;Burnett ataca a sofisticaÃ§Ã£o do trabalho de Salmaso e do grupo Pau Brasil&quot;&amp;#059; Ã© o contrÃ¡rio Marcos, eu os louvo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em outro ponto vocÃª diz: &quot;Para Burnett as novas divas poderiam continuar a &apos;linha evolutiva&apos; da MPB (&apos;o movimento natural da mÃºsica popular com seus novos ritmos e artistas, frutos do seu tempo&apos;). Eu nÃ£o falei em nenhum momento em &quot;linha evolutiva&quot;. Pelo contrÃ¡rio, eu pergunto certa altura: &quot;Nosso futuro estaria no passado? (ou seja, na continuaÃ§Ã£o da tal linha)&quot; e respondo em cima: &quot;NÃ£o. Isso seria uma injustiÃ§a ao movimento natural da mÃºsica popular com seus novos ritmos e artistas, frutos do seu tempo âo rap e seus afins menos densos. Eles refletem a sociedade na qual se desenvolvem&amp;#059; sÃ£o sua representaÃ§Ã£o mais rigorosa. NÃ£o se pode normatizar a criaÃ§Ã£o. Uma liÃ§Ã£o bÃ¡sica&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o hÃ¡ nenhuma nostalgia passadista ou nacionalista. Lendo seu texto assim sem a nuance necessÃ¡ria, parece que eu sou um ressentido, e isso Ã© grave... desculpe.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ora, o show &quot;Brasileirinho&quot; estÃ¡ na mesma direÃ§Ã£o que o disco de Salmaso cantado Chico! NÃ£o Ã© uma &quot;resposta&quot; a nada. Agora vocÃª estÃ¡ certo quando afirma que &quot;o importante para ele [eu] Ã© que o conceito de &apos;qualidade musical nÃ£o seja considerado um bem de elite&apos;: seria preciso devolver a MPB ao povo&quot;. Isso significa que eu gostaria muito que o show da MÃ´nica Salmaso pudesse ser ouvido e apreciado por quem sÃ³ tem a banca Calypso como referÃªncia. Claro que nÃ£o existe a necessidade de se comparar o Chico ao Chimbinha, de modo algum. Ã preciso apenas saber que eles se prestam a recepÃ§Ãµes diferentes. Que eu posso estudar a banda Calypso de um ponto de vista musical, social etc., mas nÃ£o posso estudÃ¡-la de um ponto de vista literÃ¡rio&amp;#059; isso Ã© elitista? eu nÃ£o posso sustentar um discurso elitista se estou escrevendo contra isso... eu cresci ouvindo brega na minha terra e ainda assim faÃ§o canÃ§Ãµes metidas a besta, isso por causa da vivÃªncia e do modo como eu senti essas informaÃ§Ãµes todas. NÃ£o me culpo por ser um cancionista e nÃ£o um guitarrista virtuoso como o Chimbinha. Mas gosto da palavra cantada, ou seja, da poesia musicada da qual somos os maiores produtores.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;(continua)</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41114</link>
  <title>Comentário postado por Henry Burnett</title>
  <dc:date>2008-2-14T13:16:33Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41115">
  <description>VocÃª diz mais adiante: &quot;O artigo de Burnett demonstra certa urgÃªncia - que jÃ¡ aparecia nos textos do Coletivo MPB alguns anos atrÃ¡s, A morte e a morte da canÃ§Ã£o e Chega de Saudade)- em promover uma &lt;strong&gt;cruzada&lt;/strong&gt; para resgatar as virtudes mÃ­sticas da canÃ§Ã£o&quot;. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Cruzada pela canÃ§Ã£o??? olha eu digo no meu texto sobre os outros autores jovens que a Salmaso gravou: &quot;Novos compositores que Salmaso jÃ¡ gravou em outros projetos tambÃ©m nÃ£o encontram sua platÃ©ia entre jovens que gostam de rap, hip-hop e mÃºsica pop, e que acham canÃ§Ã£o meio sacal â com alguma razÃ£o, pois quantidade nem sempre resulta em qualidade e porque a canÃ§Ã£o se renova de modo delicado e e quase imperceptÃ­vel&quot;&amp;#059; que cruzada Ã© essa??&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Acho que a idÃ©ia de que nÃ£o nascem mais compositores como Chico e Caetano atÃ© plausÃ­vel&amp;#059; embora eu sofra com isso, porque a Ãºnica que eu sei fazer na vida com algum mÃ©rito Ã©... escrever canÃ§Ãµes... (obrigado pela audiÃ§Ã£o). Eu acho que a mÃºsica Ã© viva Marcos, se transforma, metamorfoseia, nasce e renasce, como dissemos lÃ¡ nos textos do Coletivo MPB.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;VocÃª diz: &quot;As esperanÃ§as no rap como forma redentora que poderia resgatar o potencial crÃ­tico e de transformaÃ§Ã£o social da mÃºsica popular me parece um exagero que nÃ£o tem grandes razÃµes de ser&quot;. Se nÃ£o forem eles, de onde vocÃª imagina que pode vir algum impulso transformador? NÃ£o fui eu, foi o Chico que disse que o rap poderia ser a mÃºsica do sÃ©culo 21, em substituiÃ§Ã£o a uma mÃºsica que representava outra Ã©poca histÃ³rica, o sÃ©culo XX...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ainda vocÃª: &quot;A qualidade musical nÃ£o pode ser considerada um bem de elite, contudo, se a mÃºsica pretende ter um amplo potencial transformador, nÃ£o pode se confinar aos que possuem ouvido musical&quot;. Agora nÃ£o entendi bem. De onde vocÃª acha que pode brotar algo transformador alheio Ã  recepÃ§Ã£o do tal &quot;ouvido musical&quot;? Quer dizer que realmente quem nÃ£o tem ouvido musical deve se contentar em nÃ£o entender Chico hoje em dia? Se for isso, talvez tenhamos chegado no limite das nossas intenÃ§Ãµes. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Existe uma coisa que pode soar nacionalista, mas quando vocÃª diz que &quot;os que esperam redenÃ§Ã£o por meio da mÃºsica nÃ£o compreendem aqueles que nÃ£o vÃªem o mÃ­nimo sentido nessa espera, ou que, utilizam a canÃ§Ã£o para se divertir de modo descomprometido&quot; acho que estÃ¡ desconsiderando um dado bem nosso: a mÃºsica popular Ã© uma via de interpretaÃ§Ã£o do paÃ­s, e nÃ£o apenas &quot;diversÃ£o&quot;, por isso a referÃªncia aos &quot;filisteus da cultura&quot;, tomado de Nietzsche.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se jogamos essa especificidade no lixo, aÃ­ talvez seja impossÃ­vel pensar no Brasil de modo otimista...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Obrigado pelo debate.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41115</link>
  <title>Comentário postado por Henry Burnett</title>
  <dc:date>2008-2-14T13:29:41Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41117">
  <description>Obrigado Henry por esclarecer pontos em que nÃ£o fiz uma boa leitura de seu texto. Na verdade, acho que sua resposta Ã© muito rica e generosa. Percebi por outros comentÃ¡rios que meu texto havia &quot;racionalizado&quot; de forma pobre seus raciocÃ­nios vivos e pulsantes: a distinÃ§Ã£o essencialista que o AndrÃ© Albert apontou Ã© uma dessas simplificaÃ§Ãµes problemÃ¡ticas. Outra Ã© a idÃ©ia de &quot;espectro&quot; e vocÃª apontou mais alguns desses âdesviosâ...  Tenho que pedir desculpa por esse tipo de simplificaÃ§Ã£o e dizer que o seu texto Ã© que Ã© culpado de instigar em mim essa vontade de escrever tambÃ©m (mesmo me considerando tecnicamente inapto). Espero que os links no texto sirvam para que os interessados procurem os textos originais e possam ir diretamente na fonte. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;(Por exemplo, quando usei o conceito de âlinha evolutivaâ fiz referÃªncia a um texto do filÃ³sofo AntÃ´nio CÃ­cero em que ele reavalia o que poderia significar esta idÃ©ia, apontando numa direÃ§Ã£o de elucidaÃ§Ã£o conceitual que acho que vocÃª concordaria... misturei muitas vozes e muito do que disse acabou turvo. Que os que gostam de pescar em Ã¡guas turvas desmontem suas promessas vazias: os comentÃ¡rios estÃ£o fazendo isso!). &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Vendo o professor Arthur Nestrovski palestrar sobre a forma canÃ§Ã£o e sua riqueza na obra de Tom Jobim percebi o quÃ£o difÃ­cil Ã© âfalar sobreâ esse tema sem simplifica-lo. Por outro lado, me senti fascinado. Compartinho contigo a valorizaÃ§Ã£o da canÃ§Ã£o e acho que na maioria das coisas estamos de acordo e tentando caminhar na mesma direÃ§Ã£o. Acho que a diferenÃ§a maior este nas concessÃµes que faÃ§o a dimensÃ£o antropolÃ³gica da canÃ§Ã£o popular, buscando desvendar nela aspectos transformadores: talvez a mÃºsica sertaneja possa ser lida como refletindo a decadÃªncia de certa visÃ£o machista? talvez  aponte para o desconcerto ante o papel da mulher na sociedade atual (em seu complexo de Ã©pico revivido)? talvez tragam o mesmo produto âamor romÃ¢nticoâ que estÃ¡ nas canÃ§Ãµes do emocore e que reaparece em diferentes formatos?,  talvez minhas analogias estejam indo longe demais... mas, o mais importante Ã© tentar pensar esses temas, pensar nossa cultura. A canÃ§Ã£o Ã© um bom caminho. Quanto mais leio textos como o de Burnett, mais me convenÃ§o dessa importÃ¢ncia e aprendo com a pertinÃªncia de seus argumentos. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Provavelmente o meu desencanto com a dimensÃ£o prosaica da cultura atual seja muito mais profundo do que possa parecer em um olhar rÃ¡pido: minhas dÃºvidas sobre o potencial de transformaÃ§Ã£o social atraves da estÃ©tica estÃ£o ligadas a uma interrogaÃ§Ã£o maior sobre as possibilidades de educaÃ§Ã£o moral. E aqui fico no paradoxo que move minha inquietaÃ§Ã£o.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Novamente agradeÃ§o a generossidade dos esclarecimentos feitos pelo professor Henry. abs   &lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41117</link>
  <title>Comentário postado por Marcos Carvalho Lopes</title>
  <dc:date>2008-2-14T14:37:36Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41123">
  <description>Muito obrigado pela generosidade tambÃ©m, e nÃ£o pense que eu fiquei aborrecido, ao contrÃ¡rio, como disse fiquei lisonjeado de fomentar um texto bom como o seu.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Espero que possamos continuar discutindo essa mÃºsica que tanto nos inflama e apaixona.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§o</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/novas-divas-e-complexo-de-epico#c41123</link>
  <title>Comentário postado por Henry Burnett</title>
  <dc:date>2008-2-14T15:22:46Z</dc:date>
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  <title>Buscar:</title>
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