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  <title>.: O Piano Preparado de John Cage :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Overblog :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c10860">
  <description>ParabÃ©ns ValÃ©rio pela matÃ©ria!!!&lt;br /&gt;&#13;&#10;JÃ¡ que o tÃ³pico Ã© piano preparado, vale lembrar que aqui no Brasil temos Arrigo BarnabÃ© que coloca coisas estranhas dentro do piano tambÃ©m...</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c10860</link>
  <title>Comentário postado por Assum Preto</title>
  <dc:date>2007-1-07T15:57:54Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c10862">
  <description>Pois Ã©, Assum.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Depois que Cage deixou o pno prep pra lÃ¡ nos anos 50, a coisa nÃ£o parou e outros caras continuaram usando o recurso. Aqui no Brasil, temos alguns casos. NÃ£o conheÃ§o o trabalho do Arrigo preparando pianos, mas posso citar o LÃ­vio Tragtenberg,  o Sukorsky (nÃ£o lembro como Ã© que se escreve o nome dele), a Vera Terra (RJ) o grupo PianOrquestra (especificamente o trabalho da ClÃ¡udia Castelo Branco que realiza mestrado sobre o tema na UNI-Rio), vÃ¡rias coisas do grupo de compositores da UNICAMP (Dantas Rampin, Grupo de Estudos Sabrina Kawahara) e minhas prÃ³prias coisas (estudei o tema no meu mestrado - 2001-2003 na UNICAMP). Tem uma peÃ§a aqui no Overmundo, &quot;Funerais I&quot;, que Ã© realizada usando um piano preparado e diversos acessÃ³rios (corrente, baquetas, plecto, fios de nylon e um celular em &lt;em&gt;vibra call&lt;/em&gt;). DÃª uma olhada.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c10862</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-1-07T16:09:52Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c10958">
  <description>Ã ValÃ©rio, que texto interessante. Eu jÃ¡ conhecia algumas peÃ§as pra piano preparado do Cage, atÃ© sabia como se fazia, mas descobri agora por que ele o inventou. Muito bom.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c10958</link>
  <title>Comentário postado por Clara BÃ³ia</title>
  <dc:date>2007-1-09T12:00:47Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11003">
  <description>valÃ©rio!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;grande texto sobre o mestre cage... dÃ¡ pra entender o teu fascÃ­nio e tua busca na indeterminaÃ§Ã£o dos fenÃ´menos sonoros, tais como jÃ¡ pude presenciar e participar naquela oportunidade aqui em belÃ©m!... fico feliz de perceber a forÃ§a de tua produÃ§Ã£o, e gostaria de ler mais sobre &lt;strong&gt;o teu prÃ³prio processo &lt;/strong&gt;(senti falta disso neste texto... achava que irias entrar neste mÃ©rito ao final...), sobre como recebeste tais influÃªncias, e como estÃ¡s dirigindo a tua pesquisa - afinal, este Ã© o objetivo do overmundo, nÃ£o?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;e nÃ£o esqueÃ§a de me convidar sempre pra assistir/participar de tuas performances!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;abraÃ§os!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11003</link>
  <title>Comentário postado por Renato Torres</title>
  <dc:date>2007-1-10T14:22:57Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11025">
  <description>Grande Renato.&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o sabia que tu estavas por aqui. Que Ã³timo! DÃ¡ uma olhada na minha pÃ¡gina no Overmundo que tem coisas lÃ¡.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em fevereiro vamos nos falar e tocar em BelÃ©m (jÃ¡ tÃ­nhamos fechado uma performance contigo desde novembro, sÃ³ faltou te dizer eheheh).</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11025</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-1-10T19:38:23Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11041">
  <description>mano, na vera, acabo de entrar... ainda em fase de ambientaÃ§Ã£o, mas em breve estarei disponibilizando algum material. que grande notÃ­cia esta!... espero que, desta vez, nada impeÃ§a!... passarei na tua pÃ¡gina pra ver/ouvir tuas coisas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;abraÃ§Ãµes! </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11041</link>
  <title>Comentário postado por Renato Torres</title>
  <dc:date>2007-1-10T23:11:08Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11071">
  <description>Excelente texto ValÃ©rio! bom, eu ainda estou entrando aqui no Overmundo, mas jÃ¡ gostaria que vocÃª, em seu conhecimento, me esclarecesse uma coisa: John Cage obviamente buscou em seu trabalho o domÃ­nio sobre o ruÃ­do, isso atÃ© mesmo em oposiÃ§Ã£o Ã  organizaÃ§Ã£o melÃ³dica e harmÃ´nica em que estÃ¡vamos impregnados (lÃ³gico que terÃ­amos nossas exceÃ§Ãµes como o prÃ³prio Schoenberg citado). PorÃ©m atÃ© mesmo no dodecafonismo existia uma estrutura a ser seguida, mesmo que seja um meio para a sua finalidade atonal. Minha dÃºvida Ã©: John Cage, em sua tentativa de de lidar com o prÃ³prio ruÃ­do, como por exemplo na cÃ©lebre obra 4&apos;33&apos;&apos;, tinha o controle sobre o prÃ³prio ruÃ­do ou tinha em sua concepÃ§Ã£o a anarquizaÃ§Ã£o do som em sua explosÃ£o? Essa questÃ£o me atormenta ao tentar lidar com esse tema.  </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11071</link>
  <title>Comentário postado por Rico</title>
  <dc:date>2007-1-11T11:44:28Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11081">
  <description>Oi Rico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Essa questÃ£o Ã© a eterna tormenta dos musicÃ³logos ao lidar com Cage. Afinal de contas, onde estÃ¡ o nexo por trÃ¡s desse lance de anarquia em mÃºsica, dessa opÃ§Ã£o pelo ruido. As noÃ§Ãµes de acaso e indeterminaÃ§Ã£o sugeridos pelo prÃ³prio compositor atÃ© muito pouco tempo tem sido as Ãºnicas chaves para entender isso.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;PorÃ©m, conforme ando pesquisando, tais caminhos propostos por Cage nem sempre esclarecem do que se trata seu processo criativo. Parece mais fÃ¡cil dizer que nÃ£o hÃ¡ processo criativo uma vez que o compositor abdicara da idÃ©ia de obra em proveito da noÃ§Ã£o de processo. Esse tipo de assertiva, divulgada pelo prÃ³prio Cage e seguidores faz com que o compositor adquira uma aura de pureza que acaba dificultando uma aproximaÃ§Ã£o mais pragmÃ¡tica da razÃ£o por trÃ¡s de suas escolhas e estratÃ©gias retÃ³ricas (essas um campo chave para se entender Cage: o que ele diz dele mesmo e por que faz isso).&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O caso de 4&apos;33&quot; Ã© emblemÃ¡tico. A sua primeira versÃ£o tinha partitura e o intÃ©rprete deveria segui-la virando as pÃ¡ginas no momento certo (orientado por um cronÃ´metro). Nesse formato a peÃ§a significaria uma soluÃ§Ã£o pragmÃ¡tica, utilizando o acaso como instrumento, para desvincular a &apos;estrutura&apos; racional de uma obra (a partitura com sua divisÃ£o mÃ©trica em compassos) e a &apos;forma&apos; (definida por Cage como a &apos;morfologia da continuidade&apos;: a sequÃªncia sonora, portanto). Assim, poderÃ­amos enxergar a independÃªncia desses dois parÃ¢metros numa peÃ§a que representasse essa confluÃªncia de opostos aliando a rigidez dos compassos e os sons que ocorrem por acaso numa sala de concerto numa situaÃ§Ã£o de concentraÃ§Ã£o prÃ©-execuÃ§Ã£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Desse modo, o sonoro de 4&apos;33&quot; estaria em aberto apesar de obdecer a certas expectativas quanto ao sonoro tÃ­pico de uma situaÃ§Ã£o como essa. Cage chegou a escrever uma pÃ³s-partitura de  escuta de 4&apos;33&quot; (estava exposta no Centro Cultural Tomie Othake ano passado) onde anota tudo o que consegue apreender e David Tudor nos fornece uma &quot;descriÃ§Ã£o&quot; da peÃ§a na sua estrÃ©ia explicando o que aconteceu sonoramente em Woodstock em 1952.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;JÃ¡ o ruido cageano prÃ© anos 50 Ã© diferente na medida em que ainda estava a serviÃ§o de um mÃ©todo de estruturaÃ§Ã£o racional. Era composto seguindo regras pragmÃ¡ticas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu diria que a escuta proposta por Cage a partir de 4&apos;33&quot; promoveu a verdadeira explosÃ£o no que considerÃ¡vamos o objeto da mÃºsica. A partir dalÃ­, a escuta passa a criar. Nesse sentido estamos apenas aparentemente diante de fenÃ´menos sonoros anÃ¡rquicos, pois acabamos re-significando e reconfigurando-os. Cage tentou evitar que isso acontecesse, mas jamais obteve Ãªxito. Seguimos compondo, com nossos clichÃªs musicais, introspectivamente. Sua soluÃ§Ã£o de &quot;desligar a mente&quot; nÃ£o passa de novo recurso retÃ³rico para desviar nossa atenÃ§Ã£o do carÃ¡ter paradoxal de uma escuta desatenta (vazia) e ao mesmo tempo produtiva. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o sei se respondi ou confundi mais ainda, mas qualquer coisa pode me escrever que a gente segue conversando. AtÃ© mais</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11081</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-1-11T13:34:05Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11088">
  <description>Caro ValÃ©rio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;ParabÃ©ns pelo texto e pela aula de Jonh Cage, realmente Ã© fascinante o que ele fazia em busca da indentidade mÃºsical (naquela Ã©poca). Naquele tempo havia um estranhamento absoluto, entretanto poucos observava a sua astucia quanto a mÃºsica. Imagine o que ele faria nos dias atuais com toda estÃ¡ tÃ©cnologia a favor...&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11088</link>
  <title>Comentário postado por Higor Assis</title>
  <dc:date>2007-1-11T15:08:53Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11119">
  <description>Gostei imensamente de seu texto. John Cage Ã© realmente u artista norte-americano controverso, experimentalista. Posso dizer que aprendi a ouvir o silÃªncio ouvindo 4&amp;#8242&amp;#059;33&amp;#8243&amp;#059; (quatro minutos e 33 segundos) que Ã© composta exclusivamente deâ¦ silÃªncio. Lembro ainda de uma controvÃ©rsia do inÃ­cio dos anos 2000, mais precisamente em 2002, quando Mas o pior foi o que aconteceu em 2002 quando uma banda britÃ¢nica chamada The Planets incluiu em um disco uma faixa chamada âum minuto de silÃªncioâ que consistia de um minuto deâ¦ bemâ¦ âsilÃªncioâ. Os advogados que cuidam do legado de John Cage entraram com um processo de violacÃ£o de direitos autorais que acabou sendo resolvido em acordo extra-judicial mediante pagamento de 100000 libras (isso, cem mil libras, uns US$200000) e a inclusÃ£o do nome de Cage como co-autor de âum minuto de silÃªncioâ.  Na audiÃªncia, as obras precisaram ser executadas perante o juri, os advogados de Mike Batt (o rÃ©u) mandaram uma banda de vÃ¡rios mÃºsicos, os de Cage apenas um clarinetista (que permaneceu em silÃªncio durante a audiÃªncia).</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11119</link>
  <title>Comentário postado por Tacilda Aquino</title>
  <dc:date>2007-1-11T20:32:47Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11135">
  <description>Oi Tacilda.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Acompanhei mais ou menos esse caso no internet. Tem muita gente, evocando o lado &quot;justo da mÃºsica&quot; de Cage, que aposta em que ele simplesmente deixaria pra lÃ¡ essa questÃ£o. Penso que realmente deixaria se estivesse vivo... mas que a autoria de 4&apos;33&quot; foi formalmente registrada, isso foi. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quanto Ã  possibilidade de se registrar como sua uma quantidade de tempo dentro da qual tudo pode acontecer (silÃªncio cageano), acho uma verdadeira aberraÃ§Ã£o moderna: Praticamente TUDO o que fazemos em mÃºsica possui esse silÃªncio cageano reivindicado pela Edition Peters como seu. &lt;br /&gt;&#13;&#10;...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;obrigado pela generosidade</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11135</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-1-11T22:57:51Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11141">
  <description>O tema me chamou bastante atenÃ§ao.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Amo piano.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas nunca tive a oportunidade $ de aprender,sabe.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mesmo assim,ainda todo violÃ£o.OqueÂ´gosto muito de fazer.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§os</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11141</link>
  <title>Comentário postado por ich_bien_ein_elmo</title>
  <dc:date>2007-1-12T01:50:11Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11193">
  <description>Muito obrigado ValÃ©rio, eu acho que vocÃª respondeu uma questÃ£o e abriu espaÃ§o para outras. &lt;br /&gt;&#13;&#10;VocÃª sabe me dizer o sentido dessa busca musical no sÃ©culo 20? Esse rompimento com as matrizes tonais e extremamente organizadas parece ser uma constante em diversas obras de grandes mestres desse sÃ©culo. Qual o porquÃª do ruÃ­do, da atonalidade e atÃ© de todo o minimalismo? &lt;br /&gt;&#13;&#10;Sei que Ã© uma pergunta muito filosÃ³fica e ambiciosa, porÃ©m me parece que o rompimento Ã© extremamente grande e foge apenas  de uma evoluÃ§Ã£o, ao mesmo tempo que qualquer esgotamento da estrutura de armaduras me seria muito estranho. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;HÃ¡ algum livro que vocÃª possa indicar que trate dessa teoria um pouco mais filosÃ³fica e sociolÃ³gica?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã Tacilda eu imagino que o SilÃªncio de Cage seja algo maior do que o prÃ³prio silÃªncio, toda sonoridade, ao meu ver, Ã© conseqÃ¼Ãªncia de silÃªncio e pulso. O aguardo em 4&apos;33&apos;&apos;, mais do que a prÃ³pria ausÃªncia, Ã© a presenÃ§a das manifestaÃ§Ãµes de pessoas e mais diversos ruÃ­dos que teve na obra de Cage o &quot;start&quot;, a igniÃ§Ã£o.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11193</link>
  <title>Comentário postado por Rico</title>
  <dc:date>2007-1-12T19:42:38Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11243">
  <description>ParabÃ©ns pela discussÃ£o sobre a obra de Cage que tÃ¡ rolando aqui, ValÃ©rio. SÃ³ hoje pude ler o texto e os comentÃ¡rios - a Telemar frescou horrores pra fazer a transferÃªncia da linha, fiquei incomunicÃ¡vel atravÃ©s dos fios (o que Ã© uma coisa boa tambÃ©m!). E o teu trabalho de Mestrado sobre o piano expandido, nÃ£o pretendes publicÃ¡-lo aqui? Ele Ã© da pesada e seria uma leitura emriquecedora sobre o tema para a galera que tÃ¡ interessada.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11243</link>
  <title>Comentário postado por FÃ¡bio Cavalcante</title>
  <dc:date>2007-1-13T21:59:35Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11245">
  <description>Oi Rico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Muitas perguntas, nÃ£o dÃ¡ para responder profundamente. Mas posso resumir dizendo que o tonalismo atingiu seus limites na virada do sÃ©culo XIX para o XX e foram tomadas diversas providÃªncias, por parte de diversos autores, para resolver o impasse que se instaurou (prencher o vÃ¡cuo do tonalismo).&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Alguns como Schoenberg preferiram continuar vendo como matÃ©ria prima da composiÃ§Ã£o critÃ©rios de construÃ§Ã£o de objetos musicais abstratos (notas, acordes, sÃ©ries e relaÃ§Ãµes intervalares). Fala-se, portanto, de uma &quot;soluÃ§Ã£o de continuidade&quot; schoenberguiana com o serialismo de alturas (dodecafonismo).&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Outros, como Edgard VarÃ¨se e os Futuristas, preferiram resolver o impasse substituindo os velhos objetos por novos objetos. Especificamente VarÃ¨se preconizava uma mÃºsica que usaria todos os sons possÃ­veis como matÃ©ria-prima (opiniÃ£o que foi encaminhada por Cage a partir de meados dos anos 30). Essa emancipaÃ§Ã£o do sonoro Ã© uma das mais importantes caracterÃ­sticas da mÃºsica do sÃ©culo XX.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Muita coisa aconteceu, mas o serialismo europeu do pÃ³s-guerra (de raiz weberniana) foi uma tendÃªncia predominante em termos de poder institucional, influÃªncia estÃ©tica e teÃ³rica. Operou o encaminhamento da mÃºsica em direÃ§Ã£o a uma complexidade cada vez maior sempre levando em conta a necessidade de conservar o carÃ¡ter abstrato da estruturaÃ§Ã£o musical.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um novo ouvir tomou conta das salas de concerto das vanguardas estabelecidas e logo surgiram tendÃªncias que contradiziam a primazia dos serialistas europeus, que deixaram de ser os principais catalizadores. O minimalismo, a mÃºsica de texturas de um Penderecki, de um Ligeti (que teve passado serialista) ou de um Xenakis (idem), ajudaram a enriquecer o debate sobre a organizaÃ§Ã£o do sonoro.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;entretanto...&lt;br /&gt;&#13;&#10;... nÃ£o existe de fato ruptura nenhuma operando no lugar que vocÃª apontou. Ainda estamos ouvindo e produzindo mÃºsica tonal em praticamente todos os espaÃ§os dedicados Ã  atividade musical do mundo. OuÃ§a os sons em sua volta e verÃ¡. Tente ver a variedade de tendÃªncias na mÃºsica do sÃ©culo XX como um momento em que, por uma sÃ©rie de razÃµes, os compositores tiveram a oportunidade de experimentar novas formas de expressÃ£o sonora... e de fato o fizeram. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas talvez as palavras &quot;ruptura&quot;, &quot;revoluÃ§Ã£o&quot;, &quot;morte do tonalismo&quot;, etc, que permanecem frouxas e fÃ¡ceis na boca de alguns mÃºsicos, sejam um tanto exageradas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Leia histÃ³ria da mÃºsica do sÃ©culo XX. Comece pelo Paul Griffits &quot;A MÃºsica Moderna&quot;. PorÃ©m, textos mais pesados (filosÃ³ficos), vou ficar te devendo. Ã claro que caras como Foulcault e Deleuze falam de mÃºsica (esse Ãºltimo o tempo todo), mas ainda hÃ¡ coisas faltando no raciocÃ­nio deles (falta talvez terem sido compositores e vivenciado coisas). Leia Pierre Boulez com mente aberta &quot;A mÃºsica Hoje&quot; (1 e 2) com o cuidado de lembrar (depois de ter lido o Griffits) do que ele representa para o serialismo do pÃ³s-guerra. O resto Ã© internet (fÃ¡cil, fÃ¡cil de achar).</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11245</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-1-13T22:06:40Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11414">
  <description>Fala ValÃ©rio! muito obrigado pela atenÃ§Ã£o e pelas aulas! JÃ¡ encontrei o livro &quot;A MÃºsica Moderna&quot;, vou ler, pode ter certeza!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;sobre a ruptura, que citei na minha indagaÃ§Ã£o, eu a coloquei entre alguns artistas apenas, mas tenho certeza de que a mÃºsica tonal ainda tem muito espaÃ§o (ou serÃ¡ que atÃ© por trÃ¡s de Schoenberg existe um espÃ­rito conciliador das notas? ) &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por fim, me interessa saber qual o objeto dos seus estudos acadÃªmicos, de fato o que vocÃª estuda, ValÃ©rio? Qual o tema do seu mestrado (sem querer invadir sua vida, com licenÃ§a, Ã© sÃ³ curiosidade). &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11414</link>
  <title>Comentário postado por Rico</title>
  <dc:date>2007-1-16T22:41:09Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11455">
  <description>Oi Rico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&quot;tonal ou nÃ£o tonal, eis a questÃ£o&quot; Ã© uma falsa &apos;questÃ£o&apos; na realidade. No mundo real cada um segue o seu caminho e vai tacando notas em partituras seguindo critÃ©rios pessoais, alguns crÃªem estar fazendo esse ou aquele tipo de mÃºsica, usando este ou aquele sistema e  muito pouca gente de fato escreve mÃºsica tonal pelo menos razoavelmente. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O que hÃ¡ Ã© um apego aos sistemas escalares e acÃ³rdicos (referencial mais saliente da tradiÃ§Ã£o musical europÃ©ia), muita intuiÃ§Ã£o (e preconceitos) e uma vontade de encaixar-se nessa aventura estimulante que Ã© a mÃºsica seguindo as orientaÃ§Ãµes que jÃ¡ estÃ£o postas (agindo cautelosamente e reverencialmente como quem entra na corte alheia).&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas vendo as coisas em perspectiva nÃ£o hÃ¡ o que discutir sobre o que as pessoas fazem com os seus respectivos sonoros. O ser-humano soa, sempre soou e sempre soarÃ¡, assim como sempre danÃ§ou, sempre representou, sempre se pintou, sempre sonhou... nunca perdeu a capacidade de encantamento ou a necessidade de expressar-se. Dexemos pois essa questÃ£o &quot;tonal x nÃ£o-tonal&quot; para aqueles que precisam entender o mundo como a eterna batalha entre o &quot;sim&quot; e o &quot;nÃ£o&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meu mestrado foi sobre o Piano Preparado de Cage e meu atual doutorado Ã© sobre o estatuto da indeterminaÃ§Ã£o no processo de criaÃ§Ã£o musical.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;E vocÃª?&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11455</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-1-17T15:35:17Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11553">
  <description>Pessoas, &lt;br /&gt;&#13;&#10;Sou diretor e pesquisador de teatro. Por outros caminhos, Cage interessa muitÃ­ssimo. O estatuto da indeterminaÃ§Ã£o, por exemplo, de que fala ValÃ©rio. A influÃªncia de Cage perpassa a danÃ§a pÃ³s-moderna e a criaÃ§Ã£o cÃªnica experimental. Robert Dunn, coreÃ³grafo que trabalhou com Cage, estabeleceu nos anos 60, no Judson Dance Theater as bases da composiÃ§Ã£o cÃªnica que foi alÃ©m da revoluÃ§Ã£o de Cunningham, introduzindo corpos reais, alÃ©m de operar com os mÃ©todos de acaso etc.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Cage abriu caminhos para a a percepÃ§Ã£o de campo, para aquilo que emerge na percepÃ§Ã£o e, principalmente, na uniÃ£o arte e vida. Ele modificou nÃ£o somente a mÃºsica, mas tambÃ©m a cena.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Luiz Carlos </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11553</link>
  <title>Comentário postado por Luiz Carlos Garrocho</title>
  <dc:date>2007-1-19T00:07:59Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11568">
  <description>OlÃ¡ Luiz.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;ParabÃ©ns pela forma como encaminhou o pensamento cageano em seu blog. Muito mais resolvido que as coisas que tenho ouvido na Ã¡rea de mÃºsica, onde ainda tenho que lidar com a questÃ£o: &quot;Cage: ame-o ou deixe-o&quot;. Os &quot;tradicionais&quot; se degladiando com os &quot;cageanos&quot;: os primeiros reacionÃ¡rios, os segundos idealistas. A Ãºnica coisa que acaba unido os dois grupos no Brasil Ã© a crÃ´nica falta de leitura sobre o assunto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;ParabÃ©ns e vamos manter contato. </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11568</link>
  <title>Comentário postado por ValÃ©rio Fiel da Costa</title>
  <dc:date>2007-1-19T13:18:07Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11705">
  <description>ValÃ©rio,&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SÃ£o oposiÃ§Ãµes binÃ¡rias, do tipo ou isto ou aquilo - nunca a convivÃªncia dos opostos. No entanto, esse Ã© o exercÃ­cio mais interessante. O que nÃ£o quer dizer nÃ£o ter qualquer discernimento. Ou escolha.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Penso que se trata sempre de desejo. Quando me deparo com pessoas criticando o vanguardismo ou o realismo (cÃªnico), digo simplesmente: faÃ§a o seu desejo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nesse aspecto, opto por um relativismo radical. Depende da paisagem que vocÃª quer deflagrar. Funciona? Para quem e para o quÃª?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As liÃ§Ãµes de Cage podem servir para uns e podem nÃ£o servir para outros.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Espero poder trocar figurinhas  com vocÃª sobre as questÃµes ligadas Ã  indeterminaÃ§Ã£o, que Ã© seu domÃ­nio.  Interesso-me de um ponto de vista cÃªnico, de criaÃ§Ã£o corporal. ConheÃ§o pouco de Cage, portanto. Sou um iniciante nÃ£o-mÃºsico. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um abraÃ§o&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Luiz Carlos Garrocho</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c11705</link>
  <title>Comentário postado por Luiz Carlos Garrocho</title>
  <dc:date>2007-1-22T12:20:09Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c12518">
  <description>Pessoal,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Publiquei no meu sÃ­tio a transcriÃ§Ã£o da palestra feita pelo ValÃ©rio em 2002 sobre o piano preparado de John Cage. Ela rolou em BelÃ©m, no NÃºcleo de Artes e contou com a participaÃ§Ã£o do pianista ClÃ¡udio Trindade. Os arquivos sonoros tÃ£o em ra. O ValÃ©rio aqui tambÃ©m dÃ¡ show de bola. O endereÃ§o Ã©: &lt;a href=&quot;http://www.fabiocavalcante.com/texto/arquivos/valerio_fiel_intro_piano_prep/valerio_fiel_intro_piano_preparado.htm&quot;&gt;http://www.fabiocavalcante.com/texto/arquivos/valerio_fiel_intro_piano_prep/valerio_fiel_intro_piano_preparado.htm&lt;/a&gt;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/o-piano-preparado-de-john-cage#c12518</link>
  <title>Comentário postado por FÃ¡bio Cavalcante</title>
  <dc:date>2007-2-02T17:42:15Z</dc:date>
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 <textinput rdf:about="http://www.overmundo.com.br/home/busca.php">
  <name>txtBusca</name>
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  <title>Buscar:</title>
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