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  <title>.: PÃ¡ginas de liÃ§Ãµes :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
  <dc:date>2026-6-21T02:10:23Z</dc:date>
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  <title>.: Overblog :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14031">
  <description>Legal, Fabinca. Muito bom ver uma colaboraÃ§Ã£o sobre TV por aqui, ainda mais sobre novelas. Ãtimo o paralelo entre o didatismo na novela e na escola. De fato essas &quot;aulinhas&quot; nas novelas nÃ£o sÃ£o exclusividade do Manoel Carlos, parece atÃ© ser uma determinaÃ§Ã£o da emissora. No caso desse autor, o que mais me incomoda Ã© ser sempre novela sobre ricos: alguns mais, outros menos. E um punhado de empregados destes, o mais prÃ³ximo do que se poderia chamar de pobre. Acho tÃ£o estranho...&lt;br /&gt;&#13;&#10;A novidade desta novela foi o final com um depoimento real de quem estÃ¡ passando de verdade por algum dos mil problemas que a trama aborda. Acho que atÃ© hÃ¡ avanÃ§o nisso - seguindo uma tendÃªncia de valorizar o real que estÃ¡ por toda parte - mas ao mesmo tempo a coisa parece atÃ© dirigida: a pessoa expÃµe seu drama em tempo recorde e acaba tentando passar algum tipo de mensagem positiva, mesmo que o sofrimento do rosto destoe do que estÃ¡ sendo falado. NÃ£o sei bem o que pensar disso...</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14031</link>
  <title>Comentário postado por Helena AragÃ£o</title>
  <dc:date>2007-2-23T12:18:04Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14046">
  <description>O Milan Kundera (comecei pedante:)) tem uma interpretaÃ§Ã£o para o termo &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Kitsch&quot;&gt;kitsch&lt;/a&gt;. Ele diz que o significado - no extremo - pode sugerir o esvaziamento de tudo o que Ã© &quot;feio&quot; para que sÃ³ se veja o &quot;belo&quot;. Essa postura, segundo Kundera, era tomada inclusive por regimes totalitaristas. Ã exatamente isso, Helena, que eu acho que fazem com esses depoimentos &quot;reais&quot;. Sempre hÃ¡ uma tentantiva para que eles se tornem, de algum maneira, edificantes, belos, &quot;limpos&quot;. Tendo a desconfiar de tudo que se esforÃ§a para ser edificante. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ontem, na novela, teve um lance muito estranho: um personagem comeÃ§ou a mostrar os tristes vÃ­deos que fez na Ãfrica, da misÃ©ria e tudo mais, enquanto a turma se reunia na sua casa tomando um vinhozinho e comendo o que hÃ¡ de melhor. Uma pena, porque jÃ¡ vi, ao menos uma vez, essa novela conseguindo tratar de forma menos unilateral um tema. AtÃ© escrevi sobre isso no &lt;a href=&quot;http://www.overmundo.com.br/overblog/cena-de-novela&quot;&gt;nesse mesmo Overmundo&lt;/a&gt;&quot;&gt;Overmundo&lt;/a&gt;. AbraÃ§os! </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14046</link>
  <title>Comentário postado por Thiago Camelo</title>
  <dc:date>2007-2-23T14:03:13Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14076">
  <description>Se nÃ£o me engano, nÃ£o Ã© a primeira vez que a Globo usa essas cenas - ora dor, ora alegria. JÃ¡ teve o drama do Orestes (aquele que fazia o papel do bÃªbado) e tantos outros. A maioria quase sempre acaba virando &apos;pauta&apos; nos seus telejornais. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A maioria dos casos, ao meu ver, mostra apenas um lado da histÃ³ria, que quase sempre Ã© dramÃ¡tico e longe de uma soluÃ§Ã£o na vida real. Parece que a vida Ã© sÃ³ horror...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o serÃ¡ fÃ¡cil demais mostrar um portador do vÃ­rus HIV relatando sua histÃ³ria, a mostrar o combate e maneiras de prevenir? &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas, eu bem posso estar enganado...</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14076</link>
  <title>Comentário postado por Marcos Paulo</title>
  <dc:date>2007-2-23T19:36:07Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14215">
  <description>Quando fui ao GT de ComunicaÃ§Ã£o e PolÃ­tica da &lt;a href=&quot;http://www.compos.org.br/&quot;&gt;CompÃ³s&lt;/a&gt;, o trabalho que eu, uma mestranda e nossa orientadora deverÃ­amos relatar tratava justamente do conceito de Kitsch na polÃ­tica. Nesse trabalho, do professor LuÃ­s Felipe Miguel (UnB), ficava claro como a noÃ§Ã£o de Kitsch (essa mesma que o Thiago atribuÃ­u ao Kundera) poderia ser interpretada como uma idÃ©ia de &quot;purismo&quot;. A polÃ­tica de Garotinho, o jingle de Eymael (Ey-ey-eymael...), o &quot;meu nome ÃÃneas&quot;, do prÃ³prio eram exemplos Ã³bvios de como a polÃ­tica tambÃ©m pode ter uma estÃ©tica kitsch.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;LÃ¡ me disseram, e eu continuo discordando, que o kitsch Ã© diferente do brega. Mas isso nÃ£o vem bem ao caso.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A questÃ£o aqui Ã© que o Marketing Social da TV Globo, de fato, procura manter um discurso Kitsch. (Thiago, concordei com vocÃª.) Mas o Kitsch das novelas da Globo Ã© um Kitsch conservador. Um Kitsch que se prende Ã  moral e aos bons costumes. Porque, sim, Ã© possÃ­vel ser Kitsch e ser inovador, como o Ã© o prÃ³prio Kundera, ou o brega FalcÃ£o. O Kitsch da Globo Ã© um discurso purista e reacinÃ¡rio. Mas o mais curioso em toda essa estratÃ©gia Ã© a disparidade que venho notando agora com as cenas da novela das 22h, o Big Brother Brasil.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O Big Brother, novela por excelÃªncia, tem recebido uma ediÃ§Ã£o cuidadosamente reforÃ§ada para se tornar a cada dia mais picante. Mais picante para o telespectador. Um triÃ¢ngulo amoroso (como o das novelas, sÃ³ que real e explÃ­cito), pessoas que ficam peladas e fazem sexo de verdade (sem aqueles beijos melosos e romÃ¢nticos da tevÃª), vilÃµes sem carÃ¡ter (de carne e osso), e por aÃ­ vai. Fica para mim que alÃ©m de discutir o Kitsch na novela das Oito, seria legal tambÃ©m discutirmos a catarse na novela das Dez. SerÃ¡ que o Big Brother nÃ£o estÃ¡ se tornando uma vÃ¡lvula de escape para a dramaturgia engessada e restrita pelos padrÃµes do Marketing Social?&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em tempo, em um dos trabalhos de escola, na faculdade, fomos entrevistar os responsÃ¡veis pela CGCOM (Central Globo de ComunicaÃ§Ã£o), e, de fato, o Marketing Social tem se tornado uma exigÃªncia do Departamento de Responsabilidade Social da emissora. Geralmente, o autor escreve sobre um drama e leva ao departamento para lÃ¡ receber o auxÃ­lio dos pesquisadores e do diretor de nÃºcleo para ter a melhor forma de explorar aquele drama na novela. O prÃ³prio conceito de Marketing Social, eles alegam, foi criado pela Rede Globo, e tem, tambÃ©m para eles, o carÃ¡ter de &quot;prestaÃ§Ã£o de contas&quot;. Ã isso.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14215</link>
  <title>Comentário postado por Viktor Chagas</title>
  <dc:date>2007-2-25T15:10:26Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14222">
  <description>AlÃ©m de ter de fazer marketing social, a novela agora tem de prestar contas ao MinistÃ©rio PÃºblico quanto a âdistorÃ§Ãµes da realidadeâ. Conforme notÃ­cia de sexta-feira passada, http://conjur.estadao.com.br/static/text/53102,1, o MinistÃ©rio PÃºblico recomendou ao diretor de âPÃ¡ginas da Vidaâ a exibir antes do fim da novela cenas que mostrem puniÃ§Ã£o Ã s escolas que recusarem a matrÃ­cula de crianÃ§as com deficiÃªncias. Caso a novela nÃ£o coloque as cenas, deverÃ¡ exibir âpor trÃªs dias, junto aos crÃ©ditos finais da novela, um texto esclarecendo que crianÃ§as e adolescentes com deficiÃªncia tambÃ©m tÃªm direito inalienÃ¡vel de acesso Ã s classes e escolas comuns da rede regular de ensino e que Ã© dever dos pais e de seus responsÃ¡veis exigirem o cumprimento desse direito&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A justificativa do MP para tal intervenÃ§Ã£o Ã© a de que&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;ââ o art. 221, da ConstituiÃ§Ã£o brasileira, dispÃµe que a programaÃ§Ã£o das emissoras de rÃ¡dio e televisÃ£o devem atender aos princÃ­pios da preferÃªncia por finalidade educativas, informativas, de respeito aos valores Ã©ticos sociais da pessoa e da famÃ­lia, entre outros, assim, nÃ£o poderia adotar abordagens que induzem a erro o telespectador sobre os direitos de crianÃ§as e adolescentes com deficiÃªncia&amp;#059;â&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;e&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;ââ as emissoras de televisÃ£o sÃ£o concessionÃ¡rias de um serviÃ§o pÃºblico federal, cabendo ao MinistÃ©rio PÃºblico Federal, nos termos dos artigos 5Âº e 39 da Lei complementar 75//93 , âzelar pelo efetivo respeito dos Poderes PÃºblicos da UniÃ£o, dos serviÃ§os de relevÃ¢ncia pÃºblica e dos meios de comunicaÃ§Ã£o social aos princÃ­pios, garantias, condiÃ§Ãµes, direitos, deveres e vedaÃ§Ãµes previstos na ConstituiÃ§Ã£o Federal e na lei, relativos Ã  comunicaÃ§Ã£o socialâ, bem como âexercer a defesa dos direitos constitucionais do cidadÃ£o, sempre que se cuidar de garantir-lhes o respeito pelos concessionÃ¡rios e permissionÃ¡rios de serviÃ§o pÃºblico federalâ. (Conforme estÃ¡ no site http://conjur.estadao.com.br/static/text/53102,1).&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Agora pergunto:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando um vilÃ£o nÃ£o for preso ou nÃ£o morrer, tambÃ©m terÃ¡ de haver um alerta nos crÃ©ditos de que os crimes cometidos por eles estÃ£o sujeitos Ã  puniÃ§Ã£o e que cabe aos cidadÃ£os reivindicarem o direito (ou dever?) da sociedade de que sejam punidos?&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/paginas-de-licoes#c14222</link>
  <title>Comentário postado por Fabinca</title>
  <dc:date>2007-2-25T16:22:00Z</dc:date>
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  <title>Buscar:</title>
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