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  <title>.: PARIKO O SIMBOLO DO PODER E DA BELEZA :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
  <dc:date>2026-6-13T02:00:16Z</dc:date>
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  <title>.: Overblog :.</title>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67145">
  <description>Depois da ocupaÃ§Ã£o de CuiabÃ¡ nos anos de 1800 e irradiando por todo Mato Grosso, os Bororo, um povo indÃ­gena, na defesa do seu territÃ³rio, sucumbiram as armas de fogo das forÃ§as regulares responsÃ¡veis pela proteÃ§Ã£o de seus cidadÃ£os,  que comeÃ§avam a colonizar os vastos sertÃµes do Estado, em busca de ouro, de terras para o plantio e atÃ© mesmo, Ã­ndios para escravizar. Depois de sucessivas batalhas o Governo da ProvÃ­ncia de Mato Grosso assina um tratado de paz com uma das ârepartiÃ§Ãµesâ dos Bororo. Assim, passaram a sobreviver em parcelas reduzidas de seu imenso territÃ³rio. Esses desentendimentos ocorriam veladamente e os Bororo do rio SÃ£o LourenÃ§o, eram vigiados por forÃ§as regulares vinda de CuiabÃ¡. Essa sobrevivÃªncia ficou insustentÃ¡vel e os padres salesianos foram designados para administrar as colÃ´nias militares, mas esse estado de animosidade sÃ³ foi atenuado quando o Marechal Candido Mariano da Silva Rondon (descendente dos Bororo da regiÃ£o de Mimoso, pantanal do rio CuiabÃ¡) colocou os Bororo sob a sua proteÃ§Ã£o. Depois de 1910, com a criaÃ§Ã£o do ServiÃ§o de ProteÃ§Ã£o aos Ãndios (SPI), colocaram os Ã­ndios do Brasil sob sua assistÃªncia, sendo substituÃ­do em 1967 pela FundaÃ§Ã£o Nacional do Ãndio (FUNAI). Os Bororo se caracterizam pelo rico mosaico cultural, principalmente pelos seus adornos plumÃ¡rios e pelas prÃ¡ticas do seu ritual funerÃ¡rio, consistindo na inumaÃ§Ã£o e exumaÃ§Ã£o do corpo do morto, nesse perÃ­odo sÃ£o executadas diversas cerimÃ´nias que podem durar atÃ© 45 dias e sÃ£o vedadas Ã s mulheres, as quais nÃ£o podem ver os ossos brancos dos mortos. Depois desses longos dias, no trÃ­duo final do funeral, os ossos sÃ£o untados com pasta de urucu (Bixa orelana).  O crÃ¢nio Ã© encamado com penas e plumas de arara, e recebe um kiogÃ¡ro (adorno do occipÃ­cio) onde realÃ§am as longas penas caudais da arara vermelha. As pinturas do crÃ¢nio, os mosaicos de plumas e o uso do kiogÃ¡ro identificam a metade e o clÃ£ do morto. Nesses momentos a aldeia susta diversas atividades do cotidiano e todos os esforÃ§os sÃ£o dirigidos para a realizaÃ§Ã£o do funeral. Depois do trÃ­duo final o corpo que estÃ¡ acondicionado no &quot;arÃ³e j&apos;Ã¡ro (um cesto mortuÃ¡rio) serÃ¡ submergido numa lagoa-cemitÃ©rio. ApÃ³s essas cerimÃ´nias, o morto deverÃ¡ ser vingado e um animal predador serÃ¡ abatido e suas plumas e/ou pele ficarÃ¡ sob a guarda da famÃ­lia enlutada. O ritual da vinganÃ§a chama-se &quot;mÃ³ri&quot;. No dia dessa cerimÃ´nia os &quot;kukuri&quot; personagens bizarros, maltrapilhos e fedorentos, quase sempre sÃ£o representados como âhomens brancosâ que com pÃªnis enorme, rosto barbudo e deformado, com carabinas nas mÃ£os, atacam a aldeia tentando roubar as mulheres e crianÃ§as nÃ£o iniciadas. TambÃ©m nesse perÃ­odo, os aÃ­jes âmontros que habitam as Ã¡guas pÃºtridas do pantanalâ sÃ£o representados por zunidores, que em rotaÃ§Ã£o alcanÃ§am decibÃ©is  altÃ­ssimo, apavorando a aldeia, principalmente as mulheres e as crianÃ§as. Depois de alguns dias desses momentos de terror, a aldeia retorna a normalidade, e um dos parentes do morto ou um Ã­ndio escolhido por essa famÃ­lia, terÃ¡ a incumbÃªncia de vingar o morto, onde deverÃ¡ abater um animal predador.  Acreditam os Bororo que essa aÃ§Ã£o retoma o equilÃ­brio entre os homens e o todo natural. Hoje, ciente de que sem os animais predadores a natureza nÃ£o tem mais beleza e significÃ¢ncia. Assim, os Bororo recebem por doaÃ§Ã£o do IBAMA, peles de onÃ§as, jacarÃ©s e de outros animais aprendidos de caÃ§adores (autorizados pela justiÃ§a), e as penas e plumas que as aves naturalmente soltam, sÃ£o guardadas e repassadas para os Ã­ndios pela administraÃ§Ã£o do ZoolÃ³gico da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Assim, essa cooperaÃ§Ã£o possibilita a continuidade da cultura Bororo.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67145</link>
  <title>Comentário postado por MERIREU</title>
  <dc:date>2011-10-20T20:46:42Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67147">
  <description>&lt;strong&gt;O homem branco tambÃ©m vai desaparecer, talvez mais depressa do que as outras raÃ§as. Continua sujando a sua prÃ³pria cama e hÃ¡ de morrer, uma noite, sufocado nos seus prÃ³prios dejetos. Depois de abatido o Ãºltimo bisÃ£o e domados todos os cavalos selvagens, quando as matas misteriosas federem Ã  gente, quando as colinas escarpadas se encherem de fios que falam, onde ficarÃ£o entÃ£o os sertÃµes? TerÃ£o acabado. E as Ã¡guias? TerÃ£o ido embora. RestarÃ¡ dar adeus Ã  andorinha da torre e Ã  caÃ§a&amp;#059; o fim da vida e o comeÃ§o pela luta pela sobrevivÃªncia.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Talvez compreendÃªssemos com que sonha o homem branco se soubÃ©ssemos quais as esperanÃ§as transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais visÃµes do futuro oferecem para que possam ser formados os desejos do dia de amanhÃ£. Mas nÃ³s somos selvagens. Os sonhos do homem branco sÃ£o ocultos para nÃ³s. E por serem ocultos temos que escolher o nosso prÃ³prio caminho. Se consentirmos na venda Ã© para garantir as reservas que nos prometeste. LÃ¡ talvez possamos viver os nossos Ãºltimos dias como desejamos. Depois que o Ãºltimo homem vermelho tiver partido e a sua lembranÃ§a nÃ£o passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuarÃ¡ a viver nestas florestas e praias, porque nÃ³s as amamos como um recÃ©m-nascido ama o bater do coraÃ§Ã£o de sua mÃ£e. Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nÃ³s a amÃ¡vamos. Protege-a como nÃ³s a protegÃ­amos. Nunca esqueÃ§a como era a terra quando dela tomou posse. E com toda a sua forÃ§a, o seu poder, e todo o seu coraÃ§Ã£o, conserva-a para os seus filhos, e ama-a como Deus nos ama a todos. Uma coisa sabemos: o nosso Deus Ã© o mesmo Deus. Esta terra Ã© querida por Ele. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.â&lt;br /&gt;&#13;&#10;(Cacique Seattle, 1855). &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Bom estar aqui! AbraÃ§o fraterno. jbconrado</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67147</link>
  <title>Comentário postado por ayruman</title>
  <dc:date>2011-10-22T08:55:47Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67156">
  <description>OBRIGADO AYRUMAN PELA LEMBRANÃA DESSA CARTA DO ÃNDIO AMERICANO ESCRITA EM 1855. INFELIZMENTE ELA CONTINUA ATUAL. POIS,  NOSSA SOCIEDADE MOVIDA POR INSTINTO ESTÃ COM MUITA PRESSA. CONSCIENTE DO DEGELO NO NORTE E NO SUL DO PLANETA TERRA.  E MUITO PIOR QUE O DEGELO POLAR Ã A NOSSA PRÃPRIA ESPÃCIE. OS ANIMAIS SELVAGENS PRESENTE ISSO, VOCÃ COMO &quot;PESSOA HUMANA DA CHAPADA&quot; VIVE MOMENTOS DESSE ENGRANDECIMENTO NATURAL, DA PAISAGEM ABERTA E CAPTURADA NAS PONTAS DOS PINCÃIS. INFELIZMENTE NÃO TEREMOS TEMPO PARA CONSERVA-LAS PARA NOSSOS FILHOS. POIS O ÃDIO QUE SENTIMOS PELOS SEMELHANTES PODERÃ ACONTECER OUTRA &quot;HIROSHIMA (Ilha Grande) OU NAGASAKI(?) INFELIZMENTE, SÃ A ARTE EM TODAS ESSAS NUANCES POSSIBILITA MOMENTOS DE EXTREMA BELEZA. ENTÃO VAMOS PINTAR, ESCULPIR, ESCREVER E ATÃ SONHAR.  </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67156</link>
  <title>Comentário postado por MERIREU</title>
  <dc:date>2011-10-23T14:18:10Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67220">
  <description>ESTÃ PERTO O FIM DO GRANDE SOFRIMENTO.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;Kadagari um dos mais sÃ¡bios bari Bororo (pajÃ©)  sempre alertava o seu povo: &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;âEstÃ¡ perto o fim do grande sofrimento. &lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o podemos viver sem terra... &lt;br /&gt;&#13;&#10;Sem buriti, sem babaÃ§u e sem cerrado,&lt;br /&gt;&#13;&#10;NÃ£o podemos viver sem peixe&lt;br /&gt;&#13;&#10;E principalmente sem onÃ§a&lt;br /&gt;&#13;&#10;Seria uma vida triste e sem cor&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/revista/pariko-o-simbolo-do-poder-e-da-beleza-1#c67220</link>
  <title>Comentário postado por MERIREU</title>
  <dc:date>2011-11-16T06:58:05Z</dc:date>
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  <title>Buscar:</title>
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