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  <title>.: A MÃSTICA DO AGOSTO :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Banco de Cultura :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>ChÃ´ meu sabiÃ¡&lt;br /&gt;&#13;&#10;ChÃ´ meu sabelÃª&lt;br /&gt;&#13;&#10;Toda madrugada eu sonho com vocÃª&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se vocÃª duvida eu vou sonhar pra vocÃª ver.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2011-1-18T02:49:06Z</dc:date>
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  <description>Entra na procissÃ£o querido reza forte para Nossa Senhora&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã² BenÃ§Ã£o Sagrada!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Beijos</description>
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  <title>Comentário postado por Claudia Almeida</title>
  <dc:date>2011-1-18T11:39:46Z</dc:date>
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  <description>Obrigado pela sintonia Claudinha! Um abraÃ§Ã£o!</description>
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  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2011-1-19T02:46:56Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/a-mistica-do-agosto#c489832">
  <description>Vou colar aqui um comentÃ¡rio do jornalista Alberto Sena Batista, feito no facebook. Muito pertinente ao texto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Alberto Sena Batista &amp;#8206&amp;#059;(Se o amigo permite, segue texto afim.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Por Alberto Sena - 23/5/2010 09:36:21&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Viva o Divino&amp;#059; salve Chico Rei&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Alberto Sena &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Darcy Ribeiro, com toda verve libertÃ¡ria, de homem que nutria profundo amor ao ser humano, costumava dizer: âo meu sonho Ã© ser Imperador do Brasilâ. Quem o ouvia dizer isto achava no mÃ­nimo que Darcy estava sendo incoerente com tudo&amp;#059; toda a sua carreira de professor â ele era tudo, mas gostava de ser chamado de professor - antropÃ³logo, indigenista, escritor, polÃ­tico etc. Dizia isto e sorria, para depois explicar: âmeu sonho Ã© ser Imperador do Brasil nas Festas do Divino, no mÃªs de agosto, em Montes Clarosâ.&lt;br /&gt;&#13;&#10;MÃªs de agosto em Montes Claros era diferente de mÃªs de agosto em qualquer lugar do planeta. O Sol assumia cor avermelhada e dava a impressÃ£o de estar ao alcance da mÃ£o. Ficava como Lua Cheia, enorme bola solta no espaÃ§o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Longe de nÃ³s 150 milhÃµes de anos-luz, Sol com alguma semelhanÃ§a ao de Montes Claros sÃ³ se veem em BrasÃ­lia, porque erigida no Cerrado&amp;#059; ou em Israel, no Oriente MÃ©dio, onde, diferentemente daqui, o Sol alaranjado, as Ã¡guas do Mar MediterrÃ¢neo o engolem nÃ£o por acaso, a cada ocaso.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os raios do Sol de agosto se misturavam com a bruma caracterÃ­stica da estaÃ§Ã£o de seca na regiÃ£o do Norte de Minas, e a bruma se confundia com a fumaÃ§a de queimadas, quando os agropecuaristas assim preparavam o terreno para lavorar e plantar capim.&lt;br /&gt;&#13;&#10;E era entÃ£o este um sinal de que havia chegado o tempo do desfile dos catopÃªs. Enfim, as festas do Divino EspÃ­rito Santo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O espetÃ¡culo de simplicidade dos catopÃªs penetrava a menina dos olhos e ia direto ao fundo do mar onde moram os mais elevados sentimentos humanos, e de lÃ¡ uma voz dizia: chegou o tempo de lembrar a gente caÃ§ada como bicho do mato, a gente aprisionada como fera, a gente trazida Ã  forÃ§a para o Brasil de antanho nos chamados navios negreiros.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Darcy sonhava ser Imperador do Divino. Este escriba, do alto da sua insignificÃ¢ncia, tinha pretensÃµes outras: ser catopÃ©, ostentar a beleza das faixas coloridas da cabeÃ§a aos pÃ©s&amp;#059; os espelhos na testa a espalhar em todas as direÃ§Ãµes os reflexos do Sol escaldante de Montes Claros.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Queria suar como suavam os catopÃªs a bailarem felicidade do momento&amp;#059; a reviverem as lembranÃ§as do passado â e a memÃ³ria dos antepassados â&amp;#059; e a sonharem sonhos de um futuro alvissareiro.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas foi tarde â e antes tarde do que mais tarde â que se foram caindo os vÃ©us e se soube por meio de pesquisas nos alfarrÃ¡bios, o porquÃª de gente simples o ano inteiro viver a expectativa de se sentir na pele de prÃ­ncipes, de reis e de rainhas nas festas do Divino, em agosto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os experts em matÃ©ria de folclore, como Saul Martins, para citar um, contam que os catopÃªs todo ano lembram Chico Rei.&lt;br /&gt;&#13;&#10;E quem foi Chico Rei?&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um prÃ­ncipe negro africano trazido Ã  forÃ§a para o Brasil sÃ³ com a passagem de vinda em navio negreiro.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Aos poucos ele comprou a prÃ³pria liberdade e fundou uma espÃ©cie de cooperativa para alforriar escravos. E assim, em torno dele os escravos alforriados formaram âum reinadoâ. DaÃ­ o costume. Ã preciso lembrar Chico Rei em meio Ã s festas do Divino, em agosto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;A primeira notÃ­cia que se tem das Festas de Agosto Ã© de 23 de maio de 1939, ocasiÃ£o em que sÃ£o homenageados o Divino EspÃ­rito Santo, Nossa Senhora do RosÃ¡rio e SÃ£o Benedito.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em que pese toda a seriedade dos festejos de agosto aqui evocada, nÃ£o custa nada contar um episÃ³dio engraÃ§ado. E na sequÃªncia um acontecimento de final trÃ¡gico, para dar mais substÃ¢ncia ainda ao ambiente folclÃ³rico.&lt;br /&gt;&#13;&#10;A cena se deu em plena Rua Dr. Santos. Os catopÃªs vinham em cantoria. Bailavam. Na porta de uma casa em estilo colonial, pouco abaixo da PraÃ§a Coronel Ribeiro (salvemos a praÃ§a!) de calÃ§Ã£o e nu da cintura para cima, estava um jovem. Ele observava atentamente os catopÃªs e suas fitas coloridas, esvoaÃ§antes.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Sem que ao menos suspeitasse, por trÃ¡s dele veio o irmÃ£o menor. Num gesto rÃ¡pido, de crianÃ§a sapeca, puxou para baixo o calÃ§Ã£o do jovem. Por eternos segundos, ele ficou peladÃ£o diante dos catopÃªs e dos circunstantes. O riso foi geral. Num Ã¡timo, ao se vir pelado, o espantado jovem puxou o calÃ§Ã£o para cima e, chorando de vergonha, correu ao encalÃ§o do irmÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O final fugiu do universo folclÃ³rico e caiu na realidade de alguns anos adiante. A lembranÃ§a escapou por uma fresta do baÃº. O jovem peladÃ£o morrera afogado numa piscina. Na ocasiÃ£o, disseram, âele estava praticando pequenos furtos e a mÃ£e dele fez um pedido a Deus: âprefiro ver o meu filho morto a vÃª-lo preso como ladrÃ£oâ.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/a-mistica-do-agosto#c489832</link>
  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2011-1-19T02:49:12Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/a-mistica-do-agosto#c489833">
  <description>TEXTO COPIADO DO &apos; DIGIFORUM&apos;:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;MensagemEnviada: Qui Ago 23, 2007 8:24 pm &#9;Responder com CitaÃ§Ã£oVoltar ao Topo&lt;br /&gt;&#13;&#10;O ritual congadeiro, expressÃ£o da religiosidade negra que sobreviveu ao processo de imposiÃ§Ã£o cultural, acontece em Minas Gerais durante os festejos de Nossa Senhora do RosÃ¡rio, SÃ£o Benedito e Divino EspÃ­rito Santo, mesclando tradiÃ§Ãµes africanas com elementos de bailados e representaÃ§Ãµes populares luso-espanholas e indÃ­genas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Montes Claros possui atualmente seis grupos de Congado, sendo um de Caboclinhos, dois de Marujos e trÃªs de CatopÃªs que, entre os meses de maio e agosto, desfilam pelas ruas visitando casas e igrejas, devotando sua fÃ© e suas crenÃ§as no poder divino.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os Marujos usam vestimentas com as cores azul e vermelho â o azul representando os cristÃ£os e o vermelho representando os mouros. O capitÃ£o do terno vem Ã  frente, com sua espada, conduzindo o cortejo&amp;#059; os Marujos trazem expressa, em sua arte, a fusÃ£o de vÃ¡rias tradiÃ§Ãµes portuguesas, encenando grandes feitos nÃ¡uticos e a vitÃ³ria do catolicismo sobre os muÃ§ulmanos. Na sua mÃºsica, a alegria e a tristeza sempre estÃ£o lado a lado, dividindo os versos, acompanhados por pandeiros, comuns Ã s guardas de Congado de Montes Claros, e por cavaquinhos, violÃµes e violas de 12 cordas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os Caboclinhos retratam a figura do Ã­ndio brasileiro, associado Ã  Confraria de Nossa Senhora do RosÃ¡rio. Seus trajes simbolizam as vestimentas indÃ­genas, com enfeites de penas acopladas Ã s roupas vermelhas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os CatopÃªs apresentam variaÃ§Ãµes em suas vestimentas, principalmente nas cores, que costumam estar relacionadas Ã quelas predominantes na bandeira do santo de devoÃ§Ã£o do terno. Em Montes Claros, os dois ternos de Nossa Senhora do RosÃ¡rio utilizam camisas e calÃ§as brancas, e o terno de SÃ£o Benedito utiliza, predominantemente, a cor rosa. Os integrantes dos trÃªs ternos usam na cabeÃ§a o que eles chamam âcapaceteâ, adereÃ§o com fitas coloridas e/ou penas â variando de acordo com o terno. Os CatopÃªs usam somente instrumentos de percussÃ£o: caixa, chama, tamborim, pandeiro e chocalho.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Enquanto CatopÃªs, Marujos e Caboclinhos rendem cÃ¢nticos de louvor aos santos de devoÃ§Ã£o, o Festival FolclÃ³rico, que acontece no mesmo perÃ­odo, promove shows musicais, exposiÃ§Ãµes artÃ­sticas, oficinas culturais, palestras e debates, alÃ©m de barraquinhas de comidas, bebidas e de artesanato que atraem curiosos, admiradores e turistas da cidade e de todo o Norte de Minas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Porta-estandarte que segue Ã  frente do grupo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Image&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Image&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os grupos sÃ£o formados por homens de todas as idades, tradiÃ§Ã£o passada de pai para filho.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Image&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mestre JoÃ£o Pimenta dos Santos (Zanza), que completou 74 anos, participante desde os 04 anos de idade. </description>
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  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2011-1-19T04:59:22Z</dc:date>
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  <description>Texto copiado do HistÃ³ria de Montes Claros:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;1768 - Arraial das Formigas.   ExpediÃ§Ã£o Espinosa - Navarro, composta por 12 homens determinados, talvez espanhÃ³is e portugueses, foi a primeira a pisar as vastas terras da RegiÃ£o do Norte de Minas, habitada pelos Ã­ndios Anais e Tapuias. Mas era muito cedo ainda para fundar as cidades do sertÃ£o, longe do litoral. Bandeirantes partiram de SÃ£o Paulo, procurando pedras preciosas, e embrenharam-se pelo sertÃ£o do Norte da Capitania de SÃ£o Paulo e Minas de Ouro. FernÃ£o Dias Pais, Governador das Esmeraldas, organizou a mais cÃ©lebre Bandeira, para conquistar &quot;Esmeraldas&quot;, da &quot;Serra Resplandecente&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           AntÃ´nio GonÃ§alves Figueira, que pertencia Ã  Bandeira de FernÃ£o Dias, acompanhou-a atÃ© Ã s margens do Rio Paraopeba, onde com Matias Cardoso, abandonou o chefe, regressando para SÃ£o Paulo, chegando lÃ¡ dois anos depois.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Seduzidos pela fertilidade do SertÃ£o Mineiro e talvez, na esperanÃ§a de conquistarem riquezas, AntÃ´nio GonÃ§alves Figueira e Matias Cardoso retornaram, tornando-se colonizadores caÃ§ando Ã­ndios, construindo fazendas, cujas sedes se transformaram em cidades.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           Formou trÃªs grandes fazendas: Jaiba, Olhos d&apos;Ãgua e Montes Claros, esta, situada nas cabeceiras do Rio Verde, pela margem esquerda, prÃ³xima a montes formados por Xistos CalcÃ¡rios, com pouca vegetaÃ§Ã£o. Pelo alvarÃ¡ de abril de 1707, AntÃ´nio GonÃ§alves Figueira obteve a sesmaria de uma lÃ©gua de largura por trÃªs comprimentos, que constituiu a Fazenda de Montes Claros. Formigas foi o segundo povoado da Fazenda Montes Claros. GonÃ§alves Figueira para alcanÃ§ar mercado para o gado, construiu estradas para Tranqueiras na Bahia, e para o Rio SÃ£o Francisco. Era grande o seu interesse de expansÃ£o do comÃ©rcio de gados, e com isto, procurou ligar-se ao Rio das Velhas e tambÃ©m Ã  Pitangui e Serro. A regiÃ£o foi se povoando e a Fazenda de Montes Claros transformou-se no maior Centro Comercial de Gado, no Norte de Minas Gerais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           O prÃ³spero Arraial de Formigas, depois Arraial de Nossa Senhora da ConceiÃ§Ã£o e SÃ£o JosÃ© de Formigas, Vila de Montes Claros de Formigas e por fim cidade de Montes Claros. Iniciou-se assim, em local diferente da sede de AntÃ´nio GonÃ§alves Figueira, em torno da Capela erguida por JosÃ© Lopes de Carvalho.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;1831 - Vila de Montes Claros de Formigas&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           Cento e vinte quatro anos apÃ³s obtenÃ§Ã£o da Sesmaria, por AntÃ´nio GonÃ§alves Figueira, dono e construtor da Fazenda de Montes Claros, jÃ¡ estava o Arraial de Nossa Senhora de ConceiÃ§Ã£o e SÃ£o JosÃ© de Formigas, suficientemente desenvolvido para tornar-se independente, desmembrando-se de Serro-Frio. Pelo esforÃ§o dos lÃ­deres polÃ­ticos o Arraial foi elevado a Vila pela Lei de 13 de outubro de 1831, recebendo o nome de &quot;Vila de Montes Claros de Formigas&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           Os vereadores, primeiros lÃ­deres construtores do progresso de Montes Claros, naquele tempo longÃ­nquo: JosÃ© Pinheiro Neves (Presidente), LaurenÃ§o Vieira de Azevedo Coutinho, Luiz de AraÃºjo Abreu, AntÃ´nio Xavier de MendonÃ§a, Francisco Vaz MourÃ£o e Joaquim JosÃ© Marques, que substituiu JosÃ© Fernandes Pereira Correia. A 22 de julho de 1834, toma posse o primeiro JuÃ­z Municipal Dr. JerÃ´nimo MÃ¡ximo de Oliveira e Castro. Apareceram na Vila, os primeiros mÃ©dicos e facultativos: Manoel HipÃ³lito de Palma, com licenÃ§a para exercer a profissÃ£o de CirurgiÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           Outros facultativos apareceram em 1835, e, em 1847, chega Ã  Vila o primeiro mÃ©dico formado: Dr. Carlos Versiani.&lt;br /&gt;&#13;&#10;A Vila de Montes Claros de Formigas desenvolvia-se pelo esforÃ§o dos lÃ­deres, os costumes eram primitivos, em casa faziam-se comida, as quitandas, o sabÃ£o, as rendas de almofada, tecidos no tear, etc. Em 1817 jÃ¡ havia trÃªs sobrados: O do Cel. JoÃ£o Alves MaurÃ­cio, o do SimeÃ£o e o Mirante. Outros foram construÃ­dos, tinham piso de assoalho, maior nÃºmero de janelas e melhor acabamento.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;1857 - A Vila de Montes Claros de Formigas passa a Cidade&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           Em 1857, a Vila Montes Claros de Formigas teria pouco mais de 2.000 habitantes, mas os polÃ­ticos jÃ¡ pleiteavam a elevaÃ§Ã£o Ã  cidade, pois os melhoramentos existentes eram os mesmos de quase todos os municÃ­pios da ProvÃ­ncia.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Assim, pela Lei 802 de 03 julho de 1857, a Vila passou a cidade - Cidade de Montes Claros, sem formigas, que desagradava a todos os formiguenses. A partir dali seriam &quot;montesclarenses&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;           A 12/07/1858 tomaram posse os novos vereadores. Por muito tempo, o aspecto da cidade permaneceu quase o mesmo. O desenvolvimento da cidade continuava lento, pois os meios de transporte permaneciam: Cavalos e liteira para as pessoas, carros de bois e tropas de burros que conduziam mercadorias, num comÃ©rcio mÃºtuo, suadas andanÃ§as pelas estradas estreitas e poeirentas, muitas delas abertas pelos bandeirantes.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10; Topo</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/a-mistica-do-agosto#c489834</link>
  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2011-1-19T05:04:27Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/a-mistica-do-agosto#c489835">
  <description>Transcrito da Revista de Cultura do Catolicismo:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Festas de Agosto em Montes Claros (MG)&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;HÃ¡ mais de um sÃ©culo, nos dias 17 a 21 de agosto sÃ£o realizadas em Montes Claros (MG), festas religiosas em homenagem a Nossa Senhora do RosÃ¡rio, SÃ£o Benedito e ao Divino EspÃ­rito Santo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AlÃ©m das celebraÃ§Ãµes genuinamente religiosas, como missas, bÃªnÃ§Ã£os e levantamento de mastros, realizam-se ainda as &quot;Marujadas&quot;, &quot;Cabocladas&quot; e &quot;CatopÃªs&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;A &quot;Marujada&quot; Ã© a teatralizaÃ§Ã£o de uma epopÃ©ia marÃ­tima, exaltando os feitos dos marinheiros portugueses e os princÃ­pios cristÃ£os da ReligiÃ£o catÃ³lica, com caracterÃ­sticas regionais. A encenaÃ§Ã£o conta com a participaÃ§Ã£o de 18 a 24 &quot;Marujos&quot;, com vestimentas enfeitadas com rendas e cetim, metade em azul e outra em vermelho.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os &quot;Marujos&quot; saem danÃ§ando pelas ruas, entoando canÃ§Ãµes suaves, que agradam a todos. Em formaÃ§Ã£o de colunas, com instrumentos musicais, dirigem-se em cortejo atÃ© a igreja de Nossa Senhora do RosÃ¡rio, a fim de participar das festividades do mÃªs de agosto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As &quot;Cabocladas&quot; ou &quot;Caboclinhos&quot; constituem um divertimento de origem indÃ­gena. Seus figurantes sÃ£o dez a quinze pares de crianÃ§as entre sete e dez anos, vestidas com saiotes vermelhos, enfeitados com plumas. Usam tambÃ©m capacetes de penas e carregam arcos e flechas.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;AlÃ©m desses &quot;Caboclinhos&quot;, o grupo Ã© completado por uma figura infantil, o &quot;Caciquinho&quot;, por seis figuras adultas, dois porta-bandeiras e os mÃºsicos. Os adultos envergam roupas enfeitadas de penas e muitos balangandÃ£s, sem qualquer semelhanÃ§a com trajes indÃ­genas. Todos os componentes desse conjunto assistem Ã  Missa e acompanham silenciosos os festejos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os &quot;CatopÃªs&quot; ou &quot;DanÃ§antes&quot; correspondem aos &quot;Zumbis&quot; ou Ã s &quot;Congadas&quot; de outros lugares, mas com adaptaÃ§Ãµes regionais. Os participantes agrupam-se em &quot;temos&quot;, contendo cada um deles cerca de vinte pessoas, entre adultos e crianÃ§as, todos homens. Com vestimentas simples, os &quot;CatopÃªs&quot; nos dias das festas saem pelas ruas cantando ao ritmo de tambores, e formam um cortejo com o rei, a rainha, membros das famÃ­lias dos festeiros, o povo da cidade e a banda de mÃºsica, que acompanham o sÃ©qÃ¼ito atÃ© a igreja de Nossa Senhora do RosÃ¡rio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;SÃ£o Pio X, fundador e Padroeiro da Diocese de Montes Claros&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em 10 de dezembro de 1910, o Papa SÃ£o Pio X instituiu a Diocese de Montes Claros, nomeando Dom JoÃ£o Antonio Pimenta como seu primeiro Bispo. Canonizado pela Igreja, aquele grande PontÃ­fice foi escolhido como Padroeiro da Diocese, encontrando-se sua imagem no altar-mor da Catedral.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;As Festas de Agosto p.p., em honra do Divino EspÃ­rito Santo, de Nossa Senhora do RosÃ¡rio e de SÃ£o Benedito, foram aproveitadas por senhoras catÃ³licas de Montes Claros - assinantes de Catolicismo - como excelente ocasiÃ£o para prestar uma homenagem inÃ©dita ao padroeiro da Diocese.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Com o cordial consentimento dos organizadores das festividades, um conjunto de crianÃ§as desfilou pela primeira vez, juntamente com os &quot;Reinados&quot;, os &quot;Marujos&quot;, os &quot;Caboclinhos&quot; e os &quot;CatopÃªs&quot;. AlÃ©m do Papa SÃ£o Pio X, tais crianÃ§as representaram a Hierarquia da Igreja CatÃ³lica, bem como as Ordens Religiosas masculinas e femininas. Cardeais, Arcebispos, Bispos, Sacerdotes, Monges, Freiras e atÃ© coroinhas participaram do cortejo com seus trajes tradicionais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Para realÃ§ar a figura do Papa, foi confeccionada uma rÃ©plica da Sedes Gestatoria - espÃ©cie de trono no qual o Papa era conduzido nas grandes solenidades. Os portadores deste eram figurantes envergando os vistosos uniformes da Guarda Nobre PontifÃ­cia, de acordo com a tradiÃ§Ã£o histÃ³rica. O figurante do Sumo PontÃ­fice usava a tiara, que consta de trÃªs coroas sobrepostas, simbolizando o trÃ­plice poder que tem o Papa: o de Bispo, de Sumo PontÃ­fice e de Rei.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meninas vestidas de anjos - costume tradicional nas coroaÃ§Ãµes de Nossa Senhora durante o mÃªs de maio - abriam o cortejo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Esse conjunto de crianÃ§as, que desfilou em honra do Padroeiro SÃ£o Pio X, nas Festas de Agosto, provocou grande impacto e despertou viva simpatia por parte do povo em geral. Calorosos aplausos acolheram o referido grupo, nos trÃªs dias em que se apresentou ao pÃºblico. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/a-mistica-do-agosto#c489835</link>
  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2011-1-19T05:09:00Z</dc:date>
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  <description>MUITA INFORMAÃÃO..GOSTARIA DE DIZER QUE SOU DO ESP.SANTO.ESTOU EM LINHARES.AQUI PERTO NA CIDADE DE ITAUNAS TEMOS A FESTA QUE RELATA A HISTORIA DA LUTA ENTRE MOUROS E CRISTÃOS.DURA QUATRO DIAS ,COM LUTAS PELAS RUAS COM ESPADAS DE VERDADE ABAULADAS NAS PONTAS.AINDA ASSIM MUITAS FERIDAS ACONTECEM..Ã MARAVILHOSA A FESTA QUE DURA UMA SEMANA.AS TROPAS CAMINHAM PELA CIDADE E DE REPENTE SE ENCONTRAM EM QUALQUER ESQUINA E ENTÃO COMEÃAM A BATALHA...VALE A PENA CONFERIR...ABRAÃO!</description>
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  <title>Comentário postado por CHARLES   SCHUAB</title>
  <dc:date>2011-1-22T22:31:54Z</dc:date>
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  <description>Charles! Por aqui tambÃ©m tem a tradoÃ§Ã£o. O tempo demanchpu as cavalhadas e o combate sumylado. A cidade cresceu, se industrializou e ficou sÃ³ as festas de agosto!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/a-mistica-do-agosto#c490009</link>
  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2011-1-23T01:17:55Z</dc:date>
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  <name>txtBusca</name>
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