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  <title>.: Infiel Ã  fidelidade :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Banco de Cultura :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>infiel Ã  fidelidade Ã© fiel Ã  infidelidade.? Cada um com sua fidelidade? &amp;#059;))&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>Comentário postado por CompulsÃ£o DiÃ¡ria</title>
  <dc:date>2008-9-15T23:30:59Z</dc:date>
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  <description>Sim, &lt;strong&gt;CedÃª&lt;/strong&gt;!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Cada um com seu cada qual!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ainda que os versos nÃ£o me traduzam, penso que serei sempre um versejador, serei fiel toda vida a essa imensa dificuldade, enorme dificuldade, grandissÃ­ssima dificuldade, de tentar traduzir, verter dor em palavras, amor em palavras, aromas em palavras, sentimentos em palavras, desamor, em palavras, felicidade e inflecidade, em palavras, paz em palavras, porque palavras sÃ£o por demais infiÃ©is ao que se sente e se queira dizer a outrem o que se sentiu, mesmo porque, palavras, nos dizem hÃ¡ muito prosadores e poetas sÃ£o sÃ³ e tÃ£o somente, apenasmente, palavras.&lt;br /&gt;&#13;&#10;EntÃ£o, &lt;em&gt;et por cause&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;infiel Ã  fidelidade, porque nÃ£o posso ser fiel ao que nÃ£o existe&lt;/strong&gt;, nem estÃ¡ provado que poderÃ¡ existir: uma coisa vir a ser exatamente a outra. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Isso porque, uma coisa Ã© uma coisa e outra coisa, ainda que coisa, Ã© outra coisa. &lt;br /&gt;&#13;&#10;O que resulta em que uma coisa Ã© uma coisa e coisa outra, entÃ£o, portanto, outra coisa Ã©.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;a href=&quot;http://www.filologia.org.br/linguagememrevista/01/08.htm&quot;&gt;&lt;strong&gt;Words, words, words&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;...&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando desloca a frase hamletiana Words, words, words..., Machado a funde em sua escritura de tal forma que ela faÃ§a parte dos comentÃ¡rios dos acontecimentos da semana, nivelando-a a banalidades:&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eu, se tivesse de dar o tÃ­tulo Hamlet em lÃ­ngua puramente carioca, traduziria a cÃ©lebre resposta do prÃ­ncipe da Dinamarca Words, words, words, por esta: Boatos, boatos, boatos. Com efeito, nÃ£o hÃ¡ outra melhor que diga o sentido do grande melancÃ³lico. Palavras, boatos, poeira, nada, coisa nenhuma.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;(23 de abril de 1893)&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;(...) Uma vez que a deixam ficar, podem discuti-la, examinÃ¡-la, revirÃ¡-la, redigir relatÃ³rios sobre relatÃ³rios, oficiar, inquirir, citar&amp;#059; words, words, words, diz ela tambÃ©m para citar alguma coisa. E ainda nÃ£o saindo de Hamlet:.. Se o sol nÃ£o pode fazer nascer bichos em cachorro morto, nÃ£o serÃ£o cÃ£es mortos que lhe faltem. Quanto ao lenÃ§ol de Ã¡gua, vÃª-lo-emos feito um formidÃ¡vel lenÃ§ol de papel. Papers, papers, papers.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;(18 de outubro de 1896)&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Distanciada de seu contexto trÃ¡gico, esta frase, esvaziada devido a seu sentido clicherizado, torna-se dessacralizada na medida em que Ã©, paradoxalmente, pervertida em boato. Ã exibida na superfÃ­cie textual, num jogo parÃ³dico com acontecimentos da semana, e provoca uma nova tragicidade: a do nada, a do esvaziamento do sentido de onde advÃ©m a melancolia do homem moderno em face da consciÃªncia da perda da sua originalidade e da sua singularidade.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;No diÃ¡logo entre PolÃ´nio e Hamlet, no original shakespeareano, PolÃ´nio considerava as idÃ©ias de Hamlet como desconexas, sÃ³ possÃ­veis naquele que perdeu o fio da razÃ£o. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;HÃ¡ em Hamlet a intenÃ§Ã£o de que assim pareÃ§a o seu discurso, mas o subtexto denuncia a mÃ¡scara linguageira de que se cobre o texto primeiro: a anarquia de idÃ©ias Ã© um mecanismo de que se utiliza Hamlet para desvelar um outro sentido, oculto pelo discurso manifesto. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Colocados em cena, os conceitos de loucura e razÃ£o sÃ£o mobilizados de tal forma que se perceba que sandice ou nÃ£o Ã© uma questÃ£o de Ã³tica. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ou, como diz Machado: As cousas tÃªm o valor do aspecto, e o aspecto depende da retina. (31 de maio de 1896)&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O jogo cÃªnico diante de PolÃ´nio denuncia que razÃ£o e verdade sÃ£o meras convenÃ§Ãµes e que o discurso do louco Ã© o discurso do excluÃ­do, daquele que expÃµe o que hÃ¡ de contraditÃ³rio e diverso na uniformidade da ordem racional e cientÃ­fica. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O senso comum impede a manifestaÃ§Ã£o deste discurso, capaz de invalidar os mais caros valores da classe dominante. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Institucionaliza-o como patolÃ³gico e o obriga a calar.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;O nÃ£o dito invade a escritura, fragmentando o enunciado, numa relaÃ§Ã£o dialÃ³gica e paradoxal. Da tensÃ£o surgida entre os dois discursos - o manifesto e o latente - Ã© que se faz o sentido, cuja finalidade Ã© denunciar a relativizaÃ§Ã£o dos valores e dos parÃ¢metros humanos: razÃ£o, lucidez, verdade, loucura, farsa sÃ£o relativos e fazem parte do mesmo espetÃ¡culo encenado pela linguagem.&lt;br /&gt;&#13;&#10;-----&lt;br /&gt;&#13;&#10;Beijos e terno abraÃ§o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259053</link>
  <title>Comentário postado por Adroaldo Bauer</title>
  <dc:date>2008-9-16T00:28:27Z</dc:date>
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  <description>Para quem nÃ£o queira ir atÃ© o linque no word triple azul aÃ­ de cima, fique patente que estou referindo o texto:&lt;br /&gt;&#13;&#10;O DRAMA ERA HAMLET... E A IRONIA, MACHADIANA, de Maria Luiza de Castro da Silva (UNIPLI e UNESA)&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259057</link>
  <title>Comentário postado por Adroaldo Bauer</title>
  <dc:date>2008-9-16T00:33:38Z</dc:date>
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  <description>Entendo, Adro. Valeu a conversa. beijos e votos de sucesso!</description>
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  <title>Comentário postado por CompulsÃ£o DiÃ¡ria</title>
  <dc:date>2008-9-16T10:06:34Z</dc:date>
 </item>
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  <description>&lt;strong&gt;belas linhas hoje eu li.votado.&lt;/strong&gt;</description>
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  <title>Comentário postado por O NOVO POETA.(W.Marques).</title>
  <dc:date>2008-9-16T10:30:35Z</dc:date>
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  <description>Quem nÃ£o quer entÃ£o tal fidelidade?&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quem ousarÃ¡ pedir entÃ£o tal infidelidade?&lt;br /&gt;&#13;&#10;E se nÃ£o a tem, hÃ¡ de sonhar-te infiel! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Gostei pampa!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Claudinha</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259262</link>
  <title>Comentário postado por Claudia Almeida</title>
  <dc:date>2008-9-16T11:37:44Z</dc:date>
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  <description>Mentem os versos todos?&lt;br /&gt;&#13;&#10;Talvez esteja certo e estes &quot;fiquem aquÃ©m&quot; do que poderia ser dito, senÃ£o quando quem o faz Ã© mestre das palavras, assim como vocÃª.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;beijos</description>
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  <title>Comentário postado por Saramar</title>
  <dc:date>2008-9-16T18:20:13Z</dc:date>
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  <description>Deixa ver se eu entendi.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando eu sinto que amo eu pisco, beijo, amasso, me esparramo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Boto a mÃ£o em tudo que lugar, beijo, espalho batom.&lt;br /&gt;&#13;&#10;RoÃ§o tez na tez. Tesos ficamos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Se eu disser apenas que amo, fico devendo pro tamanho do que sinto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã issso?&lt;br /&gt;&#13;&#10;EntÃ£o, se assim, Ã© concordo: o que sinto Ã© maior e o verso, as palavras...&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ah! O verso Ã© pequeno, acanhado, pouco, &lt;br /&gt;&#13;&#10;mas, se estou distante, assanhada, Ã© ele sÃ³&lt;br /&gt;&#13;&#10;que diz que tanto amo.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259577</link>
  <title>Comentário postado por Juliaura</title>
  <dc:date>2008-9-16T18:37:02Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259884">
  <description>Uma coisa Ã© a palavra...outra coisa Ã© o beijo...o cheiro...a textura....ahh...essas coisas nÃ£o mentem...nÃ£o fingem....como a palavra que ,se quiser, se transforma em outras...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nunca se diz do amor por inteiro..sempre fica algo a ser dito... e muitas vezes somente entendemos no  silÃªncio...&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;BelÃ­ssimo,Adro!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;um beijinho azul_perfumado...&lt;br /&gt;&#13;&#10;Blue</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259884</link>
  <title>Comentário postado por Raiblue</title>
  <dc:date>2008-9-16T23:32:39Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259949">
  <description>Adroaldo,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Texto de infinito saber.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Bom de ler.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Beijos,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Regina</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c259949</link>
  <title>Comentário postado por Regina Lyra</title>
  <dc:date>2008-9-17T00:44:46Z</dc:date>
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  <description>Adroaldo&lt;br /&gt;&#13;&#10;Teus versos caminham para a beleza, levando nas asas da dor, o perfume do amor. No amor tudo Ã© possÃ­vel.&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbraÃ§os&lt;br /&gt;&#13;&#10;NoÃ©lio</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c260273</link>
  <title>Comentário postado por Noelio Mello</title>
  <dc:date>2008-9-17T13:01:41Z</dc:date>
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  <description>Como ser fiel ao que nÃ£o existe? Perfeito!&lt;br /&gt;&#13;&#10;Bjssssss</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/infiel-a-fidelidade#c261270</link>
  <title>Comentário postado por crispinga</title>
  <dc:date>2008-9-18T16:44:58Z</dc:date>
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  <description>Muito bom... Gostei...&lt;br /&gt;&#13;&#10;Airton&lt;br /&gt;&#13;&#10;Estrela-RS</description>
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  <title>Comentário postado por Aepan</title>
  <dc:date>2008-9-22T08:11:46Z</dc:date>
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  <title>Buscar:</title>
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