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  <title>.: O ÃLTIMO PESADELO :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Banco de Cultura :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>&lt;strong&gt;      O ÃLTIMO PESADELO   (trecho final)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Mas nÃ£o era um barulho qualquer que aquele misto de chinÃªs com kaiapÃ³ ouvia... nÃ£o, a coisa era compassada, tinha ritmo, parecia a &quot;ManÃ©-ChÃªra&quot; semelhante ao som que Ãªle ouvira naquela caixinha do Diabo, na casa do seu confinante, quando umas crioulas de bunda de fora e rebolado indecente sapateavam feito crianÃ§a com formiga-fogo no pÃ©.&lt;br /&gt;&#13;&#10;AguÃ§ou os ouvidos, afinou a vista o quanto pÃ´de e nÃ£o quiz acreditar no que via: sapos e grilos aos montes, pÃ¡ssaros Ã s toneladas, bÃ­pedes e quadrÃºpedes sem conta vinham evoluindo mata afora, numa compacta e perfeita formaÃ§Ã£o, qual magistral Escola de Samba.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os sapos eram cuÃ­cas, os grilos imitavam reco-recos e tamborins e a passarada cuidava de quase todo o resto, com os cabritos, bois, cavalos e atÃ© veados fazendo a marcaÃ§Ã£o, do tarol ao surdÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os galinÃ¡ceos todos, do galo ao peru, entraram tambÃ©m na danÃ§a, sob a direÃ§Ã£o dos papagaios, os maiores imitadores sonoros que a Natureza criou.&lt;br /&gt;&#13;&#10;E passaram pelo nariz do incrÃ©dulo &quot;ManÃ©-ChÃªra&quot;, boquiaberto de espanto, dando todos sonoras gargalhadas, numa zoada mais parecendo o crepitar do fogo em madeira sÃªca. Logo atrÃ¡s, confundindo-se com o som da bicharada, um inacreditÃ¡vel exÃ©rcito de cupins gigantes zunia em direÃ§Ã£o a Ãªle (e a sua casa) com olhares famintos.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Uma nuvem negra de asas ruidosas cobriu-lhe a visÃ£o, sentiu o corpo ferver de calor pelas picadas mas estava pesado demais para levantar-se. Viu de relance sua bela casinha esboroar-se no chÃ£o, esfarelada pelos insetos e um sinal de alerta vibrou em seu cÃ©rebro, pois seus filhinhos e a cara-metade estavam sob os escombros dela.&lt;br /&gt;&#13;&#10;******************************************************************************************&lt;br /&gt;&#13;&#10;Acordou sobressaltado e o suor congelou-se no rosto crispado com o que viu. Sua casa e tudo o que nela continha ardia jÃ¡ quase sÃ³ nas cinzas, os esteios negros de fumo apontando os cÃ©us, o estalar das labaredas nos restos de palha sÃªca do que fÃ´ra o teto.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O cheiro de carne queimada fÃª-lo adivinhar a derradeira desgraÃ§a, &lt;strong&gt;o Ãºltimo pesadelo&lt;/strong&gt;... e &quot;ManÃ©-ChÃªra&quot; desmaiou ante o impacto daquela estÃºpida realidade, diante da extensÃ£o do seu infortÃºnio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Dizem que acordou louco, ouvindo a floresta inteira gargalhar pelo resto de seus dias. SÃ³ que Ãªle sabia bem de quem eram aquelas risadas !&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;(&lt;strong&gt;Publicado na coluna &quot;EspaÃ§o Aberto&quot; do jornal DIÃRIO DO PARÃ, de BelÃ©m, em 14 de maio de 1988, graÃ§as ao incentivo do jornalista e ator Cleodon Gondim, a quem agradeÃ§o demais o apoio recebido.)&lt;/strong&gt;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81327</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-25T16:50:47Z</dc:date>
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  <description>           &lt;strong&gt; EXPLICAÃÃES NECESSÃRIAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;1. Os problemas de terra no ParÃ¡ (fundiÃ¡rios, no jargÃ£o tÃ©cnico) sÃ£o insolÃºveis e nem um sÃ©culo a mais resolverÃ£o. HÃ¡ terras com 5, 6 ou dez donos, todos parentes entre si e, se algum vende seu &quot;pedaÃ§o&quot; (gleba) os demais podem &quot;melar&quot; toda a transaÃ§Ã£o, ou transformar a vida do novo proprietÃ¡rio num permanente inferno.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;2. para o caboclo parauara, todo comprador Ã© RICO, &quot;barÃ£o&quot; segundo Ãªles, que sequer imaginam que o sujeito pode ter vendido tudo na cidade para aventurar-se no interior. Vai daÃ­, mesmo tendo muito mais que o novo sitiante, insistem em serem ajudados (?!) de todas as formas pelo novo proprietÃ¡rio que, sem poder negar para nÃ£o fazer desafetos, tem pequenos prejuizos iniciais com um enorme contingente de &quot;pedintes&quot; oferecendo amizade e esperando alguma &quot;benesse&quot; em troca dela.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;3. erramos desde o inÃ­cio em nossa aventura fazendÃ­cia, pois meu pai ofereceu UM MILHÃO DE CRUZEIROS da Ã©poca para os dois confinantes nos permitissem CERCAR nosso lote. SÃ³ dois anos depois saberÃ­amos porque quase todos se opuseram: Ã© que tiravam madeira de nossa gleba, um dos confinantes tinha atÃ© um roÃ§ado de maniwa (&quot;mandioca braba&quot;, que sÃ³ serve para farinha, Ã© imprÃ³pria para consumo) e pÃ©s de cafÃ© nos fundos de nossa Ã¡rea.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81332</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-25T17:02:24Z</dc:date>
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  <description>4. nossa situaÃ§Ã£o pessoal era extremamente incÃ´moda... irmÃ£os pobres de um rico diretor de empresa. Passamos por doidos quando comeÃ§amos a fazer carvÃ£o para sobreviver no sÃ­tio, enquanto minha mÃ£e plantava abÃ³bora/cana/mandioca (macaxeira aqui, AIPIM no sul) e criava galinhas que nunca chegamos a comer pois uma raposa gorda as &quot;jantava&quot; de noite e outras &quot;raposas&quot; magras as levavam de dia.&lt;br /&gt;&#13;&#10;ROUBO em boa parte do ParÃ¡ Ã©... ESPERTEZA, nÃ£o se vÃª como uma coisa negativa, principalmente quando se dÃ¡ entre amigos ou conhecidos. Isso Ã© uma das vÃ¡rias &quot;tradiÃ§Ãµes&quot; locais que o sulista, o &quot;carioca&quot; (assim chamado ainda que seja de SP ou Bahia), a detestada &quot;gente de fora&quot; nÃ£o se acostuma a aceitar e um dos maiores entraves para um bom relecionamento com a populaÃ§Ã£o local, o parauara ou... paraense.&lt;br /&gt;&#13;&#10;PARAENSE Ã© uma denominaÃ§Ã£o imprÃ³pria para a maioria, pois pesquisa feita no oeste do ParÃ¡ identificou apenas ONZE POR CENTO como nascidos efetivamente no Estado. Estranhamente, a maior parte da populaÃ§Ã£o mantÃ©m um &quot;sotaque nordestino&quot; que soa muito estranho para um povo tÃ£o ciente de seu...&lt;strong&gt; paraensismo&lt;/strong&gt;!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81336</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-25T17:13:47Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81340">
  <description>5. esses comentÃ¡rios iniciais vÃ£o soar como PRECONCEITO pelo leitor desavisado que me lÃª... estou hÃ¡ exatos 24 anos e meio aqui e nÃ£o me permito julgamentos levianos ou precipitados. Volto ao assunto adiante... acabou meu dinheiro hoje!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81340</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-25T17:16:51Z</dc:date>
 </item>
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  <description>  FATOS MARCANTES&lt;br /&gt;&#13;&#10;6. Nossa ida para o sÃ­tio foi um festival de equÃ­vocos, porque nenhum de nÃ³s tinha inclinaÃ§Ã£o ou vocaÃ§Ã£o para agricultor. Um esbanjamento inacreditÃ¡vel de dinheiro, uma ostentaÃ§Ã£o desnecessÃ¡ria de riqueza nos afastou ainda mais dos ribeirinhos. (Chegou-sea contratar 6 braÃ§ais das redondezas... para nada!) Expostos ao sereno se via 500 rolos de arame farpado, mais de 200 tÃ¡buas macheadas -- que os cupins devorariam pouco a pouco -- uns 50 esteios enormes, madeirame diverso e atÃ© um colossal transformador de luz, num lugarejo sem energia elÃ©trica e com meia dÃºzia de casebres.&lt;br /&gt;&#13;&#10;(Leia-se tambÃ©m... www.overmundo.com.br/banco/o-rabo-do-tatu&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;7. O casarÃ£o para 3 pessoas tinha cozinha cimentada e pia de aÃ§o inox, banheiro com vaso sanitÃ¡rio e mais 3 quartos, alÃ©m do varandÃ£o... &quot;mansÃ£o&quot; de 134 telhas de amianto de 2,44m, com 2 caixas d&apos;Ã¡gua de mil litros (nunca se fez o poÃ§o artesiano) perdidas num matagal (vide DOWNLOAD) onde foram mortas 32 cobras venenosas em apenas 8 semanas.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;8. Cheguei a BelÃ©m na madrugada de 9/dez. 1983 e fui quebrar azulejos na cozinha do irmÃ£o rico. Em 20/dez. ele me &quot;transferiu&quot; para o vilarejo, onde permaneci quase 2 meses debaixo de uma barraca de lona, comendo enlatados e &quot;passeando&quot; no matagal por entre cobras, escorpiÃµes e formigueiros. Foi um Natal &amp; Ano Novo... inesquecÃ­veis !&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;9. Nosso confinante da direita era um sujeito temido no lugar, espÃ©cie de &quot;capataz&quot; que tinha sempre a Ãºltima palavra. Poz para correr, jÃ¡ no segundo dia, um famoso topÃ³grafo de BelÃ©m (PARAGUAÃU Ãlleres) que meu irmÃ£o contratara a pÃªso de ouro. O &quot;kaiapÃ³&quot; temia que descobrÃ­ssemos que ele plantara &quot;maniwa&quot; no nosso lote, na altura do km 2 da mata. (Parte do roÃ§ado foi derrubado por nÃ³s para fazer a &quot;picada&quot;.) Adiante, ele encheria nosso pico (nos fundos do casarÃ£o) com pÃ©s de cafÃ© novo cortados (os &quot;filhotes&quot;), que ele denunciava terem sido destruÃ­dos... por nÃ³s. Era o trÃ´co do sujeito!&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;10. O &quot;caso&quot; acabou na JustiÃ§a vigiense e eu contactei o irmÃ£o de um amigo, (este, vice-prefeito da cidade) que era vereador e poeta, alÃ©m de advogar. No dia do julgamento o encontrei &quot;aos beijos e abraÃ§os&quot; com o meu querelante... o sujeito casara com a filha do confinante e eu desisti ali mesmo dos &quot;serviÃ§os&quot; do causÃ­dico, tendo a JuÃ­za dado ganho de causa pro parauara, segundo me contaram depois.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81775</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-26T21:01:46Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81790">
  <description>11. NinguÃ©m se opoz Ã s nossas mediÃ§Ãµes mas, para realizÃ¡-las, invadimos lotes e quintais, afrontando famÃ­lias que sempre nos trataram bem. Assim, decidimos nÃ£o mais usar o pÃ´rto do vilarejo e nem pedir seus &quot;cascos&quot; ou montarias (canoas). Tivemos entÃ£o que andar 3 a 4 km dentro das matas, carregando sacos de frutas ou carvÃ£o, para ir pedir &quot;carona&quot; em outras canoas numa junÃ§Ã£o do rio jÃ¡ perto da cidade de Vigia de NazarÃ©. Era um imenso sacrifÃ­cio !&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;12. Precisando de transporte, trocamos 25 tÃ¡buas macheadas novas pela feitura de um barco... com mais tÃ¡buas dadas por nÃ³s. O sujeito levou ANO E MEIO fazendo o barco e... &lt;strong&gt;nada!&lt;/strong&gt; Pegamos na marra o &quot;troÃ§o&quot;, terminamos &quot;na porrada&quot; e, quando a geringonÃ§a foi prÃ¡ Ã¡gua, pesava uma tonelada.&lt;br /&gt;&#13;&#10;A madeira sem tratamento (impermeabilizaÃ§Ã£o) algum encharcou de tal jeito que sÃ³ dava para nÃ³s dois sentar no barco  e mais meio saco de laranja, isso com a Ã¡gua a 1 cm da borda. Voltamos a andar a pÃ©, aprendemos a fazer carvÃ£o, com nova renda e continuamos fazendo &quot;picadas&quot; durante a semana e realizando torneios de futebol de campo (infantil/juvenil) nos sÃ¡bados/domingos na Vigia.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;13. Foram 19 torneios em quase 2 anos e mais um de futebol de salÃ£o (numa Escola pÃºblica), jÃ¡ prÃ³ximo da mudanÃ§a para BelÃ©m. O prefeito da cidade, dr. NONATO VASCONCELOS -- a quem devo muito, juntamente com sua espÃ´sa na Ã©poca, sra. Marlene Vasconcelos -- me &quot;adotou&quot;, me registrando como &quot;funcionÃ¡rio&quot; da SEDUC em troca de eu continuar com os torneios. O sacrifÃ­cio era grande, &lt;strong&gt;por causa das marÃ©s &lt;/strong&gt; saÃ­amos Ã s 9 horas de casa para um evento Ã s 14 hs, voltando Ã s 19, 20 horas, o dia todo sustentados apenas por &quot;chopps&quot;, o delicioso sorvete caseiro do ParÃ¡, chamado de &quot;sacolÃ©&quot; no sul do Brasil.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81790</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-26T21:21:31Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81804">
  <description>14. Por que destruÃ­mos a casa da mulher que morava em nosso terreno? Porque o pai dela (sr. Fausto) morava sozinho numa gleba da Ã¡rea e a mÃ£e em outra e fÃ´ra com um irmÃ£o dela que acertamos a &quot;fazeÃ§Ã£o&quot; do ridÃ­culo barco. Na lua cheia ela usava os filhos pequenos para recolher de madrugada todas as frutas do imenso pomar -- levamos meses para descobrir isso! -- e botava em nosso quintal barqueiros de outros &quot;ramais&quot; que estragavam frutas Ã s centenas e sujavam tudo. (VÃª-se parte da mangueira Ã  direitada foto acima, uma Ã¡rvore colossal, alÃ©m de um taperebÃ¡ imenso.)&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;15. Pessoalmente, eu a detestei desde o inÃ­cio... fazia do barracÃ£o um lupanar, na frente das 3 crianÃ§as. Ainda nos primeiros dias, meu pai deixara aos seus cuidados 3 caixas de pregos diversos, 60 kg de ferragens. SUMIU TUDO! Questionada, respondeu tranquilamente:&lt;br /&gt;&#13;&#10;-- &lt;strong&gt;&quot;Olha, seu JoÃ£o... se comeram, nÃ£o fui eu que enguli&lt;/strong&gt;&quot; !&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quando decidimos cercar na marra ao menos a Ã¡rea ao redor de nosso casarÃ£o, ela se opoz. Teria que passar com a &quot;homarada&quot; bem defronte de nossa varanda. Cercamos assim mesmo e 2 moirÃµes prÃ³ximos da casa dela amanheceram no chÃ£o. Fomos Ã  casa do pai e, depois, na da mÃ£e -- que nossa famÃ­lia ajudara, e muito! -- e avisamos que Ã­amos tocar fogo na choupana. AÃ­, ela decidiu sair!&lt;br /&gt;&#13;&#10;O fogo foi uma coisa de estarrecer: o ar vibrava, o chÃ£o tremia a quase cem metros, um barulho ensurdecedor, um estralejar de fim-de-mundo... nenhuma descriÃ§Ã£o Ã© suficiente !&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;16. A partir dai, a guerra se tornou aberta, praticamente todos se afastaram de nÃ³s (e nÃ³s deles!) e vivÃ­amos mais tempo na cidade do que no sÃ­tio, deixando minha mÃ£e (na Ã©poca com 73 anos) sozinha.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Um belo dia, com 2 facÃµes enormes -- os terrÃ­veis &quot;terÃ§ados&quot; -- sobre a cabeÃ§a decidimos largar tudo e desistir. Transportamos parte de nossas coisas do casarÃ£o para a casa de um vizinho amigo, o resto foi levado numa kombi que a ViaÃ§Ã£o Estrela do Mar nos cedeu... &lt;strong&gt;e assim findou nossa &quot;aventura&quot; amazÃ´nica !&lt;/strong&gt;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81804</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-26T21:48:12Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81809">
  <description>           &lt;strong&gt; COM QUEM FICOU O SÃTIO ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;17. O mesmo amigo (da onÃ§a) que nos alugou uma casa no bairro Cidade Nova -- na Ã©poca pertencendo a BelÃ©m e, a partir de 1995/96, ligado Ã  Ananindeua -- se propoz cuidar do sÃ­tio.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tempos depois Ãªle entraria na (mesma) JustiÃ§a  exigindo a posse da gleba como ressarcimento de benfeitorias (um muro na frente do casarÃ£o) e por nada receber para cuidar do sÃ­tio. Seguramente perto de TREZENTOS MIL REAIS foram &quot;investidos&quot; nessa funesta aventura realmente amazÃ´nica.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;PARA MAIS INFORMAÃÃES sugiro consultar o &quot;conto&quot; jÃ¡ publicado&lt;br /&gt;&#13;&#10;em... www.overmundo.com.br/banco/o-rabo-do-tatu   e  tambÃ©m o futuro texto &quot;O OLHAR PENETRANTE DA NOITE&quot;, alÃ©m de &quot;PAISAGEM AMAZÃNICA&quot;...em breve neste cibernÃ©tico canal.  AGUARDEM !</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81809</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2007-10-26T21:58:02Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81917">
  <description>Nato,  tu Ã©s grande...depois desta leitura, nada posso enfeitar aqui, ou dizer, apenas deixo a minha passagem...saio renovada. AbÃ§s.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c81917</link>
  <title>Comentário postado por Cintia Thome</title>
  <dc:date>2007-10-27T06:26:24Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c82113">
  <description>Ele esqueceu de dizer que o &quot;Amigo da OnÃ§a&quot; ficou com nosso sÃ­tio,&lt;br /&gt;&#13;&#10;sem pagar nada, e pela quantidade de arvores frutiferas, mangas pequias cocos taperebas cupuaÃ§us, nÃ£o precisariamos pagar mesmo!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c82113</link>
  <title>Comentário postado por AZnÂº 666</title>
  <dc:date>2007-10-27T19:26:46Z</dc:date>
 </item>
 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c82130">
  <description>Nato,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Tua saga Ã© digna de ser filmada numa grande produÃ§Ã£o hollyodiana.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Quantas contrariedades. Depois da leitura, fico fortalecido&lt;br /&gt;&#13;&#10;para enfrentar a Vida...&lt;br /&gt;&#13;&#10;O importante Ã© que Tu e Teu IrmÃ£o estÃ£o vivos. O resto...&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ã buscar/dar o perdÃ£o.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Meus sincero respeito,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Grande Nato.&lt;br /&gt;&#13;&#10;AbÃ§s. Benny Franklin </description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c82130</link>
  <title>Comentário postado por Benny Franklin</title>
  <dc:date>2007-10-27T19:57:25Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c82394">
  <description>Nato,&lt;br /&gt;&#13;&#10;Junto-me as fileiras com os amigos Cintia e Benny. Uma epopÃ©ia verÃ­dica como a tua merece partir para a pelÃ­cula com brevidade. E tu ainda pÃµe foto, mostra reportagem de jornal e apresenta dez testemunhas de cada causo! Pelo que temos conseguido ler do nobre amigo, esse filme jÃ¡ estÃ¡ sendo projetado em nossas cabeÃ§as, teimando em nÃ£o sair de cartaz. ParabÃ©ns pelas aventuras reais que te fizeram grande. Um abs.</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/o-ultimo-pesadelo#c82394</link>
  <title>Comentário postado por Marcelo Bretton</title>
  <dc:date>2007-10-28T16:06:32Z</dc:date>
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 <textinput rdf:about="http://www.overmundo.com.br/home/busca.php">
  <name>txtBusca</name>
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  <title>Buscar:</title>
  <description>Busque notícias no Overmundo</description>
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