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  <title>.: OS &quot;MICOS&quot; QUE VIVI - parte 2 :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
  <dc:date>2026-6-13T06:57:02Z</dc:date>
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  <title>.: Banco de Cultura :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>&lt;strong&gt; (continuaÃ§Ã£o de OS &quot;MICOS&quot; QUE VIVI - parte 2)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Inaugurei a &quot;exposiÃ§Ã£o&quot; de jornais, permitindo a leitura das notÃ­cias mais interessantes por quem nÃ£o tinha dinheiro para comprÃ¡-los e deixava exemplares nos bares dos pontos finais de Ã´nibus, idÃ©ia que os Jornais adotariam dez anos mais tarde. A venda cresceu e no 3Âº domingo jÃ¡ estava vendendo perto de 30 jornais, embora acumulasse uns 150 de &quot;sobra&quot;. No quarto domingo, outra surpresa: o Jornal &quot;patrocinou&quot; um jovem de outro bairro, que apareceu na Feira com 50 jornais, logo cedo. Protestei... que ficasse bem longe de mim, na outra entrada da Feira do IV. &lt;br /&gt;&#13;&#10;No domingo seguinte o jovem trouxe um amigo com mais 50 jornais, que se postou ao meu lado. Foi o fim de um sonho e, na segunda-feira, procurei o Depto Comercial do DiÃ¡rio do ParÃ¡ para encerrar meu contrato, levando um walkman usado como &quot;pagamento&quot; dos quase 200 jornais que se acumulavam em casa. &lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Atendeu-me o jovem JosÃ© Priante Jr que, com o apoio do nome maior da &quot;polÃ­tica&quot; local, se transformaria em deputado e atÃ© em candidato a governador. Nessa Ã©poca, ao lado da minha casa na rua WE 61 - Cidade Nova IV, havia o Mercado PIONEIRO, onde o gerente Manoel pagava as garrafas de cerveja que eu lhe vendia. Da noite pro dia o sujeito virou vereador, depois deputado, adiante prefeito de nossa cidade e, agora, Ã© vice-prefeito da capital, BelÃ©m do ParÃ¡.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Os Jornais de BelÃ©m nÃ£o vendem sua produÃ§Ã£o para o jornaleiro &quot;pÃ© no chÃ£o&quot;, repassam-na quase toda para intermediÃ¡rios denominados de &quot;baderneiros&quot;. Estes tÃªm o imenso trabalho (?!) -- que leva uns 3 minutos -- de tirar os jornais (separados em blocos de 50 exempalres) da impressora e entregÃ¡-los contados aos supostos jornaleiros.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Antes fosse tÃ£o simples: em geral esses sujeitos sÃ£o &quot;marreteiros&quot;, atravessadores que vÃ£o repassar o material para o verdadeiro jornaleiro, que fica esperando nos bairros distantes desde a madrugada pela chegada do produto. (Essa era a realidade nos anos 80/90, em BelÃ©m... e desconfio que mudou muito pouco!)  Um dos Jornais trazia diretamente para uma ONG do nosso bairro jornais (de graÃ§a?!) para revenda por garotos que a tal ONG nem tinha. Isso nos domingos, quando nosso lucro era maior e quando a gente conseguia equilibrar os prejuÃ­zos dos demais dias.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;Decidimos quebrar essa corrente maligna.. fiz queixa ao MinistÃ©rio PÃºblico declarando que &quot;o Jornal discriminava os verdadeiros jornaleiros, impedindo-os de comprar seu produto&quot;. SaÃ­ de lÃ¡ com uma Ordem Judicial que me permitia comprar 75 jornais, pela metade do preÃ§o de capa. &lt;br /&gt;&#13;&#10;A Diretoria jÃ¡ me esperava... prepararam uma Fatura com meu nome, para ser apresentada &quot;na boca&quot; das impressoras. Na outra semana, o processo se repetiu. Na 3Âª semana fui informado que nÃ£o mais precisaria de fatura. Poderia pagar e pegar os jornais da mesma forma que os baderneiros. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Chegando lÃ¡, a surpresa: ou pagava tudo com apenas 20% de desconto ou nÃ£o recebia os 75 exemplares. Por trÃ¡s da ordem um tal &quot;Repolho&quot;, que eu denunciara Ã  diretora como um dos funcionÃ¡rios que mais desviava jornais, jogando vÃ¡rios maÃ§os janela abaixo, para jovens Ã  seu serviÃ§o.&lt;br /&gt;&#13;&#10; &lt;br /&gt;&#13;&#10;SaÃ­mos de lÃ¡ com apenas  25 jornais, os baderneiros todos se recusaram a nos ceder os 50 que faltavam e, num amplo conluio, nunca mais nos venderam jornais, nem a dinheiro. Ficamos nas mÃ£os dos marreteiros do bairro, preguiÃ§osos, irresponsÃ¡veis, cujas contas nunca batiam, que nada anotavam do que a gente pagava, que por vezes nem sequer Ã­am buscar o jornal no centro... um horror! Dos 125 fregueses certos, aos domingos, findamos com menos de 30... &quot;comprando exemplares com o  Pedro, (ou Afonso, ou Pacuxi, etc) que recebia do Favacho, que pegava com o Milton, que os adquiria do Jornal, com nossa comissÃ£o caindo para 15% ou menos. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Como gratidÃ£o nunca Ã© demais, os 2 Jornais nos cederam de graÃ§a em fins de 1989 folhas de amianto (usadas nas impressoras) para cobrirmos nosso barraco, quando um hipershopping comprou a casa (alugada) onde vivÃ­amos e a demoliu, junto com mais de 30 outras, enquanto a inepta estatal responsÃ¡vel pela construÃ§Ã£o delas -- com dinheiro pÃºblico e para gente de baixa renda -- &quot;se fingia de morta&quot;. O ParÃ¡ nos tem sido uma permanente liÃ§Ã£o... mas a gente nÃ£o aprende nunca, pois cada dia nos reserva uma nova &quot;surpresa&quot;.&lt;br /&gt;&#13;&#10;                   &lt;strong&gt;  &quot;NATO&quot; AZEVEDO&lt;/strong&gt;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/os-micos-que-vivi-parte-2#c471247</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2010-4-07T19:03:25Z</dc:date>
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 <item rdf:about="http://www.overmundo.com.br/banco/os-micos-que-vivi-parte-2#c471786">
  <description>&lt;strong&gt;COMENTÃRIOS AO TEXTO ACIMA:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;1) as fotos sÃ£o do rio-mar em frente Ã  cidadezinha tricentenÃ¡ria e as 3 restantes do vilarejo citado no texto, com parte de garotada que lÃ¡ vivia.&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;2) os 2 Jornais nos cederam cada um perto de 200 folhas de ALUMÃNIO ou zinco (e nÃ£o amianto, como citei). Na verdade, o DiÃ¡rio do ParÃ¡ sÃ³ nos deu metade desse volume, pelo restante tivemos que pagar. Mesmo assim, foi nossa salvaÃ§Ã£o: pudemos sair de uma garagem -- sem banheiro, janelas nem Ã¡gua encanada --&lt;strong&gt; e fomos morar por quase um ano numa invasÃ£o,&lt;/strong&gt; atÃ© que a familia se cotizasse para comprar uma modesta casa, adiante ampliada. Enquanto isso, na Ã©poca (3/1989), relacionamos 18 casas (eram 31, pouco antes!) &lt;strong&gt;mantidas fechadas por mais de UM ANO sob o argumento de &quot;falta de fechadura ou torneira&quot;.&lt;/strong&gt; COISAS DO PARÃ!</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/os-micos-que-vivi-parte-2#c471786</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2010-4-12T15:22:25Z</dc:date>
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  <description> &lt;strong&gt; OBSERVAÃÃES AO TEXTO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;1) o &quot;doutor&quot; R. Pinheiro manteve-se por dez anos ou mais como chefe do Cerimonial da PMA, acumulando ainda o posto de &quot;SecretÃ¡rio&quot; de uma secretaria (SECULT ou SEMCULT) que nunca se soube realmente se existia, aqui em Ananindeua. O fato Ã© que, &lt;strong&gt;em 2003, consegui um patrocÃ­nio (?!) de 250 reais para ter alguns textos meus publicados em coletÃ¢nea no Rio Grande do Sul. Com prazo de 60 dias para quitar a divida, passados mais de 90 dias o dr. Raimundo continuava a protelar o pagamento&lt;/strong&gt;. Tive que apelar para um amigo, que conhecia o SecretÃ¡rio de Fazenda, que intimou um interventor (a PMA estava sendo investigada!) que finalmente, aos 108 dias, me deu a verba acordada. Do sr Pinheiro consegui apenas promessas e... palavras. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;Em 2006 um outro &quot;secretÃ¡rio&quot; (LF)&lt;strong&gt; me faria passar por situaÃ§Ã£o (ou vexame) semelhante, agora com a fabulosa quantia de 190 reais...&lt;/strong&gt; a SECULT ficaria acÃ©fala logo depois, o sujeito foi cuidar de carros (no DEMUTRAN) e sÃ³ recentemente reativaram a tal Secretaria, nÃ£o imagino atÃ© quando. Nosso municipio Ã© o TERCEIRO em arrecadaÃ§Ã£o no ParÃ¡! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;2) quando fomos morar por quase um ano numa &quot;invasÃ£o&quot; prÃ³xima,  a familia Azevedo em vÃ¡rias partes do Brasil se cotizou para nos comprar uma modesta casa, adiante ampliada. Enquanto isso a estatal de &quot;habitaÃ§Ã£o&quot; nos negava  na Ã©poca (3/1989) qualquer ajuda. Relacionamos 18 casas recÃ©m-construÃ­das (eram 31, pouco antes!) &lt;strong&gt;mantidas fechadas por mais de UM ANO pela inepta Cia de &quot;habitaÃ§Ã£o&quot; sob o argumento de &quot;falta de fechadura ou de torneira&quot;. &lt;/strong&gt;COISAS DO PARÃ! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;4) Curiosamente, um conhecido que atua como taxista no Aeroporto internacional de BelÃ©m, recebe 3 ou 4 exemplares de 2 importantes jornais da capital... DE GRAÃA, para deleite dos turistas e passageiros VIPs, enquanto o jornaleiro comum tem que pagar atÃ© os jornais que nÃ£o conseguiu vender. Padarias e mercadinhos tambÃ©m devolvem a sobra sem qualquer Ã´nus e, ao que tudo indica, atÃ© os marreteiros e baderneiros tÃªm igual mordomia. Terra boa Ã© o ParÃ¡! &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
  <link>http://www.overmundo.com.br/banco/os-micos-que-vivi-parte-2#c472543</link>
  <title>Comentário postado por &quot;NATO&quot; AZEVEDO</title>
  <dc:date>2010-4-20T18:15:04Z</dc:date>
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  <title>Buscar:</title>
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