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  <title>.: Release para o disco SLA 2 - BE SAMPLE, de Fernanda Abreu :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Banco de Cultura :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>O conceito de sampler extendido aqui por vocÃª no conceito de influÃªncia Ã© realmente similar. O que seria de Tom Jobim sem Debussy ou Vila Lobos? O que seria de Vila Lobos sem Bach e sem o cancioneiro brasileiro? O que seria de Jimmi Hendrix sem Bob Dylan ou Robert Johnson? O que seria da mÃºsica eletrÃ´nica sem o groove? Entendi. O conceito pode ser ainda mais extendido quando vemos que durante a vida estamos &quot;escaneando&quot; tudo que se passa a nossa volta e todos os fazeres sÃ£o influenciados pelo que foi &quot;escaneado&quot; e acaba influenciando outros fazeres num processo de fluxo contÃ­nuo. Lembro de um depoimento do Hermeto, dizendo que quando era crianÃ§a, por ser albino, ficava embaixo da Ã¡rvore o dia inteiro, enquanto seus irmÃ£os estavam na enchada. Ficava ali sozinho, entÃ£o escutava o som do seu silÃªncio (tÃ£o bem definido na peÃ§a 33&apos; de John Cage, ali nos anos 50, se nÃ£o me engano), ou seja, ouvia formigas, pÃ¡ssaros, sapos, vento na Ã¡rvore, um carro passando ao longe...e Hermeto &quot;escaneando&quot; o som foi aperfeiÃ§oando a audiÃ§Ã£o e a percepÃ§Ã£o e se tornou o nosso bruxo.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O sampler &quot;em si&quot;, Ã© uma ferramenta do fazer musical que pode iniciar o processo ou complementÃ¡-lo, conforme o conceito que se queira imprimir a criaÃ§Ã£o, ou atÃ© mesmo ser fundamental em se tratando de mÃºsica eletrÃ´nica. EntÃ£o o sampler seria a copiagem deliberada de um som, uma levada, um trecho...para a criaÃ§Ã£o da &quot;nova coisa&quot;. A influÃªncia Ã© a decodificaÃ§Ã£o interna das impressÃµes para a criaÃ§Ã£o da &quot;nova coisa&quot;. SÃ£o conceitos similares, mas diferentes, que vocÃª integra. Novos conceitos sÃ£o bem vindos, mas penso que seria cuidadoso nÃ£o tratÃ¡-los como verdade absoluta. Pode parecer certo deslumbramento com o &quot;novo&quot;. A incorporaÃ§Ã£o dos &quot;novos&quot; conceitos com os jÃ¡ existentes me parece mais sensata e menos suscetÃ­vel. Essa incorporaÃ§Ã£o me parece mais digna do que vem a ser chamado de &quot;contemporÃ¢neo&quot;. O que Ã© &quot;novo&quot; sempre sendo incorporado ao que jÃ¡ existe, sem a substituiÃ§Ã£o deslumbrada do &quot;jÃ¡ existente&quot; pelo &quot;novo&quot;. </description>
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  <title>Comentário postado por Mansur</title>
  <dc:date>2007-10-08T11:45:22Z</dc:date>
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  <description>TÃ´ com o Mansur nessa aÃ­.  &lt;br /&gt;&#13;&#10;Um pouco na minha praia, nesta coisa de estudar artefatos e instrumentos de mÃºsica, ouso dizer que o ser humano nÃ£o inventou e nem inventarÃ¡ nada que jÃ¡ nÃ£o tenha sido inventado neste campo. Um pouco de Descartes (...nada se cria, tudo...) e um pouco de Noam Chomsky tambÃ©m, aquele cara que, especialista em linguagens humanas que Ã© (ou linguagens, simplesmente), nos disse que tudo, rigorosamente, tudo que usamos como mecanismo de comunicaÃ§Ã£o (sons, imagens, cheiros, texturas, sÃ³ pode estar configurado e ser compreendido, decodificado, dentro do Ã¢mbito limitadÃ­ssimo de nosso sistema sensorial. Todos os instrumentos sÃ£o, portanto, extensÃµes de nÃ³s mesmos, velhos primatas com polegares opositores e alguns tufos de neurÃ´nios.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Me lembro tambÃ©m que uma das primeiras fitas de mÃºsica africana que ouvi na vida, era uma polifonia de trompas, de uma orquestra de um soba do SudÃ£o, um som assim, primitivÃ£o, tradicional no lugar, secular. Pois bem, soava como um arranjo cabeludÃ­ssimo do Dizzy Gillespy para trumpete, trombone e quetais. Era dissonante, no sentido de novo, inusitado a mais nÃ£o poder. Uma coisa dos sÃ©culos seguintes para nÃ³s, mas, ao mesmo tempo, de muitos sÃ©culos atrÃ¡s para aqueles &apos; primitivos&apos; sudaneses.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ou seja, nÃ£o creio que existam estas instancias de tempo convencional quando se fala de mÃºsica (uma linguagem complexa que opera com o Tempo e EspaÃ§o, ao mesmo &apos;tempo&apos;). &lt;br /&gt;&#13;&#10;MÃºsica Ã© relatividade pura, em todos os sentidos, Ã© um conceito dos mais Einsteiniano com os quais podemos nos defrontar. Logo, Ã© muito difÃ­cil que possa existir, portanto, esta histÃ³ria do sampler ser uma coisa mais moderna, digamos assim, do que um berimbau, por exemplo. Sampler pode ser uma coisa bem brega, careta memso, amanhÃ£ de manhÃ£. Ou em outro lugar, Ã© assim que a banda toca.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Ah...Me lembrei tambÃ©m do Tom Jobim que, quando ouvia um teclado eletrÃ´nico, um &apos;Ã³rgÃ£o&apos; por assim dizer, chamava a coisa (modernÃ­ssima para alguns incautos da Ã©poca, anos 60, por aÃ­) de &apos;purrinhola&apos;, assim mesmo, bem depreciativamente.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Bem, acho que Ã© mais por aÃ­.&lt;br /&gt;&#13;&#10;   </description>
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  <title>Comentário postado por SpÃ­rito Santo</title>
  <dc:date>2007-10-09T20:28:11Z</dc:date>
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  <name>txtBusca</name>
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  <title>Buscar:</title>
  <description>Busque notícias no Overmundo</description>
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