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  <title>.: UM ATELIER FAMOSO, OUTRO FULERO :.</title>
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  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <title>.: Banco de Cultura :.</title>
  <description>Cultura de todo o Brasil na internet</description>
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  <description>Aqui na terra do pequi anos 50, pululava de elegantes e alfaiatarias. Mestres de ofÃ­cio, tecidos de luxo, dÃ¢ndis, janotas e executores de moda.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O quartel general da moda masculina tinha o seu pontificado na Rua SimeÃ£o Ribeiro, hoje QuarteirÃ£o do Povo. LÃ¡ a alfaiataria mais luxuosa era a de Wilson Drummond e seu contramestre Elzino do Alto SÃ£o JoÃ£o. VavÃ¡ Alfaiate, o mais elegante, sempre de terno, colete, chapÃ©u coco e bengala com cabo de baquelita.&lt;br /&gt;&#13;&#10;O ateliÃª de JoÃ£o e seu irmÃ£o Terezo frequentada pelos maÃ§ons. Havia o Chagas Alfaiate que tinha como gerente o professor Edmundo Andrade, o mestre Manoel Barbosa, vindo de JanuÃ¡ria e que trabalhou por vinte e nove anos em BocaiÃºva.&lt;br /&gt;&#13;&#10;MiltÃ£o, Nilo Coto, Miltinho e Rosalvo. Esse Ãºltimo que ao mudar-se para a Capital bateu os sapatos na plataforma de embarque da estaÃ§Ã£o ferroviÃ¡ria. Tirando o pÃ³ de Montes Claros e jurando nÃ£o mais voltar. Dois meses depois foi trazido pela alma do pequi...&lt;br /&gt;&#13;&#10;Existia ainda o ateliÃª de Joaquim, um elegante mulato, ao lado do Maravilhoso Bar. CecÃ­lio Barbosa na Rua SÃ£o Francisco, Benjamin Ribeiro na Camilo Prates, AntÃ´nio Gomes, na Rua Visconde de Ouro Preto, todos no centro comercial da urbe.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Era tempo de fartura, preÃ§o fixo e juro calculado pela tabela Price. Os amigos eram diletantes e a vida transcorria em dolce fair niente. Vivia o romantismo em ambiente de art decÃ´.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nas prateleiras da Casa Colombo, o tecido MaracanÃ£. Um nacional que fazia sucesso nos States. Usava-se o tropical inglÃªs, a casimira Aurora, a Sarga, o Sargelim, o Sargelim Aurora. Linhos eram os S120, S 129, S 120 Pele de Ovo. Os abastados e elegantes usavam o York Shire e o super Pitex 1504. Os modelos iam do clÃ¡ssico aos italianos, PaletÃ³ Saco, Cintado, Dois e TrÃªs BotÃµes, JaquetÃ£o e o Scaraveli.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Os nossos mais bem vestidos cavalheiros eram o JoÃ£o Chaves, sempre impecavelmente vestido. PÃ­ndaro Figueiredo, considerado o mais luxuoso de todos. Foi para Roma, na ItÃ¡lia, representar o Brasil entre os mais elegantes e jogar nos cassinos internacionais.&lt;br /&gt;&#13;&#10;UruraÃ­ Filpi, o BarÃ£o, os fazendeiros Dominguinhos Braga, Dezinho Tropical, JosÃ© Costa, Marcelo AlcÃ¢ntara. O notÃ¡vel esculÃ¡pio e escritor JoÃ£o Valle MaurÃ­cio, o advogado MourÃ£o, o comerciante Benedito Gomes eram, tambÃ©m, elegantes.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Como somos chiques, tÃ­nhamos uma escola de alfaiates. Uma pequena faculdade de moda masculina, administrada pelo mestre J.PandÃº. Chamado de O Craque da ElegÃ¢ncia, situada na Rua Presidente Vargas. LÃ¡, formaram-se geraÃ§Ãµes de contramestres e mestres alfaiates.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Eram tempos de sofreguidÃ£o, de boÃªmia, de lenÃ§os de organdi no bolso do paletÃ³, manchado de batom vermelho carmesim, resÃ­duos de Grant`s, de perfume Nuit de Noel, umedecidos com lanÃ§a perfume Rodoro.&lt;br /&gt;&#13;&#10;Nos Montes Claros modernos, temos o Jerry Zonaldo, que aqui chegaram em 1955, vindos da guerra polÃ­tica de Monte Azul, chamado de O Dedal de Ouro, e o seu contra mestre Baltazar, com ateliÃª na Rua SimeÃ£o Ribeiro. &lt;br /&gt;&#13;&#10;Elzino Alfaiate atendia antes de nos deixar, mudou a sua alfaiataria para a sua casa no Alto SÃ£o JoÃ£o. Onde morou hÃ¡ cinquenta e cinco anos, desde que o caminhÃ£o pau de arara, que o trouxe do nordeste, quebrou o eixo. LÃ¡ onde o eixo quebrou, ele ficou. &lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;&lt;br /&gt;&#13;&#10;</description>
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  <title>Comentário postado por raphaelreys</title>
  <dc:date>2016-1-16T07:01:37Z</dc:date>
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  <name>txtBusca</name>
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