Quantas vezes você já disse “eu não sei desenhar”? A frase, aparentemente simples, pode carregar insegurança, medo de errar e a sensação de que a expressão artística não é para todos. É a partir desse bloqueio que o artista-educador Thiago Saraiva conduz a vivência “EU NÃO SEI DESENHAR”, no dia 17 de outubro, sábado, das 14h às 18h, no Centro de Artes Calouste Gulbenkian, na Praça XI, no Rio de Janeiro.
A experiência combina artes visuais, dança e princípios do Método Feldenkrais de educação somática para propor uma relação diferente com o corpo, o movimento e a criatividade. A idealização é de Thiago Saraiva. O projeto tem apoio do Ministério da Cultura, Sistema Nacional de Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa através da Política Nacional Aldir Blanc.
O encontro de outubro abre um percurso mais amplo: o projeto prevê três vivências (as outras duas acontecem em novembro, com datas e locais a serem anunciados) e culmina em duas exposições em 2027, que terão a curadoria de Rubens Takamine. As vivências são gratuitas e a inscrição é obrigatória. Os encontros também terão acessibilidade em LIBRAS.
Voltada para pessoas a partir de 18 anos, em grupo de 12 participantes, a vivência não é uma aula de desenho nem exige experiência prévia com qualquer linguagem artística. A proposta é abrir um intervalo na rotina para desacelerar, reduzir os estímulos externos e ampliar a percepção sobre o próprio corpo e sobre aquilo que cada participante sente.
Ao longo das quatro horas, estímulos corporais gentis, movimentos, linhas, cores, texturas e diferentes materiais tornam-se ferramentas para investigar outras formas de perceber e expressar o que se passa internamente, sempre respeitando os limites de cada corpo. O fundamento pedagógico vem do Método Feldenkrais, abordagem desenvolvida pelo físico e engenheiro Moshé Feldenkrais que utiliza o movimento como caminho para ampliar a consciência de si. Mais do que ensinar uma técnica, Thiago conduz os participantes por uma experiência de descoberta, na qual o desenho e o movimento funcionam como portas de acesso à autoescuta.
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