Agora a criatura se sente heroína de suas próprias histórias,
personagem principal de dramas e comédias no cotidiano.
Percebe sua autonomia nas opções que faz: agora, acima de tudo, escolhe seletivamente o que puder reforçar a manutenção da vida que escolheu, adotando a sinceridade clara – nua e crua – desarmada de conveniências e violência, fazendo de cada momento algo único em ludicidade, criatividade e atividade, se expandindo e contraindo
sem condições nem padrões.
Agora, anda livre “numa beira de estrada,
do lado ensolarado que achou pra caminhar”,
mudando a rota e mergulhando no desconhecido
ao seu bel prazer.
Sem culpa.
Agora, entende o que significa a dor de uma perda,
sem a tradição de penitência e sofrimentos infinitos.
Agora, de repente, se percebe prática,
sem pregações, outdoors ou pichações,
agindo de acordo com seus instintos para manter sua existência, a produção, o amor, o tesão cada vez mais absolutos, plenos.
Na existência, estratégias de sobrevivência.
Na produção, novos conhecimentos, aperfeiçoamento.
No amor, liberdade para ultrapassar todas as fronteiras.
No tesão, paixão pelas belezas da vida na produção, no amor,
no próprio tesão.
Assim, pressente jogos, usa o blefe, descarta.
Vê falcatruas, ironiza, entrega, delata.
Artimanhas sem fim para não se deixar prender, sofrer.
A criatura se percebe prática.
Pra que argumentos?
Movimentos, liberdade...
Saltando abismos, abrindo portas e janelas e frestas.
Que nos traga todas as preciosas novidades deste baú onde o anjo torto acerta em cheio as delícias da sua prosa poética... "Saltando abismos, abrindo portas e janelas e frestas" dentro da gente.
Prosadora efícaz, muito bem.
Se sentir plena assim melhor ainda.
Grande! Bravo!
Ouvi e alcancei a voz da liberdade!!!
Muito bom!
Absolutamente lindo!
Tô todo arrepiado...
bia, ante o absurdo não há outra saída: comtempla-se e distrai-se a alma de modo a viver sem penas e com satisfação...seu texto dá a hora!
grande texto! grande bia!
grande bj
bia, ante o absurdo não há outra saída: contempla-se e distrai-se a alma de modo a viver sem penas e com satisfação...seu texto dá a hora!
grande texto! grande bia!
grande bj
Luciana que delícia ter rever! Zé, valeu sempre! Marcos, sou fã!
Bia Marques · Campo Grande, MS 24/2/2007 14:10
Bia, Fênix do Pantanal que reinventa-se, descobre-se e cobre-se de poesia.
"Hay que endurecerse pero sin perder la ternura..."
Muito bom!!!!!!!!!!!
grata meu poeta da ponte e da prainha, da Notre Dame encravada no portal do Pantanal...
Bia Marques · Campo Grande, MS 26/2/2007 12:59bioca munha flor como que eu num tinha visto issssssssso antes, uau que domingo de chuva esse !
sandra vi · Petrópolis, RJ 20/5/2007 11:21ai que não só o anjo é torto munha é de lascar rararara
sandra vi · Petrópolis, RJ 20/5/2007 11:22
Parabéns pelo texto Bia, muito bom.
Carlos Magno.
Sandra Vi, esse texto me acompanha de muitas formas e há muito tempo, que a chuva caia sempre, lavando a alma desse pedaço do planeta. Carlos, legal você, tá em todas pois não? Abraço
Bia Marques · Campo Grande, MS 20/5/2007 22:14Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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