Vivemos tempos estranhos, a velocidade é frenética, a cada dia os espaços e o tempo se compactam, é como se entrássemos em um buraco negro que suga toda matéria e faz com que na medida que avançamos a velocidade se torne maior e tudo se comprima.
As revoluções são constantes, a velocidade é vertiginosa, não há onde se agarrar, esta é a condição de sermos modernos ou se preferirem, pós modernos ou pós pós modernos, como define bem, Marshall Berman em seu clássico livro, "tudo que é sólido desmancha no ar" (parafraseando Marx), os homens e mulheres da modernidade aprenderam a viver (n)esta constante mudança, onde tentar se agarrar a algo ou reviver o passado é reviver fantasmas, tamanha a velocidade das transformações, estes cidadãos da modernidade fazem dela sua casa e nela se sentem confortáveis. Nem mesmo os Futuristas, movimento artístico do início do século XX que pregava a ruptura com tudo que lembrasse o passado, a queima dos antigos livros e museus..., poderiam imaginar as mudanças que estariam por vir, talvez ficassem satisfeitos ao constatarem os prodígios deste século que produziu inovações tecnológicas numa quantidade superior à toda história da humanidade até então, o mundo conectado por meio de fibras ópticas, a rede mundial de computadores, clonagem de seres vivos, modificações genéticas...
Tudo é rápido, tudo parece superficial, e talvez até seja, mas a questão fundamental é a seguinte, como viver de maneira sana uma realidade insana? Atiramo-nos, sem bote, nestas águas revoltadas e perigosas ou ficamos na (à) margem de tudo que passa, inclusive a diversão fluviática que move cada época histórica? Como vivenciar a arte, o amor, o sexo, o trabalho, a família? Categorias que assim como o momento histórico peculiar que vivemos, pois são peças constitutivas deste, ameaçam a todo instante se desintegrar, combinando-se entre si formando novas categorias que devem ser apreendidas por estes cidadãos da modernidade, pois são os botes os quais serão utilizados para navegar as águas caudalosas do século XXI.
NÃO SEI!
" Como viver de maneira sana uma realidade insana? " gostei e iniciei a votação! bjus
Fatima Merigue de Mendonça · Itu, SP 3/2/2009 14:32Luiz, tenho a impressão que essas questões existem desde que o mundo é mundo, independente da tecnologia ou da velocidade dos acontecimento de hoje...
Stella Tuttolomondo · Rio de Janeiro, RJ 4/2/2009 00:57
Como ? vc pergunta.
TEOtecnoligia A.C interplanetarium
acesso livre, direto e veloz
Provedor DEUS
obs: tudo o q fluido se eleva do (no) ar.
conecte-se agora e se surprenda.
bjssssssss ;
É isso mesmo que sinto. A velocidade das mudanças é vertiginosa e " não há onde se agarrar". Parece que perdi o pé.
Votado. Ivette G M
Faz a gente sentir-se como aquele velho na plataforma que nem vê o trem passar. Gostei, votei
LAURO WINCK · Rio Pardo, RS 4/2/2009 22:52
Gostei muito do seu texto. Modernidade, velocidade, atos instantâneos. Ufa!
Votado!
Um abraço afetuoso, Faraó
A modernidade de hoje era a modernidade de ontem
Um beijo e publicando seu ótimo texto
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!