GUILHOTINA
Duas lindas flores-artistas
que dançando na brincadeira-de-rodar,
avoavam em um Novo-Mundo –
leves;
um mundo mais infinito
que a imensidão dos pecados de Dedalus
um mundo que a culpa não termina
um mundo pesado –
que carreguei,
pequei, e aos meus olhos
sou um pecador –
como artista, assumo os meus desejos,
meus erros e contrariando as virtudes,
me liberto do que me prende –
a arte extramundana,
acima do ultimo sentido humano;
distante da última centelha que me guia.
A arte está dentro
na fraqueza do pecador –
livre dos prazeres,
das iras,
dos medos,
das virtudes fisiológicas e
do perdão –
o artista é livre, Vagabundo!
Com ele, palavra voa,
mata-&-corre,
mira instantes dourados –
e com fervor
vomita deleites de prosa –
mas sem desafiar,
porque o mundo é dele,
e sobre seu peito
só dorme uma cabeça –
a do artista.
"Matar ou escrever" foi a dúvida que me surgiu.
Poema escrito durante a temporada que morei em Madrid (Espanha) e sofria da constante falta de inspiração que gera a troca brusca de ambiente.
Aproveitem e se quiserem, baixe-o.
Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
Você conhece a Revista Overmundo? Baixe já no seu iPad ou em formato PDF -- é grátis!
+conheça agora
No Overmixter você encontra samples, vocais e remixes em licenças livres. Confira os mais votados, ou envie seu próprio remix!