Por entre as fÃmbrias da noite
A vagar perdido feito fantasma atemporal
O poeta contabiliza as horas mortas
Como quem anseia a manhã vindoura.
Nenhum visgo de presença humana,
Nenhum resquÃcio de qualquer história já vivida.
Apenas o caminhar silente do poeta
Anunciando o nascedouro de mais um poema:
Tépido, posto que nascido do sereno último;
Urgente, destarte a natureza de sua evocação.
Algures um canto de uma ave madrugadora
Desperta a vida para mais um dia solar:
Entre gnomos e querubins de pedra-sabão
O poeta encontra abrigo na grama do jardim.
...surgido, posto que urgido...
Poema que têm assinatura inigualável de Pepê, um dos mais férteis poetas da minha geração. Poética de fina estampa. Ave!
Benny Franklin · Belém, PA 17/8/2013 11:40...obrigado pelas palavras, meu poeta da Mangueirosa, bom te ver por aqui também,... abraços...
Pepê Mattos · Macapá, AP 17/8/2013 12:12Para comentar é preciso estar logado no site. Faça primeiro seu login ou registre-se no Overmundo, e adicione seus comentários em seguida.
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